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domingo, junho 14, 2009

Irracionalidade Exuberante - Não houve “Vende em Maio e Foge”

Parece que tudo voltou à normalidade nos mercados financeiros. A volatilidade que tanto vinha sendo a notícia, deixou de ter a importância de outros tempos. Há, no entanto, uma enorme indefinição quanto ao futuro em termos macroeconómicos, e será provavelmente aí que reside a chave sobre a evolução dos mercados de capitais no médio prazo.

Assim, dada a enorme quantidade de dinheiro injectada na economia, qualquer sinal de retoma poderia deixar antever um outro problema: a inflação. Contudo, sendo este um cenário possível, a sua concretização assentaria necessariamente na certeza de que todos os esforços foram suficientes (e até mais do que suficientes) para reerguer as economias mundiais, assim como reavivar o consumo, retomar o crédito a níveis normais e até incentivar a poupança, levando ao investimento. Outro cenário possível, contudo, é que todos estes esforços, apesar de avultados, não sejam ainda suficientes, sendo então possível que o mundo retome a perspectiva de deflação, cujas consequências são, a esta proporção, imprevisíveis. Actualmente, o mercado desconta uma maior probabilidade do primeiro cenário ocorrer, e como tal, as taxas de juro de longo prazo tanto da Europa como dos EUA estão a subir de forma bastante forte. Com elas, no entanto, sobem também as taxas das hipotecas a 30 anos, e como tal, tornam mais difícil a recuperação do mercado imobiliário que, relembro, foi precisamente a génese de toda esta crise. Este nível de taxas de juro não é compatível (pelo menos para já) com uma sustentada subida dos índices de acções, pelo que será importante tomar esta variável em atenção aquando da tomada de decisão de investimento.

Por outro lado, foram surgindo alguns sinais de recuperação (ainda que muito ligeiros) da economia mundial. Os números de desemprego nos EUA foram melhores do que a expectativa (ainda assim, o desemprego continua a subir a um ritmo extraordinário), e os níveis de produção tanto nos EUA, como em alguns mercados emergentes com a China e India podem dar alguma esperança. Todavia, estes sinais imediatamente foram reflectidos nas chamadas commodities, nomeadamente o petróleo e o cobre a retomarem níveis quase de pré-crise. Em sentido contrário, como normalmente acontece, esteve o US Dollar, que perdeu em relação às principais moedas, principalmente contra o Euro.

Não obstante toda esta construção macroeconómica, há ainda vários casos por resolver no meio de toda esta crise. Talvez o mais relevante seja o da GM, que na passada semana recorreu à protecção de credores (Chapter 11), sendo a sua falência já amplamente discutida entre stakeholders; assim, a entidade que vai emergir desta falência será maioritariamente detida pelo Estado Americano, mas com participações dos pensionistas e dos detentores de dívida da antiga GM.

No que concerne à Europa, a muito antecipada reunião do ECB não resultou em nenhuma novidade, com o natural anúncio da manutenção das taxas de juro a 1% e com o desvendar de pormenores sobre o processo de compra de covered bonds a não explicar se o ECB irá de alguma forma “imprimir moeda” para financiar essa compra. Certeza fica no entanto quanto à vontade inequívoca do ECB em focar-se no mercado deste tipo de obrigações, esclarecendo que é aquele que mais directa e imparcialmente permite facilitar a retoma do mercado de crédito na Zona Euro.

É já com muita acalmia própria de Verão que seguem os mercados nos últimos dias. Verão que para todos os efeitos não existia assim há mais de dois anos no meio da banca de investimento. Parece tudo demasiado calmo…

in Diário de Aveiro, Suplemento de Economia 09-06-2009

Governo recusa plano do BPP

Por uma vez nesta legislatura, o Governo PS parece ter tido em conta os interesses dos contribuintes (resultado da reprimenda eleitoral ?), e recusou garantir as aplicações financeiras dos clientes do BPP.

Nada de mais correcto. Das duas, uma: ou os clientes foram enganados pelo banco, e nesse é um caso de justiça, ou os clientes estavam cientes dos riscos, e acabaram na parte errada da curva de probabilidades. Em qualquer um dos casos, o Governo nada tem a ver, muito menos o contribuinte.

