quarta-feira, junho 07, 2006
Natalidade
Por outro lado, muitos dos argumentos contra estas propostas referem-se à injustiça face a casais sem filhos ou a quem prefere ficar solteiro. Ora, é precisamente esta situação que o governo pretende alterar. Não me parece que em países onde tais políticas - bem mais apetecíveis, é certo - são implementadas haja este tipo de problemas. O Estado não tem de ser igual para todos (nem o Estado soviético o era...). Tem é de implementar a suas políticas tratando igual o que deve ser tratado igual.
Por outro lado, só espero que estas propostas não sejam uma forma encoberta de resgatar mais impostos. Os incentivos à natalidade devem ser superiores à cobrança de impostos a famílias não elegíveis, senão nem vale a pena.
Para terminar, há que ter coragem de implementar políticas que realmente incentivem os casais a ter mais filhos. E já agora, a fixarem-se no interior.
Claro que depois fecham-se maternidades... O estudo científico diz que não há condições técnicas... Pois arranjem-nas... Com tanto desemprego ainda não houve nenhum iluminado que incentive e permita universidades a formarem mais técnicos em cuidados médicos?
Coincidencias, Coerencias e Conveniencias...
terça-feira, junho 06, 2006
Aveiro Basket: Levem!
Curioso vai ser ver a reacção dos partidos da esquerda não democrática portuguesa (sim, o BE e o PCP). Quando chegaram as notícias da MoveAveiro, houve grande pseudo-amor pela coisa publica e despesista; pelos postos de trabalho; pelo serviço. E o Aveiro Basket ? Já pode ser privado é? Então aqui ja convem que o mercado funcione...
segunda-feira, junho 05, 2006
sábado, junho 03, 2006
GNR em Timor Leste
O poder de resposta de Portugal a uma situação de urgencia é arrepiante! Mais de uma semana para decidir se se envia ou não alguem, uns dias para decidir se são GNR ou Exercito, enfim.
Depois, como se já na bastasse, é um tal esperar pelo voo charter, ou na low cost company que aceite leva-los para Timor.
Pelo meio, a Austrália, que já depositou o seu exércio no território timorense ha semanas, para além de obviamente deter inteligence no local que avisou a tempo do evoluir dos acontecimentos, num tom de voz estranhamente autoritário mas fisicamente realista, quer obrigar Portugal a subjugar o comando dos nossos GNRs ao seu comando. Não aceitando - a meu ver bem, mas com reticencias - o nosso MNE coloca os nossos soldados numa posição que pode revelar-se incomoda no minimo. Isto é, ao colocar os GNRs sob o controlo do PM e do Presidente Xanana pode estar-se 1. a criar uma falta de consenso ao nivel do proprio Estado timorense; 2. a apoiar inusitadamente um possivel golpe de Estado; 3. a colocar a GNR como tropas neutras, no meio do fogo cruzado; 4. a colocar os soldados numa posição estratégica indefinida com consequencias que podem ser devastadoras.
Como se já não bastasse, um facto curioso: ao que parece mantimentos, equipamentos, carros e blindados portugueses irão todos no mesmo avião-bus. Ou seja, um tiro certeiro de um qualquer país arabe amigo de Freitas do Amaral, e toda a comitiva está em causa. Obviamente que esperemos que não, mas não deixa de ser um cenário possível, mesmo que indesejado e indesejavel. Va la que as tropas vão num voo comercial...
Por fim, esperemos que de facto a situação em Timor Leste melhore e a Paz seja restabelecida rapidamente.
quinta-feira, junho 01, 2006
Políticas de esquerda ?
Carlos Candal (uma figura com "peso político") in Diário de Aveiro 2006-06-01
Então as políticas de esquerda só podem ser implementadas em "determinadas circunstancias" ? É uma ideologia de ocasião? Não tem políticas para definir um rumo para o País? O que serão então políticas de esquerda!?
Finalmente alguém da esquerda teve o discernimento para admitir que a esquerda como ideologia já se esbateu na realidade. Ficaram os políticos de esquerda...
terça-feira, maio 30, 2006
A JP discute financiamento do Ensino Superior

A Juventude Popular de Aveiro decidiu lançar desde já o debate em relação ao financiamento do ensino superior em Portugal.
Para tal conta com duas individualidades da área, como são indiscutivelmente o Prof. Doutor Pedro Lynce e o Dr. Diogo Feio.
A discussão, como é o espírito da JP, está aberta a todos, pelo que convido que quem estiver interessado a comparecer dia 3 de Junho no Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro pelas 15h.
[clique na imagem para ver flyer em grande]
segunda-feira, maio 29, 2006
sábado, maio 27, 2006
sexta-feira, maio 26, 2006
quinta-feira, maio 25, 2006
Os do Partido Socialista na Oposição (PSO) estão muito zangados porque os do Partido Socialista no Governo (PSG) lhes roubaram o programa político.»
por JoaoMiranda in Blasfémias
NEPUC
Importante sem dúvida o papel que o NEPUC já assumiu em Coimbra, um verdadeiro exemplo a seguir. Aqui impõe-se uma palavra de grande enaltecimento ao grande trabalho efectuado pela anterior direcção, presidida pelo meu amigo Fernando.
Gostei acima de tudo do enorme espírito de amizade que rodeavao nucleo. Continuem!
Banca Portuguesa
Ora a grande questão é: assumindo que há de facto elevada concentração na banca, então como é que os bancos nacionais resolvem o seu problema de dimensão face aos concorrentes estrangeiros?
Bem, na minha opinião, o problema não se trata de concentração, mas mais de conluio. E aí as palavras de Abel Mateus revertem para...Abel Mateus. Precisamente quem deveria se expressar sobre este assunto. Mas não agora durante o processo de OPA. Talvez desde que assumiu as funções na Autoridade da Concorrência.
quarta-feira, maio 24, 2006
Estranho...
terça-feira, maio 23, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
A Coreografia
sexta-feira, maio 19, 2006
Foi você que viu o desemprego a cair ?
