sexta-feira, março 31, 2006
e-Goverment em Aveiro ?
Aveiro lidera ranking de governo electrónico municipal Aveiro ocupa o primeiro lugar de um ranking relativo ao grau de desenvolvimento de serviços de governo electrónico municipais (eGovernment) entre 39 cidades portuguesas analisadas por um recente estudo comparativo elaborado pelo Instituto de Empresa - Business School, de Madrid, Espanha.
As cidades de Aveiro (9.75), Castelo Branco (9) e Vila Nova de Gaia (8.75) alcançam as melhores pontuações nos 16 serviços analisados segundo a unidade de medida usada pelos autores (eValor). A média nacional é de 4,7.
O estudo da autoria de José Esteves (director da Cátedra Software AG - Alianza Sumaq en eGovernment) e Bruno Sousa (estudante de informática no Instituto Superior de Tecnologias Avançadas) reporta-se a dados obtidos em Janeiro de 2006 divididos em cinco categorias: Presença na Internet, Informação Urbana, Interacção com o Cidadão, Transacção e eDemocracia.
Os serviços dizem respeito à disponibilização de impressos, operações, certificado digital, pagamentos, seguimento, pasta do cidadão, mapa das ruas da cidade, transportes, actas das reuniões camarárias, pesquisa, mapa web, correio electrónico, número de telefone, personalização móvel e participação cidadã.
Nas conclusões, os autores destacam Aveiro e Castelo Branco por estarem “num estádio de desenvolvimento bastante avançado comparativamente as restantes”.
Os resultados acabam por evidenciar que “a maioria das cidades portuguesas estão numa fase muito prematura do governo electrónico”.
Existem, contudo, várias cidades empenhadas em oferecer serviços aos cidadãos, alguns dos quais “complexos a nível transaccional e de eDemocracia”.
Indicadores
» Apenas 38,5% das cidades oferecem todos os eServiços municipais considerados básicos;
» A percentagem sobe para 92,3% nas cidades que oferecem interacção;
» Apenas 30,8% das cidades oferece serviços de participação cidadã através da Internet (com relevo para impressos, correio electrónico e telefone);
» 41,0% disponibiliza informação urbana (eServiços relacionados com a mobilidade dos cidadãos e visitantes);
» A eDemocracia é a fase que se encontra menos evoluída com apenas 30,8% de cidades a oferecer este tipo de serviços;
» O estudo constata uma enorme discrepância entre os serviços oferecidos entre cidades de um mesmo distrito ou região;
» Quando o estudo faz a comparação entre Portugal e Espanha, chega-se à conclusão que o eValor médio das cidades espanholas é superior.
in Notícias de Aveiro, 31-03-2006
[tem inclusive um link para o pdf do estudo completo sobre e-goverment do Instituto de Empresa. Aqui.]
Eleições na concelhia do PS
quinta-feira, março 30, 2006
Contradições de um Estado dito patriarca
Neste cenário, o mais natural era que houvesse incentivo à natalidade, para que o problema que inicialmente é demográfico se resolva pela via demográfica. Sim, porque há um princípio que defende a resolução de problemas pela mesma via por onde vem o seu problema. O problema do sistema de reformas e pensões é, na sua raíz, de caracter demográfico. O facto de existir desemprego, reformas antecipadas, pouca população activa não é senão uma consequencia do aumento da esperança média de vida. Com qualidade. Então, não se pode resolver um problema demográfico com soluções financeiras, económicas, sociais ou políticas, ou nem mesmo legislativas. Não. É certo que demorará mais tempo, mas será consistente e duradouro, resolverá ESTRUTURALMENTE o problema, e não conjunturalmente, adiando o problema para periodos de maior desafogo orçamente (onde esperançadamente - usando e traduzindo directamente o hopefully - não teremos um governo socialista/despesista no poder).
É também certo que uma política/solução estrutural baseada na demografia para além de demorar muito mais tempo, custa muito mais no imediato e para além disso, eu diria acima de tudo, não usa a usual política cega de redistribuição de rendimentos nem a ineficaz aplicação de recursos que o Estado tanto gosta.
Mas mais curioso que isto tudo, é saber que se já o simples facto de nada se fazer neste campo seria mau, o Estado consegue (como sempre) ir mais longe na imbecilidade. Pasme-se: segundo o relatório da OCDE "ao contrário do que seria de esperar a dedução específica por cada contribuinte casado é menor do que para os solteiros". Não só não há uma política consistente de apoio e incentivo à natalidade (antes apoio a algo que o mercado não pode definir e portanto não competente, do que apoios cegos a investimentos não rentáveis) como não se trava o acentuar da disparidade entre população activa e população reformada/idosa. Se há algum ponto da sociedade onde o Estado pode e deve actuar é ao nivel dos incentivos demográficos, onde parece-me ser consensual a absoluta necessidade de aumentar o numero de nascimentos. Como se não bastasse este disparate do Estado, ainda há as imbecilidades habituais na extrema esquerda, querendo não só facilitar os divorcios, como atentar continuadamente contra a celula fundamental da sociedade: a família.
O Estado já que tem esse seu sentido patriacal tão vincado, poderia praticar uma política de apoio à família e aos nascimentos que teria como consequência uma melhoria do bem-estar geral da sociedade, alterando estruturalmente a demografia actual. O valor da família não é um argumento político usado pela Direita, é antes uma pedra fundamental na construção de uma sociedade que se quer equilibrada!
quarta-feira, março 29, 2006
MNE mais uma vez sem rumo...ao Canadá
Este caso flagrante em que o MNE se desloca ao Canadá depois e apenas depois das muitas críticas e lamentos dos emigrantes expulsos demonstra não só a sua falta de preparação como também um populismo extremo para consumo interno e um continuar de ajoelhar perante tudo e todos no exterior.
A questão é tão óbvia e tão simples, não fosse um grave problema humano para os que foram expulsos. Mas a esses o MNE já não poder solucionar o problema, já que presumo que o MNE do Canadá não tenha a mesma política genuflectida face ao exterior.
O que parece ninguém quer dizer é que os tais emigrantes foram simplesmente borlados no Canadá, sendo (mal) aconselhados a pedir um estatuto de refugiados políticos para legalizar as suas situações. Ora, que eu sabia Portugal é uma democracia aos olhos do mundo, não repressão nem perseguição; nem sequer me parece que o primeiro destino de um refugiado de Portugal fosse o Canadá. Mas tudo isto é bastante estranho. Ao MNE não compete ir PEDINCHAR ao Governo do Canadá para que resolva o problema de quem quis fazer passar-se por refugiado, apelidando o Estado Português de não-democrático. Se houve burla, o caminho certo são os tribunais. Não vou comentar a actuação do Governo do Canadá porque parece-me que em termos formais é irrepreensível. Alias, varias oportunidades foram dadas e aproveitadas a quem se quis legalizar. E se compreendo o rídiculo da situação para o Canadá não querer aceitar refugiados politicos de um País democratico e em Paz, já nao percebo a actuação deste MNE querendo fazer passar a imagem de pregador da diplomacia mundial, acedendo a tudo e todos a bem da popularidade do MNE e em deterimento do prestigio e honra de Portugal no Mundo.
Uma palavra final para os expulsos do Canadá: lamento profundamente os dramas humanos que aconteceram e fica a minha solidariedade pelo facto de terem sido enganados noutro País, no qual procuravam uma vida melhor. So peço é que compreendam que a actuação do MNE em nada os vai ajudar; foi uma pura manobra de show off político que este MNE já nos tem habituado.
terça-feira, março 28, 2006
Simplex ou 333, metade do número da besta ( I )
«O Diário da República já é gratuito
Ao contrário do que parece querer dizer o João Miranda, a Imprensa Nacional diponibiliza gratuitamente on-line todos os diários da república (da I série, aquela em que são publicados os actos legislativos e outros de especial relevância) publicados desde 1960. Basta ir aqui e escolher a opção "pesquisa".O problema é que a "pesquisa" permitida no acesso gratuito é muito pobre: por data ou por nome de diploma. Isto significa que, se o interessado não souber o número do diploma nem a data em que foi publicado, não encontrará nada. A pesquisa por palavra chave apenas existe no acesso pago (assim justificando a INCM os preços exorbitantes que cobra por tal acesso).Uma dificuldade acrescida resulta do facto de, quando por acaso se consiga encontrar o que se procura, ter de se fazer o download de um documento que contém todo o diário da república do dia em causa (por vezes são centenas de páginas), mesmo que se queira apenas ver uma Portaria com dez linhas.A somar a este estado de coisas, está o facto de as versões gratuitas do DR não poderem ser impressas em papel, já que os pdf da versão gratuita se encontram protegidos, sabe-se lá porque razão misteriosa(1), por palavras-passe anti-cópia e anti-impressão (do que se conclui que o ataque ao DR em papel não é de agora...)(1) A tal mistério não será alheio o facto de a INCM se arrogar titular de direitos de autor sobre o layout das páginas»
Meritocracia
E fico nesse tal estado de choque quando mais frequentemente do que estaria à espera observo que por essa esquerda fora parece que não é só a palavra "neo-liberalismo" que surge como uma espécie de bicho mau da humanidade. Agora também a "meritocracia" parece ser "mais um dos males do imperialismo e capitalismo selvagem". Vejo insurgentes esquerdistas atacarem a cultura do mérito como que um atentado à humanidade ou à liberdade ou mesmo ao bem-estar de todos. Incrivel...!
