Quarta-feira, Junho 17, 2009

BE apresenta candidato à CM de Aveiro

Na senda das autarquicas, o BE volta a apostar forte em personalidades fortes e aguerridas.

Desta feita, bastou a conferencia de imprensa para se perceber com o que estamos a lidar, ao disparar imediatamente com acusações sérias contra o executivo.

Nada de novo no BE: insinuações, populismo e irresponsabilidade.

O Mário Lino ainda ca anda !

Em qualquer parte do mundo, um ministro que fizesse a palhaçada que Mário Lino fez com a margem sul e o novo aéroporto, já nao era ministro. Nem precisava de ser demitido, porque a honra o obrigava a sair.

Hoje, Mário Lino junta ao curriculo o adiamento do TGV após insistencia de que o Governo nao estava beliscado pelo resultado eleitoral.

As duas obras de Estado e de Regime do PS falharam (e ainda bem!). O Ministro foi incompetente e agarrado ao poder. O PM nao o mudou e preferiu ser teimoso.

É Portugal !

Domingo, Junho 14, 2009

Irracionalidade Exuberante - Não houve “Vende em Maio e Foge”

Parece que tudo voltou à normalidade nos mercados financeiros. A volatilidade que tanto vinha sendo a notícia, deixou de ter a importância de outros tempos. Há, no entanto, uma enorme indefinição quanto ao futuro em termos macroeconómicos, e será provavelmente aí que reside a chave sobre a evolução dos mercados de capitais no médio prazo.

Assim, dada a enorme quantidade de dinheiro injectada na economia, qualquer sinal de retoma poderia deixar antever um outro problema: a inflação. Contudo, sendo este um cenário possível, a sua concretização assentaria necessariamente na certeza de que todos os esforços foram suficientes (e até mais do que suficientes) para reerguer as economias mundiais, assim como reavivar o consumo, retomar o crédito a níveis normais e até incentivar a poupança, levando ao investimento. Outro cenário possível, contudo, é que todos estes esforços, apesar de avultados, não sejam ainda suficientes, sendo então possível que o mundo retome a perspectiva de deflação, cujas consequências são, a esta proporção, imprevisíveis. Actualmente, o mercado desconta uma maior probabilidade do primeiro cenário ocorrer, e como tal, as taxas de juro de longo prazo tanto da Europa como dos EUA estão a subir de forma bastante forte. Com elas, no entanto, sobem também as taxas das hipotecas a 30 anos, e como tal, tornam mais difícil a recuperação do mercado imobiliário que, relembro, foi precisamente a génese de toda esta crise. Este nível de taxas de juro não é compatível (pelo menos para já) com uma sustentada subida dos índices de acções, pelo que será importante tomar esta variável em atenção aquando da tomada de decisão de investimento.

Por outro lado, foram surgindo alguns sinais de recuperação (ainda que muito ligeiros) da economia mundial. Os números de desemprego nos EUA foram melhores do que a expectativa (ainda assim, o desemprego continua a subir a um ritmo extraordinário), e os níveis de produção tanto nos EUA, como em alguns mercados emergentes com a China e India podem dar alguma esperança. Todavia, estes sinais imediatamente foram reflectidos nas chamadas commodities, nomeadamente o petróleo e o cobre a retomarem níveis quase de pré-crise. Em sentido contrário, como normalmente acontece, esteve o US Dollar, que perdeu em relação às principais moedas, principalmente contra o Euro.

Não obstante toda esta construção macroeconómica, há ainda vários casos por resolver no meio de toda esta crise. Talvez o mais relevante seja o da GM, que na passada semana recorreu à protecção de credores (Chapter 11), sendo a sua falência já amplamente discutida entre stakeholders; assim, a entidade que vai emergir desta falência será maioritariamente detida pelo Estado Americano, mas com participações dos pensionistas e dos detentores de dívida da antiga GM.