Logo à partida porque do Governo vê-se muito circo e poucas politicas concretas. E depois porque o principal indice bolsista portugues, o PSI20, já caiu cerca de 9% em 6 semanas. Como únicoss factores atenuantes há a sobrerreacção às ofertas de aquisição tanto da Sonae como do BCP e alguma influência externa.
Das notícias do decréscimo do desemprego, retiro aqui algumas pequenas citações, para ajudar a compreender como se pode facilmente distorcer a realidade com os numeros:
«De acordo com o Inquérito ao Emprego, o número de desempregados situa-se em 429,7 mil indivíduos, representando um aumento de 4,1% face ao trimestre homólogo e um decréscimo de 3,9% em relação ao trimestre anterior. »
Ou seja, na verdade, considerando os mesmos meses de 2005 para não incluir variações sazonais, o desemprego na realidade aumentou.
Mas continuando a citação:
«Os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao 1º trimestre de 2006 indicam ainda, que a população activa em Portugal aumentou 0,9% (abrangendo 49,6 mil indivíduos), face ao trimestre homólogo e diminuiu 0,4% face ao trimestre anterior (24,5 mil).»
Ou seja, começa-se já a perceber porque é que a taxa de desemprego caiu face ao trimestre anterior: cerca de 24500 portugueses sairam da vida activa (certamente que não alheio a este facto a corrida a reformas antecipadas...), alterando favoravelmente a taxa de desemprego. Claro que comparando com o mesmo trimestre de 2005, as coisas são diferentes, com mais população activa e crescimento do desemprego.
A pergunta faz sentido: afinal o desemprego aumentou ou diminuiu ?
by Jorge Palma
Tira a mão do queixo não penses mais nisso
o que lá vai já deu o que tinha a dar
quem ganhou ganhou e usou-se disso
quem perdeu há-de ter mais cartas p´ra dar
E enquanto alguns fazem figura
outros sucumbem á batota
chega a onde tu quiseres
mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada p´ra andar
a gente não vai parar
enquanto houver estrada p´ra andar
enquanto houver ventos e mar
a gente vai continuar
enquanto houver ventos e mar
todos nós pagamos por tudo o que usamos
o sistema é antigo e não poupa ninguém
somos todos escravos do que precisamos
reduz as necessidades se queres passar bem
que a dependência é uma besta
que dá cabo do desejo
a liberdade é uma maluca
que sabe quanto vale um beijo
quinta-feira, maio 18, 2006
Não perder por Falta de Comparência
Mais. Na sequencia desse post, propus num comment uma verdadeira tertulia ao vivo e a cores, com quem quiser aparecer, dos bloggers aveirenses. Seria sem dúvida uma ocasião para se cimentar laços, que apesar das divergencias latentes, eu acredito que existam. E seria uma bela oportunidade para dar a conhecer a todos os aveirenses que existe todo um mundo de discussão umas vezes mais profícua, outras mais humorada, que estou certo a maioria desconhece.
Fica o repto.
PSI20 deprimido, PCP e BE calados
Ora bem, nada de estranho aqui, é um mercado a funcionar, embora pouco profundo em termos de liquidez e volume, mas dentro destes constrangimentos, até se poderá apelidar de eficiente, embora não va entrar pela definição técnica.
Disto se poderá entao tirar pelo menos duas conclusões:
1.
O mercado funcionou, reagindo às incertezas criadas pelas ameaças de takeovers. Foi mesmo uma sobrerreacção, normalíssima nestes casos. Facto: as propostas de Oferta Publica de Aquisição estão de facto dentro dos limites, podendo os investidores realmente decidir se querem vender com mais valia em relação ao preço de mercado ou "apostar" (não gosto deste termo quando contextualizado com mercados de capitais) nos lucros futuros dessas mesmas empresas.
2.
Os sempre críticos dos mercados de capitais, nomeadamente os partidos de extrema esquerda em Portugal, agora que o PSI20 parece encolher-se, já não vêm reclamar aos sete ventos a injustiça do "lucro facil" e do "jogo da bolsa". Já muitas vezes afirmei e volto a faze-lo, a bolsa é tudo menos um jogo, e se esses senhores querem mesmo defender os interesses dos trabalhadores e os seus postos de trabalho, poderiam começar por defender o mercado onde as empresas podem recolher capital para investirem e se desenvolverem. Mas claro, agora que as perdas parecem acumular depois de um periodo turbulento, essas vozes calaram-se. Mas até aí se denota a sua ignorância, pois para o investidor especulativo, tanto faz se o indice sobe ou desce, desde que tenha "apostado" no movimento certo. Os instrumentos e produtos financeiros sao mais que muitos e permitem arrecadar (ou perder) elevadíssimas rentabilidades. Mas todos esses produtos são absolutamente necessários. Só um exemplo: se as industrias portuguesas fizessem hedging com futuros de energia, por exemplo, eliminariam o seu risco face a variações do preço nos mercados internacionais. E é também para isto que servem os produtos derivados.
quarta-feira, maio 17, 2006
Record Nacional de Alcool no Sangue
É já quinta-feira
O livro e todos os outros títulos do autor superaram e muito a mediocridade de volume de vendas em Portugal, reflectindo os nossos habitos de leitura. Quanto mais não fosse, crédito a Dan Brown por incentivar à leitura em Portugal. Convenhamos, podia ser bem pior!
Ao que parece, o filme é muito parecido com o livro. Não ligando aos críticos, a não ser para tomar o partido sempre inverso ao deles, espero que assim seja. Aliás, o próprio livro e a forma como foi escrito para ter sido pensado para transpor para a tela.
Quanto à polémica que vai sendo reavivada por ocasião do filme, já muito se tem dito. Não vou entrar pela polémica criada, mas apenas sublinhar que - em minha opinião - o que há de facto a reter é a elevação do papel da mulher, seja na vida de Jesus Cristo, quer de cada um de nós, ou da sociedade em geral, até mesmo na Igreja. A mulher como um ser de superior importância e cujo papel na História não deve ser desprezado. A mulher como fonte de vida, como fonte de amor, como fonte de base da família. Como princípio de tudo. O grande Graal da vida.
UK reafirma opção pelo nuclear

Tony Blair, curiosamente um trabalhista, veio ontem defender a opção pelo nuclear, como forma de manter o UK com autosuficiencia energetica nos 80 a 90% e por outro lado como forma de reduzir as emissoes.
