sexta-feira, abril 03, 2009
Portugal: o Estado Zen
quarta-feira, março 18, 2009
Os Bónus dos executivos
sexta-feira, março 13, 2009
Madoff finalmente na cadeia
Uma das mais relevantes regulações num mercado liberal é precisamente a punição. Sem ela, nada é livre, tudo é arbitrário e perigosamente grotesca.
Fica a questão: o que é um mercado ou uma economia sem punição dos infractores ?
Um caos?
Uma economia com incentivo ao crime e à corrupção?
Faz lembrar algum país em particular ?
quarta-feira, março 04, 2009
O seu telemovel vale ouro !
domingo, março 01, 2009
Tempos sombrios
Muitos de nós, jovens, nunca terão vivido qualquer verdadeira recessão económica, quanto mais uma depressão. Aliás, mesmo aqueles jovens mais atentos à evolução da sociedade e da civilização nunca talvez ponderaram, sequer, que chegasse uma altura em que tanto pode estar hipotecado no seu futuro, como indivíduos, e acima de tudo como sociedade.
Com a quantidade de dissertações sobre a actual crise, importa reflectir sobre como tirar partido da actual situação e, se possível, o que aprender para tornar a sociedade como um todo melhor, queira isso dizer uma nacionalização total dos meios de produção e um novo caminho de mercado para optimizar os recursos disponíveis.
O choque na procura mundial por bens e serviços vai eliminar milhões de postos de trabalho e causar a falência de inúmeras empresas, grande e pequenas. Todo o mundo até aqui considerado próspero, fora construido sobre um enorme balão de crédito, que subitamente deixou de existir. E sobre este enorme redimensionamento da economia mundial, pouco haverá a fazer, a não ser suavizar alguns efeitos mais devastadores do ponto de vista humano. Mas é indispensável olhar para o futuro – em todo o mundo, e em particular em Portugal – de uma perspectiva de transformação, de inovação, de construção, de optimismo, sob pena de se perder uma oportunidade única – talvez em séculos – de lançar as bases para uma sociedade e uma economia sustentável e competitiva. Por mais doloroso que possa ser a transição, nomeadamente ao nível do desemprego com as consequentes crises sociais, é um período crítico de inovação. É este o momento das grandes decisões. É agora possível adequar e redimensionar empresas que viveram anos de constrangimento legal para despedir funcionários não produtivos ou excedentários (e isto aplicar-se-ia à função pública, não fosse o inevitável eleitoralismo); é agora possível criar um espírito de competição e mérito, onde a enorme massa de capital humano disponível para trabalhar irá competir não só para manter o posto de trabalho, no caso dos empregados, como para conseguir o melhor emprego possível, no caso dos desempregados (é talvez uma forma cínica de incentivo à produtividade que durante largos períodos andou afastada das relações laborais); é agora possível eliminar do tecido empresarial as empresas não competivivas, numa verdadeira selecção natural darwiniana; é agora possível ver as vantagens de uma economia de mercado forte, mas também as fragilidades do Estado para regular; é, enfim, agora possível elencar as vantagens da integração europeia e da moeda única, cuja presença de Portugal lhe permitiu manter as portas do crédito abertas para continuar a financiar a dívida pública, manter uma moeda estável e taxas de juro adequadamente baixas sem preocupações de ataques cambiais.
Mas nem tudo passa pelos agentes económicos. Cabe também ao Estado como supervisor, regulador e entidade responsável por evitar excessos (tarefa que lhe foi confiada e paga a peso de outro pelos contribuintes) a tomada de decisões orçamentais e fiscais adequadas, e acima de tudo, responsável. Depois do natural choque inicial, é necessário implementar medidas arrojadas. Os constrangimentos são, contudo, enormes, mas a altura é a ideal, tanto do ponto de vista de disponibilidade dos eleitores, como da flexibilidade das autoridades europeias nas contas públicas. A margem de erro é, contudo, reduzida, com os mercados a vigiarem de muito perto a viabilidade do próprio país para contrair mais dívida. Assim, urge impor medidas orçamentais estruturais, ou seja, evitar a tentação do keynesianismo das obras públicas, cujo efeito de curto prazo desaparece, mas a dívida fica, e apostar na competitividade fiscal e atractividade de investimento de qualidade. E acima de tudo, evitar ineficiências e injustiças fiscais; impor definitivamente uma política onde o contribuinte perceba por que paga impostos e qual o seu destino. E fazer isto tudo, com o intuito de suavizar efeitos da crise, mas lançando bases para o futuro.
