terça-feira, janeiro 17, 2006

Airbus supera Boeing

"Airbus shocks industry as orders beat rival BoeingBy Kevin Done, Aerospace Correspondent in Paris Published: January 17 2006 09:39 Last updated: January 17 2006 09:39

Airbus surprised the aircraft industry by claiming it had outsold Boeing last year by winning the most new orders for commercial aircraft despite a record sales drive by its US rival.
The announcement took the aerospace industry by surprise, as Airbus disclosed that it had secured 1,111 gross new orders in 2005 compared with the 1,029 claimed earlier this month by Boeing and said it had booked 38 per cent of the orders in December alone after trailing Boeing for the rest of the year."


in FT, 2006-01-17

IKEA no Norte do País

Segundo o JN, a fabrica da IKEA que irá fornecer e abastecer o mercado europeu localizar-se-á em Portugal, mais especificamente em Ponte de Lima.

Para além dos postos de trabalho criados, isto representa um considerável investimento no nosso País, que nos deverá fazer pensar ácerca das reais condições de competitividade que temos. Isto, porque a IKEA é claramente uma marca que aposta no valor acrescentado dos seus produtos via estétitica e porque, como tal, irá empregar mão de obra qualificada.

Ora, neste caso, conseguimos suplantar a concorrencia do Leste Europeu; se tal acontece, alguma vantagem competitiva detemos, pelo que a devemos explorar.

Importante tambem quando vejo na noticia: "Também importante para a economia nacional é o facto do grupo sueco indicar, de acordo com o Ministério da Economia, que 60% a 70% dos fornecedores da nova fábrica serão portugueses. A fábrica terá uma dimensão de 30 mil metros quadrados. "

Embora ja um pouco desactualizado, o conceito dos clusters de Michael Porter continua bem presente, funciona em Palmela na AutoEuropa e pelos vistos tambem em Ponte de Lima.

Por último, queria só expressar a minha vontade de ver uma loja da IKEA em Aveiro. Estejam atentos Srs Vereadores e Srs. Administradores da EMA (excelente forma de rentabilizar a zona contígua ao Estadio, não?).

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Derivados em Portugal

Andava eu hoje a vaguear pela world wide web, quando parei no site da Euronext Lisbon e deparei-me com algo que, sinceramente, nunca me tinha passado pela cabeça.

Durante o último ano, quando estive em Inglaterra a tirar o MSc in Finance, varias foram as vezes que fui confrontado com estudos sobre mercados de futuros e opções, principalmente mercado britânico e americano.

Ora, muitas vezes tinha pensado em como seria o caso português, até pensei em realizar mais tarde o mesmo estudo extensivo aplicando à Euronext Lisbon.

O que eu não fazia ideia é da profundidade (neste caso a falta dela) do mercado de derivados em Portugal. Sabia que a liquidez dos Warrants Autonómos era fraquissima, mas dado o panorama internacional em que os derivados suplantam em muito o volume do mercado à vista, realmente nunca me passou pela cabeça que este fosse a realidade nacional.

Fica entao já prometido um estudo académico e detalhado sobre a realidade dos derivados nacionais, e consequencias na eficiencia do mercado. Um mercado nao pode ser completo nem desenvolvido sem um mercado de derivados activo e participado.

Fica prometido basear-me no guru da econometria financeira, professor Stephen Taylor, que muito me orgulho que tenha sido meu professor, para este estudo.

Haja tempo e dados disponíveis!

Carlos Martins
MSc in Finance, Lancaster University Management School

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Taxas de juro, estabilidade de preços e crescimento económico

Todos aqueles que, como eu, tiveram a sua formação académica em Economia, estudaram modelos como o famoso IS-LM, e viram a relação entre inflação, taxas de juro e crescimento económico.

Um dos pressupostos desse modelo era ser analisada uma economia que detivesse o poder de decisão da política monetária e cambial (sendo que são a mesma coisa, na prática).

Ora, neste momento, Portugal não decide a sua política monetária, o mesmo será dizer, não tem capacidade de emanar uma taxa de juro de referencia, ou de alterar a quantidade de moeda, seja para influenciar a taxa de redesconto e as taxas de juro praticadas no crédito, seja para valorizar ou desvalorizar a moeda.