Como se ser-se ou tentar-se ser melhor que os outros ou pura e simplesmente ter uma vantagem comparativa (o que não significa de todo que se tenha um sentimento de superioridade) ao nível da produção seja de conhecimento, seja de rendimento seja do que for (incluíndo a cultura) seja um crime. Parece que o direito à mediocridade é adquirido e inalienável, ou mesmo uma forma imprescíndível de manter a igualdade de todos em deterimento dos níveis gerais de bem-estar, à conta do mérito de cada um.
Parece ser quase crime lesa-Pátria ser-se mais produtivo e ter-se uma remuneração do mercado em conformidade. É esta a cultura Socialista (no seu mais puro sentido ideológico que não necessáriamente do actual Governo...) que a História fez questão de ir abolindo mas cujos restícios em Portugal parecem querer continuar a minar o nosso desenvolvimento.
Liberdade é de facto um valor de Direita, porque ser-se livre é também ter a Liberdade de merecer o que aufere e auferir o que se merece!
Pista de Remo com ou sem Estado
A questão principal é que o projecto não se reduz ao plano desportivo. Terá impacto económico, social e humano em Cacia e na Região, pelo que cada vez compreendo menos a posição ainda oficiosa do Sec. Estado. Alias, depois de ler a posição do vereador do PS na CMA (aqui), e depois de ter afirmado publicamente ontem que não estaria preocupamento nem acreditaria nesta posição do governo como uma forma de desfavorecimento a uma Camara Municipal de cor diferenta da do Governo, eis que surge um vereador do PS fazendo acusações ao actual Presidente que parecem premeditadas, como que numa acção conjunta de denegrir a imagem de Elio Maia e do Executivo.
Frases como «andou mal mais uma vez, porque não se promete uma coisa que não se pode cumprir» ou «é evidente que não falou com quem devia falar e não fez o seu trabalho de casa, que era garantir esse mesmo financiamento, o qual anunciou de uma maneira tão floral na reunião pública de Cacia». É obvio que se esqueceu da forma floral como também o anterior Presidente o fez. Ou como este tinha como certo aquilo a que se pode chamar a palavra de honra do Governo, consubstanciada num Protocolo. Quem parece não pode cumprir com a sua parte, neste caso, é o Governo, que entre as romarias, festas e flash's com que nos vem brindando, não arranjou cabimentação orçamental para um obra já prometida num protocolo. Mas mais, estas afirmações do vereador parecem tão mais graves, quanto qualquer Presidente da CMA, fosse de que cor partidária fosse, se comprometeria com os seus cidadãos e munícipes para o arranque tão rapido quanto possível desta obra, que espera ha tanto tempo...porque quem faltou com a palavra foi e é o Governo de Portugal...
segunda-feira, março 27, 2006
Portas
Folgo em saber que nem sempre mantém a sua postura do politicamente correcto do programa "Estado da Arte". É bom saber que continua vivo o político que movimenta e entusiasma a Direita portuguesa e que suscita ódios e revoltas na Esquerda portuguesa.
Portas falou de História, falou de Esperança e falou dos Jovens. Falou de Liberdade como um valor de Direita.
Falou de História quando referiu que Portugal em 15 anos sofreu alterações nas suas fronteiras como há muito não se via. De 1974 em que se viu reduzido a Portugal Continental e Ilhas, à entrada na União Europeia. Mas disse também que não devemos ter vergonha do Passado. Da nossa História. Afirmou (e eu aplaudi de pé) que «o "Fascismo" - e sublinho Fascismo entre aspas porque científicamente não existiu Fascismo em Portugal, existiu sim uma ditadura autoritária, e nós sempre repudiámos as ditaduras -, faz parte da nossa História». Mais, não nos devemos envergonhar do 24 de Abril, porque se não tivesse existido um 25 de Novembro não haveria Liberdade.
Democracia não é um valor, mas sim a Liberdade. Democracia é um sistema. Imperfeito. Como tal melhorável.
E falou dos jovens e da esperança. Falou de como os jovens não estão presos ao estigma da Constituição feita em 1975. E são livres de a criticar. Falou da esperança e como ela pode significar sonhar com um País que não deixe os seus melhores quadros partir por não lhe dar oportunidades.
Mas a mensagem que penso ser a mais importante é a da Liberdade. Não é possível haver liberdade sem livre iniciativa. Com entraves ao investimento. Que maior liberdade pode haver que a não intromissão do Estado na Economia, nas decisões económicas dos privados? Liberdade também em relação à propriedade privada. À livre iniciativa. Esta Liberdade só existe à Direita. A Liberdade não é um valor de Esquerda. Nunca foi. A liberdade à Esquerda é interesseira, populista, hipócrita.
domingo, março 26, 2006
Mais um blog aveirense
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 23, 2006
livre arbítrio ou "God is a DJ"
http://www.youtube.com/watch_fullscreen?video_id=AW1jB0ey1ZE&l=491&fs=1&tit
A quem servir...
Guilerme Damas, JS
quarta-feira, março 22, 2006
O Público editou hoje um artigo do Dr. Manuel Monteiro que este subscreve como «Líder do Partido da Nova Democracia».Note-se bem: o Dr. Monteiro não se intitula «Presidente», «Secretário-Geral» ou «Dirigente» do PND, mas «Líder». A expressão remete, como se sabe, para dons carismáticos dos seus titulares, para características de chefia, de força, de personalidade vincada, atributos que são necessariamente correspondidos pela admiração e seguidismo de um numeroso séquito de militantes.Ora, não tendo o PND praticamente existência, essa reclamada liderança não poderá deixar de ser uma ficção, o que até mesmo o Dr. Monteiro já compreendeu. Só se lidera o que existe e, manifestamente, não será o caso do partido da andorinha. Salvo melhor opinião, o que o Dr. Monteiro pretendeu foi enviar uma subliminar mensagem aos militantes do CDS que, órfãos de um líder forte que os guie num longo jejum de poder, necessitam de resolver esse problema urgentemente. Talvez devesse usar um estilo mais directo. Por exemplo: «Oferece-se Líder sério e com carisma de longa duração assegurado. Experiência compravada e boas referências de outros líderes partidários. Responder ao nº 44 deste jornal e enviar fotografia de corpo inteiro.»
in Blasfémias 2006-03-22
terça-feira, março 21, 2006
State-of-the-art ou a arte de reaparecer no nevoeiro ( II )
Portas esteve mais solto, continuando muito politicamente correcto, mas sempre num tom muito calmo e convicto, a espaços roçando ainda a pose de Estado.
Ninguém deixa de reparar nas agora longas patilhas, no cabelo sui generis e nos dentes que quase cegam de tão brancos. Uma clara americanização do agora mais conservador Portas, muito preocupado com a sua imagem. Nada é feito ao acaso, cada passo dado é pensado e repensado ao pormenor.
Melhorou claramente em relação ao programa anterior. Muito diplomático em relação ao CDS-PP, mas lá deixou sair que considera um erro o congresso extraodinário.
Suplemento do FT dedicado a Portugal
E aqui fica o abstract:
Painful measures are being implemented to put the country back on track. In the economy, conflict between the need for austerity and the desire for growth will not be easily resolved. Hopes are high for a period of stability in government after four changes of administration in four years.