Mas não será só a economia que marcará este período. É normalmente nestas alturas mais depressivas que a criatividade surge e se manifesta mais intensamente. É, portanto, previsível, que a criação artistica sofra novo impulso, nas suas diversas vertentes, inspirada na variedade de dramas humanos e temáticas sombrias que estão a assolar o mundo. A manifestação e a concretização na arte dos desesperos sempre trouxe um novo fôlego à pintura, música e literatura. Verdadeiros legados de como é viver tempos sombrios e difíceis. Também aqui poderemos um dia olhar para este período e ver como a sua intensidade espoletou obras intemporais, para além da memória e da experiência pessoal de entender que o mundo nem sempre mantém a rota de felicidade que aparenta; mas que é nas assimptotas que reside a força da humanidade para se renovar, recriar e reaparecer mais forte e mais sustentada.
in Jornal "O Jovem" da JP da Maia
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Portugal sofre downgrade
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Mexe agora na Euribor Socrates....
E nao vale a pena esconder o porque deste corte do S&P. Portugal tem uma dívida externa astronómica e propoe-se a gastar ainda mais com este Governo.
Esta irresponsabilidade tem um preço. Nos juros para começar. Claro que nisto o Primeiro Ministro já não diz ter metido o dedo.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Nao deem mais ideias aos Socialistas...
Tudo nao parece passar de mais um incentivo estatal encapotado, que servirá para cobrir as perdas do sector (lideradas pela GM e Ford) que acumularam so este ano cerca de 26 bn USD de losses fruto da conjugação de dois factores fundamentais para a industria automóvel: o crédit crunch (que também afectou os auto loans, não se restringiu às mortgages) e a subida do preço do crude oil... É obvio que o mercado nao se queixa quando ve entrar free cash no sistema, mas nao deixa de ser mais uma medida populista daquele que deve ser provavelmente o pior Governo da História dos EUA.
E Novembro que nunca mais chega... (e nem sequer acho que a solução passe por Obama...basta deixar de ser Bush...)
terça-feira, setembro 09, 2008
Estados Socialistas da América
terça-feira, agosto 26, 2008
CGD: convem nao deixar passar
Depois de receber dividendos de cerca de 350 Milhoes de Euros, a CGD precisou de um aumento de capital de 400 Milhoes. Curioso. Diria que o accionista único é o mesmo que poe e tira. Curiosamente o Estado. Curiosamente, aquele que mais benificia desta artimanha contabilistica.
Em termos liquidos, apesar de parecer zero, é bem pior. Porque é normal a CGD pagar dividendos ao Estado. Mas 400 milhoes de aumento de capital...nem por isso. Não há problema. Pagamos nós.
terça-feira, julho 29, 2008
Iberia e British Airways preparam fusao. E agora TAP?
Para alem dos obvios ganhos de sinergias (inumeros avioes vai poder ficar parados), ha toda uma gestao de frotas, pilotos e trabalhadores, assim como de optimizaçao de recursos em dois dos maiores aeroportos da Europa (Barajas Madrid e Heathrow Londres).
Neste contexto, e nao esquecendo que a Iberia vinha ja ganhando inumera força na peninsula iberica fruto da agressiva politica de voos para a Europa, ganha agora mais poder naquele que vem sendo a sua grande aposta: os percursos sul-americanos, onde a TAP vinha tendo grandes esperanças.
Com o fim dos hedges para o preço do petroleo (desde ha um ano...) e a manter-se assim (nao é o que apostaria, mas é um cenário...), as dificuldades para a transportadora portuguesa so podem aumentar...
sexta-feira, julho 25, 2008
Liga Sagres na RTP: afinal sempre é pay per view
1. A RTP é uma empresa pública. (inclua-se na definiçao, a má gestão, inerente a quase tudo o que é gerido pelo Estado).
2. O corolário de 1. é que é uma empresa falida, onde é necessário injectar capital (dos contribuintes, ora pois!) e fortemente subsidiada.