No que concerne à Europa, a muito antecipada reunião do ECB não resultou em nenhuma novidade, com o natural anúncio da manutenção das taxas de juro a 1% e com o desvendar de pormenores sobre o processo de compra de covered bonds a não explicar se o ECB irá de alguma forma “imprimir moeda” para financiar essa compra. Certeza fica no entanto quanto à vontade inequívoca do ECB em focar-se no mercado deste tipo de obrigações, esclarecendo que é aquele que mais directa e imparcialmente permite facilitar a retoma do mercado de crédito na Zona Euro.

É já com muita acalmia própria de Verão que seguem os mercados nos últimos dias. Verão que para todos os efeitos não existia assim há mais de dois anos no meio da banca de investimento. Parece tudo demasiado calmo…

in Diário de Aveiro, Suplemento de Economia 09-06-2009

As eleições europeias

Parece que, ironicamente, só as equipas de sondagens se surpreenderam em tom cinicamente assustado quando saíram os resultados das europeias.

O PS provavelmente até deliberadamente escolheu um candidato reconhecidamente MAU para poder invocar a ingovernabilidade do País nas próximas legislativas. A questão é saber se os eleitores gostam que se brinque com eles, com o seu direito de voto e com os seus representantes. Por outro lado, pode ser perigoso para o PS deixar o PSD crescer animicamente.

O PSD parece que renasceu para a política com estas eleições, mas tudo parece muito pouco sustentável. Um partido que vive para o poder, se reune para o poder, sem ideologia própria, dificilmente consegue sustentabilidade fora da aleatoriedade das escolhas alheias. E ja agora, uma líder antipática que "nao gosta de comícios" também não ajuda. Apesar de lembrar a senhora Tatcher, não lhe chega aos calcanhares. Infelizmente.

A extrema-esquerda e a esquerda radical em Portugal nestas europeias é que cresceu assustadoramente. Aconselho vivamente a todos os jovens que votaram cegamente num desses partidos para se informarem um pouco melhor do tipo de ideologia que estão a apoiar e assim poderem justificar racionalmente a razao da seu sentido de voto. Nenhum desses partidos tem na sua genese ideologica qualquer apego pelos mais basicos fundamentos democráticos ou de liberdade, pelo este radicalismo é deveras assustador.

Já o CDS-PP registou um agradabilissimo resultado, fruto de um esforço e da competência unanimemente aceite dos seus candidatos, em particular o cabeça-de-lista Nuno Melo, cujo trabalho na Assembleia da Republica é elogiado por todos. É uma enorme prova que a meritocracia em Portugal tem apoiantes, e que os portugueses sabem reconhecer e premiar quem realmente se empenha pela causa pública.

Em suma, com o nível de abstenção registada, pouco ou nada se poderá concluir para as legislativas, embora seja claro o sinal de protesto em relação ao Governo PS. A legitimidade do PS para governar tecnicamente é a mesma, mas politicamente saiu extraordinariamente fragilizada a capacidade de implementar medidas que afectem recursos dos contribuintes por várias gerações.

A coligação PSD - CDS/PP avança em Aveiro

Depois de muitas hesitações, os dois partidos entenderam-se localmente para manter a coligação que os levou ao poder na últimas autarquicas. Dada a falta de vivacidade e destreza da candidatura do PS, resta à coligação exigir-se melhorar nos erros que eventualmente possa ter cometido e nos aspectos onde pode ser melhor.

Reservo-me a mais comentários quando forem oficializadas as listas.

Governo recusa plano do BPP

Por uma vez nesta legislatura, o Governo PS parece ter tido em conta os interesses dos contribuintes (resultado da reprimenda eleitoral ?), e recusou garantir as aplicações financeiras dos clientes do BPP.

Nada de mais correcto. Das duas, uma: ou os clientes foram enganados pelo banco, e nesse é um caso de justiça, ou os clientes estavam cientes dos riscos, e acabaram na parte errada da curva de probabilidades. Em qualquer um dos casos, o Governo nada tem a ver, muito menos o contribuinte.

Deixar o mercado funcionar (e a Justiça, já agora..) é o que se exige.