Nada disto seria problemático se a taxa de juro que é praticada no Banco Central fosse mais baixa do que necessitamos, sem termos o problema da inflação (pois há moeda única, pelo que o recurso ao crédito e o consumo são incentivados numa epoca de crescimento, dissipando-se no efeito moeda única, com consequencias apenas marginais na inflação).

O problema surge quando a economia necessita de incentivos do banco central, tais como taxas de juro baixas (neste caso manutenção) e o BCE decide que a pressão inflacionista na zona euro obriga a um aumento das taxas de referencia. O consumo retrai-se quando estaria a retomar o seu rumo de crescimento.

Surgem então críticas ao modelo do BCE. Nada de mais errado. Não é por acaso que o único objectivo do BCE é zelar pela estabilidade de preços. Trata-se de um problema de agencia (agency conflict). Se o BCE tivesse tambem como objectivo o crescimento económico, poderia ser levado a fazer crescer o ritmo económico atraves do aumento da massa monetária, e isto nao é mais do que o modelo keynesiano, onde o aumento dos Gastos Publicos, leva a um aumento do Rendimento Disponível via aumento da massa monetária em circulação. Obviamente, tal é uma medida que resulta no curto prazo.

É portanto importante que as politicas do BCE continuem como estão. Não porque sejam populares, mas porque são as correctas para zelar por condições propicias às actividades económicas. E o BCE é extremamente conservador nas suas acções, esticando ao maximo para evitar efeitos negativos na economia via aumento das taxas, sem a respectiva justificação inflacionista. Mas o efeito petroleo deve ser suficiente. Alias, os bancos ja anteciparam este aumento. Tudo isto torna, ao meu ver, o crescimento mais rapido da zona euro cada vez mais dificil, sendo que só provavelmente em 2008 teremos crescimento económico propriamente dito.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Segurança Social: ruptura inevitável?

Ainda ecoam as declarações do Ministro das Finanças acerca da questão da sustentabilidade da Segurança Social em Portugal.

O problema é de facto grave e tem várias vertentes. Senão, vejamos:

1. O estrangulamento demográfico torna Portugal com uma percentagem de reformados muito acima do que estavamos habituados.

2. A sustentabilidade do modelo baseava-se na contribuição da população activa para a segurança social que iria financiar as pensões dos reformados, sendo que isto é, no minimo discutivel se será justo quer em termos morais quer em termos geracionais.

3. A população activa tem vindo a diminuir drásticamente.

4. O desemprego tem vindo a aumentar, o que por lado diminui as contribuições e por outro aumenta a necessidade de fundos para pagar subsídios. Neste lote de subsídios, inclui-se o Rendimento Minimo Garantido.

5. Fuga constante aos impostos e às contribuições à segurança social.

6. Situações fraudulentas de população que apesar de reformados antecipadamente, continuam a trabalhar.

7. Estado incapaz de gerir fundos de pensões e pior que isso, incapaz de planear no longo prazo.

Ora, neste cenário, a solução foi aumentar a idade da reforma. Se no curto prazo, é perceptível a intenção (aumentar as contribuições, diminuir as pessoas reformadas), no longo prazo é não só insustentável (a certo ponto leia-se idade, as pessoas deixar de ser tão produtivas, pelo que não só a economia perde pela produtividade diminuida, como por impedir jovens de ter mais uma oportunidade de emprego) mas insustentável tambem porque esta medida impede que se crie uma dinâmica de emprego, insiste na rigidez laboral induzindo a economia a mais desemprego.

O desemprego é o ponto fulcral aqui. Se o sistema está insustentável, mais emprego solucionaria o problema. A questão não são os reformados a mais, são os empregos a menos. O que leva à questão do costume: o crescimento económico.

Crescimento económico que crie emprego, que incentive o investimento privado, que crie condições legais ao estabelecimento de empresas, que seja menos penalizante em termos fiscais, enfim, que crie liberdade aos agentes económicos.

Mas essa liberdade não é total sem dotar a população activa de opção de escolher. Escolher que querem que faça a gestão dos seus fundos de pensões. Escolher quem melhor garante que depois da entrada na reforma tenha os seus rendimentos de descontos mensais durante inumeros anos entregues.

Como quer o Estado que eu, ou qualquer outro trabalhador, desconte para a segurança social sem pensar que o dinheiro cai em saco roto? Ainda para mais sendo o próprio Ministro a assumi-lo!

E se me falam em solidariedade social, eu pergunto (mesmo correndo o risco de ser frio e cruel): porque ha-de esta geração que aí vem ser solidária com a anterior, se a herança que nos deixaram foi um País que um buraco orçamental enorme, com dívida publica acumulada (que significa em Finanças Publicas, mais impostos no futuro), com baixa produtividade, com elevadíssima carga fiscal, com poucas oportunidades para jovens, com elevadissima codificação legal? Porque haverá esta geração que aí vem de ser solidária com uma geração que foi tão egoista?

terça-feira, janeiro 10, 2006

Aveiro

Participei ontem em mais um programa "É notícia" da AveiroFM no qual os representantes de cada partido politico presente na AM de Aveiro discutem a sua opinião sobre temas da actualidade local.

O tema de ontem era o orçamento para 2006 da CMA e o futuro da autarquia, mas foi, mais uma vez, a manifestação inequivoca das graves diferenças ideologicas entre uma direita progressista, liberal, democratica, de valores conservadores e uma esquerda sem ideias, despesista.

O PS está numa situação incomoda, face a um anterior executivo que deixou a situação financeira da autarquia numa situação particularmente dificil, onde muito provavelmente o direito da geração seguinte decidir onde e como aplicar os fundos públicos foi, e muito, compromentida. Mas nem era sobre o PS que gostaria de reflectir aqui hoje.

Era sobre o que representa hoje o PCP e o BE.

Ambos se dizem diferentes, e no entanto, tão iguais no disparate. Ambos face a esta situação incomportavel para a autarquia defendem...mais investimento publico e recusam a alienação de património... Também a mim me custa ver a autarquia perder áreas nobres da cidade, como sejam a zona do Mário Duarte ou os terrenos da antiga Feira de Março (Plano de Pormenor do Centro). O facto é que tal é já irreversível. Mais que isso, ja foi feito, encoberto pela operação de leaseback concretizada pelo anterior executivo. Na prática, a CMA ja não é proprietária desses terrenos. Até posso concordar que este não é a altura ideal para maximizar mais valias na venda desses terrenos. Mas a situação financeira assim o obriga. Só tenho pena que a atitude destes partidos que nao aspiram a ser poder nunca seja construtiva, seja de critica pela critica; tenho pena por Aveiro.

Carlos Martins
Deputado Municipal CDS-PP
JP Aveiro

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Economia Americana em queda em 2007

Segundo o FT citando o George Soros, é de esperar uma queda na economia americana pelo ano de 2007.

As implicações disto podem ser dramáticas para uma ainda muito US-dependente economia europeia em crescimento muito lento e pouco convicto.

Se há a vantagem do enfraquecimento do dolar com o respectivo impacto no preço do petroleo, a subida constante do preço dos combustiveis é apenas amenizado. Mais, em termos de exportações, o risco é enorme. A politica de abertura continuada da UE aos mercados exteriores pode revelar-se prejudicial neste momento.

Na minha opinião, o mercado europeu dever-se-á virar para os seus próprios problemas no futuro próximo, tornando as suas industrias mais competitivas, apostando claramente nas energias alternativas, que são ao mesmo tempo, produtos de industrias inovadoras, com valor acrescentado, que possibilitam retirar dependencia do exterior e aumentar os niveis de produção de riqueza interna. Liberalismo económico não é, necessáriamente, abolição de fronteiras em termos de comércio internacional. Sem tornar os agentes económicos ao nivel interno preparados para tal, de pouco serve competir directamente com as grandes potencias extra-Europa, seja Japão, China, US ou mesmo India (este último, o grande novo polo de desenvolvimento do conhecimento e inovação em termos informáticos).

Há que pois ficar atento, quem sabe até haver uma revisão por parte do BCE da politica de aumento das taxas de juro de referencia. A inflação nao parece ser de momento um problema grave, pelo que urge dinamizar a economia europeia. Tal não é, importa referir, uma responsabilidade do BCE, cuja unica função é zelar pela estabilidade dos preços da zona euro.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Cheques Carecas

Cheque é cada vez mais um titulo de divida. Sem taxa de juro.

Se há transferencias bancárias baratas, cartoes de debito e crédito entre inumeras outras serviços bancários, quem é que sua cheque? É a lei da adverse selection. Cada vez mais, só usa cheque quem não consegue crédito de outra forma. E a provar isso está a quantidade de cheques carecas em Portugal. 1 Milhão. 5 Milhoes de Euros, por dia! Sintomático.
Orçamento e Fundos de Pensões

Voltaram à carga os críticos iletrados das decisões dos governos PSD / CDS-PP.

Até aceito que do ponto de vista dos trabalhadores da CGD, CTT e outros, a opção de juntar estes fundos de pensões ao orçamento do Estado não seja nada favorável. Mais, ate pode por em risco algum dos retornos esperados no futuro. Mas, foi a opção, o sacrificio que lhes foi pedido para ajudar ao reequilibrio das contas publicas.

Enganem-se aqueles que acham que defendo de forma intransigente estas medidas. De facto, so de uma perspectiva puramente desesperada posso aceita-las. Mas os males vieram de trás, de sucessivos governos despesistas, que engordaram o Estado em periodo de vacas gordas, e depois nao têm como alimenta-lo em periodo de recessão.

Não fosse isto, e já deveriamos estar a discutir um sistema privado de pensões. Porque motivo é que eu e qualquer outro contribuinte temos que entregar ao Estado a nossa contribuição para futura pensão de reforma quando não é reconhecido ao Estado qualquer mérito nem especial capacidade de gerir os fundos que recebe dos contribuintes... Antes pelo contrário, o Estado é cada vez mais reconhecido como um mau gestor de recursos, humanos ou financeiros. Pior ainda, é o agente económico mais ineficiente.

E mais, a contribuição para a segurança social pouco tem a ver com isto. Essa sim, é de natureza solidária com os menos favorecidos (mesmo assim discutivel em termos práticos, pois mais uma vez se denota a total incapacidade do Estado em redistribuir correctamente os rendimentos pelos mais pobres).

Que culpa terei eu que os meus antepassados tenham deixado um buraco tremendo nas contas do Estado e na Segurança Social ? Que culpa terão os meus descendentes?

"Nós não herdamos este mundo os nossos pais, pedimo-lo emprestado aos nossos filhos."

Que sejam responsabilizados os que geriram mal os fundos de todos os contribuintes, que o Estado assuma a divida, mas que deixe de uma vez por todas de se meter onde não deve. A politica de subsidiariedade tambem aqui se aplica: é quem tem mais eficiencia que deve fazer/produzir/decidir. Não é para quem quer, é para quem pode. Diria mais, para sabe fazer!

terça-feira, janeiro 03, 2006

EdP e Iberdrola: cooperação, concorrência ou conspiração?

A polémica instalou-se: a Iberdrola poderá em breve ter poder de influenciar as decisões estratégicas da EdP.

Antes de tecer qualquer tipo de comentário, convem referir um ou dois pontos:

- os accionistas privados da EdP decidiram e aprovaram um novo plano estratégico, sugerindo a nomeação de António Mexia para liderar a empresa;

- o Estado ainda nao se pronunciou, mas lembremo-nos que foi Pina Moura quem nomeou Mexia para a GalpEnergia;

- Pina Moura é neste momento presidente da Iberdrola Portugal;

- Mexia foi Ministro da Economia de Santana Lopes;

Devo dizer que à luz do meu Neo-Liberalismo, não é facil comentar. Por um lado, vemos que em Espanha, a entrada de capitais portugueses é barrada na maior parte dos casos. Por outro, o capital não tem nacionalidade.

E se calhar é essa a resposta. De que interessa de onde vem o capital? Qual será a melhor opção para os accionistas? Porque, relembro, o grande objectivo de uma empresa é maximizar o valor para os accionistas. Nesse caso, ganham todos os accionistas, incluindo o Estado.

Só ha uma ressalva. Havendo entao uma - não direi fusão, mas - conjugação de esforços entre EdP e Iberdrola, como fica o tao falado mercado ibérico? De facto, à luz da lei da concorrência não me parece linear que a entrada da Iberdrola na EdP seja totalmente legitima. E isto tambem é Neo-Liberalismo: o Estado com a sua função reguladora deve zelar pelo bom funcionamento do mercado. Mas não deve influenciar decisões nem de privados nem de empresas que joguem num mercado aberto.

sexta-feira, junho 03, 2005

DE VOLTA

Parece que vou reiniciar a publicação assidua de posts neste blog. Provavelmente ninguém os vai ler, mas para o caso de tal acontecer, saudações de boas vindas!

Este blog tem como titulo uma palavra que parece ser odiada por muitos politicos, mas que a usam sem terem a noçao do que significa. Por isso vou continuar a contribuir para que o conhecimento esteja acima do do nivel dos polticos nacionais...

terça-feira, janeiro 25, 2005

"ora ca estamos"

Ora cá estamos! Nao fosse esta uma expressão usual e curriqueira no nosso Portugal, e seria um titulo perfeito para a reabertura oficial deste Blog...

Nao obstante, lamento a falta de actualização deste blog, contudo as adversidades tipicas do nosso dia-a-dia nem sempre nos permitem mantermo-nos em permanente contacto com o mundo bloggico.

Em breve surgirão os primeiro comentários, desta vez de uma perspectiva bem distante (quem me conhece perceberá o que quero dizer...), sobre as eleiçoes legislativas que se aproximam. Enganem-se, todavia, aqueles que julgam que com isto me refiro a uma posiçao independente no escrutínio...

Ora pra proxima ca estamos !

quinta-feira, maio 20, 2004

Ainda o Ouro Negro II

Agora ultrapassando a mesquinhez da politica nacional, passemos ao que realmente interessa e nos afecta a todos: a crise petrolifera do inicio do seculo XXI.

Ora, o petroleo nunca esteve tao caro, nem mesmo nas crises de 72 e 79. Os especialistas afimam q desta vez o problema centra-se na procura e nao na oferta como nos anos 70´. E correctamente. A pressao da aceleraçao da economia na procura de combustiveis sobre um bem escasso (e precioso) como o petroleo tem obviamente o efeito positivo sobre o preço. Ha contudo aqui varias questoes a equacionar:

primeiro. o q os países produtores de petroleo tem a ganhar com o crescimento da economica mundial?
muito. Sao paises subdesenvolvidos com grande concentraçao de riqueza. Acaba por ser um problema civilazional, pois os detentores do capital nesses paises pouco sofrem com a crise economica internacional (e para ser frio, os pobres estao em estado tal de pobreza que tb nao sentem muito a diferença). Portanto, é de fora q vem os sinais de que nao esta tudo bem. Menos investimento, menos prosperidade oferecida ás populaçoes. Em ultima analise, se a economia internacional cresce, ha mais probabilidades destes paises se desenvolverem (em vez de enriquecerem) pois ha maiore preocupaçao dos paises desenvolvidos em amenizar as diferenças entre povos.

segundo. alternativas?
está na altura de terminar a dependencia do petroleo. nao é nada de impossivel, alias, as invençoes ja estao feitas, é so necessario ultrapassar o lobbie dos grandes donos do petroleo. Aí entraremos numa nova era...

terceiro. perspectivas dos paises produtores de petroleo qd o petroleo nao for mais absolutamente necessário.
estes paises devem rever as suas politicas de investimento, pois apesar de possuirem um bem inestimavel para a humanidade hoje em dia, os preços incentivam á utilizaçao/criaçao de alternativas viáveis, pois cada vez menos os paises desenvolvidos estao na disposiçao de se encontrarem numa situaçao de dependencia face a terceiros neste aspecto.

quarto e ultimo. OPEP
a politica é correcta sob ponto de vista de maximizaçao dos lucros. nada se poderá fazer economicamente. mas politicamente, estes paises precisam manter as suas ditaduras, ou proteger se e nesse campo, entram as grandes potencias, que querem as suas economicas a crescer c petroleo a preços baixos... é o equilibrio civilizacional podre que temos hoje em dia...ao menos é em mercado livre...

Ainda o Ouro Negro

Nao é meu timbre insistir nem vangloriar me sobre posts anteriores, o facto é q este blog ja ha algum tempo (mesmo antes da comissao da concorrencia reunir) havia soltado alguns dados fundamentais no que concerne ao mercado dos combustiveis em Portugal.

A verdade é q ha cada vez menos duvidas q estamos perante uma situaçao de aproveitamento de poder dominante no mercado das grandes petroliferas, com a natural influencia no preço. Isto é conluio puro, tacito. Todavia, proibido. Ha formas de provar q isto acontece, espero q a autoridade da concorrencia actue em conformidade, para bem de todos.

Aproveitaria este tema ainda para falar sobre as declaraçoes do senhor lider da bancada parlamentar do PS na assembleia da republica. Ora, agora critica o facto de os impostos em Portugal sobre os produtos petroliferos serem substancialmente mais elevados que em Espanha. É um facto inegavel. Mas ate pode ir a hipocrisia de um politico... Primeiro de tudo, ficamos a saber q é politica do partido socialista um menor peso do Estado na economia, por vida da diminuiçao da carga fiscal. Incrivel quando cada vez menos o PS se sente á vontade com a economia de mercado livre... Segundo, ficamos tambem a saber que os socialistas se distanciaram dos verdes e de toda a politica ambientalista (cuja legitimidade é aparentemente açambarcada pela esquerda nacional) ao criticar um imposto q visa claramente incidir o consumo de combustiveis em Portugal, constituindo um "pagamento" pela poluiçao provocada pela combustao. Terceiro e mais obvio argumento, os socialistas perderam por completo a vergonha ao criticar um imposto que claramente ajudou e de que maneira a solucionar (ou tentar) o problema da situaçao altamente deficitaria em q deixaram as finanças publicas. Dr Jose Seguro, com oposiçao assim, muito mal vai o pais se o governo nao se mantiver no poder por mais 20 anos...

terça-feira, abril 27, 2004

A Shell e a GALP subiram na 5ª feira os preços dos combustíveis em 1,1 cêntimos. Conluios na nossa economia? Não! Só coincidências..

sexta-feira, abril 16, 2004

O segundo imposto mais estupido

Foi hoje q o presidente da associaçao europeia de construtores de automoveis declarou a sua discordancia com o elevado indice de imposto automovel no nosso País.

Ora, apesar deste senhor espanhol nao ter sabido argumentar da melhor maneira este facto, a realidade é q este imposto é extraordinariamente elevado e ridiculamente injusto.

Analisemos pois a razao de ser deste imposto. Todo o imposto deve de certo modo dissuadir um mal á sociedade ou delimitar um consumo de um bem luxuoso, para redistribuiçao de rendimento. Se o facto da existencia de demasiados automoveis é um facto e, portanto, um mal, ja a sua classificaçao como bem de luxo ja é algo duvidosa, pelo que, excluirei essa possibilidade. Ora, sendo um mal, tem q ser tributado. Muito bem. É um mal porque? pq polui, pq afecta a qualidade de vida. Indiscutivel. Se é assim - e parece-me falacioso nao o ser - entao é logico que sejam os veículos mais poluidores a pagar mais. Argumentarao alguns que isto ja acontece assim, pela tributaçao associada á cilindrada. Mas o facto é que os veículos novos sao extraordinariamente menos poluentes que os mais antigos (de lembrar que o parque automovel portugues continua sendo dos mais antigos da europa); seguindo este raciocinio, pq tributar de forma tao elevada algo que, no fim de contas e tendo em atençao que o facto de uma pessoa aquirir um automovel novo em muitos dos casos ja possui um mais antigo, entao trata-se de um imposto que, em ultima analise é prejudicial, ou seja, ha um efeito perverso na aplicaçao deste imposto. Depois ha a questao da dinamizaçao da economia, onde o aumento percentual da venda de automoveis constitui per si uma melhoria e aumento dos postos de trabalho directos (vendedores) e das oficinas das marcas e multimarca. Para ja nao enumerar da atractividade que tal constituiria para os proprios fabricantes em apostar num mercado potencialmente muito bom.

