domingo, fevereiro 26, 2006
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Thoughts...Questions... ( V )
Será que a passagem de uma capacidade de endividamento utilizada em Jan de 2005 de 86.21% para 117.81% em Jan de 2006 é responsabilidade do novo executivo? Será possível em 2 meses agravar tanto o rácio? Não será mais plausível outra justificação?
Remember "Thoughts...Questions... ( IV )"
Escrevi Domingo, Fevereiro 19, 2006
Thoughts... Questions... ( IV )
117.81...
O que era isto afinal ?
117.81% é a capacidade de endividamento utilizada da CMA em 1 de Janeiro de 2006.
Quanta areia foi atirada para os nossos olhos durante os mandatos anteriores...?
Mas não nos atirem mais, ao menos sejam oposição com postura construtiva. Aveiro acima de qualquer interesse partidário. Sempre!
Thoughts... Questions... ( IV )
117.81...
O que era isto afinal ?
117.81% é a capacidade de endividamento utilizada da CMA em 1 de Janeiro de 2006.
Quanta areia foi atirada para os nossos olhos durante os mandatos anteriores...?
Mas não nos atirem mais, ao menos sejam oposição com postura construtiva. Aveiro acima de qualquer interesse partidário. Sempre!
Liberais
Aznar defende privatização de empresas a 100%
A liberalização de todos os mercados e a privatização de empresas foi uma das principais medidas adoptadas pelo governo de José Maria Aznar para fomentar o crescimento económico em Espanha. Mas, ao contrário das estratégias que têm sido seguidas em Portugal, o ex-governante espanhol optou por privatizar a totalidade do capital das empresas, em vez de pequenas parcelas que lhe permitissem arrecadar "algum dinheiro para colmatar o défice".
José Maria Aznar, que ontem discursou no II Congresso de Comércio Moderno, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), frisou que a privatização da totalidade do capital das empresas permitiu a criação de mais concorrência e do desenvolvimento do mercado. As telecomunicações, por exemplo, "passaram de 2% para 8% do PIB".
O ex-primeiro ministro espanhol apresentou os números que encontrou quando assumiu a liderança do Governo, em 1996, e os que deixou em 2001. "Em 1996, a Espanha era um país com falta de confiança, com uma taxa de desemprego na ordem dos 24% e tinha uma situação económica grave. Não cumpríamos nenhum dos cinco requisitos para aderir ao euro."
José Maria Aznar contou que muitos o aconselharam a deixar para uma "segunda fase" a adesão à moeda única, incluindo o italiano Romano Prodi. Apesar disso, decidiu que "a Espanha ia avançar com os primeiros. A Itália podia ficar para trás, se quisesse".
Entre outras medidas, Aznar decidiu congelar os salários para os funcionários públicos e aprovar o "maior pacote liberalizador dos últimos 50 anos". Meses depois, "a Espanha cumpria todas as condições para ser membro fundador do euro".
Com um défice de 7% em 1996, em dois anos passou para 2% e em quatro anos para o equilíbrio. "Estabelecemos um programa de estabilidade em todas as contas públicas. O gasto esteve sempre abaixo do crescimento da economia."
Também a reforma fiscal foi um dos passos importantes. Em 1998 e 2001 os impostos foram reduzidos para todos os contribuintes, com maior incidência na classe baixa. A nível laboral, foram introduzidas leis mais flexíveis.
in DN 2006-02-24
A liberalização de todos os mercados e a privatização de empresas foi uma das principais medidas adoptadas pelo governo de José Maria Aznar para fomentar o crescimento económico em Espanha. Mas, ao contrário das estratégias que têm sido seguidas em Portugal, o ex-governante espanhol optou por privatizar a totalidade do capital das empresas, em vez de pequenas parcelas que lhe permitissem arrecadar "algum dinheiro para colmatar o défice".
José Maria Aznar, que ontem discursou no II Congresso de Comércio Moderno, promovido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), frisou que a privatização da totalidade do capital das empresas permitiu a criação de mais concorrência e do desenvolvimento do mercado. As telecomunicações, por exemplo, "passaram de 2% para 8% do PIB".
