terça-feira, março 28, 2006
Meritocracia
Não raras vezes fico chocado. Chocado com afirmações, mas pior que isso, chocado com posições de proeminentes opinion makers (os tais que na esquerda são apelidados por intelectuais). Estas posições reflectem normalmente crenças fortes, enraizadas, roçando o dogmatismo laico. Profundo acreditar, mesmo fé.
E fico nesse tal estado de choque quando mais frequentemente do que estaria à espera observo que por essa esquerda fora parece que não é só a palavra "neo-liberalismo" que surge como uma espécie de bicho mau da humanidade. Agora também a "meritocracia" parece ser "mais um dos males do imperialismo e capitalismo selvagem". Vejo insurgentes esquerdistas atacarem a cultura do mérito como que um atentado à humanidade ou à liberdade ou mesmo ao bem-estar de todos. Incrivel...!
Como se ser-se ou tentar-se ser melhor que os outros ou pura e simplesmente ter uma vantagem comparativa (o que não significa de todo que se tenha um sentimento de superioridade) ao nível da produção seja de conhecimento, seja de rendimento seja do que for (incluíndo a cultura) seja um crime. Parece que o direito à mediocridade é adquirido e inalienável, ou mesmo uma forma imprescíndível de manter a igualdade de todos em deterimento dos níveis gerais de bem-estar, à conta do mérito de cada um.
Parece ser quase crime lesa-Pátria ser-se mais produtivo e ter-se uma remuneração do mercado em conformidade. É esta a cultura Socialista (no seu mais puro sentido ideológico que não necessáriamente do actual Governo...) que a História fez questão de ir abolindo mas cujos restícios em Portugal parecem querer continuar a minar o nosso desenvolvimento.
Liberdade é de facto um valor de Direita, porque ser-se livre é também ter a Liberdade de merecer o que aufere e auferir o que se merece!
E fico nesse tal estado de choque quando mais frequentemente do que estaria à espera observo que por essa esquerda fora parece que não é só a palavra "neo-liberalismo" que surge como uma espécie de bicho mau da humanidade. Agora também a "meritocracia" parece ser "mais um dos males do imperialismo e capitalismo selvagem". Vejo insurgentes esquerdistas atacarem a cultura do mérito como que um atentado à humanidade ou à liberdade ou mesmo ao bem-estar de todos. Incrivel...!
Como se ser-se ou tentar-se ser melhor que os outros ou pura e simplesmente ter uma vantagem comparativa (o que não significa de todo que se tenha um sentimento de superioridade) ao nível da produção seja de conhecimento, seja de rendimento seja do que for (incluíndo a cultura) seja um crime. Parece que o direito à mediocridade é adquirido e inalienável, ou mesmo uma forma imprescíndível de manter a igualdade de todos em deterimento dos níveis gerais de bem-estar, à conta do mérito de cada um.
Parece ser quase crime lesa-Pátria ser-se mais produtivo e ter-se uma remuneração do mercado em conformidade. É esta a cultura Socialista (no seu mais puro sentido ideológico que não necessáriamente do actual Governo...) que a História fez questão de ir abolindo mas cujos restícios em Portugal parecem querer continuar a minar o nosso desenvolvimento.
Liberdade é de facto um valor de Direita, porque ser-se livre é também ter a Liberdade de merecer o que aufere e auferir o que se merece!
Pista de Remo com ou sem Estado
Devo dizer que me agrada sobremaneira ouvir a edilidade dizer que não se prende pelo financiamento do Estado para avançar com a pista de Remo. Ainda para mais sabendo que parte do financiamento que foi assegurado pelo o Executivo Camarário (o actual e o anterior, faça-se justiça) é privado, o que devo dizer, me agrada tanto ou mais que saber que o Estado fica de fora. O único problema do Estado não financiar 50% da obra, é que esse onus passa para a Camara Municipal, a não ser que o sector privado esteja disponível para avançar com mais essa fatia do financiamento do projecto.
A questão principal é que o projecto não se reduz ao plano desportivo. Terá impacto económico, social e humano em Cacia e na Região, pelo que cada vez compreendo menos a posição ainda oficiosa do Sec. Estado. Alias, depois de ler a posição do vereador do PS na CMA (aqui), e depois de ter afirmado publicamente ontem que não estaria preocupamento nem acreditaria nesta posição do governo como uma forma de desfavorecimento a uma Camara Municipal de cor diferenta da do Governo, eis que surge um vereador do PS fazendo acusações ao actual Presidente que parecem premeditadas, como que numa acção conjunta de denegrir a imagem de Elio Maia e do Executivo.
Frases como «andou mal mais uma vez, porque não se promete uma coisa que não se pode cumprir» ou «é evidente que não falou com quem devia falar e não fez o seu trabalho de casa, que era garantir esse mesmo financiamento, o qual anunciou de uma maneira tão floral na reunião pública de Cacia». É obvio que se esqueceu da forma floral como também o anterior Presidente o fez. Ou como este tinha como certo aquilo a que se pode chamar a palavra de honra do Governo, consubstanciada num Protocolo. Quem parece não pode cumprir com a sua parte, neste caso, é o Governo, que entre as romarias, festas e flash's com que nos vem brindando, não arranjou cabimentação orçamental para um obra já prometida num protocolo. Mas mais, estas afirmações do vereador parecem tão mais graves, quanto qualquer Presidente da CMA, fosse de que cor partidária fosse, se comprometeria com os seus cidadãos e munícipes para o arranque tão rapido quanto possível desta obra, que espera ha tanto tempo...porque quem faltou com a palavra foi e é o Governo de Portugal...
A questão principal é que o projecto não se reduz ao plano desportivo. Terá impacto económico, social e humano em Cacia e na Região, pelo que cada vez compreendo menos a posição ainda oficiosa do Sec. Estado. Alias, depois de ler a posição do vereador do PS na CMA (aqui), e depois de ter afirmado publicamente ontem que não estaria preocupamento nem acreditaria nesta posição do governo como uma forma de desfavorecimento a uma Camara Municipal de cor diferenta da do Governo, eis que surge um vereador do PS fazendo acusações ao actual Presidente que parecem premeditadas, como que numa acção conjunta de denegrir a imagem de Elio Maia e do Executivo.
Frases como «andou mal mais uma vez, porque não se promete uma coisa que não se pode cumprir» ou «é evidente que não falou com quem devia falar e não fez o seu trabalho de casa, que era garantir esse mesmo financiamento, o qual anunciou de uma maneira tão floral na reunião pública de Cacia». É obvio que se esqueceu da forma floral como também o anterior Presidente o fez. Ou como este tinha como certo aquilo a que se pode chamar a palavra de honra do Governo, consubstanciada num Protocolo. Quem parece não pode cumprir com a sua parte, neste caso, é o Governo, que entre as romarias, festas e flash's com que nos vem brindando, não arranjou cabimentação orçamental para um obra já prometida num protocolo. Mas mais, estas afirmações do vereador parecem tão mais graves, quanto qualquer Presidente da CMA, fosse de que cor partidária fosse, se comprometeria com os seus cidadãos e munícipes para o arranque tão rapido quanto possível desta obra, que espera ha tanto tempo...porque quem faltou com a palavra foi e é o Governo de Portugal...
segunda-feira, março 27, 2006
Portas
Sábado o Dr. Paulo Portas não foi ao Conselho Nacional do CDS-PP. Preferiu falar aos jovens. Preferiu partilhar um pouco da sua experiência com a Juventude Popular de Aveiro. Preferiu apadrinhar a tomada de posse da CPC de Espinho da Juventude Popular. E ao que me parece, bem.
Folgo em saber que nem sempre mantém a sua postura do politicamente correcto do programa "Estado da Arte". É bom saber que continua vivo o político que movimenta e entusiasma a Direita portuguesa e que suscita ódios e revoltas na Esquerda portuguesa.
Portas falou de História, falou de Esperança e falou dos Jovens. Falou de Liberdade como um valor de Direita.
Falou de História quando referiu que Portugal em 15 anos sofreu alterações nas suas fronteiras como há muito não se via. De 1974 em que se viu reduzido a Portugal Continental e Ilhas, à entrada na União Europeia. Mas disse também que não devemos ter vergonha do Passado. Da nossa História. Afirmou (e eu aplaudi de pé) que «o "Fascismo" - e sublinho Fascismo entre aspas porque científicamente não existiu Fascismo em Portugal, existiu sim uma ditadura autoritária, e nós sempre repudiámos as ditaduras -, faz parte da nossa História». Mais, não nos devemos envergonhar do 24 de Abril, porque se não tivesse existido um 25 de Novembro não haveria Liberdade.
Democracia não é um valor, mas sim a Liberdade. Democracia é um sistema. Imperfeito. Como tal melhorável.
E falou dos jovens e da esperança. Falou de como os jovens não estão presos ao estigma da Constituição feita em 1975. E são livres de a criticar. Falou da esperança e como ela pode significar sonhar com um País que não deixe os seus melhores quadros partir por não lhe dar oportunidades.
Mas a mensagem que penso ser a mais importante é a da Liberdade. Não é possível haver liberdade sem livre iniciativa. Com entraves ao investimento. Que maior liberdade pode haver que a não intromissão do Estado na Economia, nas decisões económicas dos privados? Liberdade também em relação à propriedade privada. À livre iniciativa. Esta Liberdade só existe à Direita. A Liberdade não é um valor de Esquerda. Nunca foi. A liberdade à Esquerda é interesseira, populista, hipócrita.
Folgo em saber que nem sempre mantém a sua postura do politicamente correcto do programa "Estado da Arte". É bom saber que continua vivo o político que movimenta e entusiasma a Direita portuguesa e que suscita ódios e revoltas na Esquerda portuguesa.
Portas falou de História, falou de Esperança e falou dos Jovens. Falou de Liberdade como um valor de Direita.
Falou de História quando referiu que Portugal em 15 anos sofreu alterações nas suas fronteiras como há muito não se via. De 1974 em que se viu reduzido a Portugal Continental e Ilhas, à entrada na União Europeia. Mas disse também que não devemos ter vergonha do Passado. Da nossa História. Afirmou (e eu aplaudi de pé) que «o "Fascismo" - e sublinho Fascismo entre aspas porque científicamente não existiu Fascismo em Portugal, existiu sim uma ditadura autoritária, e nós sempre repudiámos as ditaduras -, faz parte da nossa História». Mais, não nos devemos envergonhar do 24 de Abril, porque se não tivesse existido um 25 de Novembro não haveria Liberdade.
Democracia não é um valor, mas sim a Liberdade. Democracia é um sistema. Imperfeito. Como tal melhorável.
E falou dos jovens e da esperança. Falou de como os jovens não estão presos ao estigma da Constituição feita em 1975. E são livres de a criticar. Falou da esperança e como ela pode significar sonhar com um País que não deixe os seus melhores quadros partir por não lhe dar oportunidades.
Mas a mensagem que penso ser a mais importante é a da Liberdade. Não é possível haver liberdade sem livre iniciativa. Com entraves ao investimento. Que maior liberdade pode haver que a não intromissão do Estado na Economia, nas decisões económicas dos privados? Liberdade também em relação à propriedade privada. À livre iniciativa. Esta Liberdade só existe à Direita. A Liberdade não é um valor de Esquerda. Nunca foi. A liberdade à Esquerda é interesseira, populista, hipócrita.
domingo, março 26, 2006
Mais um blog aveirense
Segundo vi no Código da Vivência, parece existir mais um blog de aveirenses na blogosfera, denominado por "Estados Gerais". De Aveiro propriamente ainda não vi muito por lá, mas é, naturalmente, bem-vindo. Fica o Link adicionado.
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006
livre arbítrio ou "God is a DJ"
Recomendo vivamente este vídeo:
http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&tit
http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&tit
A quem servir...
«(...)Infelizmente, a blogoesfera tornou-se refúgio de muitos anónimos, em blogs “pessoais” ou, somente, comentários, auto-desresponsabilizados, em muitas situações com acusações desonestas. Alguns desses anónimos, incapazes de criticar frontalmente, com vergonha de assumir o que escrevem ou com "necessidade" de ocultar um qualquer auto-comprometimento, tentando iludir quem lê que emitem uma opinião desinteressada e transparente, escondem-se sob uma máscara, ao mesmo tempo que se arrogam de ser arautos da sapiência e impolutos.(...)»
Guilerme Damas, JS
Guilerme Damas, JS
quarta-feira, março 22, 2006
Profissão: Líder
O Público editou hoje um artigo do Dr. Manuel Monteiro que este subscreve como «Líder do Partido da Nova Democracia».Note-se bem: o Dr. Monteiro não se intitula «Presidente», «Secretário-Geral» ou «Dirigente» do PND, mas «Líder». A expressão remete, como se sabe, para dons carismáticos dos seus titulares, para características de chefia, de força, de personalidade vincada, atributos que são necessariamente correspondidos pela admiração e seguidismo de um numeroso séquito de militantes.Ora, não tendo o PND praticamente existência, essa reclamada liderança não poderá deixar de ser uma ficção, o que até mesmo o Dr. Monteiro já compreendeu. Só se lidera o que existe e, manifestamente, não será o caso do partido da andorinha. Salvo melhor opinião, o que o Dr. Monteiro pretendeu foi enviar uma subliminar mensagem aos militantes do CDS que, órfãos de um líder forte que os guie num longo jejum de poder, necessitam de resolver esse problema urgentemente. Talvez devesse usar um estilo mais directo. Por exemplo: «Oferece-se Líder sério e com carisma de longa duração assegurado. Experiência compravada e boas referências de outros líderes partidários. Responder ao nº 44 deste jornal e enviar fotografia de corpo inteiro.»
in Blasfémias 2006-03-22
O Público editou hoje um artigo do Dr. Manuel Monteiro que este subscreve como «Líder do Partido da Nova Democracia».Note-se bem: o Dr. Monteiro não se intitula «Presidente», «Secretário-Geral» ou «Dirigente» do PND, mas «Líder». A expressão remete, como se sabe, para dons carismáticos dos seus titulares, para características de chefia, de força, de personalidade vincada, atributos que são necessariamente correspondidos pela admiração e seguidismo de um numeroso séquito de militantes.Ora, não tendo o PND praticamente existência, essa reclamada liderança não poderá deixar de ser uma ficção, o que até mesmo o Dr. Monteiro já compreendeu. Só se lidera o que existe e, manifestamente, não será o caso do partido da andorinha. Salvo melhor opinião, o que o Dr. Monteiro pretendeu foi enviar uma subliminar mensagem aos militantes do CDS que, órfãos de um líder forte que os guie num longo jejum de poder, necessitam de resolver esse problema urgentemente. Talvez devesse usar um estilo mais directo. Por exemplo: «Oferece-se Líder sério e com carisma de longa duração assegurado. Experiência compravada e boas referências de outros líderes partidários. Responder ao nº 44 deste jornal e enviar fotografia de corpo inteiro.»
in Blasfémias 2006-03-22
terça-feira, março 21, 2006
State-of-the-art ou a arte de reaparecer no nevoeiro ( II )
Portas voltou aos ecrans da sic notícias. O programa quinzenal tem cada vez mais espectadores que desesperam durante 15 dias para ouvir este agora comentador político. Os que gostam e os que detestam ouvi-lo.
Portas esteve mais solto, continuando muito politicamente correcto, mas sempre num tom muito calmo e convicto, a espaços roçando ainda a pose de Estado.
Ninguém deixa de reparar nas agora longas patilhas, no cabelo sui generis e nos dentes que quase cegam de tão brancos. Uma clara americanização do agora mais conservador Portas, muito preocupado com a sua imagem. Nada é feito ao acaso, cada passo dado é pensado e repensado ao pormenor.
Melhorou claramente em relação ao programa anterior. Muito diplomático em relação ao CDS-PP, mas lá deixou sair que considera um erro o congresso extraodinário.
Portas esteve mais solto, continuando muito politicamente correcto, mas sempre num tom muito calmo e convicto, a espaços roçando ainda a pose de Estado.
Ninguém deixa de reparar nas agora longas patilhas, no cabelo sui generis e nos dentes que quase cegam de tão brancos. Uma clara americanização do agora mais conservador Portas, muito preocupado com a sua imagem. Nada é feito ao acaso, cada passo dado é pensado e repensado ao pormenor.
Melhorou claramente em relação ao programa anterior. Muito diplomático em relação ao CDS-PP, mas lá deixou sair que considera um erro o congresso extraodinário.
Suplemento do FT dedicado a Portugal
O FT no seu relatório sobre a economia portuguesa dá boas indicações em relação à confiança dos agentes económicos. Defende, inclusivé, que há esperança para as industrias tradicionais nacionais, nomeadamente o calçado, apontando casos de sucesso e exemplos a seguir. Aponta como grandes factores deste clima a maioria absoluta do Governo depois de um periodo de instabilidade politica, e a flexibilização do Pacto de Estabilidade de Crescimento. Mais info aqui e aqui.
E aqui fica o abstract:
Painful measures are being implemented to put the country back on track. In the economy, conflict between the need for austerity and the desire for growth will not be easily resolved. Hopes are high for a period of stability in government after four changes of administration in four years.