Também curiosamente, parece que o líder dos conservadores está a ser aconselhado por varios "greens" pelo que consta que a sua posição será de oposição.
Esta subversão da ordem natural das coisas na política é tanto mais interessante quanto Tony Blair ainda ha alguns dias se dizia estar de saída do 10th, Downing Street.
A notícia aqui.
terça-feira, maio 16, 2006
História na AR
De referir que a tal iniciativa relaciona-se com a vontade de restringir a arquitectos a assinatura de projectos de arquitectura.
A notícia do DE, aqui.
Douto, Político, Político Douto ou Douto Político?
Que seria de um Advogado, se lhe fosse exigido uma opinião técnica, e respondesse com politicamente correcto, para não se comprometer?
Que seria de um Juiz, se lhe fosse exigido uma opinião técnica, e respondesse com politicamente correcto, para não se comprometer?
Que seria de um Arquitecto, se lhe fosse exigido uma opinião técnica, e respondesse com politicamente correcto, para não se comprometer?
Que seria de um Engenheiro, se lhe fosse exigido uma opinião técnica, e respondesse com politicamente correcto, para não se comprometer?
...
Coisas do Futebol
Aldo Spinelli, Presidente do Livorno
in O Jogo, 2006-05-16
segunda-feira, maio 15, 2006
Cenário continua negro
Disto salientaria acima de tudo a subida do custo do trabalho na Industria Transformadora, por se tratar da produção de bens transaccionáveis, logo o sector que mais directamente influencia a nossa competitividade, já que infelizmente ainda não assumimos o grau de competitividade ao nível dos serviços no exterior. A subida no sector da Industria Transformadora foi de 7.2%!
Esta subida, aliada a um não acompanhamento da produtividade, espelha aquilo que tem sido o grande problema de Portugal nos ultimos tempo, um problema realmente estrutural: a falta de competividade.
É certo que não será pelos baixos custos que conseguiremos competir com as industrias texteis chinesas, por exemplo, mas não será certamente com uma subida dos custos do trabalho sem um reflexo na produtividade que iremos conseguir impormo-nos no cenário internacional. A aposta terá que ser feita na qualidade também dos recursos humanos. E o custo do trabalho, logicamente, deverá ser um reflexo do aumento da produtividade, e não um motor de arranque.
Esta visão, por mais economicista que possa parecer, é a única que de facto defende a continuidade dos postos de trabalho em Portugal. A única que garante a viabilidade da nossa economia no longo prazo. E se exigimos tantos sacrifícios, ao menos que sejam os sacrifícios correctos.
sexta-feira, maio 12, 2006
quinta-feira, maio 11, 2006
a verdade da propaganda do Governo
Ouvi estes dias um comentador dizer que Portugal comprou direitos de emissão de poluentes para atmosfera como um País rico, quando precisava de ter comprado como País em desenvolvimento. Nada de mais correcto. Sendo certo que as questões ambientais devem ser levadas muito a sério, o que é certo é que Portugal não passou como os restantes países europeus por uma fase de franco crescimento à custa do ambiente. Situação irreversível, dirão uns. Até concordo. O que não posso deixar passar em claro é que este investimento de milhares de milhoes de euros não vai para a gaveta. Outro sítio o acolherá, e nem se importará com as emissões. O que nos deixa a pensar: será que estamos em condições de prescindir de tal investimento. Ou entao: não serão os lucros e as vantagens que advem deste empreendimento uma forma de projectar e financiar energias alternativas, sendo uma espécie de um recuo estratégico em política ambiental para poder avançar com mais confiança? Não nos esqueçamos da conjuntura actual, em que o preço do petroleo chegará facilmente aos $100, podendo mesmo num futuro proximo andar nos $200/barril. Não nos esqueçamos que se pode adquirir direitos de emissões a países que não as usam. Estará o País em condições de rejeitar tal projecto ? Parece-me que não.
Mas se fosse só isto, já era suficientemente grave. Do ponto de vista político, as coisas tambem nao correram nada bem. Um ministro recua, um empresário que culpa o secretário de Estado do ambiente, uma decisão que aparece como sendo do ministro, afinal ja tinha sido tomada pelo empresário um mês antes... enfim, uma trapalhada das antigas, que mostra o quão volateis e vazias são estas encenações propagandisticas governamentais. Agora a questão ja nem é esperar para ver quantas mais encenações de investimentos são falhadas, a questão é mais quantas delas é que irão realmente avançar.
quarta-feira, maio 10, 2006
Selos brancos ( II )
Depois a tentativa de transmitir calma.
Depois o pânico.
A curiosidade e ironia disto tudo é que, apesar de alegadamente haver negócios ilicitos, o que vai desencadear a falencia destas empresas será não a falta de cumprimento para com os seus clientes no decorrer da sua actividade dita e considerada como menos fiável pelo Banco de Portugal e CMVM, mas antes o facto de estas acusações e buscas terem sido efectuadas interrompendo o esquema em cascada, e através do pânico de todos os clientes desejarem e fazendo rush para a liquidação dos investimentos, culminando na insolvabilidade das empresas.
Curioso para quem não tinha feito investimentos nas ditas casas, obvio.
Retórica barata
Selos Brancos
Parece que a melhor forma de investir em selos, é mesmo conhece-los e coleccioná-los...
terça-feira, maio 09, 2006
Sector Imboliário em Aveiro
segunda-feira, maio 08, 2006
Comissão Europeia: perspectivas para 2050
Para os interessados, o relatório e anexos.
Polícias acusados de xenofobismo pelo Governo
O Ministério da Administração Interna (MAI) pediu hoje à Direcção Nacional da PSP que tome medidas disciplinares e criminais contra dois dirigentes do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) por declarações "xenófobas".
( 14:23 / 08 de Maio 06 )
As declarações classificadas como "xenófobas" foram proferidas pelo presidente e pelo secretário-geral do SPP na sequência de um protesto contra a pena aplicada sexta-feira ao luso-brasileiro Marcus Fernandes, condenado a 25 anos de prisão pela morte de dois agentes e pela tentativa de homicídio de um terceiro.
