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segunda-feira, julho 27, 2009

quarta-feira, junho 17, 2009

O Mário Lino ainda ca anda !

Em qualquer parte do mundo, um ministro que fizesse a palhaçada que Mário Lino fez com a margem sul e o novo aéroporto, já nao era ministro. Nem precisava de ser demitido, porque a honra o obrigava a sair.

Hoje, Mário Lino junta ao curriculo o adiamento do TGV após insistencia de que o Governo nao estava beliscado pelo resultado eleitoral.

As duas obras de Estado e de Regime do PS falharam (e ainda bem!). O Ministro foi incompetente e agarrado ao poder. O PM nao o mudou e preferiu ser teimoso.

É Portugal !

domingo, junho 14, 2009

As eleições europeias

Parece que, ironicamente, só as equipas de sondagens se surpreenderam em tom cinicamente assustado quando saíram os resultados das europeias.

O PS provavelmente até deliberadamente escolheu um candidato reconhecidamente MAU para poder invocar a ingovernabilidade do País nas próximas legislativas. A questão é saber se os eleitores gostam que se brinque com eles, com o seu direito de voto e com os seus representantes. Por outro lado, pode ser perigoso para o PS deixar o PSD crescer animicamente.

O PSD parece que renasceu para a política com estas eleições, mas tudo parece muito pouco sustentável. Um partido que vive para o poder, se reune para o poder, sem ideologia própria, dificilmente consegue sustentabilidade fora da aleatoriedade das escolhas alheias. E ja agora, uma líder antipática que "nao gosta de comícios" também não ajuda. Apesar de lembrar a senhora Tatcher, não lhe chega aos calcanhares. Infelizmente.

A extrema-esquerda e a esquerda radical em Portugal nestas europeias é que cresceu assustadoramente. Aconselho vivamente a todos os jovens que votaram cegamente num desses partidos para se informarem um pouco melhor do tipo de ideologia que estão a apoiar e assim poderem justificar racionalmente a razao da seu sentido de voto. Nenhum desses partidos tem na sua genese ideologica qualquer apego pelos mais basicos fundamentos democráticos ou de liberdade, pelo este radicalismo é deveras assustador.

Já o CDS-PP registou um agradabilissimo resultado, fruto de um esforço e da competência unanimemente aceite dos seus candidatos, em particular o cabeça-de-lista Nuno Melo, cujo trabalho na Assembleia da Republica é elogiado por todos. É uma enorme prova que a meritocracia em Portugal tem apoiantes, e que os portugueses sabem reconhecer e premiar quem realmente se empenha pela causa pública.

Em suma, com o nível de abstenção registada, pouco ou nada se poderá concluir para as legislativas, embora seja claro o sinal de protesto em relação ao Governo PS. A legitimidade do PS para governar tecnicamente é a mesma, mas politicamente saiu extraordinariamente fragilizada a capacidade de implementar medidas que afectem recursos dos contribuintes por várias gerações.

Governo recusa plano do BPP

Por uma vez nesta legislatura, o Governo PS parece ter tido em conta os interesses dos contribuintes (resultado da reprimenda eleitoral ?), e recusou garantir as aplicações financeiras dos clientes do BPP.

Nada de mais correcto. Das duas, uma: ou os clientes foram enganados pelo banco, e nesse é um caso de justiça, ou os clientes estavam cientes dos riscos, e acabaram na parte errada da curva de probabilidades. Em qualquer um dos casos, o Governo nada tem a ver, muito menos o contribuinte.

Deixar o mercado funcionar (e a Justiça, já agora..) é o que se exige.

sábado, abril 04, 2009

Os políticos no Facebook

Os políticos estão definitivamente a invadir o Facebook. Já nem aí é um safe haven ?!

sexta-feira, abril 03, 2009

Portugal: o Estado Zen

Em Portugal, a crise não é tão profunda como no resto do mundo.

Em Portugal, a recuperação não vai ser nem de perto tão forte como no resto do mundo.

Em Portugal, divertimo-nos a decidir que uma conversa gravada deve ou não ser considerada legalmente prova, em vez de tentar perceber se o principal governante é ou não corrupto.