FT 2006-03-21
E aqui fica o abstract:
Painful measures are being implemented to put the country back on track. In the economy, conflict between the need for austerity and the desire for growth will not be easily resolved. Hopes are high for a period of stability in government after four changes of administration in four years.
FT 2006-03-21
Coincidências...
Há concursos para auditorias que são cancelados devido a erros técnicos...
O CDS-PP sugeriu na AM que a auditoria fosse feita por uma entidade pública...
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente"...
Surge a Auditoria do IGF às contas da CM de Aveiro para os anos de 2003-2005...
Há eleições na concelhia do PS em Aveiro onde um dos candidatos leva aparentemente vantagem face ao outro que é conotado com um ex-presidente da CM de Aveiro...
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente" voltam com a palavra atrás...
e eis que surge uma auditoria do IGF.
O CDS-PP sugeriu na AM que a auditoria fosse feita por uma entidade pública...
e o tempo vem dar-lhe razão.
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente"...
e eis que voltam com a palavra atrás.
Surge a Auditoria do IGF às contas da CM de Aveiro para os anos de 2003-2005...
e eis que candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente" voltam com a palavra atrás.
Há eleições na concelhia do PS em Aveiro onde um dos candidatos leva aparentemente vantagem face ao outro que é conotado com um ex-presidente da CM de Aveiro...
e eis que candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente" voltam com a palavra atrás.
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente" voltam com a palavra atrás...
e eis que volta a demagogia à volta da gestão da autarquia.
segunda-feira, março 20, 2006
CDS-PP
Neste último fim-de-semana falou-se mais num Conselho Nacional do CDS-PP do que nos eventos do Pavilhão Atlantico. Quer de uma tal Assembleia Geral verde ou Congresso Estatutário laranja. É sintomático. Se o CDS-PP aparece nas sondagens como a 5ª força política nacional, ou seja, com peso inferior inclusivé ao Bloco de Esquerda, o que significa isto? Talvez que as sondagens valerão pouco na altura em que os votos forem contados. Talvez. Ou talvez que o peso nacional do CDS-PP seja muito superior ao que se pensa, e melhor que isso, que o pensamento e as ideias do CDS-PP são ouvidas por todos, não apoiantes incluídos, convergindo todos na ideia que é fundamental um CDS-PP forte e fazer o que melhor sabe: dar ideias, definir políticas, ter razão (não antes ou depois do tempo, como faço questão de criar a nota mental, com origem num comentário a um post anterior). Em suma, ser o suporte para um País com dois Partidos do bloco central que se preocupam muito com política, mas pouco com Políticas.
E a partir daqui muitos dirão que a luta interna latente no CDS-PP pouco tem a ver com ideias. Aparentemente sim. Em parte sim. Mas no CDS-PP não nem nunca houve hipocrisias: não se abdica de convicções por interesses de união partidária, vista de uma perspectiva externa. Não. Custe o que custar, a quem custar, o CDS-PP é o partido mais democrático internamente. Não se pede unânimidades em braços no ar em comités centrais, não se vota num líder porque é o que interessa mais ao Partido, não se escondem ideias, nem se escondem divergências.
E este é, penso, um debate essencial para o País. Pode ser uma batalha entre o conservadorismo tradicional e o liberalismo (ou neo-liberalismo, como preferirem). Tudo isto sob um vulto de um ex-líder que todos já perceberam que quer voltar. Um ex-líder que como ninguém soube reunir conservadorismo e liberalismo, a forma hibrida onde deve focar-se o partido no futuro. Não que isto queira dizer que o actual não esteja a preparar o futuro. Está e bem. O trabalho desenvolvido ao nível interno, quer de organização do partido quer de trabalhos de fundo no âmbito do aprofundamento de temas importantes, actuais e futuros, ao nível quer de estudos quer de conferências, é muito importante. Faltará talvez maior visibilidade pública a este trabalho.
Mas o futuro Congresso Nacional deverá ser decisivo. Quem não avançar agora correrá o risco de perder legitimidade para críticar. Quem não avançar agora dará mais uma legitimação ao actual líder. Mais uma depois do congresso em que foi eleito e das directas a que submeteu. Ribeiro e Castro jogou bem. Os adversários não estão preparados, e mesmo que estivessem, é demasiado cedo para dar o golpe final. Aqui reside a grande dúvida. Quem avançará e por quanto tempo. A verdade é que o CDS-PP não pode perder muito mais tempo a arrumar a casa. Os críticos da actual direcção tem agora uma oportunidade de ouro para se fazerem ouvir em sede própria. A acual direcção tem uma oportunidade de ouro para calar a crítica. Seja como for, será mais um congresso onde todos os portugueses têm os olhos postos. Militantes, apoiantes e espectadores.
Como partido de ideias e quadros que o CDS-PP é, não será dificil encontrar um caminho certo a seguir. Uma estratégia a definir. Urge, portanto, faze-lo. Seja com quem for. O País precisa do CDS-PP mais que nunca!
E a partir daqui muitos dirão que a luta interna latente no CDS-PP pouco tem a ver com ideias. Aparentemente sim. Em parte sim. Mas no CDS-PP não nem nunca houve hipocrisias: não se abdica de convicções por interesses de união partidária, vista de uma perspectiva externa. Não. Custe o que custar, a quem custar, o CDS-PP é o partido mais democrático internamente. Não se pede unânimidades em braços no ar em comités centrais, não se vota num líder porque é o que interessa mais ao Partido, não se escondem ideias, nem se escondem divergências.
E este é, penso, um debate essencial para o País. Pode ser uma batalha entre o conservadorismo tradicional e o liberalismo (ou neo-liberalismo, como preferirem). Tudo isto sob um vulto de um ex-líder que todos já perceberam que quer voltar. Um ex-líder que como ninguém soube reunir conservadorismo e liberalismo, a forma hibrida onde deve focar-se o partido no futuro. Não que isto queira dizer que o actual não esteja a preparar o futuro. Está e bem. O trabalho desenvolvido ao nível interno, quer de organização do partido quer de trabalhos de fundo no âmbito do aprofundamento de temas importantes, actuais e futuros, ao nível quer de estudos quer de conferências, é muito importante. Faltará talvez maior visibilidade pública a este trabalho.
Mas o futuro Congresso Nacional deverá ser decisivo. Quem não avançar agora correrá o risco de perder legitimidade para críticar. Quem não avançar agora dará mais uma legitimação ao actual líder. Mais uma depois do congresso em que foi eleito e das directas a que submeteu. Ribeiro e Castro jogou bem. Os adversários não estão preparados, e mesmo que estivessem, é demasiado cedo para dar o golpe final. Aqui reside a grande dúvida. Quem avançará e por quanto tempo. A verdade é que o CDS-PP não pode perder muito mais tempo a arrumar a casa. Os críticos da actual direcção tem agora uma oportunidade de ouro para se fazerem ouvir em sede própria. A acual direcção tem uma oportunidade de ouro para calar a crítica. Seja como for, será mais um congresso onde todos os portugueses têm os olhos postos. Militantes, apoiantes e espectadores.
Como partido de ideias e quadros que o CDS-PP é, não será dificil encontrar um caminho certo a seguir. Uma estratégia a definir. Urge, portanto, faze-lo. Seja com quem for. O País precisa do CDS-PP mais que nunca!
Esoterismos...
Foi, de facto, para isso que foi eleito: para "dictar para a acta" as suas versões dos acontecimentos. E, de facto, já sentíamos falta das suas confusões entre dívida de curto prazo e de longo prazo. Uma sufoca a tesouraria, a outra tira o direito das gerações futuras decidirem para além de impedir investimento reprodutivo. O Dr. Alberto Souto tratou eficientemente de ambas. No mau sentido, óbvio.
Aveiro 20-MAR-2006 09:14 Souto admite retomar lugar de vereador para limpar bom nome (Público)Alberto Souto disse ontem ao PÚBLICO que não vai ficar calado perante os constantes ataques da maioria PSD/CDS-PP à sua gestão como presidente da Câmara de Aveiro. Por isso mesmo, está a considerar a possibilidade de retomar o seu lugar de vereador (está com o mandato suspenso), para "ditar para a acta" a sua versão dos acontecimentos. "Estou farto de ver o meu nome arrastado pela lama por gente sem qualidades. Se permanecer calado, ainda vou passar à história como o homem que arruinou a Câmara de Aveiro, quando aconteceu precisamente o contrário. Com pouco dinheiro fiz milagres, deixei obra e as contas equilibradas", refuta. O ex-presidente diz que "estão de má-fé" todos os que o acusam de ter deixado uma dívida de 180 milhões de euros. "É pura demagogia confundir a dívida de curto prazo com a de longo prazo, como faz a câmara actual. Quando deixei a câmara, a dívida de curto prazo era de 30 milhões de euros. E, se havia compromissos assumidos para o futuro, também é certo que as receitas previstas para os próximos anos são mais do que suficientes para os pagar", afirma.
in Notícias de Aveiro
Aveiro 20-MAR-2006 09:14 Souto admite retomar lugar de vereador para limpar bom nome (Público)Alberto Souto disse ontem ao PÚBLICO que não vai ficar calado perante os constantes ataques da maioria PSD/CDS-PP à sua gestão como presidente da Câmara de Aveiro. Por isso mesmo, está a considerar a possibilidade de retomar o seu lugar de vereador (está com o mandato suspenso), para "ditar para a acta" a sua versão dos acontecimentos. "Estou farto de ver o meu nome arrastado pela lama por gente sem qualidades. Se permanecer calado, ainda vou passar à história como o homem que arruinou a Câmara de Aveiro, quando aconteceu precisamente o contrário. Com pouco dinheiro fiz milagres, deixei obra e as contas equilibradas", refuta. O ex-presidente diz que "estão de má-fé" todos os que o acusam de ter deixado uma dívida de 180 milhões de euros. "É pura demagogia confundir a dívida de curto prazo com a de longo prazo, como faz a câmara actual. Quando deixei a câmara, a dívida de curto prazo era de 30 milhões de euros. E, se havia compromissos assumidos para o futuro, também é certo que as receitas previstas para os próximos anos são mais do que suficientes para os pagar", afirma.
in Notícias de Aveiro
Folhetos e flyers de campanha: este custa 60 cents
E eu que pensava que pelo nome o Diário de Aveiro era um jornal de notícias da cidade e região...
Neste último mês (mas não é novidade...) parece centrar-se em ser um folhetim de divulgação eleitoral de um candidato a uma comissão politica concelhia de um partido político. E o acompanhamento é diário! Sintomático.
Ah! ...e também fala de desporto.
Neste último mês (mas não é novidade...) parece centrar-se em ser um folhetim de divulgação eleitoral de um candidato a uma comissão politica concelhia de um partido político. E o acompanhamento é diário! Sintomático.
Ah! ...e também fala de desporto.
sábado, março 18, 2006
CDS-PP tinha razão!
O Diário de Aveiro vem hoje tornar público o pedido do IGF para inpeccionar as contas da CM de Aveiro de 2003 a 2005, durante os mandatos do Dr. Alberto Souto de Miranda.
Curioso é verificar que foi precisamente esta a posição do CDS-PP na Assembleia Municipal aquando do debate sobre o pedido de auditoria às contas da Câmara, mas que o PSD e PS resolveram não seguir, preferindo uma onerosa auditoria externa, por entidades privadas. Ao que parece, o Executivo do Dr. Élio Maia pondera mesmo cancelar a auditoria externa, por manifesto e obvia duplicação de auditorias.
Parece que (mais uma vez, tal como acontece na Política Nacional) o CDS-PP teve razão antes de tempo!
Curioso é verificar que foi precisamente esta a posição do CDS-PP na Assembleia Municipal aquando do debate sobre o pedido de auditoria às contas da Câmara, mas que o PSD e PS resolveram não seguir, preferindo uma onerosa auditoria externa, por entidades privadas. Ao que parece, o Executivo do Dr. Élio Maia pondera mesmo cancelar a auditoria externa, por manifesto e obvia duplicação de auditorias.
Parece que (mais uma vez, tal como acontece na Política Nacional) o CDS-PP teve razão antes de tempo!
sexta-feira, março 17, 2006
Serviço Netcabo...
Quando um grupo de amigos percebeu que jogar Football Manager online era muito mais eficiente com ADSL que cabo, resolveu começar a fazer prospecção de mercado, para perceber o que seria preciso fazer para alterar a ligação que têm em casa... Claro que o atendimento da netcabo mostrou o seu brilhantismo, provando (se ainda fosse preciso) o porquê da vontade de mudança... Aqui ficam os mails trocados...
«Exmos. Senhores,
Venho por este meio questionar qual o procedimento que terei que fazer para cancelar o vosso serviço de Internet que actualmente possuo. Numa análise preço/qualidade, julgo que há actualmente outros serviços que me dão garantia de um melhor serviço, pelo que me encontro a ponderar trocar de serviço de Internet.
Com os melhores cumprimentos,
[identificado]»
Primeiro veio esta resposta (normal):
«Estimado Cliente
Esta mensagem é uma resposta automática a confirmar a recepção do seu contacto que ficou registado com o número *****, referência que deverá utilizar, inscrevendo-a no campo "Assunto", caso pretenda voltar a contactar-nos pelo mesmo motivo.»
E por fim aparece ISTO:
«Estimado(a) cliente,
Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, informamos que não nos é possível dar continuidade ao tratamento da questão colocada, uma vez que não nos facultou o seu nº de Cliente (consta na factura)»
A decisão fica praticamente tomada. Parabéns Netcabo !
«Exmos. Senhores,
Venho por este meio questionar qual o procedimento que terei que fazer para cancelar o vosso serviço de Internet que actualmente possuo. Numa análise preço/qualidade, julgo que há actualmente outros serviços que me dão garantia de um melhor serviço, pelo que me encontro a ponderar trocar de serviço de Internet.
Com os melhores cumprimentos,
[identificado]»
Primeiro veio esta resposta (normal):
«Estimado Cliente
Esta mensagem é uma resposta automática a confirmar a recepção do seu contacto que ficou registado com o número *****, referência que deverá utilizar, inscrevendo-a no campo "Assunto", caso pretenda voltar a contactar-nos pelo mesmo motivo.»
E por fim aparece ISTO:
«Estimado(a) cliente,
Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, informamos que não nos é possível dar continuidade ao tratamento da questão colocada, uma vez que não nos facultou o seu nº de Cliente (consta na factura)»
A decisão fica praticamente tomada. Parabéns Netcabo !
quarta-feira, março 15, 2006
Estado Português emite Obrigações do Tesouro
Segundo notícias hoje veiculadas, o Estado Português prepara-se para emitir 5 mil milhoes de euros em Obrigações do Tesouro. Trata-se, pois, de uma operação complexa, mas perfeitamente comum nas economias desenvolvidas (e não só).
Trata-se também de uma forma de "rentabilizar" o facto de Portugal estar inserido na Zona Euro, permitindo um rating mais reduzido. O risco é, convém salientar, a grande influencia no caso das obrigações. Risco de incumprimento (default risk) é o que comanda o yield durante a vida da obrigação e o valor do cupão a pagar, quer no caso de cupão fixo ou indexado (caso não seja um zero coupon bond onde nesse caso apenas o yield será influenciado). De notar outro ponto: se para o comum observador esta possa ser uma má altura para emitir obrigações, o facto é que analisando a curva de yield tanto de treasure bonds, gilts e outras, percebe-se como a taxa de juro a 20 ou mais anos parece ser mais favorável. Penso que a própria decisão de emitir a 30 anos, em vez de 15 ter-se-á também baseado neste facto.
De qualquer forma, saúdo esta decisão fortemente. É a forma mais transparente de colocar a divida publica. E tem outra grande vantagem: obriga o Estado Português (aliado a Bruxelas) a manter uma política correcta em termos económicos. Instabilidade, défice e inflacção são caminhos para aumento do rating, o que significa maior risco para os investidores, logo exigirão maior yield. O mercado não é susceptível a lobbies ou a desculpas de teor mais político que fundamentação económica.
Trata-se também de uma forma de "rentabilizar" o facto de Portugal estar inserido na Zona Euro, permitindo um rating mais reduzido. O risco é, convém salientar, a grande influencia no caso das obrigações. Risco de incumprimento (default risk) é o que comanda o yield durante a vida da obrigação e o valor do cupão a pagar, quer no caso de cupão fixo ou indexado (caso não seja um zero coupon bond onde nesse caso apenas o yield será influenciado). De notar outro ponto: se para o comum observador esta possa ser uma má altura para emitir obrigações, o facto é que analisando a curva de yield tanto de treasure bonds, gilts e outras, percebe-se como a taxa de juro a 20 ou mais anos parece ser mais favorável. Penso que a própria decisão de emitir a 30 anos, em vez de 15 ter-se-á também baseado neste facto.
De qualquer forma, saúdo esta decisão fortemente. É a forma mais transparente de colocar a divida publica. E tem outra grande vantagem: obriga o Estado Português (aliado a Bruxelas) a manter uma política correcta em termos económicos. Instabilidade, défice e inflacção são caminhos para aumento do rating, o que significa maior risco para os investidores, logo exigirão maior yield. O mercado não é susceptível a lobbies ou a desculpas de teor mais político que fundamentação económica.
terça-feira, março 14, 2006
Já há alcatrão !