Deixar o mercado funcionar (e a Justiça, já agora..) é o que se exige.

sábado, abril 04, 2009

FASB altera regra contabilistica

O FASB (Financial Accounting Standards Board), a entidade responsável pela instituição das regras contabilísticas nos EUA, alterou esta semana a regra contabilística para determinação do valor a contabilizar para activos pouco liquidos ou em pressão forte de venda (fire sale).

Assim, as instituições financeiras que detenham activos dificeis de avaliar pelo normal funcionamento do mercado poderão usar os seus próprios modelos de avaliação (mais subjectivos) sob o principio do mark-to-model diário, em vez do actual mark-to-market, ou seja, avaliando esses activos a preços de mercado.

Sendo esta alteração altamente discutível, permite que as instituições financeiras passem a não ter que registar perdas absurdamente elevadas nos activos que detém e que eventualmente nem quer vender, apenas porque outros agentes de mercado se veem na contingencia de desfazer esses activos a qualquer preço. Esta nova regra institui portanto um novo principio, em que se presume que um activo é iliquido e dificil de avaliar em mercado, a não ser que haja prova em contrário.

sexta-feira, março 20, 2009

Os bónus dos executivos ( II )

Passou no senado norte-americano por larga maioria um imposto especial de 90% ( !!!!!!!!!! ) sobre os bónus dos colaboradores das empresas "bailed-out" pelo Governo americano.

Algo me diz que isto nao é a solução...

quarta-feira, março 18, 2009

Os Bónus dos executivos

A grande polémica do momento nos EUA e na Europa são os bónus pagos aos colaboradores, de acordo com o seu rendimento.

A questão é saber se o facto das empresas não serem lucrativas durante o periodo em questão, tendo mesmo que ser socorridas pelos respectivos Governos, com dinheiro dos contribuintes, é ou não suficiente para não cumprir os contratos estabelecidos.

Se de facto esses contratos nao preveem que esses bónus so possam ser pagos em caso de lucros, então de facto a empresa deverá considera-los como um custo inerente ao rendimento dos trabalhadores. Contudo, sendo a alternativa a falência, será correcto pagar esses bónus?

Por outro lado, será razoável retirar os rendimentos contratualmente merecidos aos colaboradores, so porque, por um lado a gestão foi má, e por outro, há enorme pressão de desemprego que impede esses trabalhadores de reclamar sob pena de perder o emprego ?


Quantitative Easing, versão Aveiro

Como já se percebeu, não é intenção de nenhum Banco Central deixar as taxas de curto ou longo prazo subirem a níveis muito altos. Ou seja, agora sim, é uma excelente altura para fixar créditos a taxa fixa (os Swaps a 30 anos estarão a rondar os 4%....)

Claro que quem fixou a dívida a uma taxa muito superior (timing ou opção errada...) está a ter um custo de funding (e de oportunidade) gigantescamente superior e durante periodo razoavel e previsivelmente alargado do que poderia caso optasse pela taxa variável...

Opções estratégicas...

Quantitative Easing, versão FED

O UK já tinha avançado com esta medida, e hoje a Reserva Federal Norte-Americana decidiu iniciar à compra de 300 mil milhões de USD de Treasuries, ou seja, obrigações de dívida pública americana, de longo prazo, isto é, com prazos superiores a 10 anos. Para além disto, anunciou também que vai comprar dívida das GSEs e MBS. Tudo somado, são 1,25 trillion USD em compras.

Estas compras, contudo, vão ser feitas sem financiamento ao FED, ou seja, representa a expansão da massa monetária, vulgo, impressão de moeda.

O grande objectivo passa por manter as taxas de longo prazo baixas, assim como evitar que a expectativa de crescimento e/ou inflação de longo prazo agrave essas mesmas taxas.