Em Portugal, condenados por corrupção podem exercer funções de gestão em empresas públicas.

Em Portugal, pune-se jogadores de futebol por simulação de penalties, mas a pontuação e classificação fica inalterada.

Em Portugal, todos vivemos num estado zen. 

Um Estado Zen

sábado, março 14, 2009

O inigualavel ministro da Administrçao Interna maçon

Para o ministro da Administação Interna o facto relevante de 2008 não é a criminalidade ter disparado exponencialmente (apesar de admitir que tal aconteceu, mal era...), mas antes que foi por causa da intervenção das forças policiais que este aumento desacelerou no segundo semestre de 2008 (!!!!!!!!!!!!!)

Ou seja, o Ministro prefere relegar para segundo plano a evidente falta de segurança dos cidadãos e o aumento dos crimes violentos e outros, e preferindo ao invés evidenciar o decréscimo da primeira derivada (em linguagem matemática) da criminalidade. Brilhante!

Deve estar à espera que o "Grande Arquitecto do Universo" faça o resto...

domingo, março 01, 2009

Tempos sombrios

Muitos de nós, jovens, nunca terão vivido qualquer verdadeira recessão económica, quanto mais uma depressão. Aliás, mesmo aqueles jovens mais atentos à evolução da sociedade e da civilização nunca talvez ponderaram, sequer, que chegasse uma altura em que tanto pode estar hipotecado no seu futuro, como indivíduos, e acima de tudo como sociedade.

 

Com a quantidade de dissertações sobre a actual crise, importa reflectir sobre como tirar partido da actual situação e, se possível, o que aprender para tornar a sociedade como um todo melhor, queira isso dizer uma nacionalização total dos meios de produção e um novo caminho de mercado para optimizar os recursos disponíveis.

 

O choque na procura mundial por bens e serviços vai eliminar milhões de postos de trabalho e causar a falência de inúmeras empresas, grande e pequenas. Todo o mundo até aqui considerado próspero, fora construido sobre um enorme balão de crédito, que subitamente deixou de existir. E sobre este enorme redimensionamento da economia mundial, pouco haverá a fazer, a não ser suavizar alguns efeitos mais devastadores do ponto de vista humano. Mas é indispensável olhar para o futuro – em todo o mundo, e em particular em Portugal – de uma perspectiva de transformação, de inovação, de construção, de optimismo, sob pena de se perder uma oportunidade única –  talvez em séculos – de lançar as bases para uma sociedade e uma economia sustentável e competitiva. Por mais doloroso que possa ser a transição, nomeadamente ao nível do desemprego com as consequentes crises sociais, é um período crítico de inovação. É este o momento das grandes decisões. É agora possível adequar e redimensionar empresas que viveram anos de constrangimento legal para despedir funcionários não produtivos ou excedentários (e isto aplicar-se-ia à função pública, não fosse o inevitável eleitoralismo); é agora possível criar um espírito de competição e mérito, onde a enorme massa de capital humano disponível para trabalhar irá competir não só para manter o posto de trabalho, no caso dos empregados, como para conseguir o melhor emprego possível, no caso dos desempregados (é talvez uma forma cínica de incentivo à produtividade que durante largos períodos andou afastada das relações laborais); é agora possível eliminar do tecido empresarial as empresas não competivivas, numa verdadeira selecção natural darwiniana; é agora possível ver as vantagens de uma economia de mercado forte, mas também as fragilidades do Estado para regular; é, enfim, agora possível elencar as vantagens da integração europeia e da moeda única, cuja presença de Portugal lhe permitiu manter as portas do crédito abertas para continuar a financiar a dívida pública, manter uma moeda estável e taxas de juro adequadamente baixas sem preocupações de ataques cambiais.

