domingo, fevereiro 01, 2004

O CANCRO

Nao, nao se trata de mais um ministro do governo portugues acusado de se tornar algo maligno para o Pais por parte de alguem de uma oposiçao sem ideia e notoriamente sem argumentos dignos da luta partidaria ideologica e politica.

Nao, tambem nao se trata desse mal que infelizmente tanto afecta a população em todo o mundo...

NAO!

Trata-se da ideia formada nos tempos da Revolução Industrial, hoje levada a um extremo politico que pouco tem a ver com as ideias dos seus criadores. Trata-se das organizações que em Portugal se dizem defensoras dos direitos dos trabalhadores. Trata-se daquelas pessoas que se dizem a favor do trabalho mas usam a falta dele para se fazerem ouvir.

Estará o País a necessitar de uma cura intensa deste mal? seguramente. Estaremos perante uma forma de fazer politica aproveitando a condiçao fragilizada dos trabalhadores? sem duvida alguma. Estaremos face a um grupo de pessoas cuja unica forma de se fazerem ouvir é pegar em meia duzia de empregados pouco produtivos, dar-lhes mais regalias que a todos os outros para deixarem de trabalhar para espalhar a sua pouca produtividade, acenando com a "cenoura" de melhores salarios sem maior esforço? absolutamente.

FIca a pergunta. O que é um sindicato? Para que serve um sindicato? Que bicho é esse? e mais importante, como se extermina?

Um Sindicato...ora um sindicato é...hmm...

"ja sei! OS gajos que fazem greve!"

Ora nem mais! fazer greve é a (unica) forma usada pelos sindicatos para (supostamente) defender o direito dos trabalhadores. Mas porventura alguem me poderá esclarecer uma duvida permente que me assola constantemente: se o factor trabalho faz greve (convem referir que o factor capital nao faz), ha duas consequencias obvias. A primeira é o facto de haver menor produtividade do TRabalho; consequentemente, menor produtividade para a empresa, menores receitas, os mesmos custos, menores lucros. (é aqui que os sindicatos aplaudem: "muito bem, os senhores do capital, os patroes ficam mais pobres, é bem feito!"). Mas...se o factor capital é pior remunerado...tambem o factor trabalho...em ultima analise enfrenta o risco serio de despedimento. E sinceramente duvido que qualquer empresario tenha gosto em despedir um trabalhador produtivo... Segundo ponto: se só o facto trabalho faz greve, entao proceda-se á remodelaçao, instalando mais factor capital, mecanizando a industria. (mais uma vez, a greve nao está a ajudar). Terceiro ponto: ha uma nova classe trabalhadora em Portugal, que nao faz greve, é extremamente qualificada e produtiva: a onda de trabalhadores de leste. Ora, a opçao entre kem escolher para factor trabalho parece me obvia...

Contra estes factores, qual a resposta dos sindicatos? Greve... mais greve..
Alguem diga ao Sr. Carvalho da Silva que os salarios crescem na proporçao do aumento da produtividade. E que aumentos ridiculamente grandes dos salarios so leva a inflaçao (neste caso, com a moeda unica, leva a desemprego). E que, na mesma linha de pensamento, maiores gastos do Estado levam a divida publica (por força do aumento do defice) o que por sua vez tambem leva á inflação (ou seja, desemprego).

CONCLUSAO:
O Sr Carvalho da Silva conseguirá, na melhor das hipoteses, ser ridicularizado por qualquer professor de Economia. Na pior das hipoteses, levará os "seus" trabalhadores à pior crise que alguma vez enfrentaram. ou enfrentarao. Em qualquer dos casos, nao consigo perceber como é que os (legitimos) direitos dos trabalhadores poderão estar a ser defendidos. Deus nos livre deste homem na politica.


Sem comentários: