quinta-feira, outubro 18, 2007
Parque subterrâneo no Rossio em Aveiro ?
Tudo depende do contexto. Um parque subterrâneo so por si no meio do Rossio pode gerar afluencia indesejada de transito ao centro da cidade. Mas por esta via se diminuir drasticamente a circulação automóvel, melhorando significativamente a oferta de transportes publicos (sublinho energeticamente esta parte), então a ideia já não parece tão descabida.
Obra só para mostrar obra, já chegou durante 8 anos de reinado socialista. Se for esta a intenção agora, serei natural e coerentemente contra. Se for enquadrada num plano ambicioso de reformular toda a cidade, com melhoria significativa da qualidade de vida dos munícipes que vivem em Aveiro ou que todos os dias ou esporadicamente para lá se dirigem, então pensemos e discutamos o assunto.
Quanto custa por Lisboa no nome do Tratado ?

Itália exige manter o numero de deputados, a Polónia exige mais peso na votação, a Bulgária a introdução do seu alfabeto na denominação de Euro nas notas. Portugal vai fazer tudo para chegar a um acordo, porque quer...que o Tratado se chame "de Lisboa". E exigências portuguesas ? Não há ? Estamos todos satisfeitos com o que temos na UE... A
Flexigurança: o que é ?
Para Sócrates, é um nome bonito, fácil de usar e propagandear, sem nenhum sentido profundo.
Para os economistas, não passa de uma leviana balança entre as exigências dos sindicatos radicais e a necessidade de desenvolvimento da legislação laboral com elevadíssimos custos para TODOS os contribuintes.
Não há flexibilidade sem mobilidade laboral e social. Não há legislação do Estado que obrigue e facilite esse movimento. Não há segurança a dar num país onde a legislação laboral é das mais rígidas da OCDE. Rídiculo é pensar que as empresas devem manter postos de trabalho porque o Estado assim o diz... Se a empresa não necessita desse trabalhador, porque raio deve o Estado obrigar a mais essa contribuição social, não é para isso que servem os já elevados impostos ?
quarta-feira, outubro 17, 2007
A obscenidade do óbvio ( II )
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado. 2007/09/09
Já aqui tinha sido ridículo. Mas que dizer quando o Dalai Lama recebe a mais alta distinção do Congresso Americano para civis e é recebido pelo próprio Bush ? E tendo em conta o QI do presidente em questão, é fácil de ver que não é preciso ser muito inteligente para perceber o quão absurdo foi a declaração tanto do MNE como de todo o Governo Português. Vergonhoso.
FMI revê em baixa crescimento português...
Portugal continua há longos anos a divergir em relação à Europa, isto é, cada vez estamos relativamente mais pobres.
terça-feira, outubro 16, 2007
Shengen chega ao Norte do Iraque
No plano geopolítico, teme-se uma invasão ao norte do Iraque para resolver o eterno problema Curdo, retidos num País (o Iraque) que não é nem nunca foi uma nação.
No plano financeiro, porque a tensão no Médio Oriente (ou "Middle West" como um Engenheiro conhecido da nossa praça lhe chamou) provoca sempre pressão no preço do Crude, atingindo máximos sucessivos.
China em conclave comunista
Curiosamente, falou-se de democracia num país onde tudo é decidido por alguns, num local fechado e vedado ao povo, e onde as diferenças sociais são mais graves que em qualquer outro país dito capitalista. Alias, o próprio Hu Juntao continuará a ser presidente porque o congresso assim o decide, não o povo. A grande vontade saída deste congresso não é mais do que tornar a China um país de classe média. Afinal agora não é a abolição de classes, já é tornar tudo em classe média. Diga-se que em parte já conseguiram, já que EM MÉDIA, as classes estão mais ricas... o pior é o desvio padrão...
Para agravar o ridículo comunista, esta semana a revista The Economist publica um artigo em que revela que na China nem o consumo das famílias, nem a sua poupança aumentaram. Ou seja, o equilibro normal em que menos consumo significa mais poupança, não acontece na China. Inclusivamente os niveis de poupança estão abaixo das dos EUA. Isto resulta essencialmente do facto das industrias serem de capital intensivo e a sua distribuição para os households quer atraves de salários ou dividendos são escassas.
Que comunismo, hein !
domingo, outubro 14, 2007
De Ilhavo à Lapa
Se este Engenheiro Zootécnico tiver tanto engenho em lidar com a confusão das obras da ponte da Praia da Barra como com a confusão ideológica - e não só - deste PSD, então auguro um belo futuro para o também Engenheiro Sócrates...
Poll
A participação nesta poll foi suficientemente relevante para referi-la aqui, embora naturalmente sem qualquer relevancia estatística, com o natural enviezamento pelos leitores que habitualmente visitam o blog.
"Qual a sua opinião sobre a actuação dos vereadores do PS na CM de Aveiro ?
Muito Boa: 15%
Boa: 5%
Mediana: 5%
Mediocre: 15%
Muito Má: 50%
Tão má quanto os CDS/PSD: 10%
Tão boa quanto os CDS/PSD: 0%
Mistérios da Religião ( II )
Nada melhor que o maior crítico e devastador da Igreja Católica em Portugal - assim de todos os actos beneméritos e sociais que tal acção põe em causa -, para este lugar.
Alias, as suas ligações conhecidas á Maçonaria indicam toda a intenção da nomeação.
Mistérios da Religião ( I )