De regresso

Não, o anúncio da morte do neo-liberalismo foi claramente exagerado.

Após uma visita à Islândia, eleições Europeias, resignações de Conselheiros de Estado, rescusa de nacionalização de mais um banco em Portugal, anúncio das candidaturas à CM de Aveiro e mais uns quantos factos relevantes em termos políticos e económicos em Portugal e no Mundo, senti-me de novo obrigado a voltar aos posts. Até porque deixar a blogosfera entregue à esquerda é um erro que já chega ter sido cometido na comunicação social tradicional...

Mais uma lavagem de cara do blog, para anúnciar mais um regresso.


Sábado, Abril 04, 2009

Os políticos no Facebook

Os políticos estão definitivamente a invadir o Facebook. Já nem aí é um safe haven ?!

FASB altera regra contabilistica

O FASB (Financial Accounting Standards Board), a entidade responsável pela instituição das regras contabilísticas nos EUA, alterou esta semana a regra contabilística para determinação do valor a contabilizar para activos pouco liquidos ou em pressão forte de venda (fire sale).

Assim, as instituições financeiras que detenham activos dificeis de avaliar pelo normal funcionamento do mercado poderão usar os seus próprios modelos de avaliação (mais subjectivos) sob o principio do mark-to-model diário, em vez do actual mark-to-market, ou seja, avaliando esses activos a preços de mercado.

Sendo esta alteração altamente discutível, permite que as instituições financeiras passem a não ter que registar perdas absurdamente elevadas nos activos que detém e que eventualmente nem quer vender, apenas porque outros agentes de mercado se veem na contingencia de desfazer esses activos a qualquer preço. Esta nova regra institui portanto um novo principio, em que se presume que um activo é iliquido e dificil de avaliar em mercado, a não ser que haja prova em contrário.

A selvajaria sob o disfarce de manifestação

Tanto em Londres antes e durante a cimeira do G20 como hoje e amanha na cimeira da NATO surgem fortes protestos nas ruas, de supostamente, populares.

A questão é que nem os protestantes são "mero" povo, nem as manifestações são propriamente...democráticas. Senão, vejamos.

O direito ao protesto é obviamente inalianável, mas o mesmo não se pode dizer do direito ao disturbio, à desordem pública, à destruição de propriedade publica e privada e à invasão à liberdade dos outros.

Na City de Londres, todos os trabalhadores - friso, trabalhadores - dos bancos e afins com inumeros escritórios na zona foram aconselhados vivamente a virem vestidos "casual" para não serem considerados potenciais "alvos em movimento". Ora, sendo o protesto até compreensível, já a violencia que o mesmo encerra totalmente condenável. 

Mais.

Estas "manifestações" estratégicamente organizadas para eventos deste tipo, para além de não ajudarem em nada a resolução dos problemas (tanto que o G20 teve tomadas de posições bastante duras em relação aos erros cometidos pela comunidade financeira), são autenticos "resorts de luxo" e destino turistico de eleição para radicais extremistas de esquerda e anarquistas, cujo único objectivo é causar desordem, espalhar pânico e provocar um rasto de destruição por onde passam, cujas viagens e estadias são cuidadosamente pensadas e planeadas por organizações pouco dadas a princípios da liberdade.

Isto não é democracia, é atitude selvagem.

Sexta-feira, Abril 03, 2009

Portugal: o Estado Zen

Em Portugal, a crise não é tão profunda como no resto do mundo.

Em Portugal, a recuperação não vai ser nem de perto tão forte como no resto do mundo.

Em Portugal, divertimo-nos a decidir que uma conversa gravada deve ou não ser considerada legalmente prova, em vez de tentar perceber se o principal governante é ou não corrupto.

Em Portugal, condenados por corrupção podem exercer funções de gestão em empresas públicas.

Em Portugal, pune-se jogadores de futebol por simulação de penalties, mas a pontuação e classificação fica inalterada.

Em Portugal, todos vivemos num estado zen. 