 

Mas nem tudo passa pelos agentes económicos. Cabe também ao Estado como supervisor, regulador e entidade responsável por evitar excessos (tarefa que lhe foi confiada e paga a peso de outro pelos contribuintes) a tomada de decisões orçamentais e fiscais adequadas, e acima de tudo, responsável. Depois do natural choque inicial, é necessário implementar medidas arrojadas. Os constrangimentos são, contudo, enormes, mas a altura é a ideal, tanto do ponto de vista de disponibilidade dos eleitores, como da flexibilidade das autoridades europeias nas contas públicas. A margem de erro é, contudo, reduzida, com os mercados a vigiarem de muito perto a viabilidade do próprio país para contrair mais dívida. Assim, urge impor medidas orçamentais estruturais, ou seja, evitar a tentação do keynesianismo das obras públicas, cujo efeito de curto prazo desaparece, mas a dívida fica, e apostar na competitividade fiscal e atractividade de investimento de qualidade. E acima de tudo, evitar ineficiências e injustiças fiscais; impor definitivamente uma política onde o contribuinte perceba por que paga impostos e qual o seu destino. E fazer isto tudo, com o intuito de suavizar efeitos da crise, mas lançando bases para o futuro.

                                                            

Mas não será só a economia que marcará este período. É normalmente nestas alturas mais depressivas que a criatividade surge e se manifesta mais intensamente. É, portanto, previsível, que a criação artistica sofra novo impulso, nas suas diversas vertentes, inspirada na variedade de dramas humanos e temáticas sombrias que estão a assolar o mundo. A manifestação e a concretização na arte dos desesperos sempre trouxe um novo fôlego à pintura, música e literatura. Verdadeiros legados de como é viver tempos sombrios e difíceis. Também aqui poderemos um dia olhar para este período e ver como a sua intensidade espoletou obras intemporais, para além da memória e da experiência pessoal de entender que o mundo nem sempre mantém a rota de felicidade que aparenta; mas que é nas assimptotas que reside a força da humanidade para se renovar, recriar e reaparecer mais forte e mais sustentada.



in Jornal "O Jovem" da JP da Maia

sábado, janeiro 24, 2009

Governo PS

Convido-os a visitar esta pagina e tentar perceber a qualidade da equipa governamental portuguesa. Um sacrificio, entendo. Mas com eleições à porta, como eleitores responsáveis, é impreterível votar e decidir baseado e fundamentado em avaliação rigorosa àqueles que nos governam. Chega de votar como se tudo não passasse de um campeonato de futebol para ver se ganham os rosa ou os laranja. 

Vamos la então:

III Divisão

Ministro da Cultura
Pinto Ribeiro

Entrou a meio da Legislatura, pediu mais dinheiro para a cultura, despediu uns quantos directores artisticos. Basicamente ficou tudo mais ou menos na mesma. Ou seja, mau.

Ministro do Ambiente e afins
Nunes Correia

Alguem sequer conhece este senhor? 

Ministro da Presidencia
Silva Pereira

Ministro dos Assuntos Parlamentares
Augusto Santos Silva

O cão de guarda do Governo no Parlamento. Eloquente parlamentar na básica retórica de infantário do nosso Parlamento. Pergunto-me para que serve este Ministério quando o Governo so vai ao Parlamento dizer o que vai fazer e não submeter-se à democracia parlamentar que supostamente é sugerida pela Constituição.

Ministro da Agricultura, Pescas e Afins
Jaime Silva

Esbanjou oportunidades de fundos europeus, a agricultura é cada vez mais desprezada e o interior desertificado. A agricultura não é rentável com este senhor. E a sua inacreditável arrogancia e preconceito para com a Direita inaceitável. So se ouviu pelas críticas que fez e nem uma vez pelo que tenha feito. Uma legislatura perdida na agricultura, um desastre de Ministro.

Ministro do Trabalho e Segurança Social
Vieira da Silva

Arrogante e incompetente. Estava encarregado de cumprir a promessa fantasiosa de criar 150.000 postos de trabalho (sublinho "criar", o que pressupoe que o emprego  liquido cresça, não basta empregar 150.000 novos funcionarios publicos enquanto 300.000 privados sao despedidos...isso é mentir aos portugueses). Um político mediocre, quanto mais Ministro. Mais um cão de guarda político socialista. Serviu mal o País, e quando é assim, é preciso dize-lo com frontalidade: houve mais desemprego (antes da crise...) e a segurança social continua sem sustentabilidade e, pior que isso, sem justiça social ou incentivos à produtividade e ao mérito de quem trabalha. Andou ao sabor do que convinha eleitoralmente ao PS. Mas era suposto ser Ministro de Portugal...
 