O ex-primeiro ministro espanhol apresentou os números que encontrou quando assumiu a liderança do Governo, em 1996, e os que deixou em 2001. "Em 1996, a Espanha era um país com falta de confiança, com uma taxa de desemprego na ordem dos 24% e tinha uma situação económica grave. Não cumpríamos nenhum dos cinco requisitos para aderir ao euro."
José Maria Aznar contou que muitos o aconselharam a deixar para uma "segunda fase" a adesão à moeda única, incluindo o italiano Romano Prodi. Apesar disso, decidiu que "a Espanha ia avançar com os primeiros. A Itália podia ficar para trás, se quisesse".
Entre outras medidas, Aznar decidiu congelar os salários para os funcionários públicos e aprovar o "maior pacote liberalizador dos últimos 50 anos". Meses depois, "a Espanha cumpria todas as condições para ser membro fundador do euro".
Com um défice de 7% em 1996, em dois anos passou para 2% e em quatro anos para o equilíbrio. "Estabelecemos um programa de estabilidade em todas as contas públicas. O gasto esteve sempre abaixo do crescimento da economia."
Também a reforma fiscal foi um dos passos importantes. Em 1998 e 2001 os impostos foram reduzidos para todos os contribuintes, com maior incidência na classe baixa. A nível laboral, foram introduzidas leis mais flexíveis.
in DN 2006-02-24
tempos modernos, créditos de sempre
Malparado nos créditos rápidos é de 2%
Os créditos rápidos e de montantes reduzidos apresentam um ritmo de crescimento acelerado em Portugal e deverão ser os que mais aumentarão no futuro, afirmou o administrador-delegado do Banco Cetelem em Portugal. Para Christian Guiraud, os portugueses vão pedir cada vez mais empréstimos de pequenos montantes e cada vez menos créditos ao consumo de maior volume. (cont.)
in DN 2006-02-24
Os créditos rápidos e de montantes reduzidos apresentam um ritmo de crescimento acelerado em Portugal e deverão ser os que mais aumentarão no futuro, afirmou o administrador-delegado do Banco Cetelem em Portugal. Para Christian Guiraud, os portugueses vão pedir cada vez mais empréstimos de pequenos montantes e cada vez menos créditos ao consumo de maior volume. (cont.)
in DN 2006-02-24
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Carta Aberta à FIFA
Dear Mr FIFA Ticket Department Officer,
My name is Carlos Martins and I am a Portuguese football lover. A few months ago, me and a friend (Francisco Dias) decided we wanted to watch a World Cup match, namely any Portugal game, in Germany, Summer 2006.
We applied for tickets, as everybody else did. The draw came up, and we had got no ticket drawn. This came as a surprise; however, we accepted our fate and waited for the next ticket selling stage, the current stage. Also surprisingly, very few tickets are available, and most of them appear to be to the so called “obstructed view” seats. So we wait. We wait to have to luck of after refreshing the website 60 times per minute, at some point a ticket (in this case, two) might became available for a match involving the Portuguese team. No luck so far.
We are obviously getting desperate. Obviously, we believe in FIFA and its honesty. We believe in Football. Furthermore, we love football. We believe that FIFA’s policies in order to stop illegal ticket selling have been carried out successfully. We believe that all the security measures surrounding a ticket purchase would result in fair ticket distribution, allowing those who love football to watch the games, paying the fair price, and not providing illegal fees and profits to illegal sellers. Hence, it seems that all the matches are sold out, according to the official ticket website.
However, because we love football and because we strongly desire to be in Germany supporting our team, our national team, we have been trying to desperately understand why there are not tickets available.
The answer is quite easy. More, is quick, it is accessible to everyone. As easy as typing “world cup tickets” in a web search engine, like Google, and at least 4 different illegal ticket selling websites are available. With prices according to the demand-supply market conditions, of course, and therefore, with a rather massive amount of profit included.
Here are the websites, in order to clear any possible doubt:
http://worldcupfootballtickets2006.com
http://www.germany2006tickets.com
http://www.euroteam.info
http://www.ticketcity.com/worldcuptickets.asp
Of course, there are many others available, including bidding websites, like Ebay.
Given all this, we would like to know why does FIFA allow these situations to happen. Moreover, why the strict security measures regarding ticket purchases are imposed, if they simply do not seem to work? Why must we pay a fee to an illegal ticket seller in order to make our dream of watching a Portugal World Cup match come true? Why does FIFA continue to be complacent with this situation?