Um Estado Zen

G20 chega a acordo razoavelmente historico

A cimeira de Londres do G20 correu melhor do que o esperado, indubitavelmente. Chegou-se a duas importantes decisões:

- listar e gradualmente eliminar paraísos fiscais;

- reforçar os fundos do FMI em 500 mil milhões de USD para apoiar economias em dificuldades.

Para além disto, houve um razoavel consenso de que, dada a globalização (inevitável e incontornavel), as soluções tem que ser atingidas e negociadas entre todos. China incluída.

Família Obama em Buckingham

Foi um desastre o primeiro teste ao conhecimento do protocolo da Família Obama. Barack ofereceu um iPod à Rainha, enquanto Michelle decidiu tocar (abraçar ??) em Isabel II.

É cool, é popularucho, é cor-de-rosa. Só isso.

Quinta-feira, Março 26, 2009

JC no FB

O novo candidato do PS à Camara de Aveiro ao que parece ja tem perfil no Facebook. Porreiro pah! 


Cool !

Sexta-feira, Março 20, 2009

Os bónus dos executivos ( II )

Passou no senado norte-americano por larga maioria um imposto especial de 90% ( !!!!!!!!!! ) sobre os bónus dos colaboradores das empresas "bailed-out" pelo Governo americano.

Algo me diz que isto nao é a solução...

Quinta-feira, Março 19, 2009

Quão ridícula consegue a JS ser ?

Diz-se que a estupidez, ao contrário da inteligência, não tem limites.

Quarta-feira, Março 18, 2009

Os Bónus dos executivos

A grande polémica do momento nos EUA e na Europa são os bónus pagos aos colaboradores, de acordo com o seu rendimento.

A questão é saber se o facto das empresas não serem lucrativas durante o periodo em questão, tendo mesmo que ser socorridas pelos respectivos Governos, com dinheiro dos contribuintes, é ou não suficiente para não cumprir os contratos estabelecidos.

Se de facto esses contratos nao preveem que esses bónus so possam ser pagos em caso de lucros, então de facto a empresa deverá considera-los como um custo inerente ao rendimento dos trabalhadores. Contudo, sendo a alternativa a falência, será correcto pagar esses bónus?

Por outro lado, será razoável retirar os rendimentos contratualmente merecidos aos colaboradores, so porque, por um lado a gestão foi má, e por outro, há enorme pressão de desemprego que impede esses trabalhadores de reclamar sob pena de perder o emprego ?


Quantitative Easing, versão Aveiro

Como já se percebeu, não é intenção de nenhum Banco Central deixar as taxas de curto ou longo prazo subirem a níveis muito altos. Ou seja, agora sim, é uma excelente altura para fixar créditos a taxa fixa (os Swaps a 30 anos estarão a rondar os 4%....)

Claro que quem fixou a dívida a uma taxa muito superior (timing ou opção errada...) está a ter um custo de funding (e de oportunidade) gigantescamente superior e durante periodo razoavel e previsivelmente alargado do que poderia caso optasse pela taxa variável...

Opções estratégicas...

Quantitative Easing, versão FED

O UK já tinha avançado com esta medida, e hoje a Reserva Federal Norte-Americana decidiu iniciar à compra de 300 mil milhões de USD de Treasuries, ou seja, obrigações de dívida pública americana, de longo prazo, isto é, com prazos superiores a 10 anos. Para além disto, anunciou também que vai comprar dívida das GSEs e MBS. Tudo somado, são 1,25 trillion USD em compras.

Estas compras, contudo, vão ser feitas sem financiamento ao FED, ou seja, representa a expansão da massa monetária, vulgo, impressão de moeda.

O grande objectivo passa por manter as taxas de longo prazo baixas, assim como evitar que a expectativa de crescimento e/ou inflação de longo prazo agrave essas mesmas taxas.