FT 2006-03-21
Coincidências...
O CDS-PP sugeriu na AM que a auditoria fosse feita por uma entidade pública...
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente"...
Surge a Auditoria do IGF às contas da CM de Aveiro para os anos de 2003-2005...
Há eleições na concelhia do PS em Aveiro onde um dos candidatos leva aparentemente vantagem face ao outro que é conotado com um ex-presidente da CM de Aveiro...
Candidatos à CM de Aveiro que não admitem ocupar lugar de vereador por terem perdido as eleições e "serem candidatos a Presidente" voltam com a palavra atrás...
segunda-feira, março 20, 2006
CDS-PP
E a partir daqui muitos dirão que a luta interna latente no CDS-PP pouco tem a ver com ideias. Aparentemente sim. Em parte sim. Mas no CDS-PP não nem nunca houve hipocrisias: não se abdica de convicções por interesses de união partidária, vista de uma perspectiva externa. Não. Custe o que custar, a quem custar, o CDS-PP é o partido mais democrático internamente. Não se pede unânimidades em braços no ar em comités centrais, não se vota num líder porque é o que interessa mais ao Partido, não se escondem ideias, nem se escondem divergências.
E este é, penso, um debate essencial para o País. Pode ser uma batalha entre o conservadorismo tradicional e o liberalismo (ou neo-liberalismo, como preferirem). Tudo isto sob um vulto de um ex-líder que todos já perceberam que quer voltar. Um ex-líder que como ninguém soube reunir conservadorismo e liberalismo, a forma hibrida onde deve focar-se o partido no futuro. Não que isto queira dizer que o actual não esteja a preparar o futuro. Está e bem. O trabalho desenvolvido ao nível interno, quer de organização do partido quer de trabalhos de fundo no âmbito do aprofundamento de temas importantes, actuais e futuros, ao nível quer de estudos quer de conferências, é muito importante. Faltará talvez maior visibilidade pública a este trabalho.
Mas o futuro Congresso Nacional deverá ser decisivo. Quem não avançar agora correrá o risco de perder legitimidade para críticar. Quem não avançar agora dará mais uma legitimação ao actual líder. Mais uma depois do congresso em que foi eleito e das directas a que submeteu. Ribeiro e Castro jogou bem. Os adversários não estão preparados, e mesmo que estivessem, é demasiado cedo para dar o golpe final. Aqui reside a grande dúvida. Quem avançará e por quanto tempo. A verdade é que o CDS-PP não pode perder muito mais tempo a arrumar a casa. Os críticos da actual direcção tem agora uma oportunidade de ouro para se fazerem ouvir em sede própria. A acual direcção tem uma oportunidade de ouro para calar a crítica. Seja como for, será mais um congresso onde todos os portugueses têm os olhos postos. Militantes, apoiantes e espectadores.
Como partido de ideias e quadros que o CDS-PP é, não será dificil encontrar um caminho certo a seguir. Uma estratégia a definir. Urge, portanto, faze-lo. Seja com quem for. O País precisa do CDS-PP mais que nunca!
Esoterismos...
Aveiro 20-MAR-2006 09:14 Souto admite retomar lugar de vereador para limpar bom nome (Público)Alberto Souto disse ontem ao PÚBLICO que não vai ficar calado perante os constantes ataques da maioria PSD/CDS-PP à sua gestão como presidente da Câmara de Aveiro. Por isso mesmo, está a considerar a possibilidade de retomar o seu lugar de vereador (está com o mandato suspenso), para "ditar para a acta" a sua versão dos acontecimentos. "Estou farto de ver o meu nome arrastado pela lama por gente sem qualidades. Se permanecer calado, ainda vou passar à história como o homem que arruinou a Câmara de Aveiro, quando aconteceu precisamente o contrário. Com pouco dinheiro fiz milagres, deixei obra e as contas equilibradas", refuta. O ex-presidente diz que "estão de má-fé" todos os que o acusam de ter deixado uma dívida de 180 milhões de euros. "É pura demagogia confundir a dívida de curto prazo com a de longo prazo, como faz a câmara actual. Quando deixei a câmara, a dívida de curto prazo era de 30 milhões de euros. E, se havia compromissos assumidos para o futuro, também é certo que as receitas previstas para os próximos anos são mais do que suficientes para os pagar", afirma.
in Notícias de Aveiro
Folhetos e flyers de campanha: este custa 60 cents
Neste último mês (mas não é novidade...) parece centrar-se em ser um folhetim de divulgação eleitoral de um candidato a uma comissão politica concelhia de um partido político. E o acompanhamento é diário! Sintomático.
Ah! ...e também fala de desporto.
sábado, março 18, 2006
CDS-PP tinha razão!
Curioso é verificar que foi precisamente esta a posição do CDS-PP na Assembleia Municipal aquando do debate sobre o pedido de auditoria às contas da Câmara, mas que o PSD e PS resolveram não seguir, preferindo uma onerosa auditoria externa, por entidades privadas. Ao que parece, o Executivo do Dr. Élio Maia pondera mesmo cancelar a auditoria externa, por manifesto e obvia duplicação de auditorias.
Parece que (mais uma vez, tal como acontece na Política Nacional) o CDS-PP teve razão antes de tempo!
sexta-feira, março 17, 2006
Serviço Netcabo...
«Exmos. Senhores,
Venho por este meio questionar qual o procedimento que terei que fazer para cancelar o vosso serviço de Internet que actualmente possuo. Numa análise preço/qualidade, julgo que há actualmente outros serviços que me dão garantia de um melhor serviço, pelo que me encontro a ponderar trocar de serviço de Internet.
Com os melhores cumprimentos,
[identificado]»
Primeiro veio esta resposta (normal):
«Estimado Cliente
Esta mensagem é uma resposta automática a confirmar a recepção do seu contacto que ficou registado com o número *****, referência que deverá utilizar, inscrevendo-a no campo "Assunto", caso pretenda voltar a contactar-nos pelo mesmo motivo.»
E por fim aparece ISTO:
«Estimado(a) cliente,
Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, informamos que não nos é possível dar continuidade ao tratamento da questão colocada, uma vez que não nos facultou o seu nº de Cliente (consta na factura)»
A decisão fica praticamente tomada. Parabéns Netcabo !
quarta-feira, março 15, 2006
Estado Português emite Obrigações do Tesouro
Trata-se também de uma forma de "rentabilizar" o facto de Portugal estar inserido na Zona Euro, permitindo um rating mais reduzido. O risco é, convém salientar, a grande influencia no caso das obrigações. Risco de incumprimento (default risk) é o que comanda o yield durante a vida da obrigação e o valor do cupão a pagar, quer no caso de cupão fixo ou indexado (caso não seja um zero coupon bond onde nesse caso apenas o yield será influenciado). De notar outro ponto: se para o comum observador esta possa ser uma má altura para emitir obrigações, o facto é que analisando a curva de yield tanto de treasure bonds, gilts e outras, percebe-se como a taxa de juro a 20 ou mais anos parece ser mais favorável. Penso que a própria decisão de emitir a 30 anos, em vez de 15 ter-se-á também baseado neste facto.
De qualquer forma, saúdo esta decisão fortemente. É a forma mais transparente de colocar a divida publica. E tem outra grande vantagem: obriga o Estado Português (aliado a Bruxelas) a manter uma política correcta em termos económicos. Instabilidade, défice e inflacção são caminhos para aumento do rating, o que significa maior risco para os investidores, logo exigirão maior yield. O mercado não é susceptível a lobbies ou a desculpas de teor mais político que fundamentação económica.
terça-feira, março 14, 2006
Já há alcatrão !
O que é realmente importante...
O que é facto é que há mais um "hostile takeover" na forja. Prefiro a expressão em ingles por um simples motivo: agora em Portugal parece que uma OPA não solicitada é diferente de uma OPA hostil. Não é. A palavra hostilidade provem da expressão em ingles e nem sequer tem o sentido que lhe damos. Apenas que não houve acordo prévio entre os CEOs. Só. A partir daí o mercado, por intermédios dos seus investidores, irá decidir racionalmente qual a melhor proposta. Vender, comprar ou manter. E o mercado é eficiente, logo extraordináriamente racional.
