sexta-feira, julho 11, 2008

Robin Hood II - O Heroi em Collants

A economia e a política tem destas coisas engraçadissimas. Não é que os ambientalistas e defensores de medidas ecológicas agora estão calados com este novo imposto sobre a Galp ?

Curioso, porque o aumento do custo dos combustíveis incentiva não só a poupança de energia (e menos poluição, consequentemente) como acima de tudo incentiva o uso e desenvolvimento de novas energias alternativas...

Claro que tributando a Galp para "ajudar os mais desfavorecidos", o Estado está indirectamente a tornar menos rentável o projecto que ainda ontem apresentou dos carros electricos.

Pior, está a tornar uma situação onde a preocupação com o preço com os combustíveis e com o ambiente, se torna uma perseguição a lucros legítimos.

Mas, no fim de contas, quem é que julgava que a esquerda era coerente ?

4 comentários:

Anónimo disse...

"tributando a Galp para "ajudar os mais desfavorecidos", o Estado está indirectamente a tornar menos rentável o projecto que ainda ontem apresentou dos carros electricos"
???????
Desculpe, mas o que é que tem o .. a ver com as calças?

Carlos Martins disse...

Bem, caro anómino, nao queria estar a explicar o obvio, mas ja que pede...

Tributar a Galp pelo "lucro excessivo" constitui uma forma atenuar o efeito da subida dos combustiveis no rendimento disponivel dos portugueses. Como tal, aquando duma eventual decisao de escolher entre energias menos poluenter (como o caso desse carro electrico) ou mesmo de poupança de energia, o desequilibro a favor destas ultimas é também atenuado.

Claro que se este efeito da tributação for totalmente passado para o consumidor (como é altamente provavel, e diria mesmo economicamente justo), entao fica tudo na mesma (e o imposto nao é sobre a Galp, mas sim mais um imposto ao consumo).

Sempre disposto a esclarecer,

Carlos Martins

Anónimo disse...

Vai-me desculpar mas, lida a sua explicação, concluo que o lapso foi mesmo seu:
Como o meu amigo acaba de reconhecer, em caso algum o imposto sobre a GALP importará numa diminuição do preço final do combustível (aliás, o risco é de aumento).
Logo, a opção por energias alternativas não resulta, nem directa nem indirectamente, prejudicada.
Assim, a única coisa "óbvia" que resulta do seu post é a vontade de dizer mal do governo. Opiniões... Pode sempre optar pela Ministra do Durão Barroso...

Carlos Martins disse...

Nesse caso o meu amigo decida-se. Quer saber se o erro está no imposto q vai ser transposto para o consumidor, ou se o erro esta no racional do imposto, que nao incentiva as energias renovaveis ?