O que é realmente importante...
Como já tenho referido várias vezes, se o Estado não atrapalhar o mercado já é suficientemente bom. Mais uma OPA foi ontem anunciada. Muitos diram que é sinal de robustez da economia, de dinamismo. Talvez. Ou talvez seja uma mera consequencia de uma prolongada crise económica. Ou uma outra qualquer conjugação de factores que cria condições ideias na estrutura de capitais das empresas abrindo esta janela de oportunidade. Seja o que for, agita o mercado. O mercado - esse sim - é um grande motor da economia. Mercado de capitais. Esse que muitos políticos insistem em chamar "jogo da bolsa" ou em apelidar de mercado de especulação de capitais, sem proveito para a economia. Nada de mais errado.
O que é facto é que há mais um "hostile takeover" na forja. Prefiro a expressão em ingles por um simples motivo: agora em Portugal parece que uma OPA não solicitada é diferente de uma OPA hostil. Não é. A palavra hostilidade provem da expressão em ingles e nem sequer tem o sentido que lhe damos. Apenas que não houve acordo prévio entre os CEOs. Só. A partir daí o mercado, por intermédios dos seus investidores, irá decidir racionalmente qual a melhor proposta. Vender, comprar ou manter. E o mercado é eficiente, logo extraordináriamente racional.
Quanto ao takeover em si, não ha muito a dizer. É o mercado a funcionar livremente, o Estado não deve interferir. Este é um caso clássico, a OPA foi anunciada, houve uma sobrereacção, hoje a correcção e o valor fica em redor do valor oferecido pelo BCP. O que é um indicador claro que é muito provável que esta OPA seja bem sucedida, já que o valor oferecido parece ser reunir o consenso do mercado. Quanto ao BCP, se tiver de aumentar o capital para realizar a OPA, o mercado ja antecipou, calculando o efeito de dispersão de valor nas acções mas também as mais valias provenientes da possível OPA.
Só uma nota final: é de importância extrema que se averigue aprofundadamente as possíveis situações de uso/abuso de informações priviligiadas, ou inside trading. Trata-se - aqui sim - da função do Estado: regular, supervisionar. Para a eficiencia e acima de tudo para a credibilidade do mercado é fundamental que caso haja situações destas o Estado actue, investigue e trate de punir exemplarmente. Caso contrário, podemos assistir a uma descredibilização do mercado de capitais que só o ira desfavorecer, e todos sabemos como os capitais sao facilmente exportados. Trata-se de uma questão de legalidade mas também de credibilidade do próprio sistema. Neste campo parece-me que a CMVM é uma entidade extraordináriamente isenta e séria, pelo que confio na sua actuação.
O que é facto é que há mais um "hostile takeover" na forja. Prefiro a expressão em ingles por um simples motivo: agora em Portugal parece que uma OPA não solicitada é diferente de uma OPA hostil. Não é. A palavra hostilidade provem da expressão em ingles e nem sequer tem o sentido que lhe damos. Apenas que não houve acordo prévio entre os CEOs. Só. A partir daí o mercado, por intermédios dos seus investidores, irá decidir racionalmente qual a melhor proposta. Vender, comprar ou manter. E o mercado é eficiente, logo extraordináriamente racional.
Quanto ao takeover em si, não ha muito a dizer. É o mercado a funcionar livremente, o Estado não deve interferir. Este é um caso clássico, a OPA foi anunciada, houve uma sobrereacção, hoje a correcção e o valor fica em redor do valor oferecido pelo BCP. O que é um indicador claro que é muito provável que esta OPA seja bem sucedida, já que o valor oferecido parece ser reunir o consenso do mercado. Quanto ao BCP, se tiver de aumentar o capital para realizar a OPA, o mercado ja antecipou, calculando o efeito de dispersão de valor nas acções mas também as mais valias provenientes da possível OPA.
Só uma nota final: é de importância extrema que se averigue aprofundadamente as possíveis situações de uso/abuso de informações priviligiadas, ou inside trading. Trata-se - aqui sim - da função do Estado: regular, supervisionar. Para a eficiencia e acima de tudo para a credibilidade do mercado é fundamental que caso haja situações destas o Estado actue, investigue e trate de punir exemplarmente. Caso contrário, podemos assistir a uma descredibilização do mercado de capitais que só o ira desfavorecer, e todos sabemos como os capitais sao facilmente exportados. Trata-se de uma questão de legalidade mas também de credibilidade do próprio sistema. Neste campo parece-me que a CMVM é uma entidade extraordináriamente isenta e séria, pelo que confio na sua actuação.
Virgens e Prostitutas
Virgens ofendidas. Gosto desta expressão agora tão usada em política. Que fique bem claro, a ingenuidade em política paga-se caro; ingenuidade nos actos, ingenuidade nas omissões, ingenuidade nas posições. Ingenuidade não é o mesmo que honestidade. Mas ingenuidade é também tapar os olhos, ser conivente. Compactuar. Honestidade é saber ver, saber observar e mesmo assim ter discernimento para apontar o caminho que se deve seguir.
Virgens ofendidas há muitas. Mas prostitutas virgens ofendidas há muitas mais. E a estas qualquer desabafo parace servir - qual fato feito por medida -, mesmo que não lhes seja dirigido. Potente é o poder da palavra. Potente é a capacidade devastadora da crítica quando se observa o óbvio que ninguém quer admitir.
Virgens ofendidas há muitas. Mas prostitutas virgens ofendidas há muitas mais. E a estas qualquer desabafo parace servir - qual fato feito por medida -, mesmo que não lhes seja dirigido. Potente é o poder da palavra. Potente é a capacidade devastadora da crítica quando se observa o óbvio que ninguém quer admitir.
segunda-feira, março 13, 2006
A politiquice
Estou agastado com a política. Não com aquilo que considero verdadeira política: as decisões que afectam directamente a vida dos cidadãos, a proximidade com as pessoas, o tentar fazer mais e melhor pelas populações, o esforço por tornar a qualidade de vida melhor na cidade, na freguesia, na região, no distrito, no País. Não é com essa politica, porque essa política só se desgasta quem não tem vontade de direccionar o esforço pessoal desinteressadamente para o bem-estar geral. Eu estou agastado com a "politiquice". Com o uso de expedientes. Com os interesses pessoais, acima dos partidários, e estas acima dos das pessoas em geral. Com os carneirismos, ou uma nova forma de fazer politica, em que pessoas submetem a sua inteligencia pessoal a uma coisa próxima de uma "inteligencia colectiva" em que todos estarão em fila indiana à espera da oportunidade que o "pastor" irá conceder. Ou recorrendo a uma outra imagem, uma política em que o chefe de banda tem tudo bem ensaiado, e a banda toca afinada, independentemente do que soa bem ou mal.
A politiquice é inimiga da democracia. A democracia sai sempre beliscada. Porque à politiquice há intrinsecos factores externos à propria política pura; há jogos de poder, há sede de poder, há não olhar a meios para atingir fins. E depois há mascaras. Máscaras que cairam, máscaras que vão cair e máscaras que pensamos não existir, e existem. Em política, a sinceridade e honestidade é uma grande virtude, talvez a maior, mas a ingenuidade paga-se caro. Não que seja crime ou anti-democrático ser-se ingénuo. Mas porque a polítiquice trata de absorver os ingénuos, retirar-lhes o direito de ser ingénuo, talvez puro, e devolve mais um "apolitiquizado".
Isto é uma subversão daquilo que deve ser a política. A política não é um jogo sujo, em que quem sair menos enlameado é rei. A política DEVIA ser o PRIMEIRO espaço onde se pratica o que se prega, ou seja, o local da méritocracia por excelência. Quantos quadros são desperdiçados por questões laterias, irrelevantes e mesquinhas? E quantos outros, de menor qualidade, são incluidos por igual tipo de questões...?
A força de uma ideologia não passa só pela diversidade e discussão de ideias, passa também no consenso de que é possível alargar horizontes de uma forma harmoniosa. Não basta parecer-se ou transparecer-se. É preciso ser-se, interiorizar-se. É preciso fortalecer laços, não abrir brechas. É absolutamente necessário partir-se do interior para conquistar o exterior. Saiba-se ser merecedor dos valores que se ostenta.
Continuo agastado com este tipo de política. Sei que ela existe em todos os quadrantes, mas sou dos tais que acredita que é possível fazer melhor, que acredita no poder da crítica, mas que preza os valores que defende logo na sua própria casa.
Por Portugal!
A bem da Nação!
A bem da Pátria!
A politiquice é inimiga da democracia. A democracia sai sempre beliscada. Porque à politiquice há intrinsecos factores externos à propria política pura; há jogos de poder, há sede de poder, há não olhar a meios para atingir fins. E depois há mascaras. Máscaras que cairam, máscaras que vão cair e máscaras que pensamos não existir, e existem. Em política, a sinceridade e honestidade é uma grande virtude, talvez a maior, mas a ingenuidade paga-se caro. Não que seja crime ou anti-democrático ser-se ingénuo. Mas porque a polítiquice trata de absorver os ingénuos, retirar-lhes o direito de ser ingénuo, talvez puro, e devolve mais um "apolitiquizado".
Isto é uma subversão daquilo que deve ser a política. A política não é um jogo sujo, em que quem sair menos enlameado é rei. A política DEVIA ser o PRIMEIRO espaço onde se pratica o que se prega, ou seja, o local da méritocracia por excelência. Quantos quadros são desperdiçados por questões laterias, irrelevantes e mesquinhas? E quantos outros, de menor qualidade, são incluidos por igual tipo de questões...?
A força de uma ideologia não passa só pela diversidade e discussão de ideias, passa também no consenso de que é possível alargar horizontes de uma forma harmoniosa. Não basta parecer-se ou transparecer-se. É preciso ser-se, interiorizar-se. É preciso fortalecer laços, não abrir brechas. É absolutamente necessário partir-se do interior para conquistar o exterior. Saiba-se ser merecedor dos valores que se ostenta.
Continuo agastado com este tipo de política. Sei que ela existe em todos os quadrantes, mas sou dos tais que acredita que é possível fazer melhor, que acredita no poder da crítica, mas que preza os valores que defende logo na sua própria casa.
Por Portugal!
A bem da Nação!
A bem da Pátria!
sexta-feira, março 10, 2006
JS Aveiro na Blogosfera
Na senda da elevação democrática que tem - espero - sido o espírito do Blog Neo-Liberalismo, gostaria de saudar o novo blog da Juventude Socialista de Aveiro (Concelho), com a respectiva inclusão na lista de links. Sejam bem-vindos!
quinta-feira, março 09, 2006
Inter-Municipalismos
Muito se tem falado na criação de uma rede de transportes inter-municipais, mas - espante-se - os pioneiros no concelho neste aspecto é o ... Aveiro Basket! Conforme se poderá ler em varios orgãos de informação locais, como este, o Aveiro Basket vai jogar os últimos dois jogos da Liga de Basquetebol em...Mangualde.
A equipa que se poderia chamar ate aqui o Aveiro Esgueira Beira-Mar Galitos Basket, acabou de ganhar mais um nome: Aveiro-Mangualde Esgueira Beira-Mar Galitos Basket ! Uma verdadeira equipa que congrega o espírito do IP5 ! Aliás, é um claro exemplo de perfeita identificação, ligação e sintonia com uma região/cidade. Identificação nula, ligação inexistente, sintonia na discórdia. Um mau exemplo, está visto. Um projecto que começou mal (financeiramente) e está moribundo. Tão moribundo que tem que ir jogar a Mangualde para "sacar mais uns trocos" nos jogos com o Porto e Benfica, qual equipa de III divisão de futebol a jogar pra Taça!
A equipa que se poderia chamar ate aqui o Aveiro Esgueira Beira-Mar Galitos Basket, acabou de ganhar mais um nome: Aveiro-Mangualde Esgueira Beira-Mar Galitos Basket ! Uma verdadeira equipa que congrega o espírito do IP5 ! Aliás, é um claro exemplo de perfeita identificação, ligação e sintonia com uma região/cidade. Identificação nula, ligação inexistente, sintonia na discórdia. Um mau exemplo, está visto. Um projecto que começou mal (financeiramente) e está moribundo. Tão moribundo que tem que ir jogar a Mangualde para "sacar mais uns trocos" nos jogos com o Porto e Benfica, qual equipa de III divisão de futebol a jogar pra Taça!
SLB !!!!!!!!!!!!!!!

Nem Laranja, nem rosa nem mesmo Azul e Amarelo!
HOJE SOU MUITO MUITO ENCARNADO!*
Faltam 5 jogos para a SuperTaça Europeia!
O Beto sentou o Steven Gerard e ainda fez uma "assistencia" para golo e quase ia marcando (na própria, mas foi de belo recorte técnico).
Vencemos o Campeão da Europa em Título!
Calámos o mítico Anfield Road!
Ja vamos em 15 M de Eur em receitas da CL!
VENHA O BARÇA! QUEM VIER MORRE!
*não exactamente vermelho
quarta-feira, março 08, 2006
Dia da Mulher do Gás

Na senda de posts que tive oportunidade de ver em outros blogs aveirenses, numa atitude chauvinista, machista e altamente criticável, não resisto a deixar-vos aqui, bloguistas aveirenses, a colecção completa dessas fotografias tão apetecíveis.
AQUI
terça-feira, março 07, 2006
Eu avisei...
A 9 de Fevereiro de 2006 postei o "Entrenchment?" Era de facto previsivel a posição do manager da PT, mas nao seria de esperar que não olhasse a meios para impedir esta OPA. Cheguei inclusive a dar algumas sugestões de defesa de OPA, mas o management entrenchment não é uma delas. A sua unica utilidade é dificultar a operação e maximizar os seus golden parachutes, extremando a posição com o comprador. Não era de esperar, de facto, tal uso de falsidades, senão vejamos:
- Horta e Costa tem de defender os interesses dos accionistas nos actos de gestão da PT. A OPA não é um acto de gestão da PT, logo sai da esfera de acção dos managers. Cabe apenas aos accionistas decidir acerta do futuro dos seus proprios investimentos.
- É, claramente, mentira (digo-o sem problemas) que o facto de outros takeovers terem premium superior para os accionistas em nada tem a ver com o facto deste premium ser inferior. Desde logo estamos a falar de mercados estrangeiros, logo com legislação diferente (leia-se menos complexa) o que permite o mercado actuar muito melhor. Os premiums sao cuidadosamente estudados, para minimizar o custo do comprador (obvio). Por outro lado, pode dar-se o caso (até provavel) de a PT estar, relativamente, sobrevalorizada, diminuindo, obviamente o premium a oferecer.
- Por último, but not the least, o mais ridiculo de tudo. A promessa de aumentar os dividendos. (sim é a minha especialidade). De uma forma simples: mais dividendos pagos, menos dinheiro dentro da empresa, menos dinheiro para investir. Ou seja, ou Horta e Costa tem dinheiro a mais sem dar uso dentro da PT e tem que distribuir (problema chamado Agency Costs of Management, em que é mais eficiente para a empresa que excesso de dinheiro em caixa seja distribuido); ou, por outro lado, Horta e Costa não sabe onde investir ou a PT não tem novos investimentos rentáveis (em qualquer um dos casos, nao abona muito em favor da actual gestão). Em termos de significado económico, mais dividendos, significa que ou os gestores não estão a agir no melhor interesse dos accionistas (Agency Theory) ou a empresa está a sinalizar melhores rendimentos no futuro (Signalling Theory). Nesta última, o sinal não faz sentido, pois resulta de uma promessa antecipada em mais de um ano, e em função de uma ameaça de takeover. Pode é sinalizar, tal como eu defendo, que a empresa tem menos projectos NPV positivos (oportunidades de investimento), ou seja, o que Horta e Costa está a dizer é que se não houver OPA, a PT vai começar a estagnar os seus investimentos, e irá parar o crescimento da empresa. Por outras palavras, temos um possivel comprador que promete dinamizar e fazer crescer a empresa e um manager que, julgando-se em representação dos accionistas, diz querer esvaziar os excessos de dinheiro na empresa, em deterimento de novos investimentos. Pelo meio, os accionistas terão que decidir se querem uma de 3 coisas:
a) dinheiro já, vendendo as suas acções da PT e obtendo um premium;
b) não vender à Sonae.com, tentando impedir a OPA;
c) comprar Sonae.com apostando no crescimento da nova empresa criada após a possível fusão, mas atendendo aos consequentes spin-offs que certamente irão ocorrer na PT.
Voce o accionista decide, mas não Horta e Costa.
- Horta e Costa tem de defender os interesses dos accionistas nos actos de gestão da PT. A OPA não é um acto de gestão da PT, logo sai da esfera de acção dos managers. Cabe apenas aos accionistas decidir acerta do futuro dos seus proprios investimentos.