Quanto ao takeover em si, não ha muito a dizer. É o mercado a funcionar livremente, o Estado não deve interferir. Este é um caso clássico, a OPA foi anunciada, houve uma sobrereacção, hoje a correcção e o valor fica em redor do valor oferecido pelo BCP. O que é um indicador claro que é muito provável que esta OPA seja bem sucedida, já que o valor oferecido parece ser reunir o consenso do mercado. Quanto ao BCP, se tiver de aumentar o capital para realizar a OPA, o mercado ja antecipou, calculando o efeito de dispersão de valor nas acções mas também as mais valias provenientes da possível OPA.
Só uma nota final: é de importância extrema que se averigue aprofundadamente as possíveis situações de uso/abuso de informações priviligiadas, ou inside trading. Trata-se - aqui sim - da função do Estado: regular, supervisionar. Para a eficiencia e acima de tudo para a credibilidade do mercado é fundamental que caso haja situações destas o Estado actue, investigue e trate de punir exemplarmente. Caso contrário, podemos assistir a uma descredibilização do mercado de capitais que só o ira desfavorecer, e todos sabemos como os capitais sao facilmente exportados. Trata-se de uma questão de legalidade mas também de credibilidade do próprio sistema. Neste campo parece-me que a CMVM é uma entidade extraordináriamente isenta e séria, pelo que confio na sua actuação.
Virgens e Prostitutas
Virgens ofendidas há muitas. Mas prostitutas virgens ofendidas há muitas mais. E a estas qualquer desabafo parace servir - qual fato feito por medida -, mesmo que não lhes seja dirigido. Potente é o poder da palavra. Potente é a capacidade devastadora da crítica quando se observa o óbvio que ninguém quer admitir.
segunda-feira, março 13, 2006
A politiquice
A politiquice é inimiga da democracia. A democracia sai sempre beliscada. Porque à politiquice há intrinsecos factores externos à propria política pura; há jogos de poder, há sede de poder, há não olhar a meios para atingir fins. E depois há mascaras. Máscaras que cairam, máscaras que vão cair e máscaras que pensamos não existir, e existem. Em política, a sinceridade e honestidade é uma grande virtude, talvez a maior, mas a ingenuidade paga-se caro. Não que seja crime ou anti-democrático ser-se ingénuo. Mas porque a polítiquice trata de absorver os ingénuos, retirar-lhes o direito de ser ingénuo, talvez puro, e devolve mais um "apolitiquizado".
Isto é uma subversão daquilo que deve ser a política. A política não é um jogo sujo, em que quem sair menos enlameado é rei. A política DEVIA ser o PRIMEIRO espaço onde se pratica o que se prega, ou seja, o local da méritocracia por excelência. Quantos quadros são desperdiçados por questões laterias, irrelevantes e mesquinhas? E quantos outros, de menor qualidade, são incluidos por igual tipo de questões...?
A força de uma ideologia não passa só pela diversidade e discussão de ideias, passa também no consenso de que é possível alargar horizontes de uma forma harmoniosa. Não basta parecer-se ou transparecer-se. É preciso ser-se, interiorizar-se. É preciso fortalecer laços, não abrir brechas. É absolutamente necessário partir-se do interior para conquistar o exterior. Saiba-se ser merecedor dos valores que se ostenta.
Continuo agastado com este tipo de política. Sei que ela existe em todos os quadrantes, mas sou dos tais que acredita que é possível fazer melhor, que acredita no poder da crítica, mas que preza os valores que defende logo na sua própria casa.
Por Portugal!
A bem da Nação!
A bem da Pátria!
sexta-feira, março 10, 2006
JS Aveiro na Blogosfera
quinta-feira, março 09, 2006
Inter-Municipalismos
A equipa que se poderia chamar ate aqui o Aveiro Esgueira Beira-Mar Galitos Basket, acabou de ganhar mais um nome: Aveiro-Mangualde Esgueira Beira-Mar Galitos Basket ! Uma verdadeira equipa que congrega o espírito do IP5 ! Aliás, é um claro exemplo de perfeita identificação, ligação e sintonia com uma região/cidade. Identificação nula, ligação inexistente, sintonia na discórdia. Um mau exemplo, está visto. Um projecto que começou mal (financeiramente) e está moribundo. Tão moribundo que tem que ir jogar a Mangualde para "sacar mais uns trocos" nos jogos com o Porto e Benfica, qual equipa de III divisão de futebol a jogar pra Taça!
SLB !!!!!!!!!!!!!!!

Nem Laranja, nem rosa nem mesmo Azul e Amarelo!
HOJE SOU MUITO MUITO ENCARNADO!*
Faltam 5 jogos para a SuperTaça Europeia!
O Beto sentou o Steven Gerard e ainda fez uma "assistencia" para golo e quase ia marcando (na própria, mas foi de belo recorte técnico).
Vencemos o Campeão da Europa em Título!
Calámos o mítico Anfield Road!
Ja vamos em 15 M de Eur em receitas da CL!
VENHA O BARÇA! QUEM VIER MORRE!
*não exactamente vermelho
quarta-feira, março 08, 2006
Dia da Mulher do Gás

Na senda de posts que tive oportunidade de ver em outros blogs aveirenses, numa atitude chauvinista, machista e altamente criticável, não resisto a deixar-vos aqui, bloguistas aveirenses, a colecção completa dessas fotografias tão apetecíveis.
AQUI
terça-feira, março 07, 2006
Eu avisei...
- Horta e Costa tem de defender os interesses dos accionistas nos actos de gestão da PT. A OPA não é um acto de gestão da PT, logo sai da esfera de acção dos managers. Cabe apenas aos accionistas decidir acerta do futuro dos seus proprios investimentos.
- É, claramente, mentira (digo-o sem problemas) que o facto de outros takeovers terem premium superior para os accionistas em nada tem a ver com o facto deste premium ser inferior. Desde logo estamos a falar de mercados estrangeiros, logo com legislação diferente (leia-se menos complexa) o que permite o mercado actuar muito melhor. Os premiums sao cuidadosamente estudados, para minimizar o custo do comprador (obvio). Por outro lado, pode dar-se o caso (até provavel) de a PT estar, relativamente, sobrevalorizada, diminuindo, obviamente o premium a oferecer.
- Por último, but not the least, o mais ridiculo de tudo. A promessa de aumentar os dividendos. (sim é a minha especialidade). De uma forma simples: mais dividendos pagos, menos dinheiro dentro da empresa, menos dinheiro para investir. Ou seja, ou Horta e Costa tem dinheiro a mais sem dar uso dentro da PT e tem que distribuir (problema chamado Agency Costs of Management, em que é mais eficiente para a empresa que excesso de dinheiro em caixa seja distribuido); ou, por outro lado, Horta e Costa não sabe onde investir ou a PT não tem novos investimentos rentáveis (em qualquer um dos casos, nao abona muito em favor da actual gestão). Em termos de significado económico, mais dividendos, significa que ou os gestores não estão a agir no melhor interesse dos accionistas (Agency Theory) ou a empresa está a sinalizar melhores rendimentos no futuro (Signalling Theory). Nesta última, o sinal não faz sentido, pois resulta de uma promessa antecipada em mais de um ano, e em função de uma ameaça de takeover. Pode é sinalizar, tal como eu defendo, que a empresa tem menos projectos NPV positivos (oportunidades de investimento), ou seja, o que Horta e Costa está a dizer é que se não houver OPA, a PT vai começar a estagnar os seus investimentos, e irá parar o crescimento da empresa. Por outras palavras, temos um possivel comprador que promete dinamizar e fazer crescer a empresa e um manager que, julgando-se em representação dos accionistas, diz querer esvaziar os excessos de dinheiro na empresa, em deterimento de novos investimentos. Pelo meio, os accionistas terão que decidir se querem uma de 3 coisas:
a) dinheiro já, vendendo as suas acções da PT e obtendo um premium;
b) não vender à Sonae.com, tentando impedir a OPA;
c) comprar Sonae.com apostando no crescimento da nova empresa criada após a possível fusão, mas atendendo aos consequentes spin-offs que certamente irão ocorrer na PT.
Voce o accionista decide, mas não Horta e Costa.
Anjos, Demónios, Porcos, diamantes e chocolates
segunda-feira, março 06, 2006
BCP aumenta capital e acaba com stock options
DE com Reuters
O Millennium bcp vai aumentar o seu capital, emitindo até um máximo de 23.217.540 novas acções no âmbito do programa de stock options atribuído em Abril de 2003, anunciou o Millennium bcp.