But most important of all: why do two football fans are not allowed to watch their dream World Cup match, due to so many illegal ticket selling which are not prevented by the supposedly world football supervisor?
This e-mail is going to be sent to contact@fifa.org address but also to the press. This situation must become public. It is extremely shameful for FIFA and for football!
Best regards,
Carlos Martins
Francisco Dias
My name is Carlos Martins and I am a Portuguese football lover. A few months ago, me and a friend (Francisco Dias) decided we wanted to watch a World Cup match, namely any Portugal game, in Germany, Summer 2006.
We applied for tickets, as everybody else did. The draw came up, and we had got no ticket drawn. This came as a surprise; however, we accepted our fate and waited for the next ticket selling stage, the current stage. Also surprisingly, very few tickets are available, and most of them appear to be to the so called “obstructed view” seats. So we wait. We wait to have to luck of after refreshing the website 60 times per minute, at some point a ticket (in this case, two) might became available for a match involving the Portuguese team. No luck so far.
We are obviously getting desperate. Obviously, we believe in FIFA and its honesty. We believe in Football. Furthermore, we love football. We believe that FIFA’s policies in order to stop illegal ticket selling have been carried out successfully. We believe that all the security measures surrounding a ticket purchase would result in fair ticket distribution, allowing those who love football to watch the games, paying the fair price, and not providing illegal fees and profits to illegal sellers. Hence, it seems that all the matches are sold out, according to the official ticket website.
However, because we love football and because we strongly desire to be in Germany supporting our team, our national team, we have been trying to desperately understand why there are not tickets available.
The answer is quite easy. More, is quick, it is accessible to everyone. As easy as typing “world cup tickets” in a web search engine, like Google, and at least 4 different illegal ticket selling websites are available. With prices according to the demand-supply market conditions, of course, and therefore, with a rather massive amount of profit included.
Here are the websites, in order to clear any possible doubt:
http://worldcupfootballtickets2006.com
http://www.germany2006tickets.com
http://www.euroteam.info
http://www.ticketcity.com/worldcuptickets.asp
Of course, there are many others available, including bidding websites, like Ebay.
Given all this, we would like to know why does FIFA allow these situations to happen. Moreover, why the strict security measures regarding ticket purchases are imposed, if they simply do not seem to work? Why must we pay a fee to an illegal ticket seller in order to make our dream of watching a Portugal World Cup match come true? Why does FIFA continue to be complacent with this situation?
But most important of all: why do two football fans are not allowed to watch their dream World Cup match, due to so many illegal ticket selling which are not prevented by the supposedly world football supervisor?
This e-mail is going to be sent to contact@fifa.org address but also to the press. This situation must become public. It is extremely shameful for FIFA and for football!
Best regards,
Carlos Martins
Francisco Dias
Neo-Liberalismo
O Blog já ultrapassou as mil visitas desde que pus o counter. Obrigado a todos os leitores mais ou menos assíduos por estimularem a minha escrita e o meu prazer de dar a conhecer a opinião de alguem convictamente liberal nas ideias, embora algo conservador nos valores. Democrata-cristão de militância e economista de formação académica.
Agradeço também por, com as vossas visitas, ajudar a terminar com o cepticismo em redor da noção de liberalismo ou neo-liberalismo. Por ajudar a construir este blog neo-liberal e a consolidar esta definição como um conceito mais económico e social, que político ou ideológico.
Obrigado a todos os que não concordando, honram este blog com a sua enriquecedora visita. Espero nao desiludir ninguém. Não pretendo nem quero conflitos ou celeumas vazias. Prefiro a discussão profícua.
Bem hajam e vemo-nos por aí...
Agradeço também por, com as vossas visitas, ajudar a terminar com o cepticismo em redor da noção de liberalismo ou neo-liberalismo. Por ajudar a construir este blog neo-liberal e a consolidar esta definição como um conceito mais económico e social, que político ou ideológico.
Obrigado a todos os que não concordando, honram este blog com a sua enriquecedora visita. Espero nao desiludir ninguém. Não pretendo nem quero conflitos ou celeumas vazias. Prefiro a discussão profícua.