- É, claramente, mentira (digo-o sem problemas) que o facto de outros takeovers terem premium superior para os accionistas em nada tem a ver com o facto deste premium ser inferior. Desde logo estamos a falar de mercados estrangeiros, logo com legislação diferente (leia-se menos complexa) o que permite o mercado actuar muito melhor. Os premiums sao cuidadosamente estudados, para minimizar o custo do comprador (obvio). Por outro lado, pode dar-se o caso (até provavel) de a PT estar, relativamente, sobrevalorizada, diminuindo, obviamente o premium a oferecer.
- Por último, but not the least, o mais ridiculo de tudo. A promessa de aumentar os dividendos. (sim é a minha especialidade). De uma forma simples: mais dividendos pagos, menos dinheiro dentro da empresa, menos dinheiro para investir. Ou seja, ou Horta e Costa tem dinheiro a mais sem dar uso dentro da PT e tem que distribuir (problema chamado Agency Costs of Management, em que é mais eficiente para a empresa que excesso de dinheiro em caixa seja distribuido); ou, por outro lado, Horta e Costa não sabe onde investir ou a PT não tem novos investimentos rentáveis (em qualquer um dos casos, nao abona muito em favor da actual gestão). Em termos de significado económico, mais dividendos, significa que ou os gestores não estão a agir no melhor interesse dos accionistas (Agency Theory) ou a empresa está a sinalizar melhores rendimentos no futuro (Signalling Theory). Nesta última, o sinal não faz sentido, pois resulta de uma promessa antecipada em mais de um ano, e em função de uma ameaça de takeover. Pode é sinalizar, tal como eu defendo, que a empresa tem menos projectos NPV positivos (oportunidades de investimento), ou seja, o que Horta e Costa está a dizer é que se não houver OPA, a PT vai começar a estagnar os seus investimentos, e irá parar o crescimento da empresa. Por outras palavras, temos um possivel comprador que promete dinamizar e fazer crescer a empresa e um manager que, julgando-se em representação dos accionistas, diz querer esvaziar os excessos de dinheiro na empresa, em deterimento de novos investimentos. Pelo meio, os accionistas terão que decidir se querem uma de 3 coisas:
a) dinheiro já, vendendo as suas acções da PT e obtendo um premium;
b) não vender à Sonae.com, tentando impedir a OPA;
c) comprar Sonae.com apostando no crescimento da nova empresa criada após a possível fusão, mas atendendo aos consequentes spin-offs que certamente irão ocorrer na PT.
Voce o accionista decide, mas não Horta e Costa.
Anjos, Demónios, Porcos, diamantes e chocolates
segunda-feira, março 06, 2006
BCP aumenta capital e acaba com stock options
BCP emite até 23.217.540 novas acções no âmbito do programa de 'stock options'
DE com Reuters
O Millennium bcp vai aumentar o seu capital, emitindo até um máximo de 23.217.540 novas acções no âmbito do programa de stock options atribuído em Abril de 2003, anunciou o Millennium bcp.
O banco adianta que o exercício deste programa de stock options ocorrerá neste mês ao preço de 1,26 euros por acção, valor fixado naquela data e que correspondia ao preço de mercado de então, com um desconto de dois por cento.
O BCP afirma que "as novas acções não terão direito ao dividendo de 2005, e prevê-se sejam admitidas à negociação na Euronext Lisbon até à segunda semana de Abril de 2006, altura em que passarão a ser fungíveis com as acções actualmente existentes".
A instituição explica que "uma vez concluído o exercício deste programa, o Banco Comercial Português (BCP) não deterá em vigor qualquer programa de stock option".
"Este programa de stock option envolve um total de 1.064 colaboradores do grupo, e corresponde ao número máximo de 23.217.540 novas acções BCP, que serão para o efeito emitidas pelo banco em operação específica de aumento de capital até aquele montante", refere o Millennium bcp em comunicado.
O BCP afirma que já solicitou junto das Autoridades competentes o registo da operação, que será, nos termos legais e regulamentares, objecto de anúncio próprio.
in DE 2006-03-06
DE com Reuters
O Millennium bcp vai aumentar o seu capital, emitindo até um máximo de 23.217.540 novas acções no âmbito do programa de stock options atribuído em Abril de 2003, anunciou o Millennium bcp.
O banco adianta que o exercício deste programa de stock options ocorrerá neste mês ao preço de 1,26 euros por acção, valor fixado naquela data e que correspondia ao preço de mercado de então, com um desconto de dois por cento.
O BCP afirma que "as novas acções não terão direito ao dividendo de 2005, e prevê-se sejam admitidas à negociação na Euronext Lisbon até à segunda semana de Abril de 2006, altura em que passarão a ser fungíveis com as acções actualmente existentes".
A instituição explica que "uma vez concluído o exercício deste programa, o Banco Comercial Português (BCP) não deterá em vigor qualquer programa de stock option".
"Este programa de stock option envolve um total de 1.064 colaboradores do grupo, e corresponde ao número máximo de 23.217.540 novas acções BCP, que serão para o efeito emitidas pelo banco em operação específica de aumento de capital até aquele montante", refere o Millennium bcp em comunicado.
O BCP afirma que já solicitou junto das Autoridades competentes o registo da operação, que será, nos termos legais e regulamentares, objecto de anúncio próprio.
in DE 2006-03-06
Há vida para além do Plano
Parece que quando falamos do mercado propriamente dito, as leis da politica nacional mais ou menos populista naquela optica da votocracia não funcionam tão bem..
"Empresas a operar em Portugal "chumbam" Plano Tecnológico " in DE 2006-03-06
"Empresas a operar em Portugal "chumbam" Plano Tecnológico " in DE 2006-03-06
..and the winning auditing firm is...? ( II )
Nenhuma! Parece que houve erros na formulação do concurso (!!!!!!!)
Ficou para segundas núpcias.
Só espero que a noiva já nao esteja virgem...
Ficou para segundas núpcias.
Só espero que a noiva já nao esteja virgem...
sexta-feira, março 03, 2006
Consistency of dividend signalling and future maturity level - evidence from UK data
Em primeiríssima mão, a versão final (até ver) para quem quiser, o meu primeiro paper académico. Aqui.
Embaixador do UK em Aveiro
Pelas minhas ligações afectivas e académicas ao UK, não poderia deixar de hoje saudar a presença do embaixador John Stephen Buck na minha cidade. É de facto importante criar laços entre a Universidade de Aveiro e as inúmeras universidades britânicas, das mais prestigiadas da Europa. O seu prestígio é enorme, assim como a sua vontade de estabelecer parcerias além fronteiras. Urge, então aproveitar mais esta oportunidade.
Syriana

Fui ontem assistir a uma sessão de cinema, já sabendo antecipadamente que iria ver um thriller político.
Não que o filme seja uma obra prima da sétima arte, mas a espaços consegue ser brilhante, especialmente na crítica e na perspectiva que consegue dar ao espectador.
Nunca fui, admito, propriamente anti-americano. Pelo contrário, vejo muitas vezes o sistema económico dos EUA como um expoente máximo do liberalismo económico. A verdade é que este filme, com todas as eventuais reticências que se lhe possam por, reflecte uma perspectiva que não deve andar muito longe da realidade. Um espião que por começar a ter ideias democráticos e humanistas, é afastado. Decisores políticos e militares americanos que preferem recorrer ao afastamento líderes tendencialmente democráticos e inovadores da região do Médio Oriente em nome da Defesa Nacional e da Economia Nacional. Líderes árabes sem escrupulos. Fundamentalismo islâmico. Alianças perigosas, estranhas e perversas. Corrupção. Dinheiro sujo, que gera políticos sujos. Sistemas legais vazios que deixam prevaricadores impunes. Toda uma trama política, que em nada belisca o sistema liberal na sua génese e teoria, mas que reflecte antes os meandros podres da política americana, subjugada à corrupção.
Nunca me ouviram dizer que o dinheiro e o capitalismo selvagem é a solução. Sempre defendi a regulação. Liberalismo não é isto. Liberalismo é a opção pelo mercado, em democracia. Num sistema liberal, o mercado diria que os líderes corruptos são punidos e as cotações dessas empresas caíriam a pique. Num sistema liberal, há espaço para que as democracias que elevem, sejam em local do mundo for, pois tal só traria benefícios à economia global, novos e mais investimentos, com menor risco. Mais uma vez, de uma forma subversiva desta feita, é o Estado e os políticos que parece tentar influenciar o mercado.
Resta-nos saber que no longo prazo não é possível manter políticas não credíveis. Esta é uma verdade na teoria economica, na política e na vida.
Com...decorações
António Peres Metello condecorado pelo PR !? Só se foi pelos comentários sempre elogiosos às políticas económicas do Governo PS assim como pelas constantes críticas aos governos de Direita...
Já agora, sr Presidente, já que em Portugal até bombistas terroristas disfarçados de nutricionistas se condecora, porque não também o ex-presidente da CMA? Mal por mal, o único buraco que abriu foi nas contas do Município...
Já agora, sr Presidente, já que em Portugal até bombistas terroristas disfarçados de nutricionistas se condecora, porque não também o ex-presidente da CMA? Mal por mal, o único buraco que abriu foi nas contas do Município...
É preciso ter topete !
Topete
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Topete é um termo popular usado para definir o pentiado do cabelo quando ele está arrepiado para cima
Um dos mais conhecidos é Elvis Presley
Os produtos usados para que seja possibilitado um topete, muitas vezes são Gel ou laquê.
Oh Prof. Freitas, o Telmo é careca, arre !
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Topete é um termo popular usado para definir o pentiado do cabelo quando ele está arrepiado para cima
Um dos mais conhecidos é Elvis Presley
Os produtos usados para que seja possibilitado um topete, muitas vezes são Gel ou laquê.
Oh Prof. Freitas, o Telmo é careca, arre !
VAIDOSA
Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.
Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.
Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração como as estátuas.
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.
Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loira e doirada como as messes,
E possuis muito amor... muito amor próprio.
Cesário Verde
Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.
Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.
Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração como as estátuas.
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.
Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loira e doirada como as messes,
E possuis muito amor... muito amor próprio.
Cesário Verde
quinta-feira, março 02, 2006
Elio Maia na UA-DEGEI para falar de Gestão Autarquica
Modelos Inovadores de Gestão Autárquica
Programa do Workshop
14h00 Recepção
14h15 Apresentação – Dr. Carlos Alves, APEM
14h30 Sessão de Abertura – Dr. Élio Maia, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro
15h00 Dra. Etelvina Araújo, Directora Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
Comentário: Dr. Ricardo Luz, Gestluz Consultores
15h45 Intervalo
16h00 Eng.º Rui Manuel Ferreira, Chefe de Divisão Serviços Municipalizados de Aveiro
Comentário: Dra. Luísa Bessa, Jornal de Negócios
16h45 Intervalo
17h00 Painel Inovação e Governação Autárquica Eng.º José Ribau Esteves, Presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) Prof. Doutor Joaquim José Borges Gouveia, DEGEI-UA Dr. Carlos Magno, Jornalista
Sessão de Encerramento
Local
Anfiteatro 10.1.3 - DEGEI
Data
16 de Março de 2006
http://www.egi.ua.pt/
Programa do Workshop
14h00 Recepção
14h15 Apresentação – Dr. Carlos Alves, APEM
14h30 Sessão de Abertura – Dr. Élio Maia, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro
15h00 Dra. Etelvina Araújo, Directora Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
Comentário: Dr. Ricardo Luz, Gestluz Consultores
15h45 Intervalo
16h00 Eng.º Rui Manuel Ferreira, Chefe de Divisão Serviços Municipalizados de Aveiro
Comentário: Dra. Luísa Bessa, Jornal de Negócios
16h45 Intervalo
17h00 Painel Inovação e Governação Autárquica Eng.º José Ribau Esteves, Presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) Prof. Doutor Joaquim José Borges Gouveia, DEGEI-UA Dr. Carlos Magno, Jornalista
Sessão de Encerramento
Local
Anfiteatro 10.1.3 - DEGEI
Data
16 de Março de 2006
http://www.egi.ua.pt/
ECB Interest Rates

A notícia nao é aumento de 25 pontos base na taxa de juro de referência do BCE.
A notícia é juros 3.00% até ao fim do ano.
O que significa um aumento brutal nos agentes económicos mais endividados. Esperem...então e a CMA ? Endividou-se quando o crédito era barato, e mesmo assim não o conseguia pagar. E agora...?
Questions... Thoughts... ( VI )
Para se chegar a 117.81% de capacidade de endividamento utilizada da CMA já foram consideradas as recentes alterações legislativas?
E se não, qual será a capacidade de endividamento utilizada segundo as novas regras ?
E se não, qual será a capacidade de endividamento utilizada segundo as novas regras ?
quarta-feira, março 01, 2006
domingo, fevereiro 26, 2006
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Thoughts...Questions... ( V )
Será que a passagem de uma capacidade de endividamento utilizada em Jan de 2005 de 86.21% para 117.81% em Jan de 2006 é responsabilidade do novo executivo? Será possível em 2 meses agravar tanto o rácio? Não será mais plausível outra justificação?
Remember "Thoughts...Questions... ( IV )"
Escrevi Domingo, Fevereiro 19, 2006
Thoughts... Questions... ( IV )
117.81...
O que era isto afinal ?
117.81% é a capacidade de endividamento utilizada da CMA em 1 de Janeiro de 2006.
Quanta areia foi atirada para os nossos olhos durante os mandatos anteriores...?
Mas não nos atirem mais, ao menos sejam oposição com postura construtiva. Aveiro acima de qualquer interesse partidário. Sempre!
Thoughts... Questions... ( IV )
117.81...
O que era isto afinal ?
117.81% é a capacidade de endividamento utilizada da CMA em 1 de Janeiro de 2006.
Quanta areia foi atirada para os nossos olhos durante os mandatos anteriores...?
Mas não nos atirem mais, ao menos sejam oposição com postura construtiva. Aveiro acima de qualquer interesse partidário. Sempre!
Liberais
Aznar defende privatização de empresas a 100%
A liberalização de todos os mercados e a privatização de empresas foi uma das principais medidas adoptadas pelo governo de José Maria Aznar para fomentar o crescimento económico em Espanha. Mas, ao contrário das estratégias que têm sido seguidas em Portugal, o ex-governante espanhol optou por privatizar a totalidade do capital das empresas, em vez de pequenas parcelas que lhe permitissem arrecadar "algum dinheiro para colmatar o défice".
José Maria Aznar, que ontem discursou no II Congresso de Comércio Moderno, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), frisou que a privatização da totalidade do capital das empresas permitiu a criação de mais concorrência e do desenvolvimento do mercado. As telecomunicações, por exemplo, "passaram de 2% para 8% do PIB".
O ex-primeiro ministro espanhol apresentou os números que encontrou quando assumiu a liderança do Governo, em 1996, e os que deixou em 2001. "Em 1996, a Espanha era um país com falta de confiança, com uma taxa de desemprego na ordem dos 24% e tinha uma situação económica grave. Não cumpríamos nenhum dos cinco requisitos para aderir ao euro."
José Maria Aznar contou que muitos o aconselharam a deixar para uma "segunda fase" a adesão à moeda única, incluindo o italiano Romano Prodi. Apesar disso, decidiu que "a Espanha ia avançar com os primeiros. A Itália podia ficar para trás, se quisesse".
Entre outras medidas, Aznar decidiu congelar os salários para os funcionários públicos e aprovar o "maior pacote liberalizador dos últimos 50 anos". Meses depois, "a Espanha cumpria todas as condições para ser membro fundador do euro".
Com um défice de 7% em 1996, em dois anos passou para 2% e em quatro anos para o equilíbrio. "Estabelecemos um programa de estabilidade em todas as contas públicas. O gasto esteve sempre abaixo do crescimento da economia."
Também a reforma fiscal foi um dos passos importantes. Em 1998 e 2001 os impostos foram reduzidos para todos os contribuintes, com maior incidência na classe baixa. A nível laboral, foram introduzidas leis mais flexíveis.
in DN 2006-02-24
A liberalização de todos os mercados e a privatização de empresas foi uma das principais medidas adoptadas pelo governo de José Maria Aznar para fomentar o crescimento económico em Espanha. Mas, ao contrário das estratégias que têm sido seguidas em Portugal, o ex-governante espanhol optou por privatizar a totalidade do capital das empresas, em vez de pequenas parcelas que lhe permitissem arrecadar "algum dinheiro para colmatar o défice".
José Maria Aznar, que ontem discursou no II Congresso de Comércio Moderno, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), frisou que a privatização da totalidade do capital das empresas permitiu a criação de mais concorrência e do desenvolvimento do mercado. As telecomunicações, por exemplo, "passaram de 2% para 8% do PIB".
O ex-primeiro ministro espanhol apresentou os números que encontrou quando assumiu a liderança do Governo, em 1996, e os que deixou em 2001. "Em 1996, a Espanha era um país com falta de confiança, com uma taxa de desemprego na ordem dos 24% e tinha uma situação económica grave. Não cumpríamos nenhum dos cinco requisitos para aderir ao euro."
José Maria Aznar contou que muitos o aconselharam a deixar para uma "segunda fase" a adesão à moeda única, incluindo o italiano Romano Prodi. Apesar disso, decidiu que "a Espanha ia avançar com os primeiros. A Itália podia ficar para trás, se quisesse".