3. Sendo uma empresa pública, deve servir os interesses da sociedade. Eu gosto de futebol, mas isso nao significa que o futebol seja algo com impacto positivo na sociedade. Penso eu (de que).
4. Dir-me-ão, o futebol traz receitas publicitárias. Correcto. Mas o mundo está em recessão, a publicidade está a apertar o cinto, como toda a gente. Isto significa que o NPV deste projecto é menor, tanto maior for a oferta pelos direitos. Ora, sendo de grande interesse para qualquer televisão sem o enviesamento de ser detida pelo Estado, não lhes é permitido abdicar facilmente destes direitos. Ou seja, oferecem o maximo que podem para ainda ter lucro na operaçao. A RTP ofereceu mais que os canais privados.
5. A diferença entre o que a RTP oferece e o que a TVI oferece é o que a sociedade como um todo PERDE por não optimizar o mercado via privados. É uma externalidade...so que o futebol não é um bem publico... a RTP é que é... Por isso perde-se também o custo de oportunidade do montante pago (retirando a tal diferença) que poderia ser aplicado em programação de qualidade que servisse o interesse público, seja la o que isso for.
6. Nao vou falar sequer em ligaçoes ZON-PS-Joaquim Oliveira-etc.
quarta-feira, julho 23, 2008
Entao e o Robin de collants ?!
a) A taxa é suspensa;
b) o consumidor vai pagar o risco das petroliferas poderem ter que pagar a taxa;
c) os preços nao baixam nas bombas, e fica tudo na mesma, no nacional-porreirismo-socialista;
quinta-feira, julho 17, 2008
Energia Nuclear: agora é que querem discutir ?!
http://neoliberalismo.blogspot.com/2006/04/realidade-hoje-para-prevenir-o-amanh.html
segunda-feira, julho 14, 2008
Capitalismo para (des)entedidos em Estado Central
A minha ideia de neo-liberalismo pode também em parte entrar neste enquadramento, e esbarrar também ela na realidade, mas nunca a tal ponto utópico.
Neste post que apesar de assinado por um não especialista, tem o mérito de abordar o tema, há inumeros erros da tal "interpretação".
1. Os bancos são empresas especiais, não pelo poder financeiro que supostamente lhes é atribuido pela esquerda política, mas sim pelo facto de serem o nucleo de qualquer economia (seja ela de Estado Central ou Liberal).
2. Os bancos e entidades financeiras por serem especiais, tem também obrigações especiais, incluindo uma muitas vezes esquecida nestas "interpretações" obrigação de deixar uma percentagem dos seus depósitos numa entidade supervisora (como nenhum outro sector tem), que em Portugal se dá pelo nome de Banco de Portugal. Seria bom ver por uma vez estes acerrimos defensores do proletariado avançarem com ideias economicamente inteligentes (em vez da hipocrita retória do costume), como obrigações semelhantes para outras empresas.
3. Talvez seja falta de conhecimento ou nao, mas para o mercado muitas das vezes as intenções funcionam quase tão bem como os actos propriamente ditos, quando vindo da autoridades. É o sinal que é dado que importa. No caso em particular da Fannie Mae e Freddie Mac, o Tesouro Norte-Americano ao assegurar a dívida destas empresas deu um sinal positivo que a tal dívida tem de facto baixo risco. Ainda (e provavelmente nunca terá que o fazer) não colocou um único centimo nessa dívida. O mesmo se aplica à equity destas empresas. O Estado se por acaso tiver que comprar acções de alguma destas empresas, fá-lo-á a um preço extraordináriamente baixo (quem sofre serão os "odiados" "jogadores"), pelo que os contribuintes farão ainda um excelente negócio (privatizaram caro e agora recompram barato...). A equity em caso de falência vale ZERO.
4. Convem também nao esquecer que foram estas duas empresas quem possibilitou o chamado American Dream, que inclui naturalmente inumeros imigrantes vindos de ditaduras comunistas por essa América Latina fora, a fugir da miséria a que foram votados. E o contribuinte até aqui também nada pagou por isso...