«O aumento da criminalidade em Portugal deu-se com a abertura das fronteiras», disse o presidente da SPP, António Ramos, ao Diário de Notícias, acrescentando que «o Governo não devia deixar entrar tanta gente».
O secretário-geral do sindicato, Luís Filipe Maria, garantiu que o SPP «não é contra a imigração», mas salientou que «antes de haver imigrantes brasileiros não havia assaltos nos semáforos».
O teor das declarações, «indisfarçavelmente xenófobo, é incompatível com a qualidade de membro da PSP», sublinha a tutela, num comunicado hoje enviado à comunicação social.
O MAI sustenta que esta conduta infringe o estatuto dos membros das forças policiais e viola o Código Penal e a lei que proíbe a discriminação no exercício de direitos por motivos fundados na raça, cor, nacionalidade ou origem étnica.
O MAI entende que as declarações «assumem especial gravidade» porque podem reforçar a relutância de cidadãos estrangeiros em confiar na protecção policial e «suscitam inevitáveis dúvidas sobre a eficácia da formação específica recebida pelas forças de segurança parasensibilização contra os preconceitos xenófobos».»
in TSF Online 2006-05-08
A Maça dos Beatles
sexta-feira, maio 05, 2006
Reshuffle na Downing Street
Girão Pereira regressa
Girão Pereira com Ribeiro e Castro
Girão Pereira, Nogueira de Brito, Narana Coissoró, Paulo Marques, Cruz Vilaça, Ricardo Vieira e Pedro Sampaio Nunes são alguns dos novos reforços da comissão política que José Ribeiro e Castro vai apresentar no congresso do CDS.
O ex-presidente da Câmara de Aveiro Girão Pereira diz "em quase 30 anos de partido nunca viu tantos ataques a um presidente de uma forma tão mediática, tão continuada e tão sistematizada como desta vez" e não encontra razões para que tal tivesse acontecido. "Eu quero um partido que seja um projecto de sociedade, virado para os problemas do país, e não para lutas intestinas de grupos, de famílias ou de amigos", declara, num ataque directo aos críticos de Ribeiro e Castro, acusando ainda algumas estruturas de estarem "a sangrar" o partido ao impedirem a entrada de novos militantes, só porque isso "põe em risco seu posicionamento interno". »
in Público 05-05-06
Aveiro Basket
AM
Parece-me tratar-se inclusive mais de um assunto financeiro do que propriamente historico para a freguesia de Albergaria.
A notícia aqui. E já agora um protesto pela forma como a notícia está redigida. Eu percebo que a AM se prolongou ate à uma da manha, eu percebo que a vereação fez uma intervenção bastante longa e explanatória, mas tal não me parece ser motivo bastanta para tão pobre texto em termos de uso da Lingua de Camões. Fica o reparo.
terça-feira, maio 02, 2006
uma análise distante das nacionalizações sul-americanas
1. (a complexa) supondo sempre a maximização do lucro (em termos puramente matemáticos), se antes não havia necessidade de equacionar factores como recursos naturais ou a população, agora esses factores tem de ser incluir dado que conseguem por si só influenciar a rentabilidade da empresa. quando antes poderiam ser grosseiramente desprezados. Assim, agora a maximização está "sujeito a" nivel de satisfação das populações locais, e/ou preservação dos recursos, preocupação com o meio envolvente. E isto porque, usando por exemplo o metodo de calculo de rentabilidade de um projecto por real options, estas contingencias surgem como uma variavel com uma componente aleatória, mas com uma tendencia de aumento da sua probabilidade quanto maior for a arrogancia da empresa/projecto. Para os amantes deste tipo de analise, seria uma brownian motian com tendencia ascendente. Assim, em ultima analise, a empresa/projecto para maximizar o seu lucro terá que ter em conta que - e passe-se a redundancia - se não tiver em conta estes outros factores, poderá de facto a não maximizar o seu lucro ou por outras palavras, a assumir um risco que pode por em causa todo o investimento, e que provavelmente não foi devidamente considerado.
2. (mais simples) a maximização do lucro não pode ser hoje entendida como a exploração ao máximo de tudo e todos, quando a envolvencia da empresa com os trabalhadores, local, meio ambiente e até mesmo País se tornam tão mais importante, tanto que a propria produtividade só sai beneficiada. Em última analise, quando a empresa for como um benefício para a sociedade, só sairá beneficiada no longo prazo.
nota: antes que os críticos me venham apelidar de ter entrado em contra senso, eu afirmo: isto também é neo-liberalismo. E a maximização do lucro continua lá.
segunda-feira, maio 01, 2006
AM
Ribeiro e Castro
Agregador e convincente, Ribeiro e Casto parece pronto a tomar conta do partido com pulso mais forte. A ver.
Próximo capítulo segue no próximo fim de semana no Congresso Nacional na Batalha.
Campeões!
sexta-feira, abril 28, 2006
Estranho. Muito Estranho
DE com Lusa
O Banco Espírito Santo (BES) anunciou hoje que comprou e vendeu acções próprias a 14,95 euros entre 24 e 26 de Abril, mas acabou por ficar sem quaisquer acções própria em carteira.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BES diz que comprou e vendeu a 24 de Abril 1.859.591 acções próprias a 14,95 euros.
A 26 de Abril voltou a comprar a e vender acções próprias no mesmo montante (355.653 unidades) ao preço de 14,95 euros.
O comunicado não refere qualquer razão para a realização destas transacções, mas garante que após estas operações, o BES ficou exactamente como na posição inicial, ou seja, sem acções próprias.
As acções do BES estavam hoje ao início da manhã a subir 0,61% para 11,59 euros.
in DE Online 28-04-2006
quinta-feira, abril 27, 2006
ESTADO. Qual ESTADO? O ESTADO. Mas que ESTADO? O ESTADO.
O ESTADO decide que por causa da falta de dinheiro do ESTADO os cidadãos vão ter que pagar mais impostos ao ESTADO, trabalhar mais para o ESTADO, e receber menos do ESTADO, para que o ESTADO continue a ser ESTADO endividado e ineficiente.
Retirando tanto ESTADO desta equação...o que seria de nós!