Entre outras medidas, Aznar decidiu congelar os salários para os funcionários públicos e aprovar o "maior pacote liberalizador dos últimos 50 anos". Meses depois, "a Espanha cumpria todas as condições para ser membro fundador do euro".
Com um défice de 7% em 1996, em dois anos passou para 2% e em quatro anos para o equilíbrio. "Estabelecemos um programa de estabilidade em todas as contas públicas. O gasto esteve sempre abaixo do crescimento da economia."
Também a reforma fiscal foi um dos passos importantes. Em 1998 e 2001 os impostos foram reduzidos para todos os contribuintes, com maior incidência na classe baixa. A nível laboral, foram introduzidas leis mais flexíveis.
in DN 2006-02-24
tempos modernos, créditos de sempre
Malparado nos créditos rápidos é de 2%
Os créditos rápidos e de montantes reduzidos apresentam um ritmo de crescimento acelerado em Portugal e deverão ser os que mais aumentarão no futuro, afirmou o administrador-delegado do Banco Cetelem em Portugal. Para Christian Guiraud, os portugueses vão pedir cada vez mais empréstimos de pequenos montantes e cada vez menos créditos ao consumo de maior volume. (cont.)
in DN 2006-02-24
Os créditos rápidos e de montantes reduzidos apresentam um ritmo de crescimento acelerado em Portugal e deverão ser os que mais aumentarão no futuro, afirmou o administrador-delegado do Banco Cetelem em Portugal. Para Christian Guiraud, os portugueses vão pedir cada vez mais empréstimos de pequenos montantes e cada vez menos créditos ao consumo de maior volume. (cont.)
in DN 2006-02-24
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Carta Aberta à FIFA
Dear Mr FIFA Ticket Department Officer,
My name is Carlos Martins and I am a Portuguese football lover. A few months ago, me and a friend (Francisco Dias) decided we wanted to watch a World Cup match, namely any Portugal game, in Germany, Summer 2006.
We applied for tickets, as everybody else did. The draw came up, and we had got no ticket drawn. This came as a surprise; however, we accepted our fate and waited for the next ticket selling stage, the current stage. Also surprisingly, very few tickets are available, and most of them appear to be to the so called “obstructed view” seats. So we wait. We wait to have to luck of after refreshing the website 60 times per minute, at some point a ticket (in this case, two) might became available for a match involving the Portuguese team. No luck so far.
We are obviously getting desperate. Obviously, we believe in FIFA and its honesty. We believe in Football. Furthermore, we love football. We believe that FIFA’s policies in order to stop illegal ticket selling have been carried out successfully. We believe that all the security measures surrounding a ticket purchase would result in fair ticket distribution, allowing those who love football to watch the games, paying the fair price, and not providing illegal fees and profits to illegal sellers. Hence, it seems that all the matches are sold out, according to the official ticket website.
However, because we love football and because we strongly desire to be in Germany supporting our team, our national team, we have been trying to desperately understand why there are not tickets available.
The answer is quite easy. More, is quick, it is accessible to everyone. As easy as typing “world cup tickets” in a web search engine, like Google, and at least 4 different illegal ticket selling websites are available. With prices according to the demand-supply market conditions, of course, and therefore, with a rather massive amount of profit included.
Here are the websites, in order to clear any possible doubt:
http://worldcupfootballtickets2006.com
http://www.germany2006tickets.com
http://www.euroteam.info
http://www.ticketcity.com/worldcuptickets.asp
Of course, there are many others available, including bidding websites, like Ebay.
Given all this, we would like to know why does FIFA allow these situations to happen. Moreover, why the strict security measures regarding ticket purchases are imposed, if they simply do not seem to work? Why must we pay a fee to an illegal ticket seller in order to make our dream of watching a Portugal World Cup match come true? Why does FIFA continue to be complacent with this situation?
But most important of all: why do two football fans are not allowed to watch their dream World Cup match, due to so many illegal ticket selling which are not prevented by the supposedly world football supervisor?
This e-mail is going to be sent to contact@fifa.org address but also to the press. This situation must become public. It is extremely shameful for FIFA and for football!
Best regards,
Carlos Martins
Francisco Dias
My name is Carlos Martins and I am a Portuguese football lover. A few months ago, me and a friend (Francisco Dias) decided we wanted to watch a World Cup match, namely any Portugal game, in Germany, Summer 2006.
We applied for tickets, as everybody else did. The draw came up, and we had got no ticket drawn. This came as a surprise; however, we accepted our fate and waited for the next ticket selling stage, the current stage. Also surprisingly, very few tickets are available, and most of them appear to be to the so called “obstructed view” seats. So we wait. We wait to have to luck of after refreshing the website 60 times per minute, at some point a ticket (in this case, two) might became available for a match involving the Portuguese team. No luck so far.
We are obviously getting desperate. Obviously, we believe in FIFA and its honesty. We believe in Football. Furthermore, we love football. We believe that FIFA’s policies in order to stop illegal ticket selling have been carried out successfully. We believe that all the security measures surrounding a ticket purchase would result in fair ticket distribution, allowing those who love football to watch the games, paying the fair price, and not providing illegal fees and profits to illegal sellers. Hence, it seems that all the matches are sold out, according to the official ticket website.
However, because we love football and because we strongly desire to be in Germany supporting our team, our national team, we have been trying to desperately understand why there are not tickets available.
The answer is quite easy. More, is quick, it is accessible to everyone. As easy as typing “world cup tickets” in a web search engine, like Google, and at least 4 different illegal ticket selling websites are available. With prices according to the demand-supply market conditions, of course, and therefore, with a rather massive amount of profit included.
Here are the websites, in order to clear any possible doubt:
http://worldcupfootballtickets2006.com
http://www.germany2006tickets.com
http://www.euroteam.info
http://www.ticketcity.com/worldcuptickets.asp
Of course, there are many others available, including bidding websites, like Ebay.
Given all this, we would like to know why does FIFA allow these situations to happen. Moreover, why the strict security measures regarding ticket purchases are imposed, if they simply do not seem to work? Why must we pay a fee to an illegal ticket seller in order to make our dream of watching a Portugal World Cup match come true? Why does FIFA continue to be complacent with this situation?
But most important of all: why do two football fans are not allowed to watch their dream World Cup match, due to so many illegal ticket selling which are not prevented by the supposedly world football supervisor?
This e-mail is going to be sent to contact@fifa.org address but also to the press. This situation must become public. It is extremely shameful for FIFA and for football!
Best regards,
Carlos Martins
Francisco Dias
Neo-Liberalismo
O Blog já ultrapassou as mil visitas desde que pus o counter. Obrigado a todos os leitores mais ou menos assíduos por estimularem a minha escrita e o meu prazer de dar a conhecer a opinião de alguem convictamente liberal nas ideias, embora algo conservador nos valores. Democrata-cristão de militância e economista de formação académica.
Agradeço também por, com as vossas visitas, ajudar a terminar com o cepticismo em redor da noção de liberalismo ou neo-liberalismo. Por ajudar a construir este blog neo-liberal e a consolidar esta definição como um conceito mais económico e social, que político ou ideológico.
Obrigado a todos os que não concordando, honram este blog com a sua enriquecedora visita. Espero nao desiludir ninguém. Não pretendo nem quero conflitos ou celeumas vazias. Prefiro a discussão profícua.
Bem hajam e vemo-nos por aí...
Agradeço também por, com as vossas visitas, ajudar a terminar com o cepticismo em redor da noção de liberalismo ou neo-liberalismo. Por ajudar a construir este blog neo-liberal e a consolidar esta definição como um conceito mais económico e social, que político ou ideológico.
Obrigado a todos os que não concordando, honram este blog com a sua enriquecedora visita. Espero nao desiludir ninguém. Não pretendo nem quero conflitos ou celeumas vazias. Prefiro a discussão profícua.
Bem hajam e vemo-nos por aí...
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Mário Duarte
Curioso, é o único termo que me permito usar na questão dos terrenos do Estádio Mário Duarte...
Curioso, porque é que uma determinada força(?) política só agora insiste em recorrentemente forçar a agenda política local com a sugestão do referendo.
Curioso, porque é que aquando da operação de leaseback do anterior executivo camarário (quando a questão era pertinente e útil de ser colocada) nada disse.
Curioso, que não apresente alternativas nem soluções financeiras para esta questão. Não basta dizer que se quer manter a zona do Mário Duarte e críticar por críticar quem tem que gerir uma autarquia asfixiada financeiramente. Para se ser credível na política, há que apresentar alternativas. O referendo é um método útil, mas há que manter a racionalidade da questão: mantendo o Mário Duarte, que solução financeira teriam para o problema?
Curioso, que a questão do Mário Duarte seja praticamente a única que preocupa esta força política no nosso Concelho.
Ser-se responsável é tomar-se decisões que sabendo que poderão ter efeitos ou consequencias negativas, estas são suplantadas pelos decorrentes benefícios. Para o bem-estar de todos nós, cidadãos de Aveiro. Aveirenses.
Curioso, porque é que uma determinada força(?) política só agora insiste em recorrentemente forçar a agenda política local com a sugestão do referendo.
Curioso, porque é que aquando da operação de leaseback do anterior executivo camarário (quando a questão era pertinente e útil de ser colocada) nada disse.
Curioso, que não apresente alternativas nem soluções financeiras para esta questão. Não basta dizer que se quer manter a zona do Mário Duarte e críticar por críticar quem tem que gerir uma autarquia asfixiada financeiramente. Para se ser credível na política, há que apresentar alternativas. O referendo é um método útil, mas há que manter a racionalidade da questão: mantendo o Mário Duarte, que solução financeira teriam para o problema?
Curioso, que a questão do Mário Duarte seja praticamente a única que preocupa esta força política no nosso Concelho.
Ser-se responsável é tomar-se decisões que sabendo que poderão ter efeitos ou consequencias negativas, estas são suplantadas pelos decorrentes benefícios. Para o bem-estar de todos nós, cidadãos de Aveiro. Aveirenses.
Recortes...sem comentários
"...construção de um novo modelo de ética política..."
"...vontade de desmistificar a política populista do actual executivo camarário: uma política medíocre e sem estratégia, sem rumo e sem objectivos de que vai resultar um forte atraso no desenvolvimento do nosso concelho."
"...gostaria de aqui, leal e sinceramente, deixar os desejos de muita sorte ao actual executivo camarário..."
in Margem Esquerda 2006-02-22
"...vontade de desmistificar a política populista do actual executivo camarário: uma política medíocre e sem estratégia, sem rumo e sem objectivos de que vai resultar um forte atraso no desenvolvimento do nosso concelho."
"...gostaria de aqui, leal e sinceramente, deixar os desejos de muita sorte ao actual executivo camarário..."
in Margem Esquerda 2006-02-22
Qual será a parte de Aveiro ?
«Autarquias derrapam 100 milhões nas contas de 2005
DE
Banco de Portugal revela que os dados do endividamento bancário das autarquias é superior ao estimado no último reporte. As autarquias e as regiões autónomas apresentaram um endividamento de 286 milhões de euros em 2005, cerca de cem milhões de euros acima do endividamento previsto no último reporte dos défices enviado pelas Finanças para Bruxelas, em Setembro passado. Os dados sobre o financiamento da Administração Local e Regional foram ontem publicadas, ao princípio da noite, pelo Banco de Portugal e revelam a exposição deste sector ao sistema bancário. »
in Diário Económico 2006-02-22Justificar o Injustificável...
«Teixeira Santos diz há razões para manter 'golden share' da PT
DE com Reuters
O Estado entende que há razões manter a 'golden share' da Portugal Telecom (PT), que não viola as regras do Tratado de Roma, não tendo havido alterações de circunstâncias que justifiquem acabar com ela, defende Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.
A Comissão Europeia (CE) questionou, recentemente, o Governo português acerca da 'golden share' que detém na Portugal Telecom.
No passado dia 6 de Fevereiro, o grupo Sonae anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital da PT, avaliando o incumbente em cerca de 11,1 mil milhões de euros (M€).
Teixeira dos Santos afirmou que "os termos em que essa presença do Estado se faz sentir na PT não contraria os artigos 56 e 43 do Tratado de Roma", adiantando que "parece-nos que vai de encontro à recente jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias".
Explicou que "esses direitos do Estado não são discriminatórios, justificam-se por razões expressamente previstas no Tratado, limitam-se a só prosseguir a realização dos objectivos a que se propuseram" e não têm "desproporcionalidade pois não ultrapassam aquilo que é necessário".
Frisou: "esta é a nossa posição face à PT e é isto que foi dito na resposta à Comissão Europeia".
"Entendemos que houve e há razões que justificam a existência de um conjunto de direitos do Estado, no âmbito da gestão e Administração da PT que estão na base da chamada 'golden share'", acrescentou Teixeira dos Santos, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento.
"E não nos parece que tenha havido qualquer alteração de circunstâncias que justifique uma mudança de opinião", afirmou, salientando que, "apesar do Estado ter esses direitos, nunca, em tempo algum, o Estado exerceu essas prerrogativas, não foi necessário exercê-las".
Por último, reafirmou que "sempre que o Estado entender que há razões de interesse público que justifiquem a presença do Estado, tendo em vista assegurar a defesa de interesses gerais, relevantes, o Governo não se coibirá de o fazer". »
In Diário Económico 2006-02-22
DE com Reuters
O Estado entende que há razões manter a 'golden share' da Portugal Telecom (PT), que não viola as regras do Tratado de Roma, não tendo havido alterações de circunstâncias que justifiquem acabar com ela, defende Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.
A Comissão Europeia (CE) questionou, recentemente, o Governo português acerca da 'golden share' que detém na Portugal Telecom.
No passado dia 6 de Fevereiro, o grupo Sonae anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital da PT, avaliando o incumbente em cerca de 11,1 mil milhões de euros (M€).
Teixeira dos Santos afirmou que "os termos em que essa presença do Estado se faz sentir na PT não contraria os artigos 56 e 43 do Tratado de Roma", adiantando que "parece-nos que vai de encontro à recente jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias".
Explicou que "esses direitos do Estado não são discriminatórios, justificam-se por razões expressamente previstas no Tratado, limitam-se a só prosseguir a realização dos objectivos a que se propuseram" e não têm "desproporcionalidade pois não ultrapassam aquilo que é necessário".
Frisou: "esta é a nossa posição face à PT e é isto que foi dito na resposta à Comissão Europeia".
"Entendemos que houve e há razões que justificam a existência de um conjunto de direitos do Estado, no âmbito da gestão e Administração da PT que estão na base da chamada 'golden share'", acrescentou Teixeira dos Santos, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento.
"E não nos parece que tenha havido qualquer alteração de circunstâncias que justifique uma mudança de opinião", afirmou, salientando que, "apesar do Estado ter esses direitos, nunca, em tempo algum, o Estado exerceu essas prerrogativas, não foi necessário exercê-las".
Por último, reafirmou que "sempre que o Estado entender que há razões de interesse público que justifiquem a presença do Estado, tendo em vista assegurar a defesa de interesses gerais, relevantes, o Governo não se coibirá de o fazer". »
In Diário Económico 2006-02-22
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Nova Rua
Hoje pelas 17h30 a CM de Aveiro prestará homenagem a Manuel Júlio Braga Alves com a atribuição do seu nome a uma rua junto ao Centro Cultural e Congressos, pela data de aniversário do seu falecimento.
A memória colectiva fica assim perpetuada.
A memória colectiva fica assim perpetuada.
Mobilidade do Factor Trabalho
CE anuncia um milhão de ofertas de emprego na internet a partir de hoje
DE com Lusa
A Comissão Europeia (CE) assinala hoje o início do "Ano Europeu da Mobilidade Profissional" com o lançamento de um site na Internet que anunciará "on-line" cerca de um milhão de ofertas de emprego por toda a União Europeia.
Esta iniciativa surge no âmbito do lançamento do Ano Europeu da Mobilidade Profissional, que visa consciencializar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional, quer em termos de mercado de trabalho (mudança de emprego), quer em termos geográficos (nomeadamente para outro Estado-membro).
A partir de hoje, no sítio de Internet da EURES - o Portal Europeu da Mobilidade Profissional -, serão disponibilizados, em todas as línguas da UE, as ofertas de emprego publicitadas pelos serviços públicos de emprego de todos os Estados-membros.
Além de anunciar as vagas de emprego, o portal, com o endereço http://europa.eu.int/eures/home.jsp, disponibiliza ainda uma rede de cerca de 700 conselheiros, para prestar assistência aos trabalhadores em "movimento".
O lançamento deste sítio é mais uma medida do executivo comunitário com vista a incentivar a mobilidade dos trabalhadores no seio da União Europeia, onde apenas dois por cento dos cidadãos vivem noutro Estado-membro que não o de origem, uma percentagem inalterada ao longo dos últimos 30 anos.
Segundo o comissário europeu com a pasta do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, a livre circulação de trabalhadores, "um direito fundamental da UE", deve ser aproveitada ao máximo, pois "proporciona oportunidades de aprender, trabalhar e adquirir novas qualificações".
"Os trabalhadores necessitam de novas qualificações, e a Europa necessita de trabalhadores adaptáveis", sustenta Spidla.