Bem hajam e vemo-nos por aí...
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Mário Duarte
Curioso, é o único termo que me permito usar na questão dos terrenos do Estádio Mário Duarte...
Curioso, porque é que uma determinada força(?) política só agora insiste em recorrentemente forçar a agenda política local com a sugestão do referendo.
Curioso, porque é que aquando da operação de leaseback do anterior executivo camarário (quando a questão era pertinente e útil de ser colocada) nada disse.
Curioso, que não apresente alternativas nem soluções financeiras para esta questão. Não basta dizer que se quer manter a zona do Mário Duarte e críticar por críticar quem tem que gerir uma autarquia asfixiada financeiramente. Para se ser credível na política, há que apresentar alternativas. O referendo é um método útil, mas há que manter a racionalidade da questão: mantendo o Mário Duarte, que solução financeira teriam para o problema?
Curioso, que a questão do Mário Duarte seja praticamente a única que preocupa esta força política no nosso Concelho.
Ser-se responsável é tomar-se decisões que sabendo que poderão ter efeitos ou consequencias negativas, estas são suplantadas pelos decorrentes benefícios. Para o bem-estar de todos nós, cidadãos de Aveiro. Aveirenses.
Curioso, porque é que uma determinada força(?) política só agora insiste em recorrentemente forçar a agenda política local com a sugestão do referendo.
Curioso, porque é que aquando da operação de leaseback do anterior executivo camarário (quando a questão era pertinente e útil de ser colocada) nada disse.
Curioso, que não apresente alternativas nem soluções financeiras para esta questão. Não basta dizer que se quer manter a zona do Mário Duarte e críticar por críticar quem tem que gerir uma autarquia asfixiada financeiramente. Para se ser credível na política, há que apresentar alternativas. O referendo é um método útil, mas há que manter a racionalidade da questão: mantendo o Mário Duarte, que solução financeira teriam para o problema?
Curioso, que a questão do Mário Duarte seja praticamente a única que preocupa esta força política no nosso Concelho.
Ser-se responsável é tomar-se decisões que sabendo que poderão ter efeitos ou consequencias negativas, estas são suplantadas pelos decorrentes benefícios. Para o bem-estar de todos nós, cidadãos de Aveiro. Aveirenses.
Recortes...sem comentários
"...construção de um novo modelo de ética política..."
"...vontade de desmistificar a política populista do actual executivo camarário: uma política medíocre e sem estratégia, sem rumo e sem objectivos de que vai resultar um forte atraso no desenvolvimento do nosso concelho."
"...gostaria de aqui, leal e sinceramente, deixar os desejos de muita sorte ao actual executivo camarário..."
in Margem Esquerda 2006-02-22
"...vontade de desmistificar a política populista do actual executivo camarário: uma política medíocre e sem estratégia, sem rumo e sem objectivos de que vai resultar um forte atraso no desenvolvimento do nosso concelho."
"...gostaria de aqui, leal e sinceramente, deixar os desejos de muita sorte ao actual executivo camarário..."
in Margem Esquerda 2006-02-22
Qual será a parte de Aveiro ?
«Autarquias derrapam 100 milhões nas contas de 2005
DE
Banco de Portugal revela que os dados do endividamento bancário das autarquias é superior ao estimado no último reporte. As autarquias e as regiões autónomas apresentaram um endividamento de 286 milhões de euros em 2005, cerca de cem milhões de euros acima do endividamento previsto no último reporte dos défices enviado pelas Finanças para Bruxelas, em Setembro passado. Os dados sobre o financiamento da Administração Local e Regional foram ontem publicadas, ao princípio da noite, pelo Banco de Portugal e revelam a exposição deste sector ao sistema bancário. »
in Diário Económico 2006-02-22Justificar o Injustificável...
«Teixeira Santos diz há razões para manter 'golden share' da PT
DE com Reuters
O Estado entende que há razões manter a 'golden share' da Portugal Telecom (PT), que não viola as regras do Tratado de Roma, não tendo havido alterações de circunstâncias que justifiquem acabar com ela, defende Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.
A Comissão Europeia (CE) questionou, recentemente, o Governo português acerca da 'golden share' que detém na Portugal Telecom.
