Mostrar mensagens com a etiqueta Economia Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia Internacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, abril 04, 2009

A selvajaria sob o disfarce de manifestação

Tanto em Londres antes e durante a cimeira do G20 como hoje e amanha na cimeira da NATO surgem fortes protestos nas ruas, de supostamente, populares.

A questão é que nem os protestantes são "mero" povo, nem as manifestações são propriamente...democráticas. Senão, vejamos.

O direito ao protesto é obviamente inalianável, mas o mesmo não se pode dizer do direito ao disturbio, à desordem pública, à destruição de propriedade publica e privada e à invasão à liberdade dos outros.

Na City de Londres, todos os trabalhadores - friso, trabalhadores - dos bancos e afins com inumeros escritórios na zona foram aconselhados vivamente a virem vestidos "casual" para não serem considerados potenciais "alvos em movimento". Ora, sendo o protesto até compreensível, já a violencia que o mesmo encerra totalmente condenável. 

Mais.

Estas "manifestações" estratégicamente organizadas para eventos deste tipo, para além de não ajudarem em nada a resolução dos problemas (tanto que o G20 teve tomadas de posições bastante duras em relação aos erros cometidos pela comunidade financeira), são autenticos "resorts de luxo" e destino turistico de eleição para radicais extremistas de esquerda e anarquistas, cujo único objectivo é causar desordem, espalhar pânico e provocar um rasto de destruição por onde passam, cujas viagens e estadias são cuidadosamente pensadas e planeadas por organizações pouco dadas a princípios da liberdade.

Isto não é democracia, é atitude selvagem.

sexta-feira, abril 03, 2009

G20 chega a acordo razoavelmente historico

A cimeira de Londres do G20 correu melhor do que o esperado, indubitavelmente. Chegou-se a duas importantes decisões:

- listar e gradualmente eliminar paraísos fiscais;

- reforçar os fundos do FMI em 500 mil milhões de USD para apoiar economias em dificuldades.

Para além disto, houve um razoavel consenso de que, dada a globalização (inevitável e incontornavel), as soluções tem que ser atingidas e negociadas entre todos. China incluída.

sexta-feira, março 13, 2009

Islândia

Vou iniciar uma série de posts sobre este estranho país cuja principal vantagem comparativa da economia(na expressão de David Ricardo)é a pesca, mas que se tornou num gigantesco hedge fund, sem particular especialização ou dotação, mas a que aos seus bancos foi permitido todo o tipo de loucuras, incluíndo disponibilizar à economia crédito financiado por moeda estrangeira. Claro que hoje a moeda local (a coroa islandesa) não tem valor (ninguem aceita ou sequer lhe dá um preço) e a dívida deixada pelos 3 bancos existentes ronda as 8,5 vezes o PIB islandês, e o Glitnir, Kaupthing e Landsbanki naturalmente faliram.

A Vanity Fair fez uma reportagem fantástica sobre este país que aconselho vivamente ler:

http://www.vanityfair.com/politics/features/2009/04/iceland200904?printable=true¤tPage=all

sexta-feira, março 06, 2009

Citações Históricas

"We achieved absolutely nothing except that we collected a lot of money from a lot of poor devils and gave it to the four winds." 

Montagu Norman, Bank of England Governor (1920-1944) looking back in 1948 on the effect of central bank action during the 1930's (quoted in the Economist 10-01-09)

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Imprimir dinheiro

Não, não vou propor que se comece a imprimir notas na impressora la de casa. Mas ao nível dos Bancos Centrais, a questão já se põe.

Nos bancos centrais tradicionais, como o japonês, americano ou inglês, o mandato inclui a possibilidade de expansão monetária, ou seja, a criação de moeda.

Contudo, o Banco Central Europeu tem como único objectivo a manutenção da estabilidade de preços no longo prazo. Num cenário normal, isto não inclui criação de moeda para além do normal. No cenário actual...também não. Se a situação actual é grave e a recessão uma certeza, a saída da crise dificilmente será a expansão monetária. Tal poderá ter efeitos no curto prazo (e então estamos na pura teoria keynesiana), mas no longo prazo implica inflação descontrolada. 