As consequencias práticas são:

1. Aumento do preço da dívida pública americana (aumento de procura, baixa da taxas de juro)

2. Monetarização da dívida existente

3. Possibilidade de pressão inflaccionista no longo prazo

sexta-feira, março 13, 2009

one trillion dollars

Quem nunca tentou imaginar o que significa 1 trillion de dolares (em bom português, um bilião de dolares)?

Aqui finalmente essa visualização é possível.

Islândia

Vou iniciar uma série de posts sobre este estranho país cuja principal vantagem comparativa da economia(na expressão de David Ricardo)é a pesca, mas que se tornou num gigantesco hedge fund, sem particular especialização ou dotação, mas a que aos seus bancos foi permitido todo o tipo de loucuras, incluíndo disponibilizar à economia crédito financiado por moeda estrangeira. Claro que hoje a moeda local (a coroa islandesa) não tem valor (ninguem aceita ou sequer lhe dá um preço) e a dívida deixada pelos 3 bancos existentes ronda as 8,5 vezes o PIB islandês, e o Glitnir, Kaupthing e Landsbanki naturalmente faliram.

A Vanity Fair fez uma reportagem fantástica sobre este país que aconselho vivamente ler:

http://www.vanityfair.com/politics/features/2009/04/iceland200904?printable=true¤tPage=all

Madoff finalmente na cadeia

Bernie Madoff, o responsável pelo maior esquema Ponzi (ou Dona Branca, como por cá é conhecido) da História (ou será o de Sir Allen Stanford???), declarou-se hoje culpado dos crimes de que é acusado, arriscando-se a cerca de 150 anos de prisão.

Uma das mais relevantes regulações num mercado liberal é precisamente a punição. Sem ela, nada é livre, tudo é arbitrário e perigosamente grotesca.

Fica a questão: o que é um mercado ou uma economia sem punição dos infractores ?

Um caos?

Uma economia com incentivo ao crime e à corrupção?

Faz lembrar algum país em particular ?

sexta-feira, março 06, 2009

Main Street vs Wall Street

http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=220252&title=cnbc-gives-financial-advice



A sátira aos mercados financeiros. Admito que as vezes parece ser merecido...


Citações Históricas

"We achieved absolutely nothing except that we collected a lot of money from a lot of poor devils and gave it to the four winds." 

Montagu Norman, Bank of England Governor (1920-1944) looking back in 1948 on the effect of central bank action during the 1930's (quoted in the Economist 10-01-09)

quarta-feira, março 04, 2009

O seu telemovel vale ouro !

Segundo dados recolhidos pela Bloomberg, cada tonelada de telemovel tem quase 350 g de ouro ! Quem disse que o metal precioso estava fora de moda !? 

Sendo Portugal um dos países com maior indice de penetraçao e utilização de telemovel por habitante, vamos é encher os cofres da nação com telemoveis! Just in case...

domingo, março 01, 2009

Tempos sombrios

Muitos de nós, jovens, nunca terão vivido qualquer verdadeira recessão económica, quanto mais uma depressão. Aliás, mesmo aqueles jovens mais atentos à evolução da sociedade e da civilização nunca talvez ponderaram, sequer, que chegasse uma altura em que tanto pode estar hipotecado no seu futuro, como indivíduos, e acima de tudo como sociedade.

 

Com a quantidade de dissertações sobre a actual crise, importa reflectir sobre como tirar partido da actual situação e, se possível, o que aprender para tornar a sociedade como um todo melhor, queira isso dizer uma nacionalização total dos meios de produção e um novo caminho de mercado para optimizar os recursos disponíveis.

 