No passado dia 6 de Fevereiro, o grupo Sonae anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital da PT, avaliando o incumbente em cerca de 11,1 mil milhões de euros (M€).
Teixeira dos Santos afirmou que "os termos em que essa presença do Estado se faz sentir na PT não contraria os artigos 56 e 43 do Tratado de Roma", adiantando que "parece-nos que vai de encontro à recente jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias".
Explicou que "esses direitos do Estado não são discriminatórios, justificam-se por razões expressamente previstas no Tratado, limitam-se a só prosseguir a realização dos objectivos a que se propuseram" e não têm "desproporcionalidade pois não ultrapassam aquilo que é necessário".
Frisou: "esta é a nossa posição face à PT e é isto que foi dito na resposta à Comissão Europeia".
"Entendemos que houve e há razões que justificam a existência de um conjunto de direitos do Estado, no âmbito da gestão e Administração da PT que estão na base da chamada 'golden share'", acrescentou Teixeira dos Santos, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento.
"E não nos parece que tenha havido qualquer alteração de circunstâncias que justifique uma mudança de opinião", afirmou, salientando que, "apesar do Estado ter esses direitos, nunca, em tempo algum, o Estado exerceu essas prerrogativas, não foi necessário exercê-las".
Por último, reafirmou que "sempre que o Estado entender que há razões de interesse público que justifiquem a presença do Estado, tendo em vista assegurar a defesa de interesses gerais, relevantes, o Governo não se coibirá de o fazer". »
In Diário Económico 2006-02-22
DE com Reuters
O Estado entende que há razões manter a 'golden share' da Portugal Telecom (PT), que não viola as regras do Tratado de Roma, não tendo havido alterações de circunstâncias que justifiquem acabar com ela, defende Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.
A Comissão Europeia (CE) questionou, recentemente, o Governo português acerca da 'golden share' que detém na Portugal Telecom.
No passado dia 6 de Fevereiro, o grupo Sonae anunciou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital da PT, avaliando o incumbente em cerca de 11,1 mil milhões de euros (M€).
Teixeira dos Santos afirmou que "os termos em que essa presença do Estado se faz sentir na PT não contraria os artigos 56 e 43 do Tratado de Roma", adiantando que "parece-nos que vai de encontro à recente jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias".
Explicou que "esses direitos do Estado não são discriminatórios, justificam-se por razões expressamente previstas no Tratado, limitam-se a só prosseguir a realização dos objectivos a que se propuseram" e não têm "desproporcionalidade pois não ultrapassam aquilo que é necessário".
Frisou: "esta é a nossa posição face à PT e é isto que foi dito na resposta à Comissão Europeia".
"Entendemos que houve e há razões que justificam a existência de um conjunto de direitos do Estado, no âmbito da gestão e Administração da PT que estão na base da chamada 'golden share'", acrescentou Teixeira dos Santos, numa audição da Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento.
"E não nos parece que tenha havido qualquer alteração de circunstâncias que justifique uma mudança de opinião", afirmou, salientando que, "apesar do Estado ter esses direitos, nunca, em tempo algum, o Estado exerceu essas prerrogativas, não foi necessário exercê-las".
Por último, reafirmou que "sempre que o Estado entender que há razões de interesse público que justifiquem a presença do Estado, tendo em vista assegurar a defesa de interesses gerais, relevantes, o Governo não se coibirá de o fazer". »
In Diário Económico 2006-02-22
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Nova Rua
Hoje pelas 17h30 a CM de Aveiro prestará homenagem a Manuel Júlio Braga Alves com a atribuição do seu nome a uma rua junto ao Centro Cultural e Congressos, pela data de aniversário do seu falecimento.
A memória colectiva fica assim perpetuada.
A memória colectiva fica assim perpetuada.
Mobilidade do Factor Trabalho
CE anuncia um milhão de ofertas de emprego na internet a partir de hoje
DE com Lusa
A Comissão Europeia (CE) assinala hoje o início do "Ano Europeu da Mobilidade Profissional" com o lançamento de um site na Internet que anunciará "on-line" cerca de um milhão de ofertas de emprego por toda a União Europeia.
