A RTP ganhou surpreendentemente o concurso de direitos televisivos em sinal aberto da I Liga de futebol. Nada de mais estranho portanto. E quanto mais pensamos nisso, mais estranho fica. Senao, vejamos:
1. A RTP é uma empresa pública. (inclua-se na definiçao, a má gestão, inerente a quase tudo o que é gerido pelo Estado).
2. O corolário de 1. é que é uma empresa falida, onde é necessário injectar capital (dos contribuintes, ora pois!) e fortemente subsidiada.
3. Sendo uma empresa pública, deve servir os interesses da sociedade. Eu gosto de futebol, mas isso nao significa que o futebol seja algo com impacto positivo na sociedade. Penso eu (de que).
4. Dir-me-ão, o futebol traz receitas publicitárias. Correcto. Mas o mundo está em recessão, a publicidade está a apertar o cinto, como toda a gente. Isto significa que o NPV deste projecto é menor, tanto maior for a oferta pelos direitos. Ora, sendo de grande interesse para qualquer televisão sem o enviesamento de ser detida pelo Estado, não lhes é permitido abdicar facilmente destes direitos. Ou seja, oferecem o maximo que podem para ainda ter lucro na operaçao. A RTP ofereceu mais que os canais privados.
5. A diferença entre o que a RTP oferece e o que a TVI oferece é o que a sociedade como um todo PERDE por não optimizar o mercado via privados. É uma externalidade...so que o futebol não é um bem publico... a RTP é que é... Por isso perde-se também o custo de oportunidade do montante pago (retirando a tal diferença) que poderia ser aplicado em programação de qualidade que servisse o interesse público, seja la o que isso for.
6. Nao vou falar sequer em ligaçoes ZON-PS-Joaquim Oliveira-etc.
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sexta-feira, julho 25, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
Marinho Pinto e os moinhos de vento

Marinho Pinto disse o que poucos tinham tido coragem para dizer em publico nos ultimos tempos. Todos conhecem os casos, ou pelo menos ja ouviram falar. Todos conhecem o grau de corruptabilidade do sistema administrativo e politico nacional, mas dado o grau de podridao do sistema, torna-se impossivel acusar, quanto mais provar ou condenar.
Resultado de anos de repressão, dirão os conservadores de esquerda ortodoxa.
Resultado de excessivo peso e gordura do Estado, cheio de vicios burocráticos, que permite todas estas situações perfeitamente abomináveis.
Com estes politicos, que fazer ?
terça-feira, outubro 23, 2007
Caixa de Pandora