sábado, outubro 13, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
A propósito do OE 2008
Mas maior receita e mesma despesa = maior Estado. Também correcto. Infelizmente
O edge espanhol
Contudo, a UE vem agora ameaçar cobrar às empresas espanholas aquilo que pode ser considerado uma vantagem competitiva irregular, via legislação fiscal do Estado espanhol.
Ou seja, inteligentemente (ao contrario de Portugal, para variar), Espanha encetou uma politica fiscal que favorecia imenso a expansão das suas empresas, via prolongamento do prazo de amortização do goodwill até 10 anos, entre outros descontos fiscais.
Este goodwill, que resulta da diferença entre valor contabilistico (ou de avaliação de activos em balanço) e valor de compra, tem que ser inscrito em balanço e pode de facto tornar a carga fiscal muito elevada após a aquisição. O Estado espanhol ao facilitar fiscalmente esta amortização, permitiu a empresas sediadas em Espanha competir no mercado global e adquirir grandes grupos. Como por exemplo a Telefonica a adquirir a O2 britânica e o Santander a aquirir o Abbey.
A questão é de facto interessante, porque para todos os efeitos a política fiscal é a única que permaneceu na esfera de cada Estado-Membro, contudo o seu uso na prática não passa de um subsídio de Estado Espanhol a estas empresas. Um caso a ser seguido com interesse, onde agora a decisão está do lado da UE...
O genocídio turco
A Turquia (que à altura ainda não havia sido criada) nega este facto. Mais, todos os turcos negarão categóricamente este facto, e quando confrontados sentem-no como uma questão de honra. Eu próprio já tive oportunidade de o comprovar pessoalmente.
A questão porém, vai muito mais longe que a negação do facto histórico. O senado americano quer passar uma declaração em como este genocídio de facto existiu.
A Europa em favor da relação com a Turquia, nem quer falar do assunto. Nem de como Constantinopla passou a Istambul. Ou de como a Turquia invadiu inadvertidamente parte da ilha de Chipre. E continua a não aceitar a restante parte da ilha como Estado independente. Nem de como a Turquia faz atropelos à democracia e aos direitos humanos. Ou de como a religião muçulmana interfere na legislação.
E para agravar toda a esta situação, para além de já ter declarado a deterioração da relação com os EUA pela declaração do senado americano, a Turquia pretende ainda na proxima semana aprovar uma acção militar no norte do Iraque contra os curdos.
Depois disto, restão grandes dúvidas sobre a adesão da Turquia à UE ??
quarta-feira, outubro 10, 2007
Depois de tanta celeuma...
E as críticas lançadas ao Vereador Caetano Alves não passavam de calúnias politicamente oportunistas.
Cesar e Jardim juntos !
Ora, qualquer adolescente sabe que só com mais do primeiro consegue a segunda. O problema é que o adolescente precisa conquistar a independencia auferindo dinheiro. As regiões autónomas pretendem pura e simplesmente que o Estado contribua e ao mesmo tempo providencie mais independencia. Neste caso, independencia, terá que começar pela financeira... Nada deveria afligir mais o contribuinte médio portugues que ver os senhores presidentes das regiões autónomas inaugurar obra atras de obra, cada uma mais inoportuna e inutil que a antecendente...
E eu que pensava que a MoveAveiro era má...
Não se compreende os atrasos em transportes públicos, muito menos em numa suposta capital europeia.
Sem mobilidade interna não ha mobilidade do facto trabalho que resista...
E claro, só quando houver ou liberalização ou privatização total dos serviços de transportes a incompetência pode acabar... Porque o mercado é implacável com a incompetência, ao contrário do Estado...
segunda-feira, outubro 08, 2007
Flexigurança discutida na UA
Apesar de algo fora de contexto actual, nunca são demais tais discussões, embora pense que a cultura do portuguesismo impede a funcionamento de um regime que incide na produtividade e vontade de trabalhar das pessoas.
Mais, a questão deverá ser muito mais a pesada carga fiscal (e seu desequilíbrio), com a discussão de taxas planas (flat taxes) e de abolição de descontos e benefícios fiscais. Além do mais, a flexigurança baseia-se em muito na mobilidade física, que em Portugal é inexistente.
ABN comprado por consorcio
Num negócio que já havia começado na compra pelo Bank of America do LaSalle, o takeover surge como dos maiores de sempre, nada mais nada menos que 121 bilioes (milhar de milhoes) de euros.
domingo, outubro 07, 2007
Fascismo nunca mais !

Os sindicatos de professores que não são partidos e que não são os professores, embora seja constituido por professores, e que são dirigidos por sindicalistas que Socrates descobriu serem todos comunistas, acusaram o Governo socialista de fascista. Confuso?
factos:
- Os sindicatos não têm que ser comunistas, nem tão pouco de esquerda, embora em Portugal sejam todos comunistas.
- O Governo não é fascista, nem tão pouco neo-liberal (gosto pouco da ligação fascismo a neo-liberalismo).
- Sócrates tem que ouvir as manifestações e apupos, por mais ridiculas, incompreensíveis e inoportunas.
- O Governo é tudo menos perfeito.
- O PCP vive noutro planeta, com o relógio atrasado uns 30 anos.
Putin, o agente eterno