Esta iniciativa surge no âmbito do lançamento do Ano Europeu da Mobilidade Profissional, que visa consciencializar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional, quer em termos de mercado de trabalho (mudança de emprego), quer em termos geográficos (nomeadamente para outro Estado-membro).
A partir de hoje, no sítio de Internet da EURES - o Portal Europeu da Mobilidade Profissional -, serão disponibilizados, em todas as línguas da UE, as ofertas de emprego publicitadas pelos serviços públicos de emprego de todos os Estados-membros.
Além de anunciar as vagas de emprego, o portal, com o endereço http://europa.eu.int/eures/home.jsp, disponibiliza ainda uma rede de cerca de 700 conselheiros, para prestar assistência aos trabalhadores em "movimento".
O lançamento deste sítio é mais uma medida do executivo comunitário com vista a incentivar a mobilidade dos trabalhadores no seio da União Europeia, onde apenas dois por cento dos cidadãos vivem noutro Estado-membro que não o de origem, uma percentagem inalterada ao longo dos últimos 30 anos.
Segundo o comissário europeu com a pasta do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, a livre circulação de trabalhadores, "um direito fundamental da UE", deve ser aproveitada ao máximo, pois "proporciona oportunidades de aprender, trabalhar e adquirir novas qualificações".
"Os trabalhadores necessitam de novas qualificações, e a Europa necessita de trabalhadores adaptáveis", sustenta Spidla.
De acordo com os primeiros resultados de um amplo estudo levado a cabo na União Europeia (UE), os Portugueses são dos cidadãos europeus com menos propensão para a mobilidade profissional.
Apesar de uma maioria dos Portugueses (cerca de 58%) considerar que, em termos geográficos, uma mobilidade de longa distância é algo de positivo, apenas 29% - o sexto valor mais baixo no conjunto da UE - admitiriam rumar a outro Estado-membro em busca de emprego se estivessem desempregados em Portugal, indica o Eurobarómetro, cujos dados completos estão ainda a ser analisados.
Os Portugueses apresentam ainda uma das médias mais baixas da UE a 25 em termos de mobilidade profissional a nível de mercado de trabalho, já que cada trabalhador inquirido mudou de emprego em média menos de três vezes ao longo da vida, quando a média comunitária atinge praticamente quatro e nalguns casos se aproxima das seis mudanças de trabalho.
É com o objectivo de sensibilizar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional e tentar inverter os "números" actuais que a Comissão decidiu, já em Junho de 2005, instituir 2006 como o Ano Europeu da Mobilidade Profissional.
A cerimónia de lançamento oficial realizar-se hoje à tarde em Bruxelas, paralelamente a uma conferência internacional intitulada "Mobilidade Profissional: um direito, uma opção, uma oportunidade?".
Durante o Ano Europeu da Mobilidade Profissional - dotado com um orçamento de 10 milhões de euros -, vão realizar-se centenas de eventos, tais como feiras de emprego, um pouco por toda a União Europeia, com o objectivo de promover a mobilidade profissional e dar a conhecer as formas como a UE pode ajudar os trabalhadores a "moverem-se" a nível profissional.
In Diário Económico 2006-02-20
DE com Lusa
A Comissão Europeia (CE) assinala hoje o início do "Ano Europeu da Mobilidade Profissional" com o lançamento de um site na Internet que anunciará "on-line" cerca de um milhão de ofertas de emprego por toda a União Europeia.
Esta iniciativa surge no âmbito do lançamento do Ano Europeu da Mobilidade Profissional, que visa consciencializar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional, quer em termos de mercado de trabalho (mudança de emprego), quer em termos geográficos (nomeadamente para outro Estado-membro).
A partir de hoje, no sítio de Internet da EURES - o Portal Europeu da Mobilidade Profissional -, serão disponibilizados, em todas as línguas da UE, as ofertas de emprego publicitadas pelos serviços públicos de emprego de todos os Estados-membros.
Além de anunciar as vagas de emprego, o portal, com o endereço http://europa.eu.int/eures/home.jsp, disponibiliza ainda uma rede de cerca de 700 conselheiros, para prestar assistência aos trabalhadores em "movimento".
