domingo, junho 14, 2009
As eleições europeias
A coligação PSD - CDS/PP avança em Aveiro
Governo recusa plano do BPP
De regresso
sábado, abril 04, 2009
Os políticos no Facebook
FASB altera regra contabilistica
A selvajaria sob o disfarce de manifestação
sexta-feira, abril 03, 2009
Portugal: o Estado Zen
G20 chega a acordo razoavelmente historico
Família Obama em Buckingham
quinta-feira, março 26, 2009
JC no FB
sexta-feira, março 20, 2009
Os bónus dos executivos ( II )
quinta-feira, março 19, 2009
Quão ridícula consegue a JS ser ?
quarta-feira, março 18, 2009
Os Bónus dos executivos
Quantitative Easing, versão Aveiro
Quantitative Easing, versão FED
sábado, março 14, 2009
José Costa: a primeira entrevista
O inigualavel ministro da Administrçao Interna maçon
Pirate Bay transformado em movimento cívico
sexta-feira, março 13, 2009
one trillion dollars
Aqui finalmente essa visualização é possível.
Islândia
A Vanity Fair fez uma reportagem fantástica sobre este país que aconselho vivamente ler:
http://www.vanityfair.com/politics/features/2009/04/iceland200904?printable=true¤tPage=all
Madoff finalmente na cadeia
Uma das mais relevantes regulações num mercado liberal é precisamente a punição. Sem ela, nada é livre, tudo é arbitrário e perigosamente grotesca.
Fica a questão: o que é um mercado ou uma economia sem punição dos infractores ?
Um caos?
Uma economia com incentivo ao crime e à corrupção?
Faz lembrar algum país em particular ?
sexta-feira, março 06, 2009
Main Street vs Wall Street
Citações Históricas
quarta-feira, março 04, 2009
O seu telemovel vale ouro !
terça-feira, março 03, 2009
Autarquicas '09
domingo, março 01, 2009
Tempos sombrios
Muitos de nós, jovens, nunca terão vivido qualquer verdadeira recessão económica, quanto mais uma depressão. Aliás, mesmo aqueles jovens mais atentos à evolução da sociedade e da civilização nunca talvez ponderaram, sequer, que chegasse uma altura em que tanto pode estar hipotecado no seu futuro, como indivíduos, e acima de tudo como sociedade.
Com a quantidade de dissertações sobre a actual crise, importa reflectir sobre como tirar partido da actual situação e, se possível, o que aprender para tornar a sociedade como um todo melhor, queira isso dizer uma nacionalização total dos meios de produção e um novo caminho de mercado para optimizar os recursos disponíveis.
O choque na procura mundial por bens e serviços vai eliminar milhões de postos de trabalho e causar a falência de inúmeras empresas, grande e pequenas. Todo o mundo até aqui considerado próspero, fora construido sobre um enorme balão de crédito, que subitamente deixou de existir. E sobre este enorme redimensionamento da economia mundial, pouco haverá a fazer, a não ser suavizar alguns efeitos mais devastadores do ponto de vista humano. Mas é indispensável olhar para o futuro – em todo o mundo, e em particular em Portugal – de uma perspectiva de transformação, de inovação, de construção, de optimismo, sob pena de se perder uma oportunidade única – talvez em séculos – de lançar as bases para uma sociedade e uma economia sustentável e competitiva. Por mais doloroso que possa ser a transição, nomeadamente ao nível do desemprego com as consequentes crises sociais, é um período crítico de inovação. É este o momento das grandes decisões. É agora possível adequar e redimensionar empresas que viveram anos de constrangimento legal para despedir funcionários não produtivos ou excedentários (e isto aplicar-se-ia à função pública, não fosse o inevitável eleitoralismo); é agora possível criar um espírito de competição e mérito, onde a enorme massa de capital humano disponível para trabalhar irá competir não só para manter o posto de trabalho, no caso dos empregados, como para conseguir o melhor emprego possível, no caso dos desempregados (é talvez uma forma cínica de incentivo à produtividade que durante largos períodos andou afastada das relações laborais); é agora possível eliminar do tecido empresarial as empresas não competivivas, numa verdadeira selecção natural darwiniana; é agora possível ver as vantagens de uma economia de mercado forte, mas também as fragilidades do Estado para regular; é, enfim, agora possível elencar as vantagens da integração europeia e da moeda única, cuja presença de Portugal lhe permitiu manter as portas do crédito abertas para continuar a financiar a dívida pública, manter uma moeda estável e taxas de juro adequadamente baixas sem preocupações de ataques cambiais.