O banco adianta que o exercício deste programa de stock options ocorrerá neste mês ao preço de 1,26 euros por acção, valor fixado naquela data e que correspondia ao preço de mercado de então, com um desconto de dois por cento.
O BCP afirma que "as novas acções não terão direito ao dividendo de 2005, e prevê-se sejam admitidas à negociação na Euronext Lisbon até à segunda semana de Abril de 2006, altura em que passarão a ser fungíveis com as acções actualmente existentes".
A instituição explica que "uma vez concluído o exercício deste programa, o Banco Comercial Português (BCP) não deterá em vigor qualquer programa de stock option".
"Este programa de stock option envolve um total de 1.064 colaboradores do grupo, e corresponde ao número máximo de 23.217.540 novas acções BCP, que serão para o efeito emitidas pelo banco em operação específica de aumento de capital até aquele montante", refere o Millennium bcp em comunicado.
O BCP afirma que já solicitou junto das Autoridades competentes o registo da operação, que será, nos termos legais e regulamentares, objecto de anúncio próprio.
in DE 2006-03-06
Há vida para além do Plano
"Empresas a operar em Portugal "chumbam" Plano Tecnológico " in DE 2006-03-06
..and the winning auditing firm is...? ( II )
Ficou para segundas núpcias.
Só espero que a noiva já nao esteja virgem...
sexta-feira, março 03, 2006
Consistency of dividend signalling and future maturity level - evidence from UK data
Embaixador do UK em Aveiro
Syriana

Fui ontem assistir a uma sessão de cinema, já sabendo antecipadamente que iria ver um thriller político.
Não que o filme seja uma obra prima da sétima arte, mas a espaços consegue ser brilhante, especialmente na crítica e na perspectiva que consegue dar ao espectador.
Nunca fui, admito, propriamente anti-americano. Pelo contrário, vejo muitas vezes o sistema económico dos EUA como um expoente máximo do liberalismo económico. A verdade é que este filme, com todas as eventuais reticências que se lhe possam por, reflecte uma perspectiva que não deve andar muito longe da realidade. Um espião que por começar a ter ideias democráticos e humanistas, é afastado. Decisores políticos e militares americanos que preferem recorrer ao afastamento líderes tendencialmente democráticos e inovadores da região do Médio Oriente em nome da Defesa Nacional e da Economia Nacional. Líderes árabes sem escrupulos. Fundamentalismo islâmico. Alianças perigosas, estranhas e perversas. Corrupção. Dinheiro sujo, que gera políticos sujos. Sistemas legais vazios que deixam prevaricadores impunes. Toda uma trama política, que em nada belisca o sistema liberal na sua génese e teoria, mas que reflecte antes os meandros podres da política americana, subjugada à corrupção.
Nunca me ouviram dizer que o dinheiro e o capitalismo selvagem é a solução. Sempre defendi a regulação. Liberalismo não é isto. Liberalismo é a opção pelo mercado, em democracia. Num sistema liberal, o mercado diria que os líderes corruptos são punidos e as cotações dessas empresas caíriam a pique. Num sistema liberal, há espaço para que as democracias que elevem, sejam em local do mundo for, pois tal só traria benefícios à economia global, novos e mais investimentos, com menor risco. Mais uma vez, de uma forma subversiva desta feita, é o Estado e os políticos que parece tentar influenciar o mercado.
Resta-nos saber que no longo prazo não é possível manter políticas não credíveis. Esta é uma verdade na teoria economica, na política e na vida.
Com...decorações
Já agora, sr Presidente, já que em Portugal até bombistas terroristas disfarçados de nutricionistas se condecora, porque não também o ex-presidente da CMA? Mal por mal, o único buraco que abriu foi nas contas do Município...
É preciso ter topete !
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Topete é um termo popular usado para definir o pentiado do cabelo quando ele está arrepiado para cima
Um dos mais conhecidos é Elvis Presley
Os produtos usados para que seja possibilitado um topete, muitas vezes são Gel ou laquê.
Oh Prof. Freitas, o Telmo é careca, arre !
Dizem que tu és pura como um lírio
E mais fria e insensível que o granito,
E que eu que passo aí por favorito
Vivo louco de dor e de martírio.
Contam que tens um modo altivo e sério,
Que és muito desdenhosa e presumida,
E que o maior prazer da tua vida,
Seria acompanhar-me ao cemitério.
Chamam-te a bela imperatriz das fátuas,
A déspota, a fatal, o figurino,
E afirmam que és um molde alabastrino,
E não tens coração como as estátuas.
E narram o cruel martirológio
Dos que são teus, ó corpo sem defeito,
E julgam que é monótono o teu peito
Como o bater cadente dum relógio.
Porém eu sei que tu, que como um ópio
Me matas, me desvairas e adormeces,
És tão loira e doirada como as messes,
E possuis muito amor... muito amor próprio.
Cesário Verde
quinta-feira, março 02, 2006
Elio Maia na UA-DEGEI para falar de Gestão Autarquica
Programa do Workshop
14h00 Recepção
14h15 Apresentação – Dr. Carlos Alves, APEM
14h30 Sessão de Abertura – Dr. Élio Maia, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro
15h00 Dra. Etelvina Araújo, Directora Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
Comentário: Dr. Ricardo Luz, Gestluz Consultores
15h45 Intervalo
16h00 Eng.º Rui Manuel Ferreira, Chefe de Divisão Serviços Municipalizados de Aveiro
Comentário: Dra. Luísa Bessa, Jornal de Negócios
16h45 Intervalo
17h00 Painel Inovação e Governação Autárquica Eng.º José Ribau Esteves, Presidente da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) Prof. Doutor Joaquim José Borges Gouveia, DEGEI-UA Dr. Carlos Magno, Jornalista
Sessão de Encerramento
Local
Anfiteatro 10.1.3 - DEGEI
Data
16 de Março de 2006
http://www.egi.ua.pt/
ECB Interest Rates

A notícia nao é aumento de 25 pontos base na taxa de juro de referência do BCE.
A notícia é juros 3.00% até ao fim do ano.
O que significa um aumento brutal nos agentes económicos mais endividados. Esperem...então e a CMA ? Endividou-se quando o crédito era barato, e mesmo assim não o conseguia pagar. E agora...?
Questions... Thoughts... ( VI )
E se não, qual será a capacidade de endividamento utilizada segundo as novas regras ?
quarta-feira, março 01, 2006
domingo, fevereiro 26, 2006
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Thoughts...Questions... ( V )
Remember "Thoughts...Questions... ( IV )"
Thoughts... Questions... ( IV )
117.81...
O que era isto afinal ?
117.81% é a capacidade de endividamento utilizada da CMA em 1 de Janeiro de 2006.
Quanta areia foi atirada para os nossos olhos durante os mandatos anteriores...?
Mas não nos atirem mais, ao menos sejam oposição com postura construtiva. Aveiro acima de qualquer interesse partidário. Sempre!
Liberais
A liberalização de todos os mercados e a privatização de empresas foi uma das principais medidas adoptadas pelo governo de José Maria Aznar para fomentar o crescimento económico em Espanha. Mas, ao contrário das estratégias que têm sido seguidas em Portugal, o ex-governante espanhol optou por privatizar a totalidade do capital das empresas, em vez de pequenas parcelas que lhe permitissem arrecadar "algum dinheiro para colmatar o défice".
José Maria Aznar, que ontem discursou no II Congresso de Comércio Moderno, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), frisou que a privatização da totalidade do capital das empresas permitiu a criação de mais concorrência e do desenvolvimento do mercado. As telecomunicações, por exemplo, "passaram de 2% para 8% do PIB".
O ex-primeiro ministro espanhol apresentou os números que encontrou quando assumiu a liderança do Governo, em 1996, e os que deixou em 2001. "Em 1996, a Espanha era um país com falta de confiança, com uma taxa de desemprego na ordem dos 24% e tinha uma situação económica grave. Não cumpríamos nenhum dos cinco requisitos para aderir ao euro."
José Maria Aznar contou que muitos o aconselharam a deixar para uma "segunda fase" a adesão à moeda única, incluindo o italiano Romano Prodi. Apesar disso, decidiu que "a Espanha ia avançar com os primeiros. A Itália podia ficar para trás, se quisesse".