Canadá
a ver:
http://www.youtube.com/watch?v=UV_ixcNroh0
XXI Congresso CDS - PP ( I )
Todos os militantes, simpatizantes e interessados encontram-se, obviamente, convidados a assistir.
quarta-feira, abril 26, 2006
25 de Abril sempre ? uma vez chega...
Sendo frio e calculista, como o distanciamento histórico me permite, a chamada revolução não passou de um insurgir de militares contra a guerra no ultramar que pelo meio atropelou o antigo regime, restituindo a liberdade e a democracia por arrasto e não como objectivo inicial.
Não obstante a importancia extrema deste dois valores na sociedade em que hoje vivemos, o facto é que a tal revolução de pouco valeria não fosse o 25 de novembro, que não tendo existindo relegaria o 25 de abril de 1974 a uma passagem de um regime totalitario de direita para um de esquerda. Convenhamos, muitos dos que estiveram na tal revolução são tudo menos democráticos, veja-se o caso de Otelo Saraiva de Carvalho, um terrorista bombista de extrema esquerda.
Democracia e liberdade vem com responsabilidade. E isto é uma conquista do tempo, não da revolução. Respeito-a, mas não vivo obcecado nem estigmatizado por ela.
And the winner is...? ( III )
preço (40 %);
prazo (30 %, de acordo com a base do concurso);
condições técnicas (30 %).
(como se pode ver aqui)
quinta-feira, abril 20, 2006
Gerações
Mas a próxima geração já não terá esse estigma. Não faltarão, por certo, os ironicamente velhos do Restelo saudosistas a gritar aos Sete Ventos o quanto se deve à tal Revolução de 25 de Abril, passando por cima da não menos importante data de 1975. Ironicamente porque durante anos esses mesmos velhos do Restelo apregoaram e apelidaram todos aqueles que pretendiam olhar para o futuro, com ideias livres dos constrangimentos que os movimentos de Abril então formaram de conservadores, reaccionários, saudosistas e mesmo de fascistas. Velhos do Restelo porque tal como aqueles a quem erradamente apontavam essas críticas, estarão nesse momento a querer reviver momentos que, apesar de relevantes na nossa História, não passam disso mesmo, História, pelo que deve ser lembrada, mas não revivida.
E essa geração de que vos falo, e que agora começa a emergir, diz que já nasceu muito depois do 1974, muitos deles inclusive depois de 1986. O que quer dizer que nunca viveram sem ser em democracia estável, nunca conheceram Portugal como um império colonial, nunca conheceram Portugal como um pequeno país isolado do resto do mundo e à beira de se assumir como uma república comunista – qual Cuba na Europa –, e só conhecem o Portugal de hoje, assumidamente Europeu, incluído num mesmo espaço europeu, partilhando uma moeda europeia, e submetido a regras e acordos internacionais que muito favoreceram o crescimento da nação e que, não obstante, criam obstáculos e dificuldades largamente compensadas pelas oportunidades e factores positivos que oferece. Essa geração sabe a História, mas não vive presa por ela. Essa geração talvez não saiba o que é (ou foi) viver sem liberdade ou sem democracia, mas sabe o que é melhor para Portugal. Essa geração sabe as vantagens da liberdade. Essa geração sabe distinguir liberdade de libertinagem ou pura rebeldia.
Mas mais que isso. Essa geração sabe e pode apontar defeitos e erros do passado. Sem constrangimentos pode dizer o que foi mau e o que houve de bom antes de 1974. Sem constrangimentos sabe dizer o que foi mau e o que houve de inegavelmente bom depois de 1974.
Sem constrangimentos, pois não têm complexos com a sua História, e à História pode-se apontar os erros cometidos, pois já foi vivida. Deve-se antes de mais, aprender com ela, para não os repetir.
Portanto, esta geração saberá dizer que o regime do Estado Novo teve a espaços políticas económicas altamente positivas para o País, mas também saberá dizer que tal jamais compensaria a falta de liberdade e de democracia, sendo estes valores imprescindíveis a uma qualquer sociedade moderna. Contudo, com a mesma liberdade que se permite dizer isto, permite-se também dizer que nem tudo após o dia 25 de Abril de 1974 foi bom para Portugal. A conquista de liberdade e democracia é algo incomensurável. Mas esta conquista também foi feita à custa de muitos erros que hoje em liberdade podemos apontar. A loucura da revolução levou a aumentos salariais nominais de mais de 30%, conduzindo – por não haver correspondência no aumento da produtividade – a inflação de mais de 40%. Isto levou a que mais tarde o FMI tivesse que intervir. Isto não é liberdade, é libertinagem e rebeldia, e, portanto, irracional. Com isto também devemos aprender. Também em 1974 se iniciou um dos períodos mais negros da Historia económica portuguesa, com nacionalizações, às quais só podemos apelidar de autênticos roubos autorizados e praticados pelo Estado a grande parte dos empresários portugueses, que levou em larga medida a consequências ainda hoje sentidas ao nível da competitividade. E a isto esta geração não chama liberdade. Mais: no período conturbado de 1974 a 1975 assistiu-se a uma quase viragem falta para o comunismo, cujo desfecho felizmente para Portugal não foi o desejado pelos partidos de esquerda da altura. E como não se conhece nenhum regime comunista onde haja liberdade, então a isto também esta geração não chama liberdade.
O que podemos aprender da História é que a liberdade é mais que uma conquista, é uma construção. Com altos e baixos. E se em 25 de Abril de 1974 se gritou por liberdade, então saibamos perceber o que realmente é a liberdade. Liberdade de expressão, liberdade de opinião, liberdade de movimentos. Mas também liberdade de circulação de capitais e pessoas, e ainda mais, liberdade de investimento e de iniciativa privada.
Esta geração de que vos falo celebra o 25 de Abril de 1974 como um passo decisivo para a construção da liberdade. E celebra-o com toda a convicção e consciência da sua importância extrema para o País, mas sem complexos nem sobre o 24 de Abril nem sobre o 26 de Abril.
PDA
A Parque Desportivo de Aveiro (PDA) pretende, até ao final deste ano, duplicar a área de terreno actualmente na sua posse em redor do novo estádio municipal, apesar das dificuldades colocadas pelos proprietários, alguns dos quais são grandes investidores. (...)»