Mas nem tudo passa pelos agentes económicos. Cabe também ao Estado como supervisor, regulador e entidade responsável por evitar excessos (tarefa que lhe foi confiada e paga a peso de outro pelos contribuintes) a tomada de decisões orçamentais e fiscais adequadas, e acima de tudo, responsável. Depois do natural choque inicial, é necessário implementar medidas arrojadas. Os constrangimentos são, contudo, enormes, mas a altura é a ideal, tanto do ponto de vista de disponibilidade dos eleitores, como da flexibilidade das autoridades europeias nas contas públicas. A margem de erro é, contudo, reduzida, com os mercados a vigiarem de muito perto a viabilidade do próprio país para contrair mais dívida. Assim, urge impor medidas orçamentais estruturais, ou seja, evitar a tentação do keynesianismo das obras públicas, cujo efeito de curto prazo desaparece, mas a dívida fica, e apostar na competitividade fiscal e atractividade de investimento de qualidade. E acima de tudo, evitar ineficiências e injustiças fiscais; impor definitivamente uma política onde o contribuinte perceba por que paga impostos e qual o seu destino. E fazer isto tudo, com o intuito de suavizar efeitos da crise, mas lançando bases para o futuro.
Mas não será só a economia que marcará este período. É normalmente nestas alturas mais depressivas que a criatividade surge e se manifesta mais intensamente. É, portanto, previsível, que a criação artistica sofra novo impulso, nas suas diversas vertentes, inspirada na variedade de dramas humanos e temáticas sombrias que estão a assolar o mundo. A manifestação e a concretização na arte dos desesperos sempre trouxe um novo fôlego à pintura, música e literatura. Verdadeiros legados de como é viver tempos sombrios e difíceis. Também aqui poderemos um dia olhar para este período e ver como a sua intensidade espoletou obras intemporais, para além da memória e da experiência pessoal de entender que o mundo nem sempre mantém a rota de felicidade que aparenta; mas que é nas assimptotas que reside a força da humanidade para se renovar, recriar e reaparecer mais forte e mais sustentada.
in Jornal "O Jovem" da JP da Maia
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A guerra de egos
sábado, janeiro 24, 2009
Governo PS
Lurdes Rodrigues
Em Portugal, a corrupção é como a culpa...
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Mais um canal ?
Thain despedido do Bank of America
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Portugal sofre downgrade (II)
Portugal sofre downgrade
Obama Obama e mais Obama...enough is enough
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Imprimir dinheiro
RBS: the rise and fall
Greve dos Professores
domingo, janeiro 18, 2009
Barack Obama toma posse

Obama, o primeiro afro-americano eleito presidente dos EUA, tomará posse na próxima Terça-Feira. Hoje, numa demonstração do seu poder de marketing, percorre - tal como Lincoln fez - por comboio a distancia entre Philadelfia e Washington.
XXIII Congresso CDS-PP
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Mexe agora na Euribor Socrates....
E nao vale a pena esconder o porque deste corte do S&P. Portugal tem uma dívida externa astronómica e propoe-se a gastar ainda mais com este Governo.
Esta irresponsabilidade tem um preço. Nos juros para começar. Claro que nisto o Primeiro Ministro já não diz ter metido o dedo.
Lino pedir informações para campanha eleitoral? Jamais!
Agora o Ministério das Obras Públicas exige saber cada data e local de inicio, fim e anuncio de obras e inaugurações.