De acordo com os primeiros resultados de um amplo estudo levado a cabo na União Europeia (UE), os Portugueses são dos cidadãos europeus com menos propensão para a mobilidade profissional.
Apesar de uma maioria dos Portugueses (cerca de 58%) considerar que, em termos geográficos, uma mobilidade de longa distância é algo de positivo, apenas 29% - o sexto valor mais baixo no conjunto da UE - admitiriam rumar a outro Estado-membro em busca de emprego se estivessem desempregados em Portugal, indica o Eurobarómetro, cujos dados completos estão ainda a ser analisados.
Os Portugueses apresentam ainda uma das médias mais baixas da UE a 25 em termos de mobilidade profissional a nível de mercado de trabalho, já que cada trabalhador inquirido mudou de emprego em média menos de três vezes ao longo da vida, quando a média comunitária atinge praticamente quatro e nalguns casos se aproxima das seis mudanças de trabalho.
É com o objectivo de sensibilizar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional e tentar inverter os "números" actuais que a Comissão decidiu, já em Junho de 2005, instituir 2006 como o Ano Europeu da Mobilidade Profissional.
A cerimónia de lançamento oficial realizar-se hoje à tarde em Bruxelas, paralelamente a uma conferência internacional intitulada "Mobilidade Profissional: um direito, uma opção, uma oportunidade?".
Durante o Ano Europeu da Mobilidade Profissional - dotado com um orçamento de 10 milhões de euros -, vão realizar-se centenas de eventos, tais como feiras de emprego, um pouco por toda a União Europeia, com o objectivo de promover a mobilidade profissional e dar a conhecer as formas como a UE pode ajudar os trabalhadores a "moverem-se" a nível profissional.
In Diário Económico 2006-02-20
DE com Lusa
A Comissão Europeia (CE) assinala hoje o início do "Ano Europeu da Mobilidade Profissional" com o lançamento de um site na Internet que anunciará "on-line" cerca de um milhão de ofertas de emprego por toda a União Europeia.
Esta iniciativa surge no âmbito do lançamento do Ano Europeu da Mobilidade Profissional, que visa consciencializar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional, quer em termos de mercado de trabalho (mudança de emprego), quer em termos geográficos (nomeadamente para outro Estado-membro).
A partir de hoje, no sítio de Internet da EURES - o Portal Europeu da Mobilidade Profissional -, serão disponibilizados, em todas as línguas da UE, as ofertas de emprego publicitadas pelos serviços públicos de emprego de todos os Estados-membros.
Além de anunciar as vagas de emprego, o portal, com o endereço http://europa.eu.int/eures/home.jsp, disponibiliza ainda uma rede de cerca de 700 conselheiros, para prestar assistência aos trabalhadores em "movimento".
O lançamento deste sítio é mais uma medida do executivo comunitário com vista a incentivar a mobilidade dos trabalhadores no seio da União Europeia, onde apenas dois por cento dos cidadãos vivem noutro Estado-membro que não o de origem, uma percentagem inalterada ao longo dos últimos 30 anos.
Segundo o comissário europeu com a pasta do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, a livre circulação de trabalhadores, "um direito fundamental da UE", deve ser aproveitada ao máximo, pois "proporciona oportunidades de aprender, trabalhar e adquirir novas qualificações".
"Os trabalhadores necessitam de novas qualificações, e a Europa necessita de trabalhadores adaptáveis", sustenta Spidla.
De acordo com os primeiros resultados de um amplo estudo levado a cabo na União Europeia (UE), os Portugueses são dos cidadãos europeus com menos propensão para a mobilidade profissional.
Apesar de uma maioria dos Portugueses (cerca de 58%) considerar que, em termos geográficos, uma mobilidade de longa distância é algo de positivo, apenas 29% - o sexto valor mais baixo no conjunto da UE - admitiriam rumar a outro Estado-membro em busca de emprego se estivessem desempregados em Portugal, indica o Eurobarómetro, cujos dados completos estão ainda a ser analisados.
Os Portugueses apresentam ainda uma das médias mais baixas da UE a 25 em termos de mobilidade profissional a nível de mercado de trabalho, já que cada trabalhador inquirido mudou de emprego em média menos de três vezes ao longo da vida, quando a média comunitária atinge praticamente quatro e nalguns casos se aproxima das seis mudanças de trabalho.
É com o objectivo de sensibilizar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional e tentar inverter os "números" actuais que a Comissão decidiu, já em Junho de 2005, instituir 2006 como o Ano Europeu da Mobilidade Profissional.
A cerimónia de lançamento oficial realizar-se hoje à tarde em Bruxelas, paralelamente a uma conferência internacional intitulada "Mobilidade Profissional: um direito, uma opção, uma oportunidade?".
Durante o Ano Europeu da Mobilidade Profissional - dotado com um orçamento de 10 milhões de euros -, vão realizar-se centenas de eventos, tais como feiras de emprego, um pouco por toda a União Europeia, com o objectivo de promover a mobilidade profissional e dar a conhecer as formas como a UE pode ajudar os trabalhadores a "moverem-se" a nível profissional.
In Diário Económico 2006-02-20
domingo, fevereiro 19, 2006
Thoughts... Questions... ( III )
A Sonae está cada vez mais apetecível... Mas...e se a SEC (US Securities and Exchange Commission) se pronunciar favorávelmente a compra de acções da PT pela Sonae depois de anunciada a OPA e pelo contrário o Governo Português decidir "negociar" o takeover?
Porque é que há tantos takeovers em mercados financeiros desenvolvidos e em Portugal quando há uma OPA é noticia para várias semanas?
O que são Golden Shares? Não...a sério... O que são Golden Shares? São títulos imprimidos numa placa de ouro? São transaccionáveis ? Se são assim tao valiosas porque é que um governo com orçamento deficitário não as vende ? Pois...parece que não é nada disto... mas que existem...existem...
Mais uma pergunta... Tendo o BES dito que não compraria a PT porque não tem expertize para gerir empresas de telecomunicações, tem o Estado especial aptência para gerir empresas de telecomunicações? A avaliar pela forma como geriu a PT, não parece...
Porque é que há tantos takeovers em mercados financeiros desenvolvidos e em Portugal quando há uma OPA é noticia para várias semanas?
O que são Golden Shares? Não...a sério... O que são Golden Shares? São títulos imprimidos numa placa de ouro? São transaccionáveis ? Se são assim tao valiosas porque é que um governo com orçamento deficitário não as vende ? Pois...parece que não é nada disto... mas que existem...existem...
Mais uma pergunta... Tendo o BES dito que não compraria a PT porque não tem expertize para gerir empresas de telecomunicações, tem o Estado especial aptência para gerir empresas de telecomunicações? A avaliar pela forma como geriu a PT, não parece...
Thoughts... Questions... ( II )
O que se ganha em fazer a AM em Santa Joana? O que se perde? Numa análise Custo/Benefício, qual a solução óptima?
Thoughts... Questions... ( I )
EU - Portugal: Trade off entre desenvolvimento e soberania ? E quem benefia/beneficiou ?
sábado, fevereiro 18, 2006
Anime Weekend 2006 Aveiro

Não sou particularmente fã do Anime (lembro-me, contudo que adorava o Dragon Ball), mas fui ao recinto da AveiroExpo apreciar um pouco do Anime Weekend 2006 em Aveiro.
Fiquei positivamente surpreendido pela quantidade bastante apreciável de público que decidiu participar. De facto, pelo que me foi dado a conhecer, parece-me que esta iniciativa foi um verdadeiro sucesso. Constou-me que os workshops por inscrição estavam esgotados, e as sessões de filmes também com bastante audiencia.
Os parabéns para quem o concebeu, organizou ou idealizou, apesar do risco de ser direccionada para um publico muito específico.
Além deste aparente sucesso, o evento permitiu também relançar de alguma forma as relações com o Japão, apesar de, ao contrário do que pude ver hoje no Diário de Aveiro, não me parece que a atracção de investimento japonês para o Concelho seja a solução para os nossos problemas. Se vier, obviamente que é bem-vindo...
Espera-se, portanto, por mais iniciativas deste género. Aveiro tem público, haja eventos.
[até o site oficial ficou com bom aspecto!]
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
AM em Santa Joana
Recebi ontem a convocatória para a próxima Assembleia Municipal. Devo dizer que foi com algum espanto que reparei (da segunda vez que li) a alteração do local de realização da sessão.
Parece que a Digníssima Presidente da Assembleia Municipal de Aveiro decidiu começar já a concretizar as suas intenções de descentralizar as reuniões. Gosto desta Presidente. Não sou laranja, é um facto, mas agrada-me o modo como actua, (ate porque há a coligação. claro).
Só tenho de aplaudir esta atitude, esta decisão. Depois de largos anos onde as freguesias rurais e periféricas foram ostracizadas, e mesmo marginalizadas, é bom que se faça sentir ao Concelho que somos todos Aveiro. Não chega lembrarem-se destas freguesias quando é preciso mediatizar uma obra, ou quando uma transferência ha muito em falta é, finalmente, misericordiosamente paga.
Agostinho da Silva costumava dizer que "é preciso ouvir o Povo, porque o Povo sabe muito".
E o Povo de Aveiro sabe muito.
Parece que a Digníssima Presidente da Assembleia Municipal de Aveiro decidiu começar já a concretizar as suas intenções de descentralizar as reuniões. Gosto desta Presidente. Não sou laranja, é um facto, mas agrada-me o modo como actua, (ate porque há a coligação. claro).
Só tenho de aplaudir esta atitude, esta decisão. Depois de largos anos onde as freguesias rurais e periféricas foram ostracizadas, e mesmo marginalizadas, é bom que se faça sentir ao Concelho que somos todos Aveiro. Não chega lembrarem-se destas freguesias quando é preciso mediatizar uma obra, ou quando uma transferência ha muito em falta é, finalmente, misericordiosamente paga.
Agostinho da Silva costumava dizer que "é preciso ouvir o Povo, porque o Povo sabe muito".
E o Povo de Aveiro sabe muito.
Nem tudo se vende...
Élio Maia não concorda com condições de alienação
O presidente da Câmara Municipal de Aveiro voltou a demonstrar, anteontem, numa reunião com o Ministério da Defesa e a Direcção-Geral de Património, a intenção da autarquia em ver resolvida a situação dos edifícios devolutos que existem na cidade e que são património do Estado. Apesar dessa intenção, Élio Maia terá feito saber à Administração Central que não concorda com as actuais condições apresentadas para a alienação do património, não pondo de parte, no entanto, a hipótese de vir a comprar alguns desses imóveis.
O autarca não avança para já o que pretende vir a fazer com esses edifícios, no caso de vir a comprar. Para já, é apenas certo o futuro do Centro de Saúde Mental de S. Bernardo, que irá acolher as associações da freguesia. Em aberto continua o futuro do Quartel do Parque, do Edifício da EPA, do Quartel de Sá e dos terrenos da Direcção-Geral de Viação.
As negociações vão continuar, estando agendada uma nova reunião para o final do mês.
Paula Rocha
O presidente da Câmara Municipal de Aveiro voltou a demonstrar, anteontem, numa reunião com o Ministério da Defesa e a Direcção-Geral de Património, a intenção da autarquia em ver resolvida a situação dos edifícios devolutos que existem na cidade e que são património do Estado. Apesar dessa intenção, Élio Maia terá feito saber à Administração Central que não concorda com as actuais condições apresentadas para a alienação do património, não pondo de parte, no entanto, a hipótese de vir a comprar alguns desses imóveis.
O autarca não avança para já o que pretende vir a fazer com esses edifícios, no caso de vir a comprar. Para já, é apenas certo o futuro do Centro de Saúde Mental de S. Bernardo, que irá acolher as associações da freguesia. Em aberto continua o futuro do Quartel do Parque, do Edifício da EPA, do Quartel de Sá e dos terrenos da Direcção-Geral de Viação.
As negociações vão continuar, estando agendada uma nova reunião para o final do mês.
Paula Rocha
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Febre de Liberalismo no Governo de Portugal...
Bem, serve este post para por lado aplaudir este Governo pela coragem de começar a retirar o Estado da Economia de uma forma inequivoca. Como se vê aqui. Não quer isto dizer que seja suficiente, mas num País onde "neo-liberalismo" parece ser uma palavra maldita de um qualquer regime anti-democrático, parece-me um bom começo.
Por outro lado, obriga-me a esclarecer que NÃO, este Blog não tem nada a ver com a direcção do Eng. José Socrates... Felizmente... Nem José Socrates é um Liberal... Infelizmente... Porque a espaços bem que parece... (assim quase fazemos as pessoas esquecer que o IVA foi aumentado, num ano em que o Defice Orçamental é o mais elevado desde Cavaco Silva, cuja taxa de IVA se tornou numas das mais elevadas da Europa e onde se paga mais em termos de impostos nos combustíveis, ...)
Por outro lado, obriga-me a esclarecer que NÃO, este Blog não tem nada a ver com a direcção do Eng. José Socrates... Felizmente... Nem José Socrates é um Liberal... Infelizmente... Porque a espaços bem que parece... (assim quase fazemos as pessoas esquecer que o IVA foi aumentado, num ano em que o Defice Orçamental é o mais elevado desde Cavaco Silva, cuja taxa de IVA se tornou numas das mais elevadas da Europa e onde se paga mais em termos de impostos nos combustíveis, ...)
Policia Municipal de Aveiro...
Comandante da Polícia Municipal está de saídamudança
Divergências com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro na origem da substituição de José Fernandes, que regressará à PSP
Ocomandante da Polícia Municipal (PM) de Aveiro, José Fernandes, deverá abandonar o cargo até ao final deste mês, apurou o Jornal de Notícias. Na origem da decisão está um diferendo com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro, Carlos Santos.
A divergência de opiniões entre o vereador Carlos Santos e o comissário José Fernandes relativamente a várias matérias levou o autarca a concluir que a melhor solução seria a substituição.
Contactados, ontem, pelo JN, José Fernandes e Carlos Santos recusaram falar sobre o assunto, mas a decisão do vereador é praticamente irreversível, havendo já contactos para a sucessão.
Fernando Lopes na calha
Tal como aconteceu com José Fernandes, também o provável substituto sairá do Comando da Polícia de Segurança Pública de Aveiro. O nome mais provável é o comissário Fernando Lopes, actual chefe da área administrativa do comando de Aveiro.
O comandante distrital da PSP, Francisco Bagina, explicou, ontem, que o processo não passa pelo comando de Aveiro da polícia. "A autorização terá de ser dada pelo Ministério da Administração Interna após solicitação da Câmara Municipal", referiu ao JN. Questionado se foi informalmente avisado da possível substituição de comando na Polícia Municipal, Francisco Bagina respondeu "Não confirmo, nem desminto".
José Fernandes entrou para a PM em Abril de 2004. Quando saiu da PSP, era responsável pelo sector de operações. Se regressar à Polícia de Segurança Pública, deverá ocupar o cargo do comissário Fernando Lopes.
in JN 2006-02-16
Divergências com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro na origem da substituição de José Fernandes, que regressará à PSP
Ocomandante da Polícia Municipal (PM) de Aveiro, José Fernandes, deverá abandonar o cargo até ao final deste mês, apurou o Jornal de Notícias. Na origem da decisão está um diferendo com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro, Carlos Santos.
A divergência de opiniões entre o vereador Carlos Santos e o comissário José Fernandes relativamente a várias matérias levou o autarca a concluir que a melhor solução seria a substituição.
Contactados, ontem, pelo JN, José Fernandes e Carlos Santos recusaram falar sobre o assunto, mas a decisão do vereador é praticamente irreversível, havendo já contactos para a sucessão.
Fernando Lopes na calha
Tal como aconteceu com José Fernandes, também o provável substituto sairá do Comando da Polícia de Segurança Pública de Aveiro. O nome mais provável é o comissário Fernando Lopes, actual chefe da área administrativa do comando de Aveiro.
O comandante distrital da PSP, Francisco Bagina, explicou, ontem, que o processo não passa pelo comando de Aveiro da polícia. "A autorização terá de ser dada pelo Ministério da Administração Interna após solicitação da Câmara Municipal", referiu ao JN. Questionado se foi informalmente avisado da possível substituição de comando na Polícia Municipal, Francisco Bagina respondeu "Não confirmo, nem desminto".
José Fernandes entrou para a PM em Abril de 2004. Quando saiu da PSP, era responsável pelo sector de operações. Se regressar à Polícia de Segurança Pública, deverá ocupar o cargo do comissário Fernando Lopes.
in JN 2006-02-16
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Um dia de cama...
Que raio de dia escolhi eu para ficar na cama com problemas digestivos... Parece que foi escolhido a dedo onde quase tudo aconteceu por este País.... Senão, vejamos:
A meio da tarde o Governo anuncia alteração nas retenções na fonte de IRS, com o respectivo corte nas devoluções. De aplaudir, obvio, nao fosse uma operação onde mais um vez nao se percebe o objectivo do Estado, reter na fonte para depois devolver? Emprestimos a juros zero? Bem, pelos comentarios que ouvi, apesar de tudo, parece que era um "incentivo à poupança" pois assim as pessoas nao teriam o rendimento disponível para o consumo...que raio de ideia... Mas ao menos agora terão a opçao de consumir no imediato ou no futuro... Só espero que esta medida nao seja uma antecipação de uma redução de benefícios fiscais. Não que esteja muito a favor destes, mas porque acaba por ser uma encenação para eufemisticamente enganar o contribuinte comum. Obvio que o ideal era uma significativa simplificação e redução fiscal...