[ver notícia completa]
in Notícias de Aveiro
Socratex
Por outro lado, quando é para atirar areia para os olhos, já o PM parece nao ter problemas: é ve-lo galantear-se por ter conseguido um deficit de 6,00% quando as suas previsões era para 6,8%... Meu caro Socrates, quando se comparam números, não se podem comparar previsões com reais, alegando evolução. Evolução há quando o défice aumenta de um ano para o outro. Até o Banco de Portugal já o reconheceu.
quarta-feira, abril 19, 2006
A Verdade dos números
Mas a atitude que refiro não a mudança de tom, nem do apontar de falhas à política económica, é antes a displicencia com que encarou os primeiros meses da governação socialista, deixando uma série de medidas erradas avançarem, com as devidas consequencias.
Elevadíssima carga fiscal, face a um crescimento da economia praticamente nulo (perfeita estagnação), a meio milhão de desempregados e, pior que tudo, a um défice superior ao apresentado por Bagão Felix. Sublinho: mais défice com mais impostos. Esta é a verdade pura dos números sem a propaganda.
nota: Para os interessados, fica aqui o link para o relatório completo.
Campanha anti-tabágica
terça-feira, abril 18, 2006
a realidade hoje, para prevenir o amanhã
A questão não é se atingirá esse valor, nem sequer quando. A questão é o q fazemos agora para na altura não nos queixarmos do fado português, como é costume.
Medidas de fundo na energia, são obviamente bem-vindas. Mercado livre na electricidade, energias renováveis e o reconhecimento que a energia nuclear, para além de cada vez mais segura e potente e menos poluente, está cada vez mais rentável e apetecível. E havendo privados dispostos a avançar no projecto, não vejo problema.
Medidas de fundo no uso de transportes, acabará por ser uma necessidade do consumidor, do utilizador, muito mais do que uma imposição ou incentivo do Estado. Os agentes, como racionais que deverão ser, verão que os transportes públicos são uma excelente alternativa. Haja racionalidade do Estado de, se não quiser liberalizar o sector, ao menos o torne apetecível e eficiente para o consumidor / utilizador. E actuar no sector automóvel parece-me essencial: despenalizar fiscalmente os veículos menos poluentes deve ser uma prioridade, porque são um incentivo a poupança de energia. Não há desculpa possível nem argumentação no defice publico neste campo para manter taxas elevadíssimas de imposto em veículos cada vez menos poluentes. É um contra-senso alimentar o sector da venda de usados, penalizando fortemente a compra de novos, quando os novos sao menos poluentes. Não haja medo de favorecer os menos poluentes.
Mas por último, o mais importante de tudo: este aumento de preços irá provocar uma pressão inflacionista vinda de uma variavel perfeitamente exógena: o preço do petróleo. Não é inflação do lado da procura, mas também não se poderá dizer que seja do lado da oferta, concretamente. E isto provoca problemas ao BCE. E problemas no BCE são aumentos de preços, inflação, cuja única forma de combater é através da política monetária, ou seja, taxa de juro. Isto leva ao abrandamento da economia europeia, com a economia portuguesa a ressentir-se mais fortemente, não só devido á elevada exposição e dependência face ao petróleo, mas também devido ao elevado nivel de endividamento privado e público, fruto do aumento dos juros do serviço da dívida. Do endividamento privado, os privados cuidarão, tendo sempre em conta que a poupança (que em última análise, é investimento, S=I) irá cair. Do endividamento publico, cuidamos nós, e parece que não cuida ninguem. Perante este provavel aumento dos juros, a divida publica dispara, mesmo sem mexer uma palha. Isto é, mais défice. Isto é, mais impostos no futuro. Pura Teoria de Finanças Publicas.
Urge portanto, parar com a propaganda e assumir as medidas verdadeiramente dificeis, que não estão na mera informatização dos serviços publicos, ou na redistribuição geográfica (SIMPLEX OU PRACE) mas estão verdadeiramente na despesa publica, que parece ninguem conseguir tocar. Com a conivencia do Governo, os sindicatos continuam a sua luta pela manutençao dos postos de emprego (que não trabalho) dos inumeros funcionários publicos. Hoje defendem os funcionários publicos empregados, mas hoje também deixam que os desempregados assim continuem. E pior que isso, defendendo hoje esta situação, estão no fundo a defender mais impostos amanha, seja para a geração futura que agora está a entrar no mercado de trabalho, seja para os filhos dos trabalhadores activos de hoje. Seja de que forma for, têm visão curta ou então também gostam dos seus trabalhos de sindicalistas, tanto que fazem tudo para os manter. Mas o problema não está só nos sindicatos. Os gastos deste Estado gordo e moribundo vao muito para além dos funcionários que na pior das hipoteses estão a tentar sustentar as suas famílias, mesmo não fazendo nada. Os gastos do Estado são ridículos. São mesmo imorais. A teimosia em manter serviços que os privados fazem melhor, a teimosia em manter luxos da segurança social que o País já nao pode pagar tem que acabar. Se o País não pode continuar a pagar subsídios, então não pode continuar a pagá-los! Ainda para mais quando o Estado nem sequer tem a capacidade de verificar se os subsídios que paga tem o efeito desejado.
O Estado Social ja morreu ha muito tempo. O Estado Social Português é que parece querer morrer mais devagar que os outros, em prejuizo de todos nós, particularmente a geração futura. Para este caso, defendo a eutanásia!
Tumultos ( I )
Pela primeira vez vou a um Congresso do Partido. E vou lá com o orgulho de não ir com ideias pré-definidas nem candidatos onde votar cegamente. Irei ouvir as diversas propostas. Certo é que nem tudo foi bom com a Presidencia do Dr. Ribeiro e Castro. Mas também, por outro lado, nem tudo foi mau. "Bem pelo contrário", apetece dizer.