As consequencias práticas são:

1. Aumento do preço da dívida pública americana (aumento de procura, baixa da taxas de juro)

2. Monetarização da dívida existente

3. Possibilidade de pressão inflaccionista no longo prazo

Sábado, Março 14, 2009

José Costa: a primeira entrevista

O candidato do PS à CM de Aveiro nas primeiras declarações como tal ao Diário de Aveiro mostrou como está o PS no Concelho. Preso entre um passado cheio de obras feitas por pagar e um futuro que passa precisamente pelas medidas que a actual Coligação tem vindo a implementar. 

Esgotado o espaço socialista, resta então o recurso ao aproveitamento dos conflitos sociais que sempre surgem quando se tenta solucionar problemas financeiros gravissimos como o da CMA. 

Neste caso, foi bem visivel que o PS vai seguir esse caminho demagógico, e começou precisamente pela MoveAveiro. E veja-se como é um exemplo perfeito do que referi no primeiro paragrafo: uma empresa criada pelo mandato socialista de Souto que criou a actual situação, mas cujo actual PS diz-se contra. Além do mais, é fácil criticar quem tem que gerir a CMA no estado que foi deixada pelos socialistas, pois nenhuma decisão é fácil ou sem externalidades negativas. 

E quem pode acreditar que depois de dois mandatos socialistas sem nenhuma racionalidade económico-financeira serão os próprios socialistas a tentar continar a resolver o problema das contas da CMA !? Eu não.

O inigualavel ministro da Administrçao Interna maçon

Para o ministro da Administação Interna o facto relevante de 2008 não é a criminalidade ter disparado exponencialmente (apesar de admitir que tal aconteceu, mal era...), mas antes que foi por causa da intervenção das forças policiais que este aumento desacelerou no segundo semestre de 2008 (!!!!!!!!!!!!!)

Ou seja, o Ministro prefere relegar para segundo plano a evidente falta de segurança dos cidadãos e o aumento dos crimes violentos e outros, e preferindo ao invés evidenciar o decréscimo da primeira derivada (em linguagem matemática) da criminalidade. Brilhante!

Deve estar à espera que o "Grande Arquitecto do Universo" faça o resto...

Pirate Bay transformado em movimento cívico

A polémica está lançada. Após o encerramento do site Pirate Bay por um tribunal sueco, surge agora um movimento cívico transformado em partido político da Suécia e com vontade de eleger um deputado para o Parlamento Europeu. Ao que parece está a reunir bastantes apoios junto dos eleitores mais jovens da Suécia e por essa Europa fora.

Para os curiosos, aqui fica o site: 

Sexta-feira, Março 13, 2009

Islândia ( II )



Apesar de falido, eis uma das maiores riquezas da Islândia, a Blue Lagoon.


one trillion dollars

Quem nunca tentou imaginar o que significa 1 trillion de dolares (em bom português, um bilião de dolares)?

Aqui finalmente essa visualização é possível.

Islândia

Vou iniciar uma série de posts sobre este estranho país cuja principal vantagem comparativa da economia(na expressão de David Ricardo)é a pesca, mas que se tornou num gigantesco hedge fund, sem particular especialização ou dotação, mas a que aos seus bancos foi permitido todo o tipo de loucuras, incluíndo disponibilizar à economia crédito financiado por moeda estrangeira. Claro que hoje a moeda local (a coroa islandesa) não tem valor (ninguem aceita ou sequer lhe dá um preço) e a dívida deixada pelos 3 bancos existentes ronda as 8,5 vezes o PIB islandês, e o Glitnir, Kaupthing e Landsbanki naturalmente faliram.

A Vanity Fair fez uma reportagem fantástica sobre este país que aconselho vivamente ler:

http://www.vanityfair.com/politics/features/2009/04/iceland200904?printable=true¤tPage=all

Madoff finalmente na cadeia

Bernie Madoff, o responsável pelo maior esquema Ponzi (ou Dona Branca, como por cá é conhecido) da História (ou será o de Sir Allen Stanford???), declarou-se hoje culpado dos crimes de que é acusado, arriscando-se a cerca de 150 anos de prisão.

Uma das mais relevantes regulações num mercado liberal é precisamente a punição. Sem ela, nada é livre, tudo é arbitrário e perigosamente grotesca.