Está aberta a caixa de Pandora em relação às pensões e descontos para a Segurança Social. Mais ou cedo ou mais tarde, acabaria por ser inevitável.
O facto é que o Estado mais uma vez penaliza os seus contribuintes mais fieis pela sua ineficiência na gestão de recursos. E penaliza os pagadores pelos que fogem. Tudo isto sob a forma de défice e desequilíbrio orçamental.
Os pilotos da TAP resumiram bem a situação: trabalhar mais e receber menos pensão, ainda por cima quando já fizeram as suas contribuições durante largos anos. Para agravar, o estudo que revela que poucos são os pilotos que passam dos 65 anos...
Claro que a classe dos pilotos não deve ser excepção. Porque se for, todos poderão ser. A questão não é o ser piloto, a questão é mais uma vez o Estado se intrometer demais, gerir mal, engordar e retirar fundos onde lhe é mais fácil. Se o Estado devia ou não ter Segurança Social, essa é outra questão, mas não ter honra nos fundos que lhe são confiados durante uma vida, ainda por cima de forma obrigatória (obrigação criada por esse mesmo Estado), isso já roça a desonestidade.
Entretanto, fica o primeiro registo de esquerda populista do PSD, que não perdeu a oportunidade para cegamente defender os pilotos da TAP sem sequer tocar na questão essencial.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Flexigurança: o que é ?
Para os sindicatos, flexigurança significa despedimento (e é isso que é publicitado para as 180 000 almas hoje presentes na manifestação no Parque das Nações).
Para Sócrates, é um nome bonito, fácil de usar e propagandear, sem nenhum sentido profundo.
Para os economistas, não passa de uma leviana balança entre as exigências dos sindicatos radicais e a necessidade de desenvolvimento da legislação laboral com elevadíssimos custos para TODOS os contribuintes.
Não há flexibilidade sem mobilidade laboral e social. Não há legislação do Estado que obrigue e facilite esse movimento. Não há segurança a dar num país onde a legislação laboral é das mais rígidas da OCDE. Rídiculo é pensar que as empresas devem manter postos de trabalho porque o Estado assim o diz... Se a empresa não necessita desse trabalhador, porque raio deve o Estado obrigar a mais essa contribuição social, não é para isso que servem os já elevados impostos ?
Para Sócrates, é um nome bonito, fácil de usar e propagandear, sem nenhum sentido profundo.
Para os economistas, não passa de uma leviana balança entre as exigências dos sindicatos radicais e a necessidade de desenvolvimento da legislação laboral com elevadíssimos custos para TODOS os contribuintes.
Não há flexibilidade sem mobilidade laboral e social. Não há legislação do Estado que obrigue e facilite esse movimento. Não há segurança a dar num país onde a legislação laboral é das mais rígidas da OCDE. Rídiculo é pensar que as empresas devem manter postos de trabalho porque o Estado assim o diz... Se a empresa não necessita desse trabalhador, porque raio deve o Estado obrigar a mais essa contribuição social, não é para isso que servem os já elevados impostos ?
domingo, outubro 14, 2007
Mistérios da Religião ( II )
Mário Soares foi na passada semana nomeado presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, instituída em 2004.
Nada melhor que o maior crítico e devastador da Igreja Católica em Portugal - assim de todos os actos beneméritos e sociais que tal acção põe em causa -, para este lugar.
Alias, as suas ligações conhecidas á Maçonaria indicam toda a intenção da nomeação.
Nada melhor que o maior crítico e devastador da Igreja Católica em Portugal - assim de todos os actos beneméritos e sociais que tal acção põe em causa -, para este lugar.
Alias, as suas ligações conhecidas á Maçonaria indicam toda a intenção da nomeação.
quinta-feira, outubro 11, 2007
A propósito do OE 2008
Maior receita e mesma despesa = menor defice. Correcto.
Mas maior receita e mesma despesa = maior Estado. Também correcto. Infelizmente
Mas maior receita e mesma despesa = maior Estado. Também correcto. Infelizmente
quarta-feira, outubro 10, 2007
Cesar e Jardim juntos !
Finalmente tudo ficou mais claro. Os territórios insulares pretendem duas coisas: mais dinheiro e mais independência do Estado.
Ora, qualquer adolescente sabe que só com mais do primeiro consegue a segunda. O problema é que o adolescente precisa conquistar a independencia auferindo dinheiro. As regiões autónomas pretendem pura e simplesmente que o Estado contribua e ao mesmo tempo providencie mais independencia. Neste caso, independencia, terá que começar pela financeira... Nada deveria afligir mais o contribuinte médio portugues que ver os senhores presidentes das regiões autónomas inaugurar obra atras de obra, cada uma mais inoportuna e inutil que a antecendente...
Ora, qualquer adolescente sabe que só com mais do primeiro consegue a segunda. O problema é que o adolescente precisa conquistar a independencia auferindo dinheiro. As regiões autónomas pretendem pura e simplesmente que o Estado contribua e ao mesmo tempo providencie mais independencia. Neste caso, independencia, terá que começar pela financeira... Nada deveria afligir mais o contribuinte médio portugues que ver os senhores presidentes das regiões autónomas inaugurar obra atras de obra, cada uma mais inoportuna e inutil que a antecendente...
E eu que pensava que a MoveAveiro era má...
... a Carris é ainda pior.
Não se compreende os atrasos em transportes públicos, muito menos em numa suposta capital europeia.
Sem mobilidade interna não ha mobilidade do facto trabalho que resista...
E claro, só quando houver ou liberalização ou privatização total dos serviços de transportes a incompetência pode acabar... Porque o mercado é implacável com a incompetência, ao contrário do Estado...
Não se compreende os atrasos em transportes públicos, muito menos em numa suposta capital europeia.
Sem mobilidade interna não ha mobilidade do facto trabalho que resista...
E claro, só quando houver ou liberalização ou privatização total dos serviços de transportes a incompetência pode acabar... Porque o mercado é implacável com a incompetência, ao contrário do Estado...
quarta-feira, setembro 26, 2007
Quem falta processar nos EUA?

Um Senador Norte-Americano do Estado do Omaha decidiu processar judicialmente....Deus ! Ao que parece o Senador pretende levar Deus à barra do tribunal do Douglas County District por considerá-Lo responsável pelas terríveis catastofres naturais que têm assolado a região. E tenta ao mesmo tempo provar que o sistema judicial americano de tão fácil que é processar alguem, roça o rídiculo. [ ver notícia aqui ]
Curioso verificar que as testemunhas nos EUA juram sobre a Bíblia Sagrada dizer toda a verdade, o que só por si implica a aceitação pelo tribunal que Deus de facto existe. Ora, se existe, naturalmente que pode ser processado...
Na mesma linha de raciocínio, proponho que alguém processe Deus ou Jesus Cristo em Portugal. Este processo seria uma verdadeira dor de cabeça para o sistema judicial português. Não pelo suposto arguido não poder ser presente a tribunal, mas antes por este eventualmente sobreviver anos suficientes para assistir ao processo todo... Coisas do sobrenatural, portanto.
Curioso verificar que as testemunhas nos EUA juram sobre a Bíblia Sagrada dizer toda a verdade, o que só por si implica a aceitação pelo tribunal que Deus de facto existe. Ora, se existe, naturalmente que pode ser processado...
Na mesma linha de raciocínio, proponho que alguém processe Deus ou Jesus Cristo em Portugal. Este processo seria uma verdadeira dor de cabeça para o sistema judicial português. Não pelo suposto arguido não poder ser presente a tribunal, mas antes por este eventualmente sobreviver anos suficientes para assistir ao processo todo... Coisas do sobrenatural, portanto.
terça-feira, setembro 11, 2007
A RTP e os contribuintes
Segundo o Diário de Notícias, cada contribuinte paga mais de 500 eur por ano para a RTP.
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
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