Dito isto, aceito sugestões para perceber quem é que realmente tomou o risco... Se o Estado ou os privados que perderam dinheiro.
E ja agora, expliquem-me como seria um mundo sem sistema financeiro. Sem classes? Ou com caos ?
sábado, julho 12, 2008
Fannie Mae e Freddie Mac: o centro da crise
A crise hipotecária nos EUA atingiu esta semana o seu auge, certa de um ano depois de começar. Na semana em que a maior parte dos mercados mundiais entraram oficialmente em bear market (designaçao que lhes é dada depois de cairem mais de 20% desde o ultimo máximo), duas empresas estiveram em especial destaque, pelo seu comportamento em bolsa, mas especialmente pela sua importância na maior economia do mundo.
sexta-feira, julho 11, 2008
Robin Hood II - O Heroi em Collants
Curioso, porque o aumento do custo dos combustíveis incentiva não só a poupança de energia (e menos poluição, consequentemente) como acima de tudo incentiva o uso e desenvolvimento de novas energias alternativas...
Claro que tributando a Galp para "ajudar os mais desfavorecidos", o Estado está indirectamente a tornar menos rentável o projecto que ainda ontem apresentou dos carros electricos.
Pior, está a tornar uma situação onde a preocupação com o preço com os combustíveis e com o ambiente, se torna uma perseguição a lucros legítimos.
Mas, no fim de contas, quem é que julgava que a esquerda era coerente ?
quinta-feira, julho 10, 2008
Robin Hood ao poder ! Traz um amigo também !
Agora preparem-se para que as melhores empresas saiam do País assim que puderem. Eu assim o faria. E fiquem com os vossos sindicatos e o desemprego.
Ridiculo.
Tenho vergonha do Estado em que vivo e acima de tudo dos pseudo-governantes intelectualmente menores e desonestos que temos.
(Pergunto-me se o Estado criaria baixa de impostos especiais à Galp se por acaso o Crude Oil passasse de repente para abaixo de 40 USD... Ou se por acaso algum arauto de esquerda viria reclamar pelos prejuizos "extraordináriamente baixos". )
Robin Hood, Sheriff de Nottingham e o King Richard
Pergunta: Os escaloes de IRS e a tributação chamada "progressiva" ja nao é supostamente uma forma de redistribuição de riqueza? Então e que dizer dos infindáveis subsídios que o Estado dá aos desbarato sem saber exactamente se cumprem o fim para o qual foram criados ?
Claro que o tirano King John tentava cobrar o máximo de imposto aos cidadãos, e o Sheriff de Nottingham era o cobrador coersivo.
Pergunta: O Estado já nao cobra demasiados impostos?
A situação do povo em geral na floresta de Sherwood era de facto precária. Ao fim ao cabo, por mais que trabalhassem e recolhessem de riqueza, sabiam que mais cedo ou mais tarde o Sheriff lhes retiraria o proveito do seu trabalho.
Pergunta: A cobrança desmedida de impostos incentiva à produtividade ?
Pergunta: Cobrar impostos a quem mais conseguia ganhar (uns menos pobres que outros, mas todos pobres, todavia, em Sherwood) resolvia as desigualdades sociais ou tornava todos igualmente paupérrimos ?
Como centro da revolta popular, Robin Hood decide roubar ao Sheriff e ao King John, para devolver o dinheiro aos pobres, nao se sabe ao certo em que proporções.
Pergunta: Já nao há quem fuja ao fisco ?
Pergunta: Entre tirar e voltar a redistribuir, porque nao deixar tudo como está?
Pergunta: Já nao pagamos demasiados impostos (não esqueçamos que neste "nos" incluo as empresas que nos pagam salarios)?
Depois da chegada do King Richard, tudo ficou diferente. Presume-se que os impostos tenham baixado, porque Robin Hood viveu feliz para sempre com a Lady Marion.
Pergunta: Mas será que foi pelos roubos do Robin Hood ou por uma política diferente ?
Pergunta: O King Richard perguntou quem era o mais rico ou quem é que produzia mais ferro ou mais vestidos de cetim para a Lady Marion e passou a cobrar lhes mais imposto por isso so porque eram bens com elevada procura ?