O choque na procura mundial por bens e serviços vai eliminar milhões de postos de trabalho e causar a falência de inúmeras empresas, grande e pequenas. Todo o mundo até aqui considerado próspero, fora construido sobre um enorme balão de crédito, que subitamente deixou de existir. E sobre este enorme redimensionamento da economia mundial, pouco haverá a fazer, a não ser suavizar alguns efeitos mais devastadores do ponto de vista humano. Mas é indispensável olhar para o futuro – em todo o mundo, e em particular em Portugal – de uma perspectiva de transformação, de inovação, de construção, de optimismo, sob pena de se perder uma oportunidade única –  talvez em séculos – de lançar as bases para uma sociedade e uma economia sustentável e competitiva. Por mais doloroso que possa ser a transição, nomeadamente ao nível do desemprego com as consequentes crises sociais, é um período crítico de inovação. É este o momento das grandes decisões. É agora possível adequar e redimensionar empresas que viveram anos de constrangimento legal para despedir funcionários não produtivos ou excedentários (e isto aplicar-se-ia à função pública, não fosse o inevitável eleitoralismo); é agora possível criar um espírito de competição e mérito, onde a enorme massa de capital humano disponível para trabalhar irá competir não só para manter o posto de trabalho, no caso dos empregados, como para conseguir o melhor emprego possível, no caso dos desempregados (é talvez uma forma cínica de incentivo à produtividade que durante largos períodos andou afastada das relações laborais); é agora possível eliminar do tecido empresarial as empresas não competivivas, numa verdadeira selecção natural darwiniana; é agora possível ver as vantagens de uma economia de mercado forte, mas também as fragilidades do Estado para regular; é, enfim, agora possível elencar as vantagens da integração europeia e da moeda única, cuja presença de Portugal lhe permitiu manter as portas do crédito abertas para continuar a financiar a dívida pública, manter uma moeda estável e taxas de juro adequadamente baixas sem preocupações de ataques cambiais.

 

Mas nem tudo passa pelos agentes económicos. Cabe também ao Estado como supervisor, regulador e entidade responsável por evitar excessos (tarefa que lhe foi confiada e paga a peso de outro pelos contribuintes) a tomada de decisões orçamentais e fiscais adequadas, e acima de tudo, responsável. Depois do natural choque inicial, é necessário implementar medidas arrojadas. Os constrangimentos são, contudo, enormes, mas a altura é a ideal, tanto do ponto de vista de disponibilidade dos eleitores, como da flexibilidade das autoridades europeias nas contas públicas. A margem de erro é, contudo, reduzida, com os mercados a vigiarem de muito perto a viabilidade do próprio país para contrair mais dívida. Assim, urge impor medidas orçamentais estruturais, ou seja, evitar a tentação do keynesianismo das obras públicas, cujo efeito de curto prazo desaparece, mas a dívida fica, e apostar na competitividade fiscal e atractividade de investimento de qualidade. E acima de tudo, evitar ineficiências e injustiças fiscais; impor definitivamente uma política onde o contribuinte perceba por que paga impostos e qual o seu destino. E fazer isto tudo, com o intuito de suavizar efeitos da crise, mas lançando bases para o futuro.

                                                            

Mas não será só a economia que marcará este período. É normalmente nestas alturas mais depressivas que a criatividade surge e se manifesta mais intensamente. É, portanto, previsível, que a criação artistica sofra novo impulso, nas suas diversas vertentes, inspirada na variedade de dramas humanos e temáticas sombrias que estão a assolar o mundo. A manifestação e a concretização na arte dos desesperos sempre trouxe um novo fôlego à pintura, música e literatura. Verdadeiros legados de como é viver tempos sombrios e difíceis. Também aqui poderemos um dia olhar para este período e ver como a sua intensidade espoletou obras intemporais, para além da memória e da experiência pessoal de entender que o mundo nem sempre mantém a rota de felicidade que aparenta; mas que é nas assimptotas que reside a força da humanidade para se renovar, recriar e reaparecer mais forte e mais sustentada.



in Jornal "O Jovem" da JP da Maia

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Thain despedido do Bank of America

John Thain, o ex-CEO da Merrill Lynch que foi adquirida pelo Bank of America no fim de semana em que a Lehman Bros faliu, foi despedido hoje. Tudo porque para além do estranho caso de pagamento de bónus antecipadamente (antes da concretização da aquisição) e das perdas supresa no ainda à data Merrill Lynch, foi surpreendido pela divulgação da factura da redecoração do seu escritório. Ao que consta, a conta superava o milhão de dolares (!!!!).