Depois do acabada a discussão em torno da possibilidade do cargo de Presidente da Federação Russa poder vir a ser prolongada ou poder ter maior numero de mandatos, Vladimir Putin já encontrou a solução para continuar a ser o líder absoluto da Russia: concorrer ao cargo de Primeiro-Ministro e conferir mais poderes desde já a essa posição.
A Democracia no seu esplendor, claramente.
Subprime também atinge Brown

O PM britânico Gordon Brown recuou nas intenções de convocar eleições antecipadas no UK. Depois de ver o seu Partido Trabalhista perder 10 pontos nas sondagens com a consequente subida dos Tories, Brown parece agora já não querer ir a votos, numa subita mudança de planos que a oposição e naturalmente os eleitores estranham. Até porque a justificação é no minimo fraca: ter um plano para o UK.
Desta forma, Brown so poderá ser sufragado daqui a dois anos, que é precisamente o tempo que tem para justificar esta sua decisão como um não apego ao poder.
Não indiferente a esta decisão deve estar também a crise financeira mundial, é que o comportamento do Banco de Inglaterra (BoE) não foi especialmente feliz. O governador Mervyn King do BoE numa primeira instancia fez saber ao mercado que não ia facilitar a vida aos bancos ingleses que cairam na teia do subprime norte-americano não injectando liquidez, para depois num acto de desespero espotelado pela Northern Rock, resolve garantir todos os depósitos. Já para ainda não esquecer que o BoE ao não garantir a confidencialidade do acesso aos emprestimos de liquidez do banco central permitiu toda a crise do Northern Rock, para além de cobrar a todos os bancos ingleses uma penalty rate, não praticada em tal dimensão pelo ECB, ao qual por todos estes motivos recorrem os bancos ingleses. Esta inconsistencia do BoE deverá marcar o futuro de Mervyn King. E como consequencia provavelmente também o de Brown...
sexta-feira, outubro 05, 2007
Que vereador da oposição!
"O PS já respondeu a isso diversas vezes pela voz do presidente da concelhia na Assembleia Municipal e não vou ser eu, neste momento, a reiterar o que o partido referiu. (...)"
[Vereador Nuno Marques Pereira]
Excerto de entrevista publicada n'O Aveiro. Ver completa aqui.
É sempre agradável perceber que nem o proprio vereador socialista faz a minima ideia de quais as soluções apresentadas pelo PS para resolver o problema que ele próprio [o PS] criou no passado não muito distante.
Desemprego em Portugal supera Espanha
O Governo Português parece responder com tranquilidade, querendo esperar pelo fim da legislatura para ser avaliado quanto à promessa de criação massiva de emprego.
É claro que já todos sabemos o que vai sair daqui: mais gastos públicos para dar empregos não criados pela economia real, mais orçamento para alimentar a bolha da construção e calar os sindicatos que não sabem defender realmente o futuro de todos os trabalhadores (empregados ou não).
Ou seja, na pratica o contribuinte que não está desempregado paga com os seus impostos não só o subsídio de desemprego para os que procuram e para os que não querem procurar emprego (porque preferem o subsídio) e vão também pagar outro subsídio de desemprego (ou subsídio de integração, se o grosso dos empregos criados forem ocupados por imigrantes, como é de esperar) via obras públicas. Será mesmo este tipo de economia ao empurrão do Estado ineficiente que queremos?
Alan Greenspan em Lisboa
Uma reforma de luxo do ex-presidente da FED - que supervisionou durante 20 anos -, já que cobra para cima de 100 mil euros por cada conferência, para além de ser consultor de várias empresas globais.
O altruismo de Soares
Mais, tendo em conta que muitas multinacionais sairam da Venezuela após golpes (noutras circunstancias semelhantes há quem lhe chame "assalto" ou "roubo") a empresas, nacionalizando-as ou obrigando-as a sair, a Galp decidiu investir na Venezuela. Tendo em conta estas saídas, parece bom negócio. Tendo em conta o risco de completa nacionalização da economia venezuelana...talvez não.
De qualquer forma, este negócio contou com o alto patrocínio do ex-Presidente, ex-Primeiro-Ministro e ex-candidato a Presidente da República Portuguesa Mário Soares, que se recusou a ser chamado de "intermediário" porque afirma não ter sido remunerdo por tal desempenho.
Puro altruísmo, Dr Soares!
segunda-feira, outubro 01, 2007
...e Aveiro?
Valeu mesmo a pena ?
Quem vai comer os M&Ms agora ?

"É uma desgraça!"

sábado, setembro 29, 2007
Não há subprime em Portugal? Think again...

sar-KO-zee !

KEYR-geez-stan
moor-EH-tain-ee-a
hah-RAR-ray
moo-GAH-bee
sar-KO-zee
kah-RAH-kus
Confuso ? É apenas a ajuda com a fonética que o discurso de Bush na ONU lhe disponibilizava e que breves momentos esteve publicado no site oficial. Brilhante este líder da maior potencia do mundo. Já agora, aqui ficam as soluções...
Kyrgyzstan: KEYR-geez-stan
Mauritania: moor-EH-tain-ee-a
Harare: hah-RAR-ray
Mugabe: moo-GAH-bee
Sarkozy: sar-KO-zee
Caracas: kah-RAH-kus
quinta-feira, setembro 27, 2007
E, Dr Elio Maia, se...Menezes ganhar ?