O dilema do ECB é, porém grande. O perigo de forte recessão pode empurrar a medidas de curto prazo, tal a pressão e emergencia actual. Se temos ou não a capacidade de olhar para o futuro com uma perspectiva de sustentabilidade é o que resta saber. À partida, o ECB tem o mandato para tal.

terça-feira, setembro 16, 2008

It's the economy, stupid !

Curiosas as reacções dos candidatos à Casa Branca à crise financeira.

O Republicano McCain defende que a AIG deve poder falir, e que Wall Street é um Casino gigante (esta ultima parte é uma frase celebre de Nick Leeson ). Curioso é que fez parte de um Governo que já salvou a Fannie Mae, a Freddie Mac, e o banco Bear Stearns... E depois, se a AIG falir, o que acontece ao "Casino" ? E à economia? E ja agora, o Presidente convem ser responsável, nao basta saber mais que George W. Bush.

Já o Democrata (e supostamente menos pro-capitalista) Barack Obama defende a intervenção do Estado na AIG. Mas curiosamente foi contra a intervenção do Estado na Lehman Bros. Ainda nao está no poder e já escolhe que agentes devem fazer o que e quando. Neste caso, quais sobreviverão. Curioso também que nao conseguiu ter uma visão sobre as GSEs Fannie Mae e Freddie Mac, cuja falência seriam, essas sim, extraordináriamente graves para todo o sistema de hipotecas dos EUA, e afectariam directamente os americanos. Obama também não percebeu que todos estes bancos e seguradoras estão a falir porque o Estado quis proporcionar casas proprias aos americanos. Disse, contudo, algo muito acertado hoje: as rating agencies nao servem para nada e devem ser revistas. Claro, o que falhou em tudo isto foi a regulação, e é isso que é preciso mudar.

Nenhum dos candidatos parece estar propriamente a par do que está a passar nem da gravidade da crise... O que vale é que sempre percebem mais disso que George Bush, cuja única aparição publica esta semana foi para falar de ... bolsas de estudo.

quarta-feira, março 19, 2008

Mais um corte de taxas nos EUA

Depois do corte de emergencia da taxa de redesconto para 3,25%, hoje na reuniao ordinaria decidiu o corte esperado de 75 bp nas taxas de referencia para os 2,25% (de 3,00%).

O mercado chegou a descontar um corte de 100 bp (que seria o maior de uma só vez desde 1984), mas com o desanuviar da pressão sobre o sector financeiro (os rumores de falta de liquidez do banco de investimento Lehman Bros. eram infundados, e os resultados para o Q1 sairam melhor que o esperado) o Fed nao se viu obrigado a um corte tão forte.

De qualquer forma, a situaçao do banco central americano é delicada: com a pressão inflacionista ainda existente e uma recessão à vista, começam talvez a faltar armas para intervir no mercado monetário e na economia. Cada vez mais o mercado está por sua conta para se encontrar um equilibrio em toda esta crise.

domingo, março 02, 2008

Seja um Ben Bernanke (ou melhor...de preferencia...)

http://www.frbsf.org/education/activities/chairman/


Teste as suas capacidades como Chairman da Reserva Federal Americana e tente fazer melhor que Bernanke... (admito que nao é nada dificil...)

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Rio Tinto entre bid da BHP Billiton e chineses


Ja hoje a BHP Billiton, a maior produtora mineira do mundo sedeada em Londres e Sydney, lançou novo preço de OPA à Rio Tinto, a terceira em termos de capitalizaçao bolsista.


Ainda esta semana, noticias da compra de 12% da Rio Tinto por parte dos Chineses da Chinalco criavam alguma nuvem em redor desta compra. Na prática, esta posiçao chinesa tentaria impedir que a OPA seja bem sucedida, dado que levaria a uma posiçao monopolista da BHP/Rio Tinto sobre as reservas de cobre, ferro e outros metais na Australia, assim como uma posiçao dominante no resto do mundo.