II Divisão

Ministra  Saúde
Ana Jorge

Chegou a meio da Legislatura para apagar o incendio deixado pelo anterior Ministro que pretendia fechar todas as unidades de saúde para reestrutura o Sistema de Saúde, mas sem ter alternativas prontas. Um erro tremendo de uma política importante. Ana Jorge veio gerir ate ao fim da legislatura para deixar tudo como estava antes deste Governo chegar. Alias, deixa tudo ainda pior. Sem rumo, sem política, sem peso político para mudar seja o que for. Isto é gestão corrente, nao era preciso um Ministro.

Ministra da Educação
Lurdes Rodrigues

A mais odiada entre os professores. A mais incompetente que há memória. Um sistema de avaliação baseada na ideologia socialista que os alunos não devem ter dificuldades em passar, a cultura do "deixa andar", da falta de rigor e do incompreensível modelo de não querer premiar os bons, mas antes não enervar os maus para que as estatísticas digam que somos um país de "doutores". Falhou em todas as vertentes. Já devia estar demitida há meses. Pergunto-me como, depois disto, ainda algum professor ou pai pode votar no PS...  

Ministro da Ciencia Tecnologia e Ensino Superior
Mariano Gago

Existe este Ministério? Ah, as universidades públicas estão todas falidas, o acesso ao ensino superior continua a não ser acessível aos melhores, porque não ha o cheque ensino, e não ha ranking de universidades. Tudo à moda socialista. País mediocre, mas todos iguais! Lembram-se quando no inicio este Ministro ainda vinha levantar a voz? Passou-lhe meses depois. Desde aí, nem se ouve falar. E está tudo bem pior. (neste acho que a culpa nem é dele...)

Ministro da Administração Interna
Rui Pereira

Um maçon que não tem mão na polícia, nem nos criminosos. O crime organizado cresceu exponencialmente, a polícia continua desarmada e desorganizada e mal paga. Um falhanço em toda a linha. Incompetencia pura.

Ministro da Defesa Nacional
Severiano Teixeira

Nada a assinalar. Nem bom nem mau. 

Ministro da Economia
Manuel Pinho

Gosta de velocidade e de gaffes. Nem sei se me lembro de todas. Primeiro, Portugal para a China tinha vantagem comparativa pelos baixos salários que pratica, depois estavamos já em crescimento e fora da recessão com o subprime a rebentar nos EUA. Nem vou falar nos negócios obscuros que foram falados nos jornais.

Liga Sagres

Ministro dos Negocios Estrangeiros
Nuno Amado

Para mim, o único Ministro em condições deste governo. Curiosamente, o menos "político" de todos. Não me lembro de nenhuma falha grave, a não ser quando ia apertar a mão ao Primeiro-Ministro e este entretanto preferiu ir aperta-la a outro chefe de Estado europeu. A Presidência Europeia apesar de tudo, correu bem.

Ministro da Justiça
Alberto Costa

A Justiça em Portugal cada ano que nada se faz, piora. E estes ultimos anos, esta quebra foi ainda mais significativa. Os juizes parecem estar em protesto permanente, ao não mandar prender criminosos. E depois, claro, o crime mais usual em Portugal - a corrupção! - continua impune. E tudo muito lento e burocrático. Tudo muito a jeito para que quem possa pagar e manter um bom advogado possa adiar decisões judiciais até ao arquivamento final. Incompetente e sem peso político.

Ministro das Obras Publicas e afins
Mario Lino

"Jamais". É preciso dizer mais ? Queria empurrar o país para uma decisão errada de milhares de milhoes de euros, arrogante, e nao admite erro. Em Portugal, ainda é Ministro. Na Republica das Bananas, ja tinha sido demitido ou apresentado demissão.

Ministro das Finanças
Teixeira dos Santos

O Ministro de quem mais se esperava. Não estava "muito" conotado com a area socialista mais purista e tinha um razoavel curricula. Entrega Portugal com um defice orçamental gigantesco, uma dívida externa acima dos aceitáveis e com um downgrade do risco de crédito. Todo o "aperto de cinto" foi contabilidade criativa, nada de estrutural foi feito. O despesismo do Estado, esse continua todo la.