Novo Director de Impostos não é especialista em...Fiscalidade
Mourinho afinal cria instabilidade...a Santana

M&Ms (IV): a diáspora do PSD

Estado da Corrupção
nota: Publicado ontem o ranking de transparência e grau de corrupção dos Países, avaliando confiança nos políticos e funcionários públicos, é de notar que Portugal não só caiu no índice, como se coloca atrás de paises como Chile, Espanha, Estónia e Barbados. Nada de espantar, contudo. [ver aqui]
quarta-feira, setembro 26, 2007
Hipers ao Domingo

Quem falta processar nos EUA?

Curioso verificar que as testemunhas nos EUA juram sobre a Bíblia Sagrada dizer toda a verdade, o que só por si implica a aceitação pelo tribunal que Deus de facto existe. Ora, se existe, naturalmente que pode ser processado...
Na mesma linha de raciocínio, proponho que alguém processe Deus ou Jesus Cristo em Portugal. Este processo seria uma verdadeira dor de cabeça para o sistema judicial português. Não pelo suposto arguido não poder ser presente a tribunal, mas antes por este eventualmente sobreviver anos suficientes para assistir ao processo todo... Coisas do sobrenatural, portanto.
terça-feira, setembro 25, 2007
Inglês Técnico
Socrates e Mahmoud Ahmadinejad nos EUA
segunda-feira, setembro 24, 2007
Á Lei do Murro
Pode-se fazer...mas é proibido...

domingo, setembro 23, 2007
M&Ms (III)

sexta-feira, setembro 21, 2007
Finalmente Paulo Macedo é substituído

quinta-feira, setembro 20, 2007
Tão diferentes...

Autarca critica inquérito a atrasos nos pagamentos a empreiteiros
"São objectivamente incompreensíveis. Quando tentamos perceber não somos capazes de perceber"
"a realidade parece substancialmente diferente”, garantindo que "a Câmara tem acordos de pagamentos que funcionam com normalidade e nenhuma cobrança judicial por incumprimentos.”
"(...) este tipo de inquérito deveria analisar a situação financeira por fornecedores e não o atraso médio dos pagamentos"
Desta vez, é este.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Crise no "Middle West"
Para além do "à vontade" no inglês, o nosso Primeiro Ministro ainda trocou a rosa-dos-ventos... A gaffe deve estar incluída no protocolo diplomático para deixar o presidente Bush mais à vontade...
Agradecimento: "O Insurgente"
terça-feira, setembro 18, 2007
M&Ms (II)

M&Ms
Hiperinflação no Zimbabwe

Bail out!

segunda-feira, setembro 17, 2007
Poker: campeã do World Series of Poker Europe de 18 anos!

"A idade da turbulência"

iPhone: exclusivo TMN ?
domingo, setembro 16, 2007
Nova Lei processo Penal

Mais do que o ridículo que é um Estado prender e soltar presos preventivos ao sabor da legislação, o pior é sem dúvida a incrível falta de modernização informática de todo o sistema judicial portugues. Em termos de informatização da justiça, devemos estar entre a criação do sistema MS-DOS e abolição do papel. Ou seja, em inícios da decada de 80...
Não seria mais simples INVESTIR em transformar toda a papelada processual e todo o sistema burocratico em suporte informático. Sem fazer contas, é mais que provavel por muito que isto custasse durante num periodo inicial, a poupança futura é mais que garantida.
A juntar ao sistema legislativo mais retrogrado e complexo do mundo ocidental, estamos na idade da pedra da resolução burocrática... E nem sequer é preciso mais funcionários...se calhar são precisos é outros funcionários...
sábado, setembro 15, 2007
Northern Rock: a corrida aos depósitos

Já há muitos anos não se via tal coisa em território europeu, também resultante da maior estabilidade e controlo que é mantida sobre o sistema bancário.
Mas o facto é que o 3º maior banco ingles em termos de hipotecas teve enormes dificuldades de tesouraria resultantes da instabilidade do sistema bancário e teve que recorrer ao Bank of England (BoE) para resolver parte desse problema. Mas o BoE teve uma política punitiva para quem recorria a este tipo de emprestimos, ou seja, aplicava uma penalty rate, o que não ajudou muito para o caso.
Depois do Northern Rock avisar para diminuição consideravel de resultados esperados, a acção caiu cerca de 30%, o que fez pela primeira vez em muitos anos na Europa assitir-se a uma corrida aos depósitos. Obviamente, nenhum banco do mundo consegue sobreviver se todos os seus clientes decidirem levantar todo o dinheiro de uma só vez...
Ou seja, este é o grande receio dos Bancos Centrais e o motivo maior para que haja injecção de liquidez no sistema. Daí a grande preocupação dos responsáveis com esta crise de confiança desencadeada pelo subprime. Uma generalização de corrida aos depositos poderia destruir todo os sistema bancário, e deixar as economias em colapso.
Continua a luta pelo ABN Amro