Horas depois, surgem os numero do desemprego em Portugal. Como que por magia, no mesmo dia, surgem duas noticias, uma boa outra má. A verdade é que o desemprego continua a aumentar. De nada parece ter surtido efeito as politicas do Governo, se bem que concorde que muito dificilmente as politicas têm efeito no curto prazo. So temo que nao haja politicas que tenham efeito no longo prazo... E é obvio que ninguem se pode esquecer da promessa eleitoral de Socrates, de criação de 150 000 empregos...
Por outro lado, surgem também notícias de que afinal quem tinha razão em relação aos numeros do Orçamento era Bagão Felix e todos os críticos da Comissão Constâncio, que na altura afirmaram a encenação feita, ou seja, que o numero avançado pela Comissão seria no pressuposto de não se fazer absolutamente nada...
Mas não se ficou por aqui as notícias num só dia, que passei na cama... Ainda consegui ouvir as enormidades do Embaixador do Irão em Portugal, enquanto agradecia as palavras do MNE portugues... Palavras que já provocaram a reacção da Polónia. Ao que parece, o Embaixador não acredita ser possível queimar tantas pessoas quanto se afirma ter acontecido no Holocausto...
E agora algo nunca visto... A PJ entrou pela redacção do jornal 24 no ambito de investigações sobre o Envelope 9... UM MES DEPOIS. Acredito que em termos relativos à justiça portuguesa, 1 mes até se pode enquadrar na definição de urgente...mas parece-me manifestamente irrealista acreditar que se poderia encontrar algo de relevante nos computadores... Por outro lado, parece-me bem mais realista que a PJ quisesse antes procurar outras investigações e outras fontes sobre outros casos que estivesses naqueles PC´s...
As reacções aos cartoons continuaram, um responsavel governativo italiano quer fazer t-shirts com as caricaturas e novas imagens foram divulgadas sobre as torturas em prisões no Iraque...
E bottom line: a Sonae parece estar cada vez mais apetecível...
A meio da tarde o Governo anuncia alteração nas retenções na fonte de IRS, com o respectivo corte nas devoluções. De aplaudir, obvio, nao fosse uma operação onde mais um vez nao se percebe o objectivo do Estado, reter na fonte para depois devolver? Emprestimos a juros zero? Bem, pelos comentarios que ouvi, apesar de tudo, parece que era um "incentivo à poupança" pois assim as pessoas nao teriam o rendimento disponível para o consumo...que raio de ideia... Mas ao menos agora terão a opçao de consumir no imediato ou no futuro... Só espero que esta medida nao seja uma antecipação de uma redução de benefícios fiscais. Não que esteja muito a favor destes, mas porque acaba por ser uma encenação para eufemisticamente enganar o contribuinte comum. Obvio que o ideal era uma significativa simplificação e redução fiscal...
Horas depois, surgem os numero do desemprego em Portugal. Como que por magia, no mesmo dia, surgem duas noticias, uma boa outra má. A verdade é que o desemprego continua a aumentar. De nada parece ter surtido efeito as politicas do Governo, se bem que concorde que muito dificilmente as politicas têm efeito no curto prazo. So temo que nao haja politicas que tenham efeito no longo prazo... E é obvio que ninguem se pode esquecer da promessa eleitoral de Socrates, de criação de 150 000 empregos...
Por outro lado, surgem também notícias de que afinal quem tinha razão em relação aos numeros do Orçamento era Bagão Felix e todos os críticos da Comissão Constâncio, que na altura afirmaram a encenação feita, ou seja, que o numero avançado pela Comissão seria no pressuposto de não se fazer absolutamente nada...
Mas não se ficou por aqui as notícias num só dia, que passei na cama... Ainda consegui ouvir as enormidades do Embaixador do Irão em Portugal, enquanto agradecia as palavras do MNE portugues... Palavras que já provocaram a reacção da Polónia. Ao que parece, o Embaixador não acredita ser possível queimar tantas pessoas quanto se afirma ter acontecido no Holocausto...
E agora algo nunca visto... A PJ entrou pela redacção do jornal 24 no ambito de investigações sobre o Envelope 9... UM MES DEPOIS. Acredito que em termos relativos à justiça portuguesa, 1 mes até se pode enquadrar na definição de urgente...mas parece-me manifestamente irrealista acreditar que se poderia encontrar algo de relevante nos computadores... Por outro lado, parece-me bem mais realista que a PJ quisesse antes procurar outras investigações e outras fontes sobre outros casos que estivesses naqueles PC´s...
As reacções aos cartoons continuaram, um responsavel governativo italiano quer fazer t-shirts com as caricaturas e novas imagens foram divulgadas sobre as torturas em prisões no Iraque...
E bottom line: a Sonae parece estar cada vez mais apetecível...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Ainda o MIT... essa coisa que só parece incomodar o PM
The Economist critica atrasos no Plano Tecnológico
E agora Eng. Socrates? Já nao me parece que sejam "apenas" "funcionários publicos" a reclamar"...
E agora Prof. Mariano Gago? Quer assumir a responsabilidade pelo MIT nao vir para Portugal?
Explicações continuam urgentes...
E agora Eng. Socrates? Já nao me parece que sejam "apenas" "funcionários publicos" a reclamar"...
E agora Prof. Mariano Gago? Quer assumir a responsabilidade pelo MIT nao vir para Portugal?
Explicações continuam urgentes...
Moliceiros e Modernices
Os Moliceiros do Futuro, dizem eles. Aqui.
Moliate chamam-lhe eles. Moliceiro e Iate...
Desejo maior sucesso aos Moliates que aos taxis da Ria...
Moliate chamam-lhe eles. Moliceiro e Iate...
Desejo maior sucesso aos Moliates que aos taxis da Ria...
Inquietações...
Esta notícia publicada hoje no Diário de Aveiro não deixa de me por algo inquieto.
Por várias ordens de razões.
1. Primeiro de tudo, porque se está a "fazer acordos com os credores", o que quer dizer não se está a pagar. E sejamos racionais, se são 141 acordos, correspondentes a 613 mil euros, isto da uma média de praticamente 4400 euros por acordo. O que não é pouco para um cidadão comum ou para um pequeno empresário. Precisamente os credores.
2. Como consequencia do dito no ponto anterior, é apenas uma gota no oceano de dívidas do munícipio.
3. Pareceu-me ler nas entrelinhas algum desespero latente. O que sendo compreensível, não pode acontecer no actual executivo. Há que gerir as expectativas, mas também as reacções.
Para terminar...
Olhe que o tempo passa a correr Sr. Presidente, tal como estes 3 meses...
"com calma, ponderação, equilíbrio e conscientes de que temos muitos meses pela frente neste mandato" Elio Maia
Comparações...
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Europeu de Sub-21
Em mais um programa da Aveiro FM "É Notícia" no qual tive novamente a honra de participar aflorou-se o tema da realização do Europeu de Sub-21 no Estádio Municipal de Aveiro, entre outros.
De facto, parece que as declarações do vereador Jorge Greno foram alvo de alguma celeuma. Só não percebo porque. O facto do vereador ser realista e admitir que na verdade este evento não trará lucro para o concelho de Aveiro é um gesto de honestidade a que talvez não estejamos habituados. É obvio que seria bem mais simpatico ouvir dizer que o Europeu de sub-21 traria grandes lucros para Aveiro, mas nao seria verdade. Verdade é que talvez seja uma oportunidade de relançar o nome da cidade na industria de Turismo, embora eu tenha serias dúvidas que haja uma afluencia significativa de adeptos estrangeiros ao nosso concelho. Indiscutivelmente é melhor para Aveiro organizar este evento do que não o fazer.
Fiquei no entanto satisfeito por ver uma preocupação por parte dos responsáveis da nova direcção da Rota da Luz em relançar o nome de Aveiro e da Região no sector do turismo. Faz falta a Aveiro!
De facto, parece que as declarações do vereador Jorge Greno foram alvo de alguma celeuma. Só não percebo porque. O facto do vereador ser realista e admitir que na verdade este evento não trará lucro para o concelho de Aveiro é um gesto de honestidade a que talvez não estejamos habituados. É obvio que seria bem mais simpatico ouvir dizer que o Europeu de sub-21 traria grandes lucros para Aveiro, mas nao seria verdade. Verdade é que talvez seja uma oportunidade de relançar o nome da cidade na industria de Turismo, embora eu tenha serias dúvidas que haja uma afluencia significativa de adeptos estrangeiros ao nosso concelho. Indiscutivelmente é melhor para Aveiro organizar este evento do que não o fazer.
Fiquei no entanto satisfeito por ver uma preocupação por parte dos responsáveis da nova direcção da Rota da Luz em relançar o nome de Aveiro e da Região no sector do turismo. Faz falta a Aveiro!
A justificação...
Câmara atribui culpas a funcionária
2006/02/13
O chefe do gabinete de imprensa da Câmara de Aveiro, admite uma falha na recepção ao embaixador francês na semana passada justificando-a com uma falha de uma funcionária, que frustou a expectativa do diplomata, que esperava ser recebido pelo presidente da Câmara.
Num comentário, num blog, onde o assunto foi comentado, João Oliveira admitiu que se «cometeu uma falha, que nos penitenciamos: uma administrativa não enviou um email que deveria ter seguido».
Nesse dia, o presidente da Câmara estava no Governo Civil e o embaixador foi recebido pelo vereador Pedro Ferreira.
A visita do embaixador foi ainda muito comentada nos blogs, devido ao facto de ser o francês a pagar o almoço. João Oliveira também apresenta uma justificação para isso. «O embaixador definiu ele as horas e convidou-nos para almoçar. No final, gostou da presença em Aveiro e promete voltar...».
2006/02/13
O chefe do gabinete de imprensa da Câmara de Aveiro, admite uma falha na recepção ao embaixador francês na semana passada justificando-a com uma falha de uma funcionária, que frustou a expectativa do diplomata, que esperava ser recebido pelo presidente da Câmara.
Num comentário, num blog, onde o assunto foi comentado, João Oliveira admitiu que se «cometeu uma falha, que nos penitenciamos: uma administrativa não enviou um email que deveria ter seguido».
Nesse dia, o presidente da Câmara estava no Governo Civil e o embaixador foi recebido pelo vereador Pedro Ferreira.
A visita do embaixador foi ainda muito comentada nos blogs, devido ao facto de ser o francês a pagar o almoço. João Oliveira também apresenta uma justificação para isso. «O embaixador definiu ele as horas e convidou-nos para almoçar. No final, gostou da presença em Aveiro e promete voltar...».
PS Aveiro pós-autarquicas
Raul Martins candidato à concelhia do PS/Aveiro
Raul Martins é candidato à presidência da concelhia de Aveiro do PS, nas eleições que se realizam em finais de Março. Contactado ontem, o socialista não confirmou a sua entrada na corrida, mas o Diário de Aveiro sabe que a decisão de avançar está tomada.
Raul Martins prefere confirmar a informação, primeiro, aos militantes e, mais tarde, dar outros esclarecimentos. Por isso estão ainda por conhecer as razões da sua candidatura e o que pretende para a liderança da concelhia do partido.
O actual líder, José Costa, já disse em recente entrevista ao Diário de Aveiro, que não se recandidata ao cargo, sendo que Raul Martins, economista, membro da bancada do PS na Assembleia municipal, é o único candidato conhecido.
O processo das eleições para a concelhia antecede as eleições para a distrital, que se realizam no mês de Abril e, neste processo de sucessão de Alberto Souto, Raul Martins é um apoiante de Afonso Candal, que enfrentará Costa Amorim nas urnas.
A marcação das eleições nas concelhias e distritais é um passo do processo, iniciado este ano, de «reorganização interna», que teve início com a substituição de José Sócrates por Jorge Coelho na coordenação da Comissão Permanente. Depois dos dois actos eleitorais, o partido realizará o congresso nacional, em Outubro próximo.
in Diário de Aveiro 2006-02-13
Raul Martins é candidato à presidência da concelhia de Aveiro do PS, nas eleições que se realizam em finais de Março. Contactado ontem, o socialista não confirmou a sua entrada na corrida, mas o Diário de Aveiro sabe que a decisão de avançar está tomada.
Raul Martins prefere confirmar a informação, primeiro, aos militantes e, mais tarde, dar outros esclarecimentos. Por isso estão ainda por conhecer as razões da sua candidatura e o que pretende para a liderança da concelhia do partido.
O actual líder, José Costa, já disse em recente entrevista ao Diário de Aveiro, que não se recandidata ao cargo, sendo que Raul Martins, economista, membro da bancada do PS na Assembleia municipal, é o único candidato conhecido.
O processo das eleições para a concelhia antecede as eleições para a distrital, que se realizam no mês de Abril e, neste processo de sucessão de Alberto Souto, Raul Martins é um apoiante de Afonso Candal, que enfrentará Costa Amorim nas urnas.
A marcação das eleições nas concelhias e distritais é um passo do processo, iniciado este ano, de «reorganização interna», que teve início com a substituição de José Sócrates por Jorge Coelho na coordenação da Comissão Permanente. Depois dos dois actos eleitorais, o partido realizará o congresso nacional, em Outubro próximo.
in Diário de Aveiro 2006-02-13
Surrealizar por aí...
Depois de um fim de semana sem posts, volto a este espaço de uma forma revoltada, porque este texto alusivo à reacção da Comissção de Trabalhadores da PT me incomodou sobremaneira.
Senão veja-se excertos:
«Para a CT, só com a garantia de que o Governo pode "supervisionar e intervir, através de prerrogativas especiais", é possível "contrariar decisões que não defendam os interesses de Portugal, a empresa, os clientes, o emprego e os trabalhadores".»
Ora bem, os interesses da empresa é maximizar o valor para o accionista, os interesses dos clientes é ter um serviço de qualidade eficiente a barato. Os interesses dos trabalhadores deveria ser que a empresa fosse competitiva, que oferecesse serviços de qualidade para que os seus postos de trabalho nao estivessem em perigo. Quanto aos interesses de Portugal, penso que ficam muito melhor servido se o Estado deixar de ter qualquer tipo de influência nas decisões internas da PT.
Mas há mais:
«A CT entende que a OPA "provoca a paralisação da gestão da empresa", porque o órgão da administração fica com limitação de poderes e "só pode tomar decisões de gestão corrente".»
Ou seja, para a Comissão de Trabalhadores nunca se deveria fazer OPAs! Mas eu percebo o medo, porque a CT sabe que com a saida do Estado a PT deixa de ser uma casa da misericordia, qual centro de emprego, e passa a reger-se por uma politica da meritocracia, a que muitos nao estão habituados. Compreende-se.
«Por outro lado, expressa os seus receios de que esta operação venha, "em caso de sucesso, retalhar a empresa, desmembrá-la e vender activos estratégicos para a economia nacional a quem der mais, possibilitando a transferência de importantes centros de decisão para o exterior".»
Ora bem! A CT já dá palpites sobre activos estratégicos para a economia nacional! E eu que pensava que isso era competencia do governo democratica e legitimadamente eleito pelo povo portugues...
Entre outras deliciosas tomadas de posição.
Como é tão facil detectar as verdadeiras forças de bloqueio de uma economia...
Senão veja-se excertos:
«Para a CT, só com a garantia de que o Governo pode "supervisionar e intervir, através de prerrogativas especiais", é possível "contrariar decisões que não defendam os interesses de Portugal, a empresa, os clientes, o emprego e os trabalhadores".»
Ora bem, os interesses da empresa é maximizar o valor para o accionista, os interesses dos clientes é ter um serviço de qualidade eficiente a barato. Os interesses dos trabalhadores deveria ser que a empresa fosse competitiva, que oferecesse serviços de qualidade para que os seus postos de trabalho nao estivessem em perigo. Quanto aos interesses de Portugal, penso que ficam muito melhor servido se o Estado deixar de ter qualquer tipo de influência nas decisões internas da PT.
Mas há mais:
«A CT entende que a OPA "provoca a paralisação da gestão da empresa", porque o órgão da administração fica com limitação de poderes e "só pode tomar decisões de gestão corrente".»
Ou seja, para a Comissão de Trabalhadores nunca se deveria fazer OPAs! Mas eu percebo o medo, porque a CT sabe que com a saida do Estado a PT deixa de ser uma casa da misericordia, qual centro de emprego, e passa a reger-se por uma politica da meritocracia, a que muitos nao estão habituados. Compreende-se.
«Por outro lado, expressa os seus receios de que esta operação venha, "em caso de sucesso, retalhar a empresa, desmembrá-la e vender activos estratégicos para a economia nacional a quem der mais, possibilitando a transferência de importantes centros de decisão para o exterior".»
