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sexta-feira, março 20, 2009

Os bónus dos executivos ( II )

Passou no senado norte-americano por larga maioria um imposto especial de 90% ( !!!!!!!!!! ) sobre os bónus dos colaboradores das empresas "bailed-out" pelo Governo americano.

Algo me diz que isto nao é a solução...

quarta-feira, março 18, 2009

Os Bónus dos executivos

A grande polémica do momento nos EUA e na Europa são os bónus pagos aos colaboradores, de acordo com o seu rendimento.

A questão é saber se o facto das empresas não serem lucrativas durante o periodo em questão, tendo mesmo que ser socorridas pelos respectivos Governos, com dinheiro dos contribuintes, é ou não suficiente para não cumprir os contratos estabelecidos.

Se de facto esses contratos nao preveem que esses bónus so possam ser pagos em caso de lucros, então de facto a empresa deverá considera-los como um custo inerente ao rendimento dos trabalhadores. Contudo, sendo a alternativa a falência, será correcto pagar esses bónus?

Por outro lado, será razoável retirar os rendimentos contratualmente merecidos aos colaboradores, so porque, por um lado a gestão foi má, e por outro, há enorme pressão de desemprego que impede esses trabalhadores de reclamar sob pena de perder o emprego ?


sábado, março 14, 2009

Pirate Bay transformado em movimento cívico

A polémica está lançada. Após o encerramento do site Pirate Bay por um tribunal sueco, surge agora um movimento cívico transformado em partido político da Suécia e com vontade de eleger um deputado para o Parlamento Europeu. Ao que parece está a reunir bastantes apoios junto dos eleitores mais jovens da Suécia e por essa Europa fora.

Para os curiosos, aqui fica o site: 

sexta-feira, março 13, 2009

one trillion dollars

Quem nunca tentou imaginar o que significa 1 trillion de dolares (em bom português, um bilião de dolares)?

Aqui finalmente essa visualização é possível.

Islândia

Vou iniciar uma série de posts sobre este estranho país cuja principal vantagem comparativa da economia(na expressão de David Ricardo)é a pesca, mas que se tornou num gigantesco hedge fund, sem particular especialização ou dotação, mas a que aos seus bancos foi permitido todo o tipo de loucuras, incluíndo disponibilizar à economia crédito financiado por moeda estrangeira. Claro que hoje a moeda local (a coroa islandesa) não tem valor (ninguem aceita ou sequer lhe dá um preço) e a dívida deixada pelos 3 bancos existentes ronda as 8,5 vezes o PIB islandês, e o Glitnir, Kaupthing e Landsbanki naturalmente faliram.

A Vanity Fair fez uma reportagem fantástica sobre este país que aconselho vivamente ler:

http://www.vanityfair.com/politics/features/2009/04/iceland200904?printable=true¤tPage=all

Madoff finalmente na cadeia

Bernie Madoff, o responsável pelo maior esquema Ponzi (ou Dona Branca, como por cá é conhecido) da História (ou será o de Sir Allen Stanford???), declarou-se hoje culpado dos crimes de que é acusado, arriscando-se a cerca de 150 anos de prisão.

Uma das mais relevantes regulações num mercado liberal é precisamente a punição. Sem ela, nada é livre, tudo é arbitrário e perigosamente grotesca.

Fica a questão: o que é um mercado ou uma economia sem punição dos infractores ?

Um caos?

Uma economia com incentivo ao crime e à corrupção?

Faz lembrar algum país em particular ?

quarta-feira, março 04, 2009

Diáspora aveirense do programa Contacto na blogosfera







O seu telemovel vale ouro !

Segundo dados recolhidos pela Bloomberg, cada tonelada de telemovel tem quase 350 g de ouro ! Quem disse que o metal precioso estava fora de moda !? 

Sendo Portugal um dos países com maior indice de penetraçao e utilização de telemovel por habitante, vamos é encher os cofres da nação com telemoveis! Just in case...

quarta-feira, setembro 12, 2007

A demagogia da CM de Lisboa...

...é sem precedentes. Se concordo plenamente que o estacionamento ilegal é algo a naturalmente combater, a verdade é que Lisboa é uma cidade que não dispoe de transportes públicos suficientes em quantidade e em qualidade (no sentido de extensao e de horario) para fazer evitar a quantidade de carros a circular na cidade. Não pode haver a demagogia fácil de que é preciso retirar carros do centro da cidade, e ao mesmo tempo incentivar as pessoas a viver nesse mesmo centro e sem proporcionar sufientes meios de transportes publicos, para tornar o carro um luxo.

Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...

Só a titulo de exemplo:




sexta-feira, setembro 07, 2007

Trichet nao mexe na taxa de juro da zona Euro

Por muito duro que possa ser para os detentores de créditos à habitação, a verdade é que esta "não mexida" por parte de Jean-Claude Trichet na taxa de juro de referência não pode ser bom sinal.

Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?

quarta-feira, setembro 05, 2007

Caetano Alves novo vereador da CM Aveiro

Devido à suspensao de mandato do vereador Jorge Greno, a CM de Aveiro vê agora o Prof. Doutor Caetano Alves assumir funções.

Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.

Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.

A ler: opinião de um rico que já nao quer emprestar dinheiro a pobres

«A Wall Street Trader Draws Some Subprime Lessons: Michael Lewis
2007-09-05 00:05 (New York)


Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)

That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.

Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.

2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.

3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.

4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.

A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.

Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.

5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.

Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)

But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.

(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»

fonte: Bloomberg