O lançamento deste sítio é mais uma medida do executivo comunitário com vista a incentivar a mobilidade dos trabalhadores no seio da União Europeia, onde apenas dois por cento dos cidadãos vivem noutro Estado-membro que não o de origem, uma percentagem inalterada ao longo dos últimos 30 anos.
Segundo o comissário europeu com a pasta do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, Vladimir Spidla, a livre circulação de trabalhadores, "um direito fundamental da UE", deve ser aproveitada ao máximo, pois "proporciona oportunidades de aprender, trabalhar e adquirir novas qualificações".
"Os trabalhadores necessitam de novas qualificações, e a Europa necessita de trabalhadores adaptáveis", sustenta Spidla.
De acordo com os primeiros resultados de um amplo estudo levado a cabo na União Europeia (UE), os Portugueses são dos cidadãos europeus com menos propensão para a mobilidade profissional.
Apesar de uma maioria dos Portugueses (cerca de 58%) considerar que, em termos geográficos, uma mobilidade de longa distância é algo de positivo, apenas 29% - o sexto valor mais baixo no conjunto da UE - admitiriam rumar a outro Estado-membro em busca de emprego se estivessem desempregados em Portugal, indica o Eurobarómetro, cujos dados completos estão ainda a ser analisados.
Os Portugueses apresentam ainda uma das médias mais baixas da UE a 25 em termos de mobilidade profissional a nível de mercado de trabalho, já que cada trabalhador inquirido mudou de emprego em média menos de três vezes ao longo da vida, quando a média comunitária atinge praticamente quatro e nalguns casos se aproxima das seis mudanças de trabalho.
É com o objectivo de sensibilizar os cidadãos europeus para os benefícios da mobilidade profissional e tentar inverter os "números" actuais que a Comissão decidiu, já em Junho de 2005, instituir 2006 como o Ano Europeu da Mobilidade Profissional.
A cerimónia de lançamento oficial realizar-se hoje à tarde em Bruxelas, paralelamente a uma conferência internacional intitulada "Mobilidade Profissional: um direito, uma opção, uma oportunidade?".
Durante o Ano Europeu da Mobilidade Profissional - dotado com um orçamento de 10 milhões de euros -, vão realizar-se centenas de eventos, tais como feiras de emprego, um pouco por toda a União Europeia, com o objectivo de promover a mobilidade profissional e dar a conhecer as formas como a UE pode ajudar os trabalhadores a "moverem-se" a nível profissional.
In Diário Económico 2006-02-20
domingo, fevereiro 19, 2006
Thoughts... Questions... ( III )
A Sonae está cada vez mais apetecível... Mas...e se a SEC (US Securities and Exchange Commission) se pronunciar favorávelmente a compra de acções da PT pela Sonae depois de anunciada a OPA e pelo contrário o Governo Português decidir "negociar" o takeover?
Porque é que há tantos takeovers em mercados financeiros desenvolvidos e em Portugal quando há uma OPA é noticia para várias semanas?
O que são Golden Shares? Não...a sério... O que são Golden Shares? São títulos imprimidos numa placa de ouro? São transaccionáveis ? Se são assim tao valiosas porque é que um governo com orçamento deficitário não as vende ? Pois...parece que não é nada disto... mas que existem...existem...
Mais uma pergunta... Tendo o BES dito que não compraria a PT porque não tem expertize para gerir empresas de telecomunicações, tem o Estado especial aptência para gerir empresas de telecomunicações? A avaliar pela forma como geriu a PT, não parece...
Porque é que há tantos takeovers em mercados financeiros desenvolvidos e em Portugal quando há uma OPA é noticia para várias semanas?
O que são Golden Shares? Não...a sério... O que são Golden Shares? São títulos imprimidos numa placa de ouro? São transaccionáveis ? Se são assim tao valiosas porque é que um governo com orçamento deficitário não as vende ? Pois...parece que não é nada disto... mas que existem...existem...
Mais uma pergunta... Tendo o BES dito que não compraria a PT porque não tem expertize para gerir empresas de telecomunicações, tem o Estado especial aptência para gerir empresas de telecomunicações? A avaliar pela forma como geriu a PT, não parece...
Thoughts... Questions... ( II )
O que se ganha em fazer a AM em Santa Joana? O que se perde? Numa análise Custo/Benefício, qual a solução óptima?
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