Uma autentica guerra financeira entre Ocidente e China trava-se neste campo das materias primas. Talvez a primeira de muitas, dada a capacidade financeira da empresas chinesas, suportadas pelo proprio Estado...

sábado, fevereiro 02, 2008

Rogue Trader


Em 1995 o mundo acordava para um escandalo inimaginável: um trader de Singapura havia perdido quase 2 mil milhoes de dolares, levando à falencia o Barings, um banco centenário ingles, que tinha como clientes até a família real. Nick Leeson a partir daí, passou a figurar em todos os manuais de finanças como o case study a não seguir: um broker de floor que controlava o front e back office, que supostamente não podia fazer "prop trading", isto é, negociar por conta do banco, como um dealer ou trader, e ainda por cima poder controlar o registo de contabilidade. Sendo o trading uma profissão com enorme componente psicológica, a pressão de não perder e de não cometer erros, leva a estes casos extremos, onde um pequeno erro (leia-se perda financeira) pode levar a acreditar que se pode cobrir e encobrir esse mesmo erro atraves de apostas estemporâneas no mercado. Claro que se começa a correr mal, um pequeno erro poder tornar-se num erro de milhares de milhoes de dolares...


Foi isto que aconteceu a Nick Leeson, e muito provavelmente também a Jerome Kerviel, o trader da Société Général.


Kirviel contudo surge como uma aplitude nunca vista (perdeu 4900 milhoes de euros, tres vezes mais que Leeson). E é ainda mais estranho num banco como a Soc Gen, reconhecida pelo conhecimento profundo de compliance de produtos derivados. Rumores são de que enquanto Jerome tinha exposições gigantescas, mas estava a ganhar, ninguem lhe disse nada, embora soubessem do risco exposto. Nada de surpreendente neste mundo.


E como já disse, a funçao de trader tem um lado psicológico com um peso extraordinario. Acreditar que se pode bater o mercado. Acreditar que se pode compensar perdas. E depois o risco moral (moral hazzard): depois de acumular perdas suficientemente grandes, começa a ser indiferente o montante perdido, sendo que se se recuperar, nada lhe irá acontecer.


É por isto que existem departamentos de compliance e de risco, para evitar estes riscos morais dos traders e garantir que não ultrapassam os limites estabelecidos. TUdo isto falhou de alguma foram na Soc Gen.


Agora, resta à Soc Gen - que perdeu quase 90% dos seus lucros de 2007 por causa de Kerviel - ser comprada. É a lei do mais forte a determinar o mercado. Deste que o Estado Frances não intervenha e mais uma vez impeça um verdadeiro mercado livre na Europa...


Para os mais curiosos: Kerviel detinha posições de cerca de 50 000 milhoes de euros em notional de contratos de futuros, as quais dissimulava com opções OTC (over the counter) de posição contraria que na realidade não existiam. As suas apostas concentravam-se segundo os rumores no indice EuroStoxx e no alemão DAX Xetra. Ao que parece, a Soc Gen ao saber das posiçoes de Kerviel durante o fim de semana, decidiu desfazer as posições gigantescas na segunda e terça feira seguintes, despejando uma quantidade apreciavel de posiçoes longas de futuros de indices europeus. O mercado à vista, ou seja, os indices em cash de acções seguiram o movimento dos futuros, resultado da necessidade dos market markers fazer coincidir o preço dos futuros com o cash. E assim se fez uma espécie de crash...

Black Monday '08: Helicopter Ben


Foi como um acordar para o abismo. É o melhor que posso definir a sensação de estar numa sala de trading num dia de crash.

Feriado nos EUA, Martin Luther King Day, e futuros dos principais indices europeus a cair fortemente ainda nao eram 8h da manha. Estranho no mínimo. Com o decorrer do dia e com a chegada dos traders americanos (por volta das 12h) o cenário foi-se acentuando, com os futuros dos Indices americanos também a tombar, Nasdaq, S&P e Dow Jones incluidos. Tudo isto sem negociaçao no floor dos EUA. Depois de uma semana dificil com um flow de noticias particularmente mau, ainda com resticios da crise do subprime a ecoarem, nesta segunda feira tudo parecia estar encaminhado para a calma. Mas foi "nothing but". Sem qualquer notícias os indices de futuros foi simplesmente caindo, minuto atras de minuto, e pouco havia a fazer.