Entre outras medidas, Aznar decidiu congelar os salários para os funcionários públicos e aprovar o "maior pacote liberalizador dos últimos 50 anos". Meses depois, "a Espanha cumpria todas as condições para ser membro fundador do euro".
Com um défice de 7% em 1996, em dois anos passou para 2% e em quatro anos para o equilíbrio. "Estabelecemos um programa de estabilidade em todas as contas públicas. O gasto esteve sempre abaixo do crescimento da economia."
Também a reforma fiscal foi um dos passos importantes. Em 1998 e 2001 os impostos foram reduzidos para todos os contribuintes, com maior incidência na classe baixa. A nível laboral, foram introduzidas leis mais flexíveis.
in DN 2006-02-24
tempos modernos, créditos de sempre
Os créditos rápidos e de montantes reduzidos apresentam um ritmo de crescimento acelerado em Portugal e deverão ser os que mais aumentarão no futuro, afirmou o administrador-delegado do Banco Cetelem em Portugal. Para Christian Guiraud, os portugueses vão pedir cada vez mais empréstimos de pequenos montantes e cada vez menos créditos ao consumo de maior volume. (cont.)
in DN 2006-02-24
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Carta Aberta à FIFA
My name is Carlos Martins and I am a Portuguese football lover. A few months ago, me and a friend (Francisco Dias) decided we wanted to watch a World Cup match, namely any Portugal game, in Germany, Summer 2006.
We applied for tickets, as everybody else did. The draw came up, and we had got no ticket drawn. This came as a surprise; however, we accepted our fate and waited for the next ticket selling stage, the current stage. Also surprisingly, very few tickets are available, and most of them appear to be to the so called “obstructed view” seats. So we wait. We wait to have to luck of after refreshing the website 60 times per minute, at some point a ticket (in this case, two) might became available for a match involving the Portuguese team. No luck so far.
We are obviously getting desperate. Obviously, we believe in FIFA and its honesty. We believe in Football. Furthermore, we love football. We believe that FIFA’s policies in order to stop illegal ticket selling have been carried out successfully. We believe that all the security measures surrounding a ticket purchase would result in fair ticket distribution, allowing those who love football to watch the games, paying the fair price, and not providing illegal fees and profits to illegal sellers. Hence, it seems that all the matches are sold out, according to the official ticket website.
However, because we love football and because we strongly desire to be in Germany supporting our team, our national team, we have been trying to desperately understand why there are not tickets available.
The answer is quite easy. More, is quick, it is accessible to everyone. As easy as typing “world cup tickets” in a web search engine, like Google, and at least 4 different illegal ticket selling websites are available. With prices according to the demand-supply market conditions, of course, and therefore, with a rather massive amount of profit included.
Here are the websites, in order to clear any possible doubt:
http://worldcupfootballtickets2006.com
http://www.germany2006tickets.com
http://www.euroteam.info
http://www.ticketcity.com/worldcuptickets.asp
Of course, there are many others available, including bidding websites, like Ebay.
Given all this, we would like to know why does FIFA allow these situations to happen. Moreover, why the strict security measures regarding ticket purchases are imposed, if they simply do not seem to work? Why must we pay a fee to an illegal ticket seller in order to make our dream of watching a Portugal World Cup match come true? Why does FIFA continue to be complacent with this situation?
But most important of all: why do two football fans are not allowed to watch their dream World Cup match, due to so many illegal ticket selling which are not prevented by the supposedly world football supervisor?
This e-mail is going to be sent to contact@fifa.org address but also to the press. This situation must become public. It is extremely shameful for FIFA and for football!
Best regards,
Carlos Martins
Francisco Dias
Neo-Liberalismo
Agradeço também por, com as vossas visitas, ajudar a terminar com o cepticismo em redor da noção de liberalismo ou neo-liberalismo. Por ajudar a construir este blog neo-liberal e a consolidar esta definição como um conceito mais económico e social, que político ou ideológico.
Obrigado a todos os que não concordando, honram este blog com a sua enriquecedora visita. Espero nao desiludir ninguém. Não pretendo nem quero conflitos ou celeumas vazias. Prefiro a discussão profícua.
Bem hajam e vemo-nos por aí...
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Mário Duarte
Curioso, porque é que uma determinada força(?) política só agora insiste em recorrentemente forçar a agenda política local com a sugestão do referendo.
Curioso, porque é que aquando da operação de leaseback do anterior executivo camarário (quando a questão era pertinente e útil de ser colocada) nada disse.
Curioso, que não apresente alternativas nem soluções financeiras para esta questão. Não basta dizer que se quer manter a zona do Mário Duarte e críticar por críticar quem tem que gerir uma autarquia asfixiada financeiramente. Para se ser credível na política, há que apresentar alternativas. O referendo é um método útil, mas há que manter a racionalidade da questão: mantendo o Mário Duarte, que solução financeira teriam para o problema?
Curioso, que a questão do Mário Duarte seja praticamente a única que preocupa esta força política no nosso Concelho.
Ser-se responsável é tomar-se decisões que sabendo que poderão ter efeitos ou consequencias negativas, estas são suplantadas pelos decorrentes benefícios. Para o bem-estar de todos nós, cidadãos de Aveiro. Aveirenses.
Recortes...sem comentários
"...vontade de desmistificar a política populista do actual executivo camarário: uma política medíocre e sem estratégia, sem rumo e sem objectivos de que vai resultar um forte atraso no desenvolvimento do nosso concelho."
"...gostaria de aqui, leal e sinceramente, deixar os desejos de muita sorte ao actual executivo camarário..."
in Margem Esquerda 2006-02-22
Qual será a parte de Aveiro ?
«Autarquias derrapam 100 milhões nas contas de 2005
DE
Banco de Portugal revela que os dados do endividamento bancário das autarquias é superior ao estimado no último reporte. As autarquias e as regiões autónomas apresentaram um endividamento de 286 milhões de euros em 2005, cerca de cem milhões de euros acima do endividamento previsto no último reporte dos défices enviado pelas Finanças para Bruxelas, em Setembro passado. Os dados sobre o financiamento da Administração Local e Regional foram ontem publicadas, ao princípio da noite, pelo Banco de Portugal e revelam a exposição deste sector ao sistema bancário. »
in Diário Económico 2006-02-22Justificar o Injustificável...
DE com Reuters
O Estado entende que há razões manter a 'golden share' da Portugal Telecom (PT), que não viola as regras do Tratado de Roma, não tendo havido alterações de circunstâncias que justifiquem acabar com ela, defende Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.
A Comissão Europeia (CE) questionou, recentemente, o Governo português acerca da 'golden share' que detém na Portugal Telecom.
No passado dia 6 de Fevereiro, o grupo Sonae anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital da PT, avaliando o incumbente em cerca de 11,1 mil milhões de euros (M€).
Teixeira dos Santos afirmou que "os termos em que essa presença do Estado se faz sentir na PT não contraria os artigos 56 e 43 do Tratado de Roma", adiantando que "parece-nos que vai de encontro à recente jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias".
Explicou que "esses direitos do Estado não são discriminatórios, justificam-se por razões expressamente previstas no Tratado, limitam-se a só prosseguir a realização dos objectivos a que se propuseram" e não têm "desproporcionalidade pois não ultrapassam aquilo que é necessário".
Frisou: "esta é a nossa posição face à PT e é isto que foi dito na resposta à Comissão Europeia".
"Entendemos que houve e há razões que justificam a existência de um conjunto de direitos do Estado, no âmbito da gestão e Administração da PT que estão na base da chamada 'golden share'", acrescentou Teixeira dos Santos, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento.
"E não nos parece que tenha havido qualquer alteração de circunstâncias que justifique uma mudança de opinião", afirmou, salientando que, "apesar do Estado ter esses direitos, nunca, em tempo algum, o Estado exerceu essas prerrogativas, não foi necessário exercê-las".
Por último, reafirmou que "sempre que o Estado entender que há razões de interesse público que justifiquem a presença do Estado, tendo em vista assegurar a defesa de interesses gerais, relevantes, o Governo não se coibirá de o fazer". »
In Diário Económico 2006-02-22
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Nova Rua
A memória colectiva fica assim perpetuada.
Mobilidade do Factor Trabalho
DE com Lusa
A Comissão Europeia (CE) assinala hoje o início do "Ano Europeu da Mobilidade Profissional" com o lançamento de um site na Internet que anunciará "on-line" cerca de um milhão de ofertas de emprego por toda a União Europeia.