Para o Ministério estar informado, claro! Que ninguém pense que é para fins eleitorais!!!!!!
Ah! já agora... o Ministério nao devia saber essas datas !? que andarão a fazer por la ?!
Steve Jobs de baixa
O mercado não gostou de saber que o maior criativo e genio do marketing pode deixar de prestar serviço à Apple, sabendo que foi pela sua mão que transformou uma empresa praticamente falida numa marca de culto e de design.
terça-feira, janeiro 13, 2009
Republica Portuguesa: Negative Credit Watch pela S&P
segunda-feira, janeiro 05, 2009
O puro Neo-Liberalismo
Socrates, o governador sombra do ECB !
Ajude as vitimas de Madoff !!!
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Equador !!!
Quem disse que as taxas de juro nao podiam ser negativas?
Esta semana, as 3-month US T-Bills negociaram a um yield inferior a zero, o que significa que os investidores, tendo em conta as restantes condições do mercado, preferem literalmente PAGAR ao Tesouro americano para ficar com o seu dinheiro emprestado (leia outra vez, nao me enganei, o Tesouro americano recebe para emprestar dinheiro) do que investir noutro lado. Na pratica, poder-se-a entender isto como um escalonamento de expectativas de investimento: a 3 meses, os investidores parece preferirem perder dinheiro emprestando ao Governo americano, do que tomar o risco (e certamente o valor esperado calculado é inferior) de investir em qualquer outro activo...
Sintomático. E estranho.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
CR7
Obama aumenta espaço de manobra
Sondagem CM Aveiro
terça-feira, dezembro 02, 2008
Mulheres na Política: a política da mulher?
Atentados terroristas na India
quarta-feira, novembro 26, 2008
Amor à Pátria e à Educação
O (des)Governo
terça-feira, novembro 25, 2008
Cúmulo do mau timing
Citigroup - the rise and fall
PS de Aveiro - estilhaçado
Tertúlias Académicas do ISCIA
VIX - a razao da ausência
segunda-feira, setembro 29, 2008
O Plano era neo-liberal ou intervencionista?
Os contribuintes pagam a crise (II)
Os contribuintes pagam a crise
sábado, setembro 20, 2008
terça-feira, setembro 16, 2008
It's the economy, stupid !
O Republicano McCain defende que a AIG deve poder falir, e que Wall Street é um Casino gigante (esta ultima parte é uma frase celebre de Nick Leeson ). Curioso é que fez parte de um Governo que já salvou a Fannie Mae, a Freddie Mac, e o banco Bear Stearns... E depois, se a AIG falir, o que acontece ao "Casino" ? E à economia? E ja agora, o Presidente convem ser responsável, nao basta saber mais que George W. Bush.
Já o Democrata (e supostamente menos pro-capitalista) Barack Obama defende a intervenção do Estado na AIG. Mas curiosamente foi contra a intervenção do Estado na Lehman Bros. Ainda nao está no poder e já escolhe que agentes devem fazer o que e quando. Neste caso, quais sobreviverão. Curioso também que nao conseguiu ter uma visão sobre as GSEs Fannie Mae e Freddie Mac, cuja falência seriam, essas sim, extraordináriamente graves para todo o sistema de hipotecas dos EUA, e afectariam directamente os americanos. Obama também não percebeu que todos estes bancos e seguradoras estão a falir porque o Estado quis proporcionar casas proprias aos americanos. Disse, contudo, algo muito acertado hoje: as rating agencies nao servem para nada e devem ser revistas. Claro, o que falhou em tudo isto foi a regulação, e é isso que é preciso mudar.
Nenhum dos candidatos parece estar propriamente a par do que está a passar nem da gravidade da crise... O que vale é que sempre percebem mais disso que George Bush, cuja única aparição publica esta semana foi para falar de ... bolsas de estudo.