Terça feira, ainda antes do Mercado americano abrir depois do feriado, Ben Bernanke corta as taxas de juro de referência da Reserva Federal Americana em 75 bp (o maior corte intermeeting de sempre), depois de reuniao de urgencia do FOMC na noite de segunda.

Quarta de manha a notícia estoura: um novo "Nick Lesson" havia aparecido, desta vez na Soc Gen. De seu nome, Jerome Kerviel. Perdeu 4900 milhoes de euros, em posiçoes de notional que ultrapassavam os 50 000 milhoes em futuros de indices europeus.[seguirei com este tema noutro post].

Nesse momento percebeu-se que a (pouca) credibilidade da Fed tinha desvanecido. Ben Bernanke acabava de cortar a taxa de juro 75 bp por causa de um trader frances e não como dizia no statement por causa da economia americana. Mais tarde veio a saber-se que não só o presidente do Banco Central Frances como o próprio Trichet desde segunda feira já saberiam do caso Kerviel. Ben Bernanke fica agora numa posiçao delicada, com reunião ordinaria do FOMC para a semana seguinte (esta semana). Ou reverte o corte, ou continua com a politica de easing de taxa de juro, baixando ainda mais. Preferiu continuar a baixar, e esta semana mais 50 bp de corte foram anunciados, fixando em 3% a taxa de juro de referencia. Isto com a inflação dos US a rondar os 3%.

Sem sequer falar, Tricher e o BCE sairam muito mais fortalecidos e credibilizados de tudo isto. Resta agora saber o que resulta desta politica agressiva da Fed, ja que o mercado todo ja sabe que Ben Bernanke (ou Helicopter Ben ou Banana Bernanke, como muitos lhe chamam) cede às suas pressoes, prescindindo frequentemente do combate à inflação.

quinta-feira, novembro 08, 2007

O eterno Friedman

Numa conversa registada a 19 de Outubro de 2005 entre o saudoso Milton Friedman e o governador da reserva federal de Dallas Richard Fisher, Friedman deixou sábias palavras sobre a globalização:

-- On globalization's impact:
" ... it's a curious situation. You read the newspapers and you think
the world is going to hell. You think the economy is doing badly. And
yet, the truth is, that we have never in our history had as productive
an economy as we do now."

-- On China:
"You cannot maintain, in my opinion, today's political structure and
today's economic structure."

-- On government spending:
" ... as government has increased spending, we make ourselves a less
attractive society in which to set up business, in which to run a
business."

-- On Social Security:
"My favorite solution ... would be to give every individual who's in a
Social Security system now -- either as a recipient or as a payer -- a
bond equal to the present value of what they so far have actually
earned and then close the system down."

Friedman faleceu a 16 de Novembro de 2006.

fonte: Bloomberg

quinta-feira, novembro 01, 2007

Fed corta taxa de juro


Como era esperado, o corte do FOMC foi de 25 bp, levando a taxa de juro de referência para os 4,5% nos EUA. Este corte foi acompanhado do usual statement que no entanto é muito mais dovish que o esperado, sendo mais cortes cada vez mais improváveis. A Fed considera o balanço entre riscos de inflação e ameaça ao crescimento devido à crise financeira recente (com origem no subprime) "grosseiramente" equilibrado.

Constancio alerta

Um dos membros do ECB e governador do Banco de Portugal alerta para o perigo da inflação na Europa, concordando assim com as declarações também esta semana de Axel Webber, o que indica claramente como o ECB está preocupado com as recentes pressões inflacionistas vindos do crude, mas não só. Resta saber se a produtividade na Europa (essencialmente na Alemanha) conseguirá manter o crescimento.

terça-feira, outubro 30, 2007

FOMC reune hoje


A Reserva Federal norte-americana reúne mais uma vez para determinar a política monetária para as próximas semanas. Depois um surpreendente corte de 50 bp, sob enorme pressão de hedge funds e casas de investimento, a Fed volta a ter em mãos uma decisão difícil, com o mercado a achar como mais provável um corte d 25 bp, pondo a taxa de referência em 4,50 %.

Um corte mais agressivo por um lado pode sinalizar que a dimensão da crise do subprime está de facto a afectar a economia americana, podendo mesmo entrar em recessão, mas por outro lado pode incendiar os mercados...