Esta iniciativa surge no âmbito do lançamento do Ano Europeu da Mobilidade Profissional, que visa consciencializar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional, quer em termos de mercado de trabalho (mudança de emprego), quer em termos geográficos (nomeadamente para outro Estado-membro).
A partir de hoje, no sítio de Internet da EURES - o Portal Europeu da Mobilidade Profissional -, serão disponibilizados, em todas as línguas da UE, as ofertas de emprego publicitadas pelos serviços públicos de emprego de todos os Estados-membros.
Além de anunciar as vagas de emprego, o portal, com o endereço http://europa.eu.int/eures/home.jsp, disponibiliza ainda uma rede de cerca de 700 conselheiros, para prestar assistência aos trabalhadores em "movimento".
O lançamento deste sítio é mais uma medida do executivo comunitário com vista a incentivar a mobilidade dos trabalhadores no seio da União Europeia, onde apenas dois por cento dos cidadãos vivem noutro Estado-membro que não o de origem, uma percentagem inalterada ao longo dos últimos 30 anos.
Segundo o comissário europeu com a pasta do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, a livre circulação de trabalhadores, "um direito fundamental da UE", deve ser aproveitada ao máximo, pois "proporciona oportunidades de aprender, trabalhar e adquirir novas qualificações".
"Os trabalhadores necessitam de novas qualificações, e a Europa necessita de trabalhadores adaptáveis", sustenta Spidla.
De acordo com os primeiros resultados de um amplo estudo levado a cabo na União Europeia (UE), os Portugueses são dos cidadãos europeus com menos propensão para a mobilidade profissional.
Apesar de uma maioria dos Portugueses (cerca de 58%) considerar que, em termos geográficos, uma mobilidade de longa distância é algo de positivo, apenas 29% - o sexto valor mais baixo no conjunto da UE - admitiriam rumar a outro Estado-membro em busca de emprego se estivessem desempregados em Portugal, indica o Eurobarómetro, cujos dados completos estão ainda a ser analisados.
Os Portugueses apresentam ainda uma das médias mais baixas da UE a 25 em termos de mobilidade profissional a nível de mercado de trabalho, já que cada trabalhador inquirido mudou de emprego em média menos de três vezes ao longo da vida, quando a média comunitária atinge praticamente quatro e nalguns casos se aproxima das seis mudanças de trabalho.
É com o objectivo de sensibilizar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional e tentar inverter os "números" actuais que a Comissão decidiu, já em Junho de 2005, instituir 2006 como o Ano Europeu da Mobilidade Profissional.
A cerimónia de lançamento oficial realizar-se hoje à tarde em Bruxelas, paralelamente a uma conferência internacional intitulada "Mobilidade Profissional: um direito, uma opção, uma oportunidade?".
Durante o Ano Europeu da Mobilidade Profissional - dotado com um orçamento de 10 milhões de euros -, vão realizar-se centenas de eventos, tais como feiras de emprego, um pouco por toda a União Europeia, com o objectivo de promover a mobilidade profissional e dar a conhecer as formas como a UE pode ajudar os trabalhadores a "moverem-se" a nível profissional.
In Diário Económico 2006-02-20
domingo, fevereiro 19, 2006
Thoughts... Questions... ( III )
Porque é que há tantos takeovers em mercados financeiros desenvolvidos e em Portugal quando há uma OPA é noticia para várias semanas?
O que são Golden Shares? Não...a sério... O que são Golden Shares? São títulos imprimidos numa placa de ouro? São transaccionáveis ? Se são assim tao valiosas porque é que um governo com orçamento deficitário não as vende ? Pois...parece que não é nada disto... mas que existem...existem...
Mais uma pergunta... Tendo o BES dito que não compraria a PT porque não tem expertize para gerir empresas de telecomunicações, tem o Estado especial aptência para gerir empresas de telecomunicações? A avaliar pela forma como geriu a PT, não parece...
Thoughts... Questions... ( II )
Thoughts... Questions... ( I )
sábado, fevereiro 18, 2006
Anime Weekend 2006 Aveiro

Não sou particularmente fã do Anime (lembro-me, contudo que adorava o Dragon Ball), mas fui ao recinto da AveiroExpo apreciar um pouco do Anime Weekend 2006 em Aveiro.
Fiquei positivamente surpreendido pela quantidade bastante apreciável de público que decidiu participar. De facto, pelo que me foi dado a conhecer, parece-me que esta iniciativa foi um verdadeiro sucesso. Constou-me que os workshops por inscrição estavam esgotados, e as sessões de filmes também com bastante audiencia.
Os parabéns para quem o concebeu, organizou ou idealizou, apesar do risco de ser direccionada para um publico muito específico.
Além deste aparente sucesso, o evento permitiu também relançar de alguma forma as relações com o Japão, apesar de, ao contrário do que pude ver hoje no Diário de Aveiro, não me parece que a atracção de investimento japonês para o Concelho seja a solução para os nossos problemas. Se vier, obviamente que é bem-vindo...
Espera-se, portanto, por mais iniciativas deste género. Aveiro tem público, haja eventos.
[até o site oficial ficou com bom aspecto!]
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
AM em Santa Joana
Parece que a Digníssima Presidente da Assembleia Municipal de Aveiro decidiu começar já a concretizar as suas intenções de descentralizar as reuniões. Gosto desta Presidente. Não sou laranja, é um facto, mas agrada-me o modo como actua, (ate porque há a coligação. claro).
Só tenho de aplaudir esta atitude, esta decisão. Depois de largos anos onde as freguesias rurais e periféricas foram ostracizadas, e mesmo marginalizadas, é bom que se faça sentir ao Concelho que somos todos Aveiro. Não chega lembrarem-se destas freguesias quando é preciso mediatizar uma obra, ou quando uma transferência ha muito em falta é, finalmente, misericordiosamente paga.
Agostinho da Silva costumava dizer que "é preciso ouvir o Povo, porque o Povo sabe muito".
E o Povo de Aveiro sabe muito.
Nem tudo se vende...
O presidente da Câmara Municipal de Aveiro voltou a demonstrar, anteontem, numa reunião com o Ministério da Defesa e a Direcção-Geral de Património, a intenção da autarquia em ver resolvida a situação dos edifícios devolutos que existem na cidade e que são património do Estado. Apesar dessa intenção, Élio Maia terá feito saber à Administração Central que não concorda com as actuais condições apresentadas para a alienação do património, não pondo de parte, no entanto, a hipótese de vir a comprar alguns desses imóveis.
O autarca não avança para já o que pretende vir a fazer com esses edifícios, no caso de vir a comprar. Para já, é apenas certo o futuro do Centro de Saúde Mental de S. Bernardo, que irá acolher as associações da freguesia. Em aberto continua o futuro do Quartel do Parque, do Edifício da EPA, do Quartel de Sá e dos terrenos da Direcção-Geral de Viação.
As negociações vão continuar, estando agendada uma nova reunião para o final do mês.
Paula Rocha
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Febre de Liberalismo no Governo de Portugal...
Por outro lado, obriga-me a esclarecer que NÃO, este Blog não tem nada a ver com a direcção do Eng. José Socrates... Felizmente... Nem José Socrates é um Liberal... Infelizmente... Porque a espaços bem que parece... (assim quase fazemos as pessoas esquecer que o IVA foi aumentado, num ano em que o Defice Orçamental é o mais elevado desde Cavaco Silva, cuja taxa de IVA se tornou numas das mais elevadas da Europa e onde se paga mais em termos de impostos nos combustíveis, ...)
Policia Municipal de Aveiro...
Divergências com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro na origem da substituição de José Fernandes, que regressará à PSP
Ocomandante da Polícia Municipal (PM) de Aveiro, José Fernandes, deverá abandonar o cargo até ao final deste mês, apurou o Jornal de Notícias. Na origem da decisão está um diferendo com o vereador da Câmara responsável pelo pelouro, Carlos Santos.
A divergência de opiniões entre o vereador Carlos Santos e o comissário José Fernandes relativamente a várias matérias levou o autarca a concluir que a melhor solução seria a substituição.
Contactados, ontem, pelo JN, José Fernandes e Carlos Santos recusaram falar sobre o assunto, mas a decisão do vereador é praticamente irreversível, havendo já contactos para a sucessão.