João Almeida, como líder da Juventude Popular decidiu pedir ao Conselho Nacional dessa organização partidária autónoma do CDS-PP a legitimidade para avançar com uma moção estratégia com candidato, não querendo aproveitar o regulamento interno do Partido que permite à JP avançar com uma moção sem candidato. Este pormenor parece-me crucial em todo o processo. É certo que aproveitar este ponto do regulamento seria menosprezar a moção, mas por outro lado é não menos verdade que não aproveitar esse ponto é querer vincar a posição (ou direi oposição), lançando um candidato que, para todos os efeitos, até pode ser eleito na loucura do Congresso.
O meu voto no Conselho Nacional da JP em relação a esta moção foi a abstenção. E passo a explicar porquê. Concordo perfeitamente que a JP deve manter a tradição de apresentar uma moção ao Congresso do CDS-PP, com ideias novas, de gente nova, de uma geração diferente, com ideias necessáriamente diferentes, fruto da perspectiva de vida. Concordo também, que não faria sentido apresentar uma moção sem que esta fosse verdadeiramente vista como tal. A culpa deste facto vai direitinha para a opção, a meu ver ridícula, do Conselho Nacional do CDS-PP em que obriga um candidato por moção. Agora as dúvidas. Duvido seriamente da inocência desta candidatura. Espero, até por garantias que o próprio João Almeida deu, que esta moção seja unicamente da JP, das pessoas da JP, para o bem e para o mal, e não (nunca) uma moção "cavalo de Troia" para muitos que acham ser cedo demais para se lançar para o assadouro. Por outro lado, apesar de tudo, a JP não é, nem deve ser uma oposição interna ao Presidente do Partido. Nem mesmo no Congresso. A JP até por uma questão de garantia da sua conquistada e merecida autonomia não se deve intrometer em lutas internas. Sou da opinião, portanto, que a moção deverá ser defendida no âmbito das ideias que pode eventualmente gerar, e jamais uma moção contra Ribeiro e Castro, mesmo que haja críticas que se lhe possam ser apontadas.
A JP conseguiu um elevado nível de mediatismo em todo este processo. É necessário que seja rentabilizado, isto é, que não seja visto, no final do dia, como o bombo da festa. É necessário que ajude a tornar o Partido melhor, mais atractivo, mais sexy (porque não?), mas apoiando o líder, seja ele qual for, tal como tem feito no passado.
Será com certeza um grande Congresso, como aliás, são todos os do CDS-PP.
sexta-feira, abril 14, 2006
b.i.Esgueira
JP avança com Moção Global ao Congresso do CDS-PP
quinta-feira, abril 13, 2006
Ameaças e Oportunidades
Estado da Nação
Que gostam de fins-de-semana prolongados, todos nós gostamos. Com a diferença que eles podem mais que o resto de nós.
Mas o cumulo desta vez, atingiu os limites do aceitável, mesmo para um português. A falta de quorum na Assembleia da Republica É VERGONHOSO. Estes senhores não respeitam o voto de quem os elegeu nem a Nação que representam.
Não ha desculpas possíveis.
JP
quarta-feira, abril 12, 2006
Neste post, não vai ser nem a política nem a amizade que me move, pese embora a amizade por alguns dos elementos da JS de Aveiro. É antes o bom gosto.
Parabéns JS Aveiro pelo excelente layout do vosso blog. Aceitem as minhas saudações populares.
Ouro Negro
CDS-PP
Eu não percebo o Bloco
Eu digo: Caro Dr. Louçã, parece que descobriu a polvora! Chega de atirar areia para os olhos das pessoas com a política demagógica pela qual o BE sempre se pautou.
Qualquer aluno de licenciatura ou mestrado de economia ou gestão sabem que há poupanças fiscais e mesmo por via do aumento da dívida que permite aumentar o valor da empresa aquando de M&A. Mas isto não foi o BE que descobriu. É teoria financeira. E começou com Miller e Modigliani.
Outra questão pertinente é perceber exactamente a posição do BE em relação a takeovers. Será contra? Ou nem por isso? Defenderá por acaso que simplesmente não haja takeovers? Estranho. Um takeover acontece por dois grandes motivos: ou a empresa alvo se tornou apetecível, quer por via do preço-valor real ou por via de estrutura de capital propicia a takeover; ou em alternativa a empresa não é eficiente ou é mal gerida, levando a que as compradoras se proponham a maximizar o valor dos accionistas. Raros são os casos em que há takeovers para fechar concorrência, pois isso raramente é optimo em termos económicos.
Mas então, o BE diz que não entende os benefícios fiscais para OPA's. Uma OPA acaba por ser uma acção do proprio mercado para tornar mais eficiente as empresas envolvidas, o que acaba por só favorecer o mercado como um todo, e todos os stakeholders, incluindo a maioria dos trabalhadores. O que acho mais rídiculo é o facto de ver trabalhadores insurgirem-se contra as empresas compradoras! E fazerem inclusive manifestações! Só pode ser restícios da nacionalização da PT... Mas o dono da PT agora é outro. E não me parece de todo inteligente insurgirem-se contra um futuro patrão... Ainda para mais tentando influênciar uma decisão que é do mercado e que é perfeitamente racional: ou se vende à Sonae ou não se vende, consoante o que for mais rentável.
Itália
Mas mais estranho que tudo isto, é que este homem, com toda esta carga negativa conseguiu ser eleito PM, e agora conseguiu quase metade dos votos dos italianos.
Back on track
segunda-feira, abril 10, 2006
Coglioni
Reunião de Camara na Junta de Esgueira hoje as 15h
Grande Vereador
Finalmente...!
Jorge Greno
quarta-feira, abril 05, 2006
de intenções está o Inferno cheio...
"Governo cumpre obrigações mas não intenções" Laurentino Dias, em relação à Pista de Remo de Cacia.
Agora pergunto:
1. Que credibilidade tem um Estado que não cumpre as suas intenções?
2. O SIMPLEX e o PRACE são intenções ou obrigações?
3. O Programa de Governo do PS são intenções ou obrigações?
4. Tudo o que o Eng. Socrates diz são intenções ou obrigações?
Um protocolo assinado com a CMAveiro se é uma declaração de intenções, então acho que vou começar a fazer "protocolos" com os bancos para comprar uma casa e depois verei as consequencias.