Desde há alguns meses a esta parte duas ofertas concorrentes tentam ganhar o controlo do ABN Amro, um banco holandês com infraestruturas em diversas vertentes do negócio, nomeadamente na banca comercial, de investimento, corporate e mortgage.
Não se trata contudo de uma OPA normal, já que em cima da mesa está a dilaceração do ABN, iniciada com a venda do banco de mortgage americano La Salle ao Bank of America. Apesar disso, o Barclays e o consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland (RBS), em conjunto com o Fortis e o Santander continuam uma guerra pela posse do remanescente. Esta guerra ficou ainda mais interessante após o estalar da crise do subprime americano, já que a oferta do Barclays é feita esmagadoramente por share swap (pagamento sob forma de acções do Barclays) ao passo que o consórcio fez a esmagadora parte da oferta em cash. Contudo, se a crise do subprime afectou sobremaneira o preço das acções do sector bancário (diminuindo drasticamente o preço de oferta do Barclays), fez também aumentar e dificultar o acesso a financiamento, que o consórcio obviamente necessita angariar para tomar conta de um banco de grandes dimensões como o ABN.
Entretanto o preço do ABN oscila entre o preço (mais baixo) da oferta do Barclays e o preço oferecido pelo consórcio, enquanto se espera pela decisão da UE sobre eventuais problemas de concorrência na Belgica e Holanda onde a Fortis tem uma posição muito forte e onde poderia sair ainda mais fortalecida.
O desenlace vai sem dúvida constituir um case study para muitas aulas de corporate finance.
M&M: Mendes e Menezes derretem-se na boca

M&Ms derretem-se na boca e não nas mãos... ou pelo menos a primeira parte é verdade, dado que parecem ambos com uma forte aversão aos debates...
Se por um lado Menezes parece ter fugido ao debate da SIC Notícias, Mendes tem vindo sistemáticamente a fugir a um debate mais amplo promovido pela televisão pública, o qual merecia certamente a maior atenção (possível) dos portugueses. Isto claro, partindo do princípio que têm alguma coisa a dizer e a discutir...
McLaren sofre penalização forte

Esta semana implodiu a notícia: a escuderia de Formula 1 McLaren foi banida da competição para o resto da temporada, com perda de pontos e uma sanção pecuniária de 100 Milhões USD. Um facto significativo, dado o montante e as consequências. Especula-se no entanto que tudo começou com troca de e-mails entre o piloto de testes da Ferrari e o piloto Fernando Alonzo... E resta também saber o que vai acontecer aos milhões investidos pelos patrocinadores, entre os maiores conta-se o banco global (e espanhol) Santander assim como o colosso de telecomunicações Vodafone...
sexta-feira, setembro 14, 2007
Jorge Greno em entrevista

Excelente a entrevista de Jorge Greno ao jornal "O Aveiro". Aveiro perdeu um grande vereador. E ficou tudo dito.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Mudanças no Xadrez Mundial
Se na Russia pouco se altera, com inclusivamente testes da nova Bomba de Vacuo a ter maior impacto - passe-se o trocadilho - na comunicação social (chamam-lhe o "Pai de Todas as Bombas", confrontando a "Mae de todas as Bombas" norte-americana), no Japão o caso pode ser diferente, mas os proximos dias o dirão...
E continua a saga de demogia do BE...agora em Aveiro
A demagogia da CM de Lisboa...
Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...
Só a titulo de exemplo:
terça-feira, setembro 11, 2007
Decisão do FED mais aguardada dos últimos tempos
Assim, a título de exemplo, a yield das obrigações a 2 anos situa-se já a 3,90%. Numa situação normal, esta baixa indicaria o sentimento de mercado que o FED deveria baixar as taxas, normalmente devido ao enfraquecimento da economia. Desta vez, baixar as taxas é admitir enfraquecimento da economia, permitir que investidores menos cuidadosos continuem alavancados, e não deixar o mercado fazer reprice do risco. As dúvidas são portanto enormes, assim com a expectiva para esta decisão.
Fica a sondagem, do lado direito, para quem quiser contribuir com a sua opiniao.
Élio Maia assume presidência da EMA ?
A RTP e os contribuintes
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
O BE na CM Lisboa ? Eu não votei PS...
Claro que não está em causa a liberdade de comércio por parte seja de quem for, mas é obvio que o comercio tradicional tambem tem que estar segmentado e dirigido a publico alvos. Alias, os proprios representantes dos comerciantes chineses em Portugal ficou sobremaneira agradado com a ideia. Ou seja, o BE teima porque lhe apetece teimar, usando argumentos demagogicos como sempre foi o seu timbre. Ridiculo, to say the least.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Caso Maddie e a Justiça Portuguesa: O Golpe Final
No entanto, algo me preocupa muito seriamente, para além da vida da criança em causa, naturalmente. É que por causa deste caso, todos os podres e deficiencias da Justiça e do sistema legal português serão postos a nu, para todo o mundo. Conseguirão ainda os responsáveis políticos esconder a vergonha ?
Respeito que não tenhamos uma origem anglo-saxónica nos principios do Direito. Respeito a origem romana, com diversas sugestões culturais ao longo da história. Confesso também que sou algo suspeito, porque sou à partida grande crítico do nosso sistema legal, assim como admirador do sistema anglo-saxónico. Não obstante, ha pontos em que a origem se torna irrelevante, e os problemas resultam de outras vertentes...
Assim, veremos desde logo se teremos a equidade nas polícias para dar este apoio logistico em todos os casos semelhantes. Teoricamente, perante a lei todos somos iguais nos deveres e direitos. Depois, toda a burocracia em Portugal especialmente no sistema judicial ficarão expostos a nível global, com consequencias inclusive nos investimentos que empresarios ponderam fazer por cá. São estatutos especiais para que se possa fazer perguntas; medidas de coacção que não obrigam a nada; suspeitos que não o são, e passam a ser, nao oficialmente; segredo de justiça que só é segredo para quem nao le jornais; contra-informação nos meios de comunicação porque ha segredo de justiça que como ninguem cumpre, ninguem sabe o que é verdade; falhas graves em investigação e em legislação; falta de actualização da legalidade com os novos meios; e já nem vou falar do eventual julgamento... Ou se calhar falo: imagine-se um julgamento num caso destes... Duraria quantos anos? Quantas decadas ? Quantos recursos? Quantos contra-recursos e regressões ? Quantas instancias e medidas para atrasar o processo ?
Este caso vai levar a Justiça portuguesa ao rídiculo à escala mundial, independentemente de quem é o culpado ou inocente. E bem merece... Não foi a bem porque nunca ninguem teve coragem de mexer com o lobby jurídico em Portugal nem com os velhos do Restelo que ainda dão aulas de Direito; vai a mal cobrindo de ridículo todo um País...
domingo, setembro 09, 2007
Ficamos mais descansados...
A obscenidade do óbvio
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.
Óbvio porque Portugal concorda com a ocupação pela ditadura chinesa do Tibete, ou óbvio que nos curvemos perante a China, esquecendo todos os princípios democráticos e "valores de Abril" que a esquerda tanto apregoa?
sábado, setembro 08, 2007
Avante camaradas!
Rídiculo. Embaraçoso. Bolchevique.
Colecção Outono/Inverno
sexta-feira, setembro 07, 2007
EuroBasket: Portugal passa à fase seguinte!
Uma palavra especial para Paulo Cunha, que após problemas de saúde, conseguiu voltar à alta competição no seu mais alto nível.
Trichet nao mexe na taxa de juro da zona Euro
Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Caetano Alves novo vereador da CM Aveiro
Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.
Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.
A ler: opinião de um rico que já nao quer emprestar dinheiro a pobres
2007-09-05 00:05 (New York)
Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)
That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.
Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.
2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.
3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.
4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.
A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.
Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.
5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.
Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)
But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.
(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»
fonte: Bloomberg
segunda-feira, setembro 03, 2007
De volta à Reforma Agrária na Educação?
domingo, setembro 02, 2007
O subprime português
Na Europa - salvo em Inglaterra, se bem que em moldes diferentes - não há a diferenciação por parte das instituições de crédito face ao nível de risco dos seus clientes, pelo menos de forma tão estratificada como nos EUA, onde como já se viu há uma especialização inclusivamente para a população com maiores dificuldades em adquirir credito. Nos EUA, portanto, esta franja da população consegue emprestimos, nomeadamente hipotecas a niveis de juro bastante elevados. Então e na Europa, principalmente em Portugal?
Bem, o caso por cá é diferente, se bem que na minha opinião igualmente grave. Por cá, os bancos terão sempre assegurado o accionar da garantia, como por exemplo o imovel, para fazer face a uma eventual falha no pagamento das prestações. Como aqui não é possivel ou não é usual pedir emprestimo a meio da hipoteca sobre o valor do imovel total, voltando a 100% de endividamento, o problema que originou o credit crunch nos EUA à partida por esta via não se poe.
A questão é que há muito que muitas famílias portuguesas recorrem a outras instituições de crédito para refinanciamento e empacotamento do crédito, alargando prazos, mesmo que tal signifique mais juros - o que é perfeitamente normal, dado o risco naturalmente assumido pela instituição de crédito -, e implique obviamente o estrangualmento da capacidade de endividamento ao máximo, para toda a vida. Sem possibilidade de novos créditos. Ora, aqui é que reside o maior problema: recurso a credito para resolver problema de dificuldade de pagamento de créditos. A crise por cá é dissimulada por esta via. Os bancos ditos tradicionais não se ressentem, porque as famílias recorrem a instituições de crédito especializadas, e estas também não se queixam, dado a elevada taxa que cobram estar preparada e a conseguir fazer face à percentagem de defaults. Parece tudo bem, excepto num ponto: as famílias.
Estas já não podem deixar de pagar como nos EUA, porque não é so a casa que está em jogo, já são todos os seus rendimentos futuros. O estrangulamento é já evidente em muitos casos, e mesmo assim não parece haver grande vontade de encetar mudanças de habitos de consumo e de recurso a crédito. Parece que a aprendizagem da população portuguesa foi demasiado rápida face à estabilidade de preços e consequente nivel baixo de juros da zona euro (e ainda se queixam da entrada para a moeda única !!!): o nível de juros históricamente baixos nao poderia durar para sempre. E se algum motivo há para o ECB elevar os juros, este é um deles, ou seja, o recurso desmesurado e irracional ao crédito. Infelizmente os portugueses vão aprender esta lição da pior maneira...
sábado, setembro 01, 2007
Eu também apoio Marques Mendes porque...
- é claramente um politico que enquanto deputado eleito por aveiro desenvolveu inegáveis esforços pela região e pela cidade...
- tem uma visão sobre o mundo e o país clarividente, e jamais pondo o aparelho do PSD acima desta sua visão...
- é sem duvida nenhuma importantissimo para mim apoiar Marques Mendes, pois assim deverei conseguir inumeros benefícios para a região e cidade...
- para além de que quando Marques Mendes for primeiro-ministro (...) Aveiro será sempre lembrada...
- não sabe o que é a Somague...
- o Ribau apoia o outro que até vai perder..
(em constante actualização, assim que me for lembrando de mais mais razões. se alguem me quiser ajudar...seja bem-vindo!)
quarta-feira, agosto 29, 2007
Jose Manuel "cada vez menos só" Barroso
Está claramente em risco a sua reeleiçao, e cada vez menos explicável a sua fuga do executivo portugues. Ou talvez nao...
Jóias. Arte. (!?!)

http://www.telegraph.co.uk/arts/main.jhtml?xml=/arts/2007/06/01/bahirst101.xml
Esta magnifica obra de arte custou 100 milhoes de dolares a um fundo de investimento de arte. Já agora, o autor da peça é um dos artistas mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em mais 140 milhoes de libras (qualquer coisa como 200 milhoes de euros...)...
"Socialismo dos ricos"
Capitalismo selvagem, neo-liberalismo, economia de mercado - chamem-lhe o que quiserem - não inclui salvar os que nao sao cuidadosos, nem cegos ao risco.
Tanto o FED como o Banco Central Europeu ao aliviarem a pressao da taxa de juro apenas estarão a cair no chamado "moral hazard" ou risco moral, ou seja, a incentivarem a que investidores e hedge funds continuem a fazer investimentos de alto risco, sem o devido downside, ou seja, a desvalorização dos activos, caso tal seja a vontade do mercado como um todo.
Ou seja, isto não é mais do que desincentivar à precaução. Uma especie de socialismo, para investidores ricos.
Ah, ja agora, para os (poucos e heroicos) leitores mais socialistas e que vêm criticando a subida dos juros, fica a pergunta: Será justo os bancos centrais salvarem aqueles que em ultima análise criaram esta bolha especulativa?
Finanças Locais e accountability
Talvez isto possa ser competitividade....
sábado, agosto 25, 2007
Independentes com Marques Mendes?
É, portanto um PSD virado para dentro, em lutas sobre e para o aparelho, sem ideias para o País, com a pura intenção do poder pelo poder, com vista a eleições, onde o que interessa é estar na frente. É um partido que sofre de partidarite aguda, sob o veu de maus governos e sem lideres capazes. Os potenciais lideres capazes sao suficientemente inteligentes para manter-se na sombra.
Mas como disse, nada disto me preocuparia minimamente, não fosse esta onda interna do PSD tentar a todo o curso recolher apoios do aparelho local. É certo que qualquer cidadão é livre de se filiar onde muito bem entender, assim como qualquer cidadão será também eventualmente livre de manifestar a sua opinião sobre a eleição interna de qualquer partido.
O que me preocupa é simplesmente o facto de estes apoios de tao forçados que parecem, sejam apenas isso: aparelho. E para aparelho, não contem comigo. Sou mais de ideias e trabalho. E ja agora mérito...
Sinceramente, não penso que nenhum presidente de camara possa desempenhar melhor ou pior a sua função por passar a apoiar um candidato a lider de um partido. Ou pelo menos nao devia. Se o tem que fazer, entao algo vai mal. E pelos vistos assim vai continuar.
Partidos politicos deviam ser uma forma, um meio de discutir e aplicar ideias. Não uma arena de intenções e ambições.
PSD e a Somague
Não me parece que qualquer tipo de ligação obscura entre partidos e empresas seja favoravel tanto a uma economia que se pretende de mercado e livre, como de uma democracia que se pretende transparente.
Daqui vai, portanto, o meu veemente protesto a tal forma de actuar. Seja de que partido for.
sábado, agosto 11, 2007
Crise do Crédito - a verdadeira história
O chamado sector subprime mortgage não é mais que uma faixa do crédito hipotecário dos EUA dedicado à população com maior propenção a fazer default (ou seja, a deixar de pagar a prestação) no crédito à habitação. Naturalmente, este tipo de empréstimos é feito a uma taxa de juro superior, para fazer face ao nível de risco. Convém ainda esclarecer que nos EUA o devedor pode pedir mais dinheiro enquanto vai pagando a o crédito à habitação, isto é, pode ter sempre a 100% o montante em dívida face ao valor da habitação. O problema é que até aqui o preço das casas não descia, logo era sempre possível ter a casa como garantia para o pagamento do emprestimo, pois esta valeria sempre tanto ou mais que o montante em dívida. O problema começa há uns meses quando o preço das casas em certas áreas começa a cair...
A história até aqui nem seria particularmente grave para os bancos. Acredita-se que o nível de default no subprime não vai além dos 5% a 10%. E estas instituições fazem a securitização destes créditos. O grande problema está precisamente aqui. As instituições com ligações ao subprime vendem o conjunto dos créditos subprime em pacote, para formar uma pool de créditos, diversificando o risco, podendo trocar entre si a uma taxa de rentabilidade superior de qualquer outro produto com protecção hipotecária, dado que está no sector subprime. Estes produtos chamam-se CDO's (Collateralized Debt Obligations) que não são mais do que estruturas financeiras, seguras pelo activo em si, ou seja, as casas. Estes produtos englobam diversos níveis de risco, sendo que o mais baixo eram precisamente a pool de subprime.
A grande questão é que ao ser possível trocar (comprar e vender) estes produtos de forma alavancada, muitos bancos viram uma oportunidade de ganhar mais alguns pontos percentuais com nivel de risco (pensava-se) suficientemente diversificado para não consistir um problema. Mas começaram então os preços das casas a cair, e isto não foi antecipado.
Da-se então a crise, dado que muitos destes bancos compravam alavancados estes produtos, o que implica que um nivel de default no subprime de 5% significa no minimo uma perda de 20% no capital investido.
O primeiro banco a divulgar problemas sérios com esta crise foi o banco de investimento Bear Stearns, o qual geria 3 fundos de investimento que apostavam fortemente nestes CDO's, e cuja desvalorização foi praticamente total. Mais alguns hedge funds globais foram divulgando entretanto alguns problemas também.
A crise no entanto alastrou-se na passada sexta-feira dia 10 de Agosto para a Europa, onde o BNP Paribas - um dos maiores bancos europeus e o maior de França -, divulgou que os investidores em três dos seus fundos estariam impedidos de efectuar resgates porque se dizia incapaz de avaliar os activos neles inseridos. A questão no caso do BNP Paribas foi ainda mais grave, pois dois desses fundos eram supostamente fundos de tesouraria, ou seja, com nivel de risco praticamente nulo.
A crise do sector bancário é no entanto uma crise de confiança. COmo daqui se pode concluir, houve notoriamente bancos que mentiram em relação ao nivel de risco dos seus fundos de investimento. E mais, há obviamente bancos cuja exposição ao subprime norte-americano é ainda desconhecida. E é precisamente por este motivo que se dá a falta de liquidez do sector bancário mundial. Falhou a indispensável confiança entre instituições bancárias para linhas de crédito usuais entre si. Ninguém nesta altura sabe que instituições poderão eventualmente estar expostas ao subprime. Daí a intervenção do ECB e do FED para disponibilizar liquidez ao mercado, como "lender of last resource". Note-se no entanto que todos os fundos do ECB e do FED so são disponibilizados perante apresentação como contrapartida de obrigações do tesouro de governos europeus ou norte-americano.
Finalmente, em relação á taxa de juro, não é ainda claro o que irá acontecer. Não é normal que o ECB se sinta influenciado por este problema para alterar a sua política, o que não significa que o aumento previsto para Setembro não possa ser o último... Já na reserva federal americana, o cenário é diferente: apesar de algum abrandamento da economica, dificilmente o FED cortará taxas, ao contrário do que o sector financeiro gostaria para fazer face a este problema. Ou seja, o problema do crédito não será resolvido com taxas mais baixas nem com taxas superiores, é um problema de liquidez e confiança. O que aconteceu esta semana nos futuros de taxa de juro é apenas resultado de uma fuga dos investidores para zonas de risco minimas, como as obrigações europeias e americanas.
segunda-feira, julho 09, 2007
Espaço Opinião: “Sociedade de Mérito”
Flat Tax, um meio de atingir a meritocracia
De todos os impostos em Portugal, o Imposto sobre Rendimento de Pessoa Singular (IRS) é um dos mais complexos, tanto pela variedade ridícula de benefícios, descontos e artifícios semelhantes de remediar ineficiências e injustiças, como pela imposição de uma tributação progressiva, consoante o rendimento bruto. Na prática, é o conceito de que quanto mais se recebe, proporcionalmente muitos mais impostos se deve pagar.
Este conceito é em si próprio uma ineficiência por motivos de varia ordem: a mais óbvia reside na própria incapacidade e incompetência do Estado em gerir os impostos que recebe e dos quais se obriga a teoricamente redistribuir; é também totalmente ineficiente o Estado cobrar impostos que posteriormente devolve ou sob a forma de descontos via benefícios que na prática não passam de formas de remendar a lei injusta, beneficiando neste caso apenas aqueles que sabem como maximizar esses benefícios; mas também é conceptualmente ineficiente ao desincentivar o mérito, numa sociedade que já todos concluímos que só poderá evoluir via aumento da produtividade e competitividade, ou seja, premiando o mérito.
Em suma, o Estado é o primeiro a gastar mal, a gastar demais, a exigir demais, a redistribuir mal e a não incentivar o mérito. Para cúmulo, ainda obriga a restrições orçamentais resultantes dessa má gestão, as quais afectam unicamente os mesmos de sempre: os contribuintes.
A solução parece portanto óbvia: o Estado deve gerir a menor quantidade possível de fundos proveniente de impostos por manifesta incompetência e incapacidade. Mais, a complexidade legislativa no campo fiscal aliado à já referida incompetência tornou o pagamento de impostos algo que de tão obscuro impede qualquer relação remota com redistribuição e ajustes de ineficiências sociais, quando esse pagamento progressivo no caso do IRS tem como única justificação precisamente essa.
A discussão das chamadas flat taxes ou taxas planas de IRS faz cada mais sentido e tem vindo a ser cada vez mais intensa. O conceito de flat tax não passa da aplicação da mesma taxa de imposto a todos os níveis de rendimento, deixando a progressividade cair, assim como o incentivo à mediocridade que reina há tantos anos em Portugal. Quanto mais se recebe, mais se paga, mas na exacta proporção que qualquer outro nível de rendimento, premiando quem pelo seu esforço aufere mais rendimentos, e acima de tudo, não deixando que o Estado recolha impostos que não sabe nem nunca soube redistribuir ou gerir correctamente.
É portanto absolutamente essencial e urgente debater a revisão da legislação fiscal, esta sim com verdadeiro impacto na competitividade do País, para além de sinal claro que vale a pena ser produtivo no trabalho. Simple is beautiful!
Publicado no jornal "O Aveiro" em 5 de Julho de 2007