Mas uma prova de fogo para Ben Bernanke, ou o Helicopter Ben, como também é conhecido.

quarta-feira, outubro 24, 2007

SIV, saiba a quem realmente deve a hipoteca

SIV, ou structured investment vehicles, são o meio que as instituições bancárias tem até agora usado para securitizar, agrupar, revender e recomprar todos os seus créditos.

Com a crise do subprime, também estes veículos offshore e off balance sheet deixaram de poder ser avaliados tão facilmente, até porque muitos dos CDOs eram construídos a partir dos SIVs e comprados também por alguns deles.

Numa tentativa de salvar e redinamizar o este mercado, permitindo as instituições financeiras avaliar de certa forma estes instrumentos derivados em carteira, o secretário do Tesouro Norte-Americano Henry Paulson (ex-Goldman Sachs), em conjunto com o Citigroup, Bank of America e JP Morgan Chase (entre outros) tentarão formar um mega SIV.

[toda a história aqui no WSJ]

segunda-feira, outubro 22, 2007

Bail out da Bear Stearns


O banco de investimento norte-americano Bear Stearns está perto de concretizar o cruzamento de participações com a chinesa Citic.

Depois do estalar da crise subprime, em que a Bear Stearns foi obrigada a suspender e terminar com dois dos seus fundos de investimentos e de avultados prejuízos na área de fixed income, surge agora a oportunidade de se manter em actividade, através da parceria (que soa a rescue) dos investidores chineses com excesso de liquidez e poucas oportunidades de entrada em força nos mercados desenvolvidos.

A Lei PT, perdão, a Lei VW


Hoje será muito provavelmente revogada pela UE a chamada "lei da Volkswagen" a qual impede que qualquer accionista possa votar com mais de 20% nas assembleias de accionistas da VW mesmo que detenha uma posição superior em termos de capital accionista. Esta lei foi posta em vigor pelo governo alemão no fim da Segunda Guerra para impedir que a VW saisse das mãos do Estado Alemão, o qual mantem uma participação de 20% através do Estado da Baixa Saxónia.

Soa a algo de familiar ?


De qualquer forma, caso esta revogação seja aprovada pela UE, a Porsche segue como a grande favorecida, pois já detem uma posição dominante em termos accionista, e julga-se que prosseguirá com o takeover total, ate deter mais de 50%.

terça-feira, outubro 16, 2007

Shengen chega ao Norte do Iraque

Como muito a tempo aqui referi, a Turquia está a tornar-se o centro das atenções geopolíticas e financeiras.

No plano geopolítico, teme-se uma invasão ao norte do Iraque para resolver o eterno problema Curdo, retidos num País (o Iraque) que não é nem nunca foi uma nação.

No plano financeiro, porque a tensão no Médio Oriente (ou "Middle West" como um Engenheiro conhecido da nossa praça lhe chamou) provoca sempre pressão no preço do Crude, atingindo máximos sucessivos.

China em conclave comunista

Hu Juntao e seus camaradas juntaram-se no Congresso do Partido Comunista Chinês que reúne cada 5 anos.

Curiosamente, falou-se de democracia num país onde tudo é decidido por alguns, num local fechado e vedado ao povo, e onde as diferenças sociais são mais graves que em qualquer outro país dito capitalista. Alias, o próprio Hu Juntao continuará a ser presidente porque o congresso assim o decide, não o povo. A grande vontade saída deste congresso não é mais do que tornar a China um país de classe média. Afinal agora não é a abolição de classes, já é tornar tudo em classe média. Diga-se que em parte já conseguiram, já que EM MÉDIA, as classes estão mais ricas... o pior é o desvio padrão...

Para agravar o ridículo comunista, esta semana a revista The Economist publica um artigo em que revela que na China nem o consumo das famílias, nem a sua poupança aumentaram. Ou seja, o equilibro normal em que menos consumo significa mais poupança, não acontece na China. Inclusivamente os niveis de poupança estão abaixo das dos EUA. Isto resulta essencialmente do facto das industrias serem de capital intensivo e a sua distribuição para os households quer atraves de salários ou dividendos são escassas.

Que comunismo, hein !