Fica a questão: o que é um mercado ou uma economia sem punição dos infractores ?

Um caos?

Uma economia com incentivo ao crime e à corrupção?

Faz lembrar algum país em particular ?

Sexta-feira, Março 06, 2009

Main Street vs Wall Street

http://www.thedailyshow.com/video/index.jhtml?videoId=220252&title=cnbc-gives-financial-advice



A sátira aos mercados financeiros. Admito que as vezes parece ser merecido...


Citações Históricas

"We achieved absolutely nothing except that we collected a lot of money from a lot of poor devils and gave it to the four winds." 

Montagu Norman, Bank of England Governor (1920-1944) looking back in 1948 on the effect of central bank action during the 1930's (quoted in the Economist 10-01-09)

Quarta-feira, Março 04, 2009

Diáspora aveirense do programa Contacto na blogosfera







O seu telemovel vale ouro !

Segundo dados recolhidos pela Bloomberg, cada tonelada de telemovel tem quase 350 g de ouro ! Quem disse que o metal precioso estava fora de moda !? 

Sendo Portugal um dos países com maior indice de penetraçao e utilização de telemovel por habitante, vamos é encher os cofres da nação com telemoveis! Just in case...

Terça-feira, Março 03, 2009

Autarquicas '09

Finalmente o PS de Aveiro decide o seu candidato, depois de vários nomes falhados e recusas mais ou menos públicas. 

O enorme respeito que tenho pelo Dr Jose Costa não me permite elaborar sobre o facto de notoriamente não ser primeira escolha. 

Contudo, o que me parece evidente é que o PS em Aveiro está altamente fraccionado, e pior que isso, é incapaz de definir um rumo de ruptura com o passado ou, legitimamente, de retoma da herança (pesada) de Alberto Souto. É sob este céu que o Dr. José Costa terá que provar ser uma alternativa real. Para já, não o é.


Domingo, Março 01, 2009

Tempos sombrios

Muitos de nós, jovens, nunca terão vivido qualquer verdadeira recessão económica, quanto mais uma depressão. Aliás, mesmo aqueles jovens mais atentos à evolução da sociedade e da civilização nunca talvez ponderaram, sequer, que chegasse uma altura em que tanto pode estar hipotecado no seu futuro, como indivíduos, e acima de tudo como sociedade.

 

Com a quantidade de dissertações sobre a actual crise, importa reflectir sobre como tirar partido da actual situação e, se possível, o que aprender para tornar a sociedade como um todo melhor, queira isso dizer uma nacionalização total dos meios de produção e um novo caminho de mercado para optimizar os recursos disponíveis.

 

O choque na procura mundial por bens e serviços vai eliminar milhões de postos de trabalho e causar a falência de inúmeras empresas, grande e pequenas. Todo o mundo até aqui considerado próspero, fora construido sobre um enorme balão de crédito, que subitamente deixou de existir. E sobre este enorme redimensionamento da economia mundial, pouco haverá a fazer, a não ser suavizar alguns efeitos mais devastadores do ponto de vista humano. Mas é indispensável olhar para o futuro – em todo o mundo, e em particular em Portugal – de uma perspectiva de transformação, de inovação, de construção, de optimismo, sob pena de se perder uma oportunidade única –  talvez em séculos – de lançar as bases para uma sociedade e uma economia sustentável e competitiva. Por mais doloroso que possa ser a transição, nomeadamente ao nível do desemprego com as consequentes crises sociais, é um período crítico de inovação. É este o momento das grandes decisões. É agora possível adequar e redimensionar empresas que viveram anos de constrangimento legal para despedir funcionários não produtivos ou excedentários (e isto aplicar-se-ia à função pública, não fosse o inevitável eleitoralismo); é agora possível criar um espírito de competição e mérito, onde a enorme massa de capital humano disponível para trabalhar irá competir não só para manter o posto de trabalho, no caso dos empregados, como para conseguir o melhor emprego possível, no caso dos desempregados (é talvez uma forma cínica de incentivo à produtividade que durante largos períodos andou afastada das relações laborais); é agora possível eliminar do tecido empresarial as empresas não competivivas, numa verdadeira selecção natural darwiniana; é agora possível ver as vantagens de uma economia de mercado forte, mas também as fragilidades do Estado para regular; é, enfim, agora possível elencar as vantagens da integração europeia e da moeda única, cuja presença de Portugal lhe permitiu manter as portas do crédito abertas para continuar a financiar a dívida pública, manter uma moeda estável e taxas de juro adequadamente baixas sem preocupações de ataques cambiais.