Um Estado que não cumpre as suas intenções não passa de um Estado moribundo. Um Estado que não se OBRIGA a cumprir as suas intenções é um Estado mentiroso, assim como todos aqueles que não honram a sua palavra.
Porque o SIMPLEX é COMPLICADEX
Mas então, decidi ir a uma agência. Qual não foi o meu espanto quando de repente me perguntam:
- É bilhete electrónico, tá bem?
- Tá bem, tá bem. Até prefiro
Respondi eu já surpreso.
E qual não o meu espanto quando pergunto:
- Então e onde está o código que tenho que levar comigo? - já pegando no telemóvel para regista-lo.
- Código? Qual código? Estou-lhe a dar esta folhinha que imprimi, e apresenta a folhinha no check-in que já faz de bilhete.
Moral da história: agora em vez de um bilhete, levo uma folha imprimida. O código? deve estar lá no meio, mas até tenho medo de não levar a folhinha.
curiosidade
01:02:03 04/05/06
[via e-mail]
terça-feira, abril 04, 2006
pseudo-liberais
Estranho
Só uma pergunta: se o tal empréstimo avançar (seja quem for que vai ao banco com os terrenos da camara levantar o dinheiro do emprestimo...), porque terá o Beira-Mar preferência face a todos os outros credores da CMA ?
segunda-feira, abril 03, 2006
The Champions !

Com a devida vénia ao site World Soccer, aí fica a letra do hino que se vai ouvir no inicio do jogo da proxima quarta feira em Nou Camp:
«This is Lasagne
To football fans it is familiar as Mozart or Beethoven. The sweeping strings, the fanfare of brass, the chorus of indistinct voices….It is the Champions League theme.
The programme begins – we hear it. Cut to advertisements – we hear it. The players line up as if for National Anthems – we hear it. But what is it? And are they really saying “lasagne”?
In 1992, when the Champions League was launched, UEFA commissioned Tony Britten, a British composer, to come up with a theme for the tournament. Britten chose to use “Zodok the Priest” by George Handel as the base for his work. The Royal Philharmonic Orchestra would play the piece, and the Chorus of the Accedemy of St Martin in the Fields would sing he words.
The lyrics are as follow:
Ce sont les meilleure equipes
Es sind sie allerbesten mannschaften
The main event
Die meister
Die besten
Les grandes equipes
The champions!
Une grande reunion
Eine grosse sportliche veranstaltung
The main event
Ils sont les meilleurs
Sie sind die besten
These are the champions
Die Meister
Die Besten
Les grandes equipes
The champions!
Not a mention of Lasagne anywhere…
It is ironic that, while the words are declaimed in English, French and German, since 1992 these nations can muster only four Champions League wins between them. It is also ironic that the theme came to be used just as the tournament was opened up to clubs who were NOT champions. But then that’s another story…»
A Constituição ainda sofre dos males de Abril (sim, porque também os houve)
Esta "nossa" Constituição, contudo, relembre-se que foi elaborada num periodo especialmente conturbado da nossa democracia (este "nossa" sem aspas). Altura em que a poder quase caiu na rua, altura em que a economia foi quase totalmente abolida por uns quantos "educadores do povo". Felizmente esse periodo não durou muito. O tal Povo que diziam que mais ordenava teve felizmente mais consciencia e não deixou o País entrar por esse caminho tortuoso e sem saída. Mas ficaram vestigios desse tempo. Ficou uma Constituição rica em palavras e páginas, pobre em ideias. Pobre no pior dos sentidos: não se trata da falta de ideias, trata-se antes de más ideias sobre como um País se deve reger em economia de mercado (sim, vivemos em economia de mercado, exigencia da UE e absolutamente necessário para crescimento económico que temos vivido desde 76).
Esta Constituição que não defende o investimento, mas antes a regidez de emprego o que, em última análise, leva a desemprego. Esta Constituição que tem marcas de um periodo político em que a libertinagem se confundia com liberdade, e onde a verdadeira liberdade de iniciativa (a privada!) é subjugada a um Estado supostamente paternalista, providenciador de tudo e todos, onde são todos considerados iguais, quando para o beneficio do Estado, e considerados diferentes se tiverem mérito, ou seja, ter mérito é uma espécie de atentado ao bem-estar geral. Em suma, é uma Constituição que é do Estado e um Estado que não somos nós todos. Ora, o Estado deveriamos ser nós, e a Constituição deveria ser nossa (novamente sem aspas). Mas não. A Constituição continua a ser de um Abril que já la vai ha muito tempo, e não de um País diferente, que necessita de uma dinamica diferente e ainda está preso a eventos histórios que pouco tem a ver com a realidade actual.
O Papa Peregrino
Orgãos Concelhios do PS Aveiro eleitos
Movimento sensual, Movimento sexy
Não obstante, penso que há alturas e locais proprios para o fazer. Nomeadamente o Congresso. A deselegancia esbate muitas vezes em declarações infelizes proferidas em locais onde a audiencia abrange muito mais que simplesmente a pretendida, mormente os militantes do partido, em última instância quem decide por maioria de razão e direito o futuro e liderança do mesmo. Não quero com isto dizer que se deva calar a crítica muitas e tantas vezes consistente, racional e com razão, ate a tempos construtiva. Não. O que quero dizer é que a fragilização do partido surge não só da figura que lidera e das decisões amedrontadas de quem convocada congressos extraordinários mas também de quem vem em locais errados invocar e apontar críticas ao líder e ao próprio partido. Não posso concordar. A lealdade no CDS-PP deve ser absoluta perante a democraticidade do periodo de tempo que intervala os congressos electivos. Obviamente que os conselhos nacionais serão, com certeza, o meio e a sede própria para estas tomadas de posição entre congressos.
Mas claramente não proclamo que tudo vai bem. Assim como devo reter uma série de medidas positivas. É neste balanço que a lealdade obriga que reservemos críticas de personalidade, de programa e de actuação para o congresso e que mostremos a nossa satisfação pelos aspectos positivos. O que nunca me verão fazer é críticar abertamente o líder e a liderança do CDS-PP perante pessoas de fora do partido. Discordar sim. Críticar para ganhar espaço não. É deselegante e em última análise, infeliz.


