Primeiro-Ministro
Jose Socrates

Suspeita de corrupção a pairar no ar no fim da legislatura (nao vou mencionar aquele pormenor da "licenciatura"). Muito marketing, inumeras apresentações de investimento estrangeiro (pouco se viu a entrar...so a sair). Competência para lidar com os tempos dificeis que correm: zero. Querem mesmo continuar a votar nele? A serio, querem mesmo???!

Em Portugal, a corrupção é como a culpa...

... paira no ar, todos respiramos, desvance na brisa matinal do esquecimento e morre solteira.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Mais um canal ?

Numa altura de grave recessão mundial, não será com certeza a melhor altura para se pensar em organizar mundiais de futebol ou introduzir 5º canal de televisão. Até porque se sabe o estado financeiro dos actuais canais de sinal aberto...

O que não se compreende é que o estranho "partido" Bloco de Esquerda argumente contra a introdução de um quinto canal em sinal aberto com a diminuição das receitas de publicidade. Isso mesmo! O BE argumenta com um elemento liberal e de economia de mercado... quando um 5º canal obviamente alargaria naturalmente o pluralismo e consequentemente a liberdade de escolha e de expressão... 

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Portugal sofre downgrade (II)

Ainda sobre o downgrade...a pergunta impõe-se: depois do aviso da S&P que o rating português estava sob vigilância com vista a um corte, o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos deslocou-se a Londres para falar com os responsáveis da S&P; mas afinal foi la fazer exactamente o quê? Humilhar-se perante a agencia de rating? Implorar para que nao cortassem o rating a Portugal? Demonstrar que Portugal é de facto um País que funciona na base da "cunha" e da corrupção mesquinha, e portanto foi "meter uma cunha" à S&P para que se "esquecesse" de Portugal ? Ridiculo.

Portugal sofre downgrade

A Standard & Poor's cortou um notch a notação de risco da dívida da República Portuguesa. Apesar de este corte estar ja há muito descontado nos mercados internacionais (nos Credit Default Swaps o nível de risco português cota cerca de 140 pontos base acima da taxa de swaps), este corte terá sem dúvida forte impacto no acesso ao crédito das empresas e banca portuguesa.

Logo à partida, se os bancos pagam mais caro a sua dívida a estrangeiros, menor será a transferência dos bancos de eventuais descidas de juros para os clientes.

Mas convém também referir que Portugal sofreu este downgrade a par da Espanha e Grécia (dos chamados PIGS - Portugal, Italy, Greece e Spain -, so falta mesmo a Itália...), o que significa que em termos de spread de crédito para o benchmark, ou seja, o Governo Alemão, a diferença já ultrapassa na caso português os 20o bp. Isto é, Portugal para pedir dinheiro emprestado terá de pagar mais 2% de juros que o Estado Alemão.

Sintomático de anos e anos de pseudo-reformas sem nada mudar estruturalmente. Que a actual crise nao sirva de desculpa, porque tempo e dinheiro houve para mudar...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Greve dos Professores

O líder da Frente Sindical regozija-se pelo numero de escolas fechadas, da quantidade de alunos sem aulas... Será so a mim que isto não soa nada bem ?!

domingo, janeiro 18, 2009

XXIII Congresso CDS-PP

Terminou o 23º Congresso do CDS-PP nas Caldas da Rainha (que já agora, se encontra sob o espectro da falência da fabrica Bordallo Pinheiro, legado do grande criador português), onde foram demonstradas cabalmente as diferenças que o CDS-PP pode trazer para o País.

Entre novos orgãos eleitos e novo rosto da oposição interna (Filipe Anacoreta Correia), entre a ausência de Nobre Guedes (onde está o Guedes?), e as referências à educação ( e avaliação de professores) e exigencia de descida de impostos sobre empresas, destaco a não aprovação da proposta da Juventude Popular para o reestabelecimento da eleição do líder do Partido em Congresso e a proposta (a primeira de muitas, espera-se) para o julgamento sumário (em 48horas) de criminosos apanhados em flagrante.