Fernando Lopes na calha
Tal como aconteceu com José Fernandes, também o provável substituto sairá do Comando da Polícia de Segurança Pública de Aveiro. O nome mais provável é o comissário Fernando Lopes, actual chefe da área administrativa do comando de Aveiro.
O comandante distrital da PSP, Francisco Bagina, explicou, ontem, que o processo não passa pelo comando de Aveiro da polícia. "A autorização terá de ser dada pelo Ministério da Administração Interna após solicitação da Câmara Municipal", referiu ao JN. Questionado se foi informalmente avisado da possível substituição de comando na Polícia Municipal, Francisco Bagina respondeu "Não confirmo, nem desminto".
José Fernandes entrou para a PM em Abril de 2004. Quando saiu da PSP, era responsável pelo sector de operações. Se regressar à Polícia de Segurança Pública, deverá ocupar o cargo do comissário Fernando Lopes.
in JN 2006-02-16
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Um dia de cama...
A meio da tarde o Governo anuncia alteração nas retenções na fonte de IRS, com o respectivo corte nas devoluções. De aplaudir, obvio, nao fosse uma operação onde mais um vez nao se percebe o objectivo do Estado, reter na fonte para depois devolver? Emprestimos a juros zero? Bem, pelos comentarios que ouvi, apesar de tudo, parece que era um "incentivo à poupança" pois assim as pessoas nao teriam o rendimento disponível para o consumo...que raio de ideia... Mas ao menos agora terão a opçao de consumir no imediato ou no futuro... Só espero que esta medida nao seja uma antecipação de uma redução de benefícios fiscais. Não que esteja muito a favor destes, mas porque acaba por ser uma encenação para eufemisticamente enganar o contribuinte comum. Obvio que o ideal era uma significativa simplificação e redução fiscal...
Horas depois, surgem os numero do desemprego em Portugal. Como que por magia, no mesmo dia, surgem duas noticias, uma boa outra má. A verdade é que o desemprego continua a aumentar. De nada parece ter surtido efeito as politicas do Governo, se bem que concorde que muito dificilmente as politicas têm efeito no curto prazo. So temo que nao haja politicas que tenham efeito no longo prazo... E é obvio que ninguem se pode esquecer da promessa eleitoral de Socrates, de criação de 150 000 empregos...
Por outro lado, surgem também notícias de que afinal quem tinha razão em relação aos numeros do Orçamento era Bagão Felix e todos os críticos da Comissão Constâncio, que na altura afirmaram a encenação feita, ou seja, que o numero avançado pela Comissão seria no pressuposto de não se fazer absolutamente nada...
Mas não se ficou por aqui as notícias num só dia, que passei na cama... Ainda consegui ouvir as enormidades do Embaixador do Irão em Portugal, enquanto agradecia as palavras do MNE portugues... Palavras que já provocaram a reacção da Polónia. Ao que parece, o Embaixador não acredita ser possível queimar tantas pessoas quanto se afirma ter acontecido no Holocausto...
E agora algo nunca visto... A PJ entrou pela redacção do jornal 24 no ambito de investigações sobre o Envelope 9... UM MES DEPOIS. Acredito que em termos relativos à justiça portuguesa, 1 mes até se pode enquadrar na definição de urgente...mas parece-me manifestamente irrealista acreditar que se poderia encontrar algo de relevante nos computadores... Por outro lado, parece-me bem mais realista que a PJ quisesse antes procurar outras investigações e outras fontes sobre outros casos que estivesses naqueles PC´s...
As reacções aos cartoons continuaram, um responsavel governativo italiano quer fazer t-shirts com as caricaturas e novas imagens foram divulgadas sobre as torturas em prisões no Iraque...
E bottom line: a Sonae parece estar cada vez mais apetecível...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Ainda o MIT... essa coisa que só parece incomodar o PM
E agora Eng. Socrates? Já nao me parece que sejam "apenas" "funcionários publicos" a reclamar"...
E agora Prof. Mariano Gago? Quer assumir a responsabilidade pelo MIT nao vir para Portugal?
Explicações continuam urgentes...
Moliceiros e Modernices
Moliate chamam-lhe eles. Moliceiro e Iate...
Desejo maior sucesso aos Moliates que aos taxis da Ria...
Inquietações...
Esta notícia publicada hoje no Diário de Aveiro não deixa de me por algo inquieto.
Por várias ordens de razões.
1. Primeiro de tudo, porque se está a "fazer acordos com os credores", o que quer dizer não se está a pagar. E sejamos racionais, se são 141 acordos, correspondentes a 613 mil euros, isto da uma média de praticamente 4400 euros por acordo. O que não é pouco para um cidadão comum ou para um pequeno empresário. Precisamente os credores.
2. Como consequencia do dito no ponto anterior, é apenas uma gota no oceano de dívidas do munícipio.
3. Pareceu-me ler nas entrelinhas algum desespero latente. O que sendo compreensível, não pode acontecer no actual executivo. Há que gerir as expectativas, mas também as reacções.
Para terminar...
Olhe que o tempo passa a correr Sr. Presidente, tal como estes 3 meses...
"com calma, ponderação, equilíbrio e conscientes de que temos muitos meses pela frente neste mandato" Elio Maia
Comparações...
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Europeu de Sub-21
De facto, parece que as declarações do vereador Jorge Greno foram alvo de alguma celeuma. Só não percebo porque. O facto do vereador ser realista e admitir que na verdade este evento não trará lucro para o concelho de Aveiro é um gesto de honestidade a que talvez não estejamos habituados. É obvio que seria bem mais simpatico ouvir dizer que o Europeu de sub-21 traria grandes lucros para Aveiro, mas nao seria verdade. Verdade é que talvez seja uma oportunidade de relançar o nome da cidade na industria de Turismo, embora eu tenha serias dúvidas que haja uma afluencia significativa de adeptos estrangeiros ao nosso concelho. Indiscutivelmente é melhor para Aveiro organizar este evento do que não o fazer.
Fiquei no entanto satisfeito por ver uma preocupação por parte dos responsáveis da nova direcção da Rota da Luz em relançar o nome de Aveiro e da Região no sector do turismo. Faz falta a Aveiro!
A justificação...
2006/02/13
O chefe do gabinete de imprensa da Câmara de Aveiro, admite uma falha na recepção ao embaixador francês na semana passada justificando-a com uma falha de uma funcionária, que frustou a expectativa do diplomata, que esperava ser recebido pelo presidente da Câmara.
Num comentário, num blog, onde o assunto foi comentado, João Oliveira admitiu que se «cometeu uma falha, que nos penitenciamos: uma administrativa não enviou um email que deveria ter seguido».
Nesse dia, o presidente da Câmara estava no Governo Civil e o embaixador foi recebido pelo vereador Pedro Ferreira.
A visita do embaixador foi ainda muito comentada nos blogs, devido ao facto de ser o francês a pagar o almoço. João Oliveira também apresenta uma justificação para isso. «O embaixador definiu ele as horas e convidou-nos para almoçar. No final, gostou da presença em Aveiro e promete voltar...».
PS Aveiro pós-autarquicas
Raul Martins é candidato à presidência da concelhia de Aveiro do PS, nas eleições que se realizam em finais de Março. Contactado ontem, o socialista não confirmou a sua entrada na corrida, mas o Diário de Aveiro sabe que a decisão de avançar está tomada.
Raul Martins prefere confirmar a informação, primeiro, aos militantes e, mais tarde, dar outros esclarecimentos. Por isso estão ainda por conhecer as razões da sua candidatura e o que pretende para a liderança da concelhia do partido.
O actual líder, José Costa, já disse em recente entrevista ao Diário de Aveiro, que não se recandidata ao cargo, sendo que Raul Martins, economista, membro da bancada do PS na Assembleia municipal, é o único candidato conhecido.
O processo das eleições para a concelhia antecede as eleições para a distrital, que se realizam no mês de Abril e, neste processo de sucessão de Alberto Souto, Raul Martins é um apoiante de Afonso Candal, que enfrentará Costa Amorim nas urnas.
A marcação das eleições nas concelhias e distritais é um passo do processo, iniciado este ano, de «reorganização interna», que teve início com a substituição de José Sócrates por Jorge Coelho na coordenação da Comissão Permanente. Depois dos dois actos eleitorais, o partido realizará o congresso nacional, em Outubro próximo.
in Diário de Aveiro 2006-02-13

