Veja a lista de compras (que inclui um tapete de 80 mil dolares) exuberantes e a história completa aqui:


quarta-feira, janeiro 21, 2009

Portugal sofre downgrade

A Standard & Poor's cortou um notch a notação de risco da dívida da República Portuguesa. Apesar de este corte estar ja há muito descontado nos mercados internacionais (nos Credit Default Swaps o nível de risco português cota cerca de 140 pontos base acima da taxa de swaps), este corte terá sem dúvida forte impacto no acesso ao crédito das empresas e banca portuguesa.

Logo à partida, se os bancos pagam mais caro a sua dívida a estrangeiros, menor será a transferência dos bancos de eventuais descidas de juros para os clientes.

Mas convém também referir que Portugal sofreu este downgrade a par da Espanha e Grécia (dos chamados PIGS - Portugal, Italy, Greece e Spain -, so falta mesmo a Itália...), o que significa que em termos de spread de crédito para o benchmark, ou seja, o Governo Alemão, a diferença já ultrapassa na caso português os 20o bp. Isto é, Portugal para pedir dinheiro emprestado terá de pagar mais 2% de juros que o Estado Alemão.

Sintomático de anos e anos de pseudo-reformas sem nada mudar estruturalmente. Que a actual crise nao sirva de desculpa, porque tempo e dinheiro houve para mudar...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Imprimir dinheiro

Não, não vou propor que se comece a imprimir notas na impressora la de casa. Mas ao nível dos Bancos Centrais, a questão já se põe.

Nos bancos centrais tradicionais, como o japonês, americano ou inglês, o mandato inclui a possibilidade de expansão monetária, ou seja, a criação de moeda.

Contudo, o Banco Central Europeu tem como único objectivo a manutenção da estabilidade de preços no longo prazo. Num cenário normal, isto não inclui criação de moeda para além do normal. No cenário actual...também não. Se a situação actual é grave e a recessão uma certeza, a saída da crise dificilmente será a expansão monetária. Tal poderá ter efeitos no curto prazo (e então estamos na pura teoria keynesiana), mas no longo prazo implica inflação descontrolada. 

O dilema do ECB é, porém grande. O perigo de forte recessão pode empurrar a medidas de curto prazo, tal a pressão e emergencia actual. Se temos ou não a capacidade de olhar para o futuro com uma perspectiva de sustentabilidade é o que resta saber. À partida, o ECB tem o mandato para tal.

RBS: the rise and fall

O Royal Bank of Scotland, um banco sediado em Edimburgo mas na ultima decada se expandiu a um ritmo alucinante (a par da bollha imobiliaria...), foi hoje praticamente nacionalizado. 

Sua Magestade, a Rainha Isabell II detém agora 70% do banco. Detém também um dos bancos com piores balanços em termos de activos toxicos, com as piores perspectivas de lucros futuros. A avaliar pelos resultados actuais, há muito trabalho para os subditos do Reino. 

O RBS é um caso sintomático dos exageros que foram sendo cometidos. Aquisição atras de aquisição, culminadas com a compra exuberante do ABN Amro por valores que dariam para comprar praticamente todos os bancos do mundo, e hoje obrigado a fazer o write down das mais-valias dessa aquisição...em 20 mil milhões de GBP. 

Hoje, com a emissão de direitos em acções ordinárias a 31,75 pence (de Libra esterlina), a acção caiu mais de 60%.

O fim está perto.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Calvin&Hobbes há 15 anos atrás...

Mexe agora na Euribor Socrates....

A República está em vias de ver o seu rating cortado para A+ (somos actualmente AA- no S&P). Com isto, o dinheiro a crédito fica mais caro. Tanto para a dívida publica que necessitamos anualmente de refinanciar nos mercados internacionais, como para os bancos que se financiam também no exterior. Isto quer dizer que mesmo que a Euribor caia, se o risco de Portugal aumentar, esse efeito é diluido.

E nao vale a pena esconder o porque deste corte do S&P. Portugal tem uma dívida externa astronómica e propoe-se a gastar ainda mais com este Governo.

Esta irresponsabilidade tem um preço. Nos juros para começar. Claro que nisto o Primeiro Ministro já não diz ter metido o dedo.