Segue-se as eleições Europeias, Autarquicas, e Legislativas. Espera-se que por esta ordem.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Mexe agora na Euribor Socrates....

A República está em vias de ver o seu rating cortado para A+ (somos actualmente AA- no S&P). Com isto, o dinheiro a crédito fica mais caro. Tanto para a dívida publica que necessitamos anualmente de refinanciar nos mercados internacionais, como para os bancos que se financiam também no exterior. Isto quer dizer que mesmo que a Euribor caia, se o risco de Portugal aumentar, esse efeito é diluido.

E nao vale a pena esconder o porque deste corte do S&P. Portugal tem uma dívida externa astronómica e propoe-se a gastar ainda mais com este Governo.

Esta irresponsabilidade tem um preço. Nos juros para começar. Claro que nisto o Primeiro Ministro já não diz ter metido o dedo.

Lino pedir informações para campanha eleitoral? Jamais!

Mário Lino volta à carga ao seu estilo (?!).

Agora o Ministério das Obras Públicas exige saber cada data e local de inicio, fim e anuncio de obras e inaugurações.

Para o Ministério estar informado, claro! Que ninguém pense que é para fins eleitorais!!!!!!

Ah! já agora... o Ministério nao devia saber essas datas !? que andarão a fazer por la ?!

terça-feira, janeiro 13, 2009

Republica Portuguesa: Negative Credit Watch pela S&P

A Republica Portuguesa, tal como a CGD e Parpublica (e também o Santander Totta), foram colocadas no chamado Negative Credit Watch, a lista que antece o downgrade do rating da S&P.

A par de Espanha e outros paises europeus, Portugal está à beira de descer um notch. Assim, Portugal pode perder o rating AA- e passar para A+, fruto de políticas orçamentais deficitárias continuas ao longo de varias decadas, agravadas pela crise. 

Não é de estranhar, contudo, esta revisao da qualidade de crédito de Portugal. A dívida pública portuguesa nunca foi controlada, e apenas a integraçao na Zona Euro permite a Portugal continuar a refinanciar-se com alguma regularidade. E também não foi propriamente uma surpresa, pelo que já estará certamente descontada nos preços das obrigações do tesouro e emissões garantidas pelo Estado recentemente. Não obstante, convém reflectir se será este o caminho que queremos seguir para Portugal, isto é, continuar a hipotecar as gerações futuras e por em risco a sustentabilidade financeira do país com políticas despesistas, mesmo que com a desculpa da crise. Os outros países podem gastar agora, porque foram comedidos durante várias decadas. Nos estamos sobreendividados desde 1974...


segunda-feira, janeiro 05, 2009

Socrates, o governador sombra do ECB !

Na mensagem de ano novo (ou de Natal, ja nem me lembro bem) o entusiasta PM Jose Socrates advogou a tomada de decisão de descida dos juros, com um bem composto e ja habitual auto-elogio.

Nem as taxas de juros são definidas pelos Governos nem o ECB pode ser sujeito a pressões de qualquer tipo dos políticos. Mais areia atirada aos olhos dos portugueses. E nós parece que gostamos. 

segunda-feira, dezembro 08, 2008

CR7

Ok, o miudo parece arrogante, mas de um ponto vista profissional, vale a pena analisar o que é realmente Cristiano Ronaldo.

Para além de talento natural para o futebol, CR7 tem uma enorme vontade de ser sempre melhor, e ultrapassar os seus limites. Isso soa arrogante apenas a quem - como em Portugal é hábito - se contenta pela mediocridade. Por isso CR7 é diferente, porque tem uma mentalidade vencedora, sabe que se trabalhar, maximiza o seu desempenho, e é remunerado e premiado por isso. É ambicioso e decidido. E é altamente produtivo. Tudo o que costuma faltar aos portugueses. Quanto aos seus vícios...bem, se o desempenho não é afectado, o que é que interessa? Mas por cá preferimos olhar para os defeitos e comentar o acessório e não seguir o exemplo daquilo que devia ser a atitude de todos para fazer de Portugal um País ainda melhor.