Ora bem! A CT já dá palpites sobre activos estratégicos para a economia nacional! E eu que pensava que isso era competencia do governo democratica e legitimadamente eleito pelo povo portugues...
Entre outras deliciosas tomadas de posição.
Como é tão facil detectar as verdadeiras forças de bloqueio de uma economia...
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Teo-Liberalismo
Todos sabemos que o Liberalismo, seja ele no conceito moderno ou mais clássico, defende a livre actuação do mercado, o qual atingirá o seu equilibrio via forças dos agentes económicos que exercem pressão pelo lado da oferta e procura.
Todos sabemos também que ao Estado deveria caber um papel de mero regulador de forma a evitar concentrações excessivas de poder de mercado ou situações de abusos na actuação do mercado. Situações como as de monopólios e oligopólios. Tendo assim o Estado um papel reduzido e reservado a sectores dos chamados bens públicos: a justiça, a defesa, a educação, a saúde e o ambiente. Mesmo nestes, a abertura a privados é sempre desejável, dada a sua maior eficiência, desde que com os correctos incentivos.
Mas muito se tem falado nesta altura de religião e conflitos religiosos. De facto, o Estado como hoje o conhecemos provém em grande parte da noção de Igreja, nomeadamente a católica. O Estado, como já tenho aqui defendido muitas vezes e onde bebo a douta perspectiva do Prof. Adriano Moreira, não é uma criação divina, e se fosse boa ou imprescíndível ao Homem, Ele te-lo ia criado e achado que era bom. O Estado foi uma criação do Homem. Boa ou má, tem aspectos positivos e outros nefastos.
Não querendo eu ser nenhuma espécie de blasfemo ou herege, o que é certo é que Deus - Ele próprio - é o primeiro liberal. Senão veja-se:
- cria regras gerais e nada complexas as quais todos tem acesso e cuja interpretação é deixada a cada um.
- deixou a cada um o livre arbitrio de atitudes, de actos, de acções. A liberdade foi sempre tida como essencial para o bom desempenho, e não a obrigação, porque desta não provém um acto consciente e objectivo, mas sim imposto.
- por falar em imposto, não me lembro de ver grandes politicas divinas neste campo. A história do dizimo é suspeita. Só tentou regulamentar as taxas de juro, com as Escrituras a dizerem que não se deveria cobrar juros sobre emprestimos. Mas também isto deve ser interpretado, no contexto da época. Juros é apenas um custo do dinheiro, nao uma forma gananciosa de aproveitamento dos outros, até porque só têm crédito quem possa paga-lo...
- Lembro isso sim da primeira lição de portfolio theory, dada na Bíblia, onde se deverá ajudar o próximo e não acumular riqueza. Claro, a noção de risco é perfeita, ajudar o próximo a desenvolver-se para tornar-se um melhor agente e nao acumular riqueza por forma maximizar os fundos, diversificandoo investimento.
- E mais importante que tudo, ao que parece indicar, Deus não parece ser estranguladoramente interventivo, no sentido repressivo. O livre abitrio é tido como fundamental. Aos crentes, como eu, é reservado o pragmatismo da intervenção divina, em aspectos puramente fundamentais, e como estamos a falar do Divino, com incidencias e timings perfeitos (salve-se melhor opiniao).
Por isto tudo, não deve o Homem seguir estes exemplos, e já que o Estado quer cada vez mais fazer o papel de Deus, por que não faze-lo à Sua imagem?
nota: Tudo o que são interpretações são naturalmente sujeitas a erro. Pelo que surgem interpretações do Dívino que nem sempre são as melhores. Dúvido que Alá ou Maomé se revejam nas atitudes do mundo muçulmano, assim como dúvido que se reveja naquilo que se tem generalizado sobre o Islão. Mas não querendo ferir susceptibilidades, imagine-se se as interpretações do Alcorãofossem mais liberais...parece-me que muito deste fundamentalismo parte precisamente também da falta de livre-arbitrio e de liberdade de acção dos crentes.
Todos sabemos também que ao Estado deveria caber um papel de mero regulador de forma a evitar concentrações excessivas de poder de mercado ou situações de abusos na actuação do mercado. Situações como as de monopólios e oligopólios. Tendo assim o Estado um papel reduzido e reservado a sectores dos chamados bens públicos: a justiça, a defesa, a educação, a saúde e o ambiente. Mesmo nestes, a abertura a privados é sempre desejável, dada a sua maior eficiência, desde que com os correctos incentivos.
Mas muito se tem falado nesta altura de religião e conflitos religiosos. De facto, o Estado como hoje o conhecemos provém em grande parte da noção de Igreja, nomeadamente a católica. O Estado, como já tenho aqui defendido muitas vezes e onde bebo a douta perspectiva do Prof. Adriano Moreira, não é uma criação divina, e se fosse boa ou imprescíndível ao Homem, Ele te-lo ia criado e achado que era bom. O Estado foi uma criação do Homem. Boa ou má, tem aspectos positivos e outros nefastos.
Não querendo eu ser nenhuma espécie de blasfemo ou herege, o que é certo é que Deus - Ele próprio - é o primeiro liberal. Senão veja-se:
- cria regras gerais e nada complexas as quais todos tem acesso e cuja interpretação é deixada a cada um.
- deixou a cada um o livre arbitrio de atitudes, de actos, de acções. A liberdade foi sempre tida como essencial para o bom desempenho, e não a obrigação, porque desta não provém um acto consciente e objectivo, mas sim imposto.
- por falar em imposto, não me lembro de ver grandes politicas divinas neste campo. A história do dizimo é suspeita. Só tentou regulamentar as taxas de juro, com as Escrituras a dizerem que não se deveria cobrar juros sobre emprestimos. Mas também isto deve ser interpretado, no contexto da época. Juros é apenas um custo do dinheiro, nao uma forma gananciosa de aproveitamento dos outros, até porque só têm crédito quem possa paga-lo...
- Lembro isso sim da primeira lição de portfolio theory, dada na Bíblia, onde se deverá ajudar o próximo e não acumular riqueza. Claro, a noção de risco é perfeita, ajudar o próximo a desenvolver-se para tornar-se um melhor agente e nao acumular riqueza por forma maximizar os fundos, diversificandoo investimento.
- E mais importante que tudo, ao que parece indicar, Deus não parece ser estranguladoramente interventivo, no sentido repressivo. O livre abitrio é tido como fundamental. Aos crentes, como eu, é reservado o pragmatismo da intervenção divina, em aspectos puramente fundamentais, e como estamos a falar do Divino, com incidencias e timings perfeitos (salve-se melhor opiniao).
Por isto tudo, não deve o Homem seguir estes exemplos, e já que o Estado quer cada vez mais fazer o papel de Deus, por que não faze-lo à Sua imagem?
nota: Tudo o que são interpretações são naturalmente sujeitas a erro. Pelo que surgem interpretações do Dívino que nem sempre são as melhores. Dúvido que Alá ou Maomé se revejam nas atitudes do mundo muçulmano, assim como dúvido que se reveja naquilo que se tem generalizado sobre o Islão. Mas não querendo ferir susceptibilidades, imagine-se se as interpretações do Alcorãofossem mais liberais...parece-me que muito deste fundamentalismo parte precisamente também da falta de livre-arbitrio e de liberdade de acção dos crentes.
Elefante Colorido
Segundo notícias vindas hoje a publico aqui, parece que há um plano estratégico para o moribundo Estadio Municipal de Aveiro (não, não estou a falar do velhinho Mário Duarte, esse parece mais vivo que nunca!), ou pelo menos um esboço.
É certo que no passado nada parece ter sido planeado com vista à rentabilização deste "elefante colorido", mas isso começa a deixar de ser desculpa para não se fazer nada no presente. Acredito piamente que nao deve ser nada fácil tentar rentabilizar os espaços no Estadio, dificil atrair investidores, lojistas, construtores, organizadores de eventos, conferencistas, desportistas a um sitio tao inospito como o local onde se encontra o Estádio. Ainda para mais com um hospede que se faz cobrar como o Beira Mar.
Mas tem haver uma solução melhor que a simples demolição e venda do entulho à penhora para pagar o que falta do novo Estadio...
É certo que no passado nada parece ter sido planeado com vista à rentabilização deste "elefante colorido", mas isso começa a deixar de ser desculpa para não se fazer nada no presente. Acredito piamente que nao deve ser nada fácil tentar rentabilizar os espaços no Estadio, dificil atrair investidores, lojistas, construtores, organizadores de eventos, conferencistas, desportistas a um sitio tao inospito como o local onde se encontra o Estádio. Ainda para mais com um hospede que se faz cobrar como o Beira Mar.
Mas tem haver uma solução melhor que a simples demolição e venda do entulho à penhora para pagar o que falta do novo Estadio...
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Embaixador ou Secretário de Estado?
Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado? Embaixador ou Secretário de Estado?
Secretário de Estado ou Embaixador?Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador?
Que dúvidas vão por esses lados!
Tribunal ou Investimento Francês?
Burocracia ou Diplomacia?
Agenda ou Vontade?
Haja bom senso!
Secretário de Estado ou Embaixador?Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador? Secretário de Estado ou Embaixador?
Que dúvidas vão por esses lados!
Tribunal ou Investimento Francês?
Burocracia ou Diplomacia?
Agenda ou Vontade?
Haja bom senso!
Entrenchment?
Estará Horta e Costa a preparar-se para fazer o que já vem sido estudado em diversos artigos académicos chamado managerial entrenchment?
O Dr. Horta e Costa foi nomeado por accionistas para maximizar o valor dos accionistas, e cabe apenas a estes decidir acerca da sua continuidade assim como da empresa. Não é o gestor.
O Dr. Horta e Costa foi nomeado por accionistas para maximizar o valor dos accionistas, e cabe apenas a estes decidir acerca da sua continuidade assim como da empresa. Não é o gestor.
Uma reflexão tresloucada
Está a chegar o dia dos namorados. Que é que este dia em honra de S.Valentim tem a ver com neo-liberalismo, política, com este blog ou comigo?
Bem, comigo não tem nada a ver, porque não sofro desse sindroma de compromisso que me-obrigue-a-comprar-alguma-coisa-senão-tenho-que-ouvir.
Mas não sendo este um blog de cariz sentimental, que terá este dia de tão especial?
Bem, de facto, a urgencia em comprar alguma coisa para a cara-metade cria inumeras celeumas à volta da dicotomia sentimento-materialismo.
Para um liberal, materialismo é apenas a lei do mercado. Só compra quem quer, quando quer e por quanto quer se quiser. Mas na prática não é bem assim. Porque entra o sentimentalismo, capaz de transformar qualquer anti-capitalista convicto, num capitalista incurável. E tudo para evitar discussões ou problemas.
Ora bem, eu sou liberal mas sentimentalista, o que não me provoca problemas nenhuns (até porque também não vou ter a quem comprar nada). É sabido que todos gostamos de receber prendas (seja homens ou mulheres), pelo que maximizamos a utilidade (nossa e do parceiro/a).
Para um anti-capitalista, tudo se complica. O mercado parece obrigar ao consumo, há um factor superior a esta procura ou oferta - qual Estado - que obriga o consumo. Uma espécie de imposto de relacionamento.
Mas então, não será este "imposto" o verdadeiro problema? Senão houvesse este imposto, não seria apenas uma pura escolha entre comprar ou não comprar presente?
Nota: se este post parecer completamente disparatado, é normal. é uma questão de ignorar.
Bem, comigo não tem nada a ver, porque não sofro desse sindroma de compromisso que me-obrigue-a-comprar-alguma-coisa-senão-tenho-que-ouvir.
Mas não sendo este um blog de cariz sentimental, que terá este dia de tão especial?
Bem, de facto, a urgencia em comprar alguma coisa para a cara-metade cria inumeras celeumas à volta da dicotomia sentimento-materialismo.
Para um liberal, materialismo é apenas a lei do mercado. Só compra quem quer, quando quer e por quanto quer se quiser. Mas na prática não é bem assim. Porque entra o sentimentalismo, capaz de transformar qualquer anti-capitalista convicto, num capitalista incurável. E tudo para evitar discussões ou problemas.
Ora bem, eu sou liberal mas sentimentalista, o que não me provoca problemas nenhuns (até porque também não vou ter a quem comprar nada). É sabido que todos gostamos de receber prendas (seja homens ou mulheres), pelo que maximizamos a utilidade (nossa e do parceiro/a).
Para um anti-capitalista, tudo se complica. O mercado parece obrigar ao consumo, há um factor superior a esta procura ou oferta - qual Estado - que obriga o consumo. Uma espécie de imposto de relacionamento.
Mas então, não será este "imposto" o verdadeiro problema? Senão houvesse este imposto, não seria apenas uma pura escolha entre comprar ou não comprar presente?
Nota: se este post parecer completamente disparatado, é normal. é uma questão de ignorar.
Publicos jovens para a cultura
Mais uma tertúlia no café do Teatro Aveirense, desta feita sobre "públicos juvenis para a cultura" mas que rapidamente resvalou para os problemas que os "produtores de cultura" ou os criadores sentem, assim como os gestores culturais, em balançar a produção cultural e a procura por parte da sociedade.
De facto, significativa quota parte do problema reside no sistema de ensino, que não incute o espírito de curiosidade e interesse aos jovens em relação à cultura em geral. Contudo, muito se falou sobre este aspecto, no entanto as opiniões emitidas eram sempre demasiado perspectivadas, faltando claramente uma visão mais abragente desta problemática. Pareceu-me que, claramente, os criadores olham demasiado para o seu umbigo, querendo chamar a si a verdade absoluta sobre a qualidade e tipo de cultura que produzem, esquecendo um aspecto fundamental: a cultura deve ser feita também para os outros, por mais minoritários que sejam.
E aqui reside outro pormenor a ter em atenção. Não se pode querer massificar um determinado tipo de produção cultural se tal não de todo do interesse do publico em geral. Elites culturais sempre existiram. Apenas há aquelas que se massificam e outras que não. Ou seja, não será através da adaptação da oferta face á procura, mas sim o inverso (sim a economia está em todo o lado). Claro que podemos inserir aqui a problemática da qualidade vs massificação. Totalmente d acordo. Mas como em tudo (e também na economia) vive-se de equilíbrios. O equilíbrio entre os que os experts consideram produto cultural de qualidade e aquilo que as pessoas querem ver e admirar. Obvio que para se ver e admirar é necesário alguns conceitos prévios, mas não é essencial.
Na minha opinião, dever-se-á tentar atrair o público para espectaculos de qualidade, mas nao demasiado elitistas ou elaborados do ponto de vista técnico. Nem sempre a qualidade extrema significa aceitação geral, salvo honorabilíssimos exemplos. E tudo começa talvez por atrair primeiramente o publico a produtos culturais acessíveis, tentando a partir daí criar vícios e necessidades de cultura. Porque a cultura deve, apesar de tudo, ser para todos. Todos os que a querem, claro. E deixo este como o bottom line: a cultura não é algo que deva ser produzido com o intuito de atingir toda a gente, mas também nao se pode ter a veleidade que todos se interessem por esse produto. Apesar de tudo, a cultura é "apenas" um divertimento, um alimento para o intelecto e para a alma.
De facto, significativa quota parte do problema reside no sistema de ensino, que não incute o espírito de curiosidade e interesse aos jovens em relação à cultura em geral. Contudo, muito se falou sobre este aspecto, no entanto as opiniões emitidas eram sempre demasiado perspectivadas, faltando claramente uma visão mais abragente desta problemática. Pareceu-me que, claramente, os criadores olham demasiado para o seu umbigo, querendo chamar a si a verdade absoluta sobre a qualidade e tipo de cultura que produzem, esquecendo um aspecto fundamental: a cultura deve ser feita também para os outros, por mais minoritários que sejam.
E aqui reside outro pormenor a ter em atenção. Não se pode querer massificar um determinado tipo de produção cultural se tal não de todo do interesse do publico em geral. Elites culturais sempre existiram. Apenas há aquelas que se massificam e outras que não. Ou seja, não será através da adaptação da oferta face á procura, mas sim o inverso (sim a economia está em todo o lado). Claro que podemos inserir aqui a problemática da qualidade vs massificação. Totalmente d acordo. Mas como em tudo (e também na economia) vive-se de equilíbrios. O equilíbrio entre os que os experts consideram produto cultural de qualidade e aquilo que as pessoas querem ver e admirar. Obvio que para se ver e admirar é necesário alguns conceitos prévios, mas não é essencial.
Na minha opinião, dever-se-á tentar atrair o público para espectaculos de qualidade, mas nao demasiado elitistas ou elaborados do ponto de vista técnico. Nem sempre a qualidade extrema significa aceitação geral, salvo honorabilíssimos exemplos. E tudo começa talvez por atrair primeiramente o publico a produtos culturais acessíveis, tentando a partir daí criar vícios e necessidades de cultura. Porque a cultura deve, apesar de tudo, ser para todos. Todos os que a querem, claro. E deixo este como o bottom line: a cultura não é algo que deva ser produzido com o intuito de atingir toda a gente, mas também nao se pode ter a veleidade que todos se interessem por esse produto. Apesar de tudo, a cultura é "apenas" um divertimento, um alimento para o intelecto e para a alma.
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