 

Mas nem tudo passa pelos agentes económicos. Cabe também ao Estado como supervisor, regulador e entidade responsável por evitar excessos (tarefa que lhe foi confiada e paga a peso de outro pelos contribuintes) a tomada de decisões orçamentais e fiscais adequadas, e acima de tudo, responsável. Depois do natural choque inicial, é necessário implementar medidas arrojadas. Os constrangimentos são, contudo, enormes, mas a altura é a ideal, tanto do ponto de vista de disponibilidade dos eleitores, como da flexibilidade das autoridades europeias nas contas públicas. A margem de erro é, contudo, reduzida, com os mercados a vigiarem de muito perto a viabilidade do próprio país para contrair mais dívida. Assim, urge impor medidas orçamentais estruturais, ou seja, evitar a tentação do keynesianismo das obras públicas, cujo efeito de curto prazo desaparece, mas a dívida fica, e apostar na competitividade fiscal e atractividade de investimento de qualidade. E acima de tudo, evitar ineficiências e injustiças fiscais; impor definitivamente uma política onde o contribuinte perceba por que paga impostos e qual o seu destino. E fazer isto tudo, com o intuito de suavizar efeitos da crise, mas lançando bases para o futuro.

                                                            

Mas não será só a economia que marcará este período. É normalmente nestas alturas mais depressivas que a criatividade surge e se manifesta mais intensamente. É, portanto, previsível, que a criação artistica sofra novo impulso, nas suas diversas vertentes, inspirada na variedade de dramas humanos e temáticas sombrias que estão a assolar o mundo. A manifestação e a concretização na arte dos desesperos sempre trouxe um novo fôlego à pintura, música e literatura. Verdadeiros legados de como é viver tempos sombrios e difíceis. Também aqui poderemos um dia olhar para este período e ver como a sua intensidade espoletou obras intemporais, para além da memória e da experiência pessoal de entender que o mundo nem sempre mantém a rota de felicidade que aparenta; mas que é nas assimptotas que reside a força da humanidade para se renovar, recriar e reaparecer mais forte e mais sustentada.



in Jornal "O Jovem" da JP da Maia

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

A guerra de egos

Em Aveiro a política parece sofrer do mesmo mal que no resto do País. Infelizmente.

Troca-se o que deveria ser o superior interesse da Cidade por guerras politico-partidárias e choques de egos demasiado grandes para a dimensão real das competências associadas. O que só torna o caso mais ridículo.

Fará sentido discutir nomes e jogar estratégicamente por antecipação ou reacção, quando a estabilidade deveria ser a única prioridade, até considerando o período de grave crise que se vive? 

Fará sentido jogar nomes à fogueira pré-eleitoral para perceber qual deles tem melhor resultado, independentemente da sua utilidade e competência para a Cidade ?

Quando chega a altura de eleições, a toque de sino, urge juntar as tropas em redor da garantia do maior número de lugares prometidos possíveis e/ou dos maiores proveitos pessoais. Tudo o resto parece ser secundário.

Por isto tudo, é ridículo o PSD adoptar uma estratégia de querer dominar e liderar sozinho; é ridículo o PS não conseguir definir e definir-se a tempo de constituir alternativa real e válida; e é ridículo o líder do CDS-PP numa atitude teimosa, autista e arrogante achar-se com capacidade e experiência para estar à altura das exigências.