Concluindo, trata-se de um imposto que favorece - e de que maneira - as contas do estado - mas cuja analise de uma possivel diminuiçao com consequente aumento absoluto de receitas nao foi levado em linha de conta. Mais automoveis novos, menos poluentes, mais economicos, mais seguros na estrada, nao é algo que deva sofrer a penalizaçao elevada de que é alvo de momento. Ha é falta de coragem politica para retirar o Estado de mais um sector, pois ha que nao esquecer q o preço final reflecte um imposto que é superior ao preço base do veiculo.

segunda-feira, abril 05, 2004

"el fenomeno saramago" ou ensaio sobre a insanidade

A arte é algo intrinsecamente subjectivo. Mesmo a escrita, por mais estranha que possa ser. Contudo, ao contrario do que muitos possam pensar, ser livre nao é dizer-se tudo o que se quer, ser livre é viver numa consciencia de respeito pelos outros, nomeadamente pela inteligencia dos outros.

Ora, o que este senhor que vive em Espanha, numa ilhota infelizmente nao isolada do mundo civilizado, que se auto-afastou de um país o qual critica mas no qual teima em aparecer e a dar opiniao, resolveu mais uma vez atentar contra a nossa inteligencia e fazer as delicias dos pseudo-intelectuais de esquerda que proliferam por esse País fora.

Lamento imenso, mas Portugal jamais será a "Republica Popular de Portugal" e cada pessoa tem ha muito tempo o direito de escolher quem acha que melhor desempenha as funçoes de governo atraves de voto secreto e livre. Estará esgotado este conceito, essa coisa a que chamam Democracia? Talvez, mas como alguem disse, ainda nao inventaram nenhum melhor.

terça-feira, março 16, 2004

Espanha - A vitória do terrorismo








De que adiantam 8 anos de prosperidade económica? Ao longo destes 8 anos sempre fui admirando um político que apesar de não ser do meus país, sempre transpareceu uma postura de dignidade como poucos. Não era ele que estava directamente sujeito ao escrotínio, mas sim o seu sucessor, Mariano Rajoy. Dos dois mandatos, tudo foi esquecido, como se uma bomba tivesse apagado a sua política. A esquerda, encontrou no atentado de Madrid a sua oportunidade de regressar ao poder, e não a desperdiçou.

Não era a política que era discutida, mas sim, quem tinha feito o atentado em Madrid. A direita esperava que tivesse sido a ETA, a esquerda a Al-Queida. A lotaria calhou à esquerda. Não parece isto tudo ridículo, quando o que está em causa é o futuro de um país? A questão que se deveria colocar seria: está o povo espanhol ao lado do seu líder quando este decidiu apoiar os Estados Unidos na guerra no Iraque? Se não fosse essa a vontade, compreender-se-ia a vontade de mudança. O problema é que todos ficaram com a sensação que este atentado tivesse sido cometido uns dias depois, o PP não perderia as eleições. Foi claramente uma eleição "a quente". E mais que os 200 mortos no atentado, essa foi a grande vitória do terrorismo.

Nota 1: Na hora da derrota estranhou-se o facto de Aznar ter aparecido ao lado de Rajoy. Nada que me tivesse espantado, num homem que pelo que fez pela Espanha, não merecia ter o final de governação que teve.

Nota 2: Li hoje no Jornal de Notícias algumas reacções da vitória de Zapatero. Gostaria de destacar a de Mário Soares: "Os espanhois perceberam que o atentado teve a ver com a Al-Queida e não com a ETA, pelo que estão de parabéns". O ridículo da frase, adjectiva-se a si mesma.

sábado, março 13, 2004

Terrorismo - O Pesadelo do século XXI



É uma guerra que o mundo não sabe como vencer. Porque não basta ter um arsenal militar maior, nem tem um teatro de operações definido. Pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer hora, sem aviso prévio. E aquilo que estamos a ver, é apenas a utilização de armas convencionais. Vamos esperar para que não tenhamos que assistir ao uso de armas químicas ou biológicas.

A única forma de vencer esta guerra, não passa por ceder, mas por verificar que não basta o nosso país estar bem para estarmos bem. Quando tanto se fala em globalização, cabe aos países unirem-se e resolverem não só os seus problemas, mas também aqueles cujos intervenientes não o conseguem. Estamos habituados a ver com alguma naturalidade os consecutivos atentados, quer na Palestina, quer em Israel. Agora que essas barbáries chegam ao pseudo mundo civilizado, todos ficamos chocados. Será que é preciso que a Europa e os EUA sofram na pele as consequências desses atentados para por como prioridade a pacificação do médio oriente?