Humor Negro, nao fosse verdade
A AIG
Para já, que os perigos de risco sistémico é incomparavelmente maior, isto porque a AIG sempre foi tida como uma empresa segura e sólida, pelo que principalmente as suas obrigações em regra surgem nos portfolios. A dívida era notada como AAA, ou seja, o nível de rating mais alto.
Se a AIG falir, as obrigações mais seguras podem eventualmente pagar algo como apenas metade do seu valor facial (ou até menos).
Quanto aos seguros, em regra estes são assegurados pelo regulador, pelo que este parece ser o menor dos problemas ligado à AIG...
A Liquidação da Lehman
Assim, há obviamente a exposição directa a acções, que obviamente vale zero (ou perto disso hoje, enquanto nao é decretada falencia oficialmente).
Pode também haver exposição à dívida titulada da Lehman, e aqui convem esclarecer melhor que tipo de dívída existe. Em caso de liquidação de uma empresa (como acontece na Lehman), os activos devem cobrir os passivos segundo uma certa ordem: primeiro deverão ser ressarcidos os detentores de dívida senior, depois os detentores de dívida subordinada (e aqui inclui-se as chamadas acções preferenciais, subordinadas a toda a restante dívida) e so no fim destes credores é que os accionistas podem receber o remanescente, se houver. No caso da Lehman, tanto os accionistas, como os detentores de dívida subordinada nao terão direito a absolutamente nada. E mesmo os detentores de dívida senior, apenas receberam (estima-se) 25 a 35% do par (notional do valor titulado na dívida).
Por último, surge a exposição à Lehman via contra-parte, isto é, acordos normalmente usados nos instrumentos derivados, onde ha habitualmente apenas troca de cash flows e nao troca de notional (por vezes, haverá tambem obrigatoriedade de colaterais, consoante o instrumento derivado). Este tipo de exposição normalmente nao entra na contabilização da liquidação, e sao desfeitos antes da falencia oficial. Provavelmente este tipo de exposição gerará perdas bem mais ligeiras que os outros tipos de exposição acima mencionados.
segunda-feira, setembro 15, 2008
Ultimo Capitulo da Lehman: o XI
domingo, setembro 14, 2008
Sobre Rui Pereira...
Gordon Brown em maus lençois

O sucessor de Blair como PM no Reino Unido está em maus lençois para manter a sua cadeira do poder.
sábado, setembro 13, 2008
Credit Crunch continua: o pico da crise (??)

Eis que surgem os proximos alvos do mercado: a seguradora AIG e o banco Washington Mutual.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Lehman... sobrevive mais um dia...amanha logo se ve
Certo é que depois de hoje, nada será igual para a Lehman. As alternativas sao muitas, mas poucas agradaveis.
Ou é dilacerada em varios negocios e vendida separadamente; ou arranja rapidamente comprador solido que permita robustez no balanço; ou continua sentada no monte de liquidez que detem actualmente, e tenta aguentar a onda, sendo que a cada dia que passa o seu franchising diminui drasticamente de valor.
Tambem me parece evidente que dificilmente a Lehman pode simplesmente "falir" ou entrar em Chapter 11. O risco sistémico associado é terrivelmente superior ao da falência da Bear Stearns (relembro que a Bear Stearns nao faliu, foi comprada pela JP Morgan com financiamento da Fed).
Por outro lado, isto só vem comprovar da eficiencia do mercado, que pune severamente quem comete erros graves, como a compra de activos de risco elevado mas mais avaliado.
Rentrée do CDS-PP em Aveiro
O Bloco não pára, e portanto, nem voltou. O problema é que parece que nunca se vai embora, apesar de acrescentar zero à qualidade política.
O PCP vem sempre com a força do Avante, mas não gosta de ser fiscalizado nas contas; isso são coisas de capitalistas porcos.
O PS veio com a brilhante ideia da coisa pública. Ainda bem que vão estuda-la, porque até agora só souberam esbanja-la. Respublica, eis o próximo centro de emprego socialista. A fila ja está à porta da sede em Belém.
O PSD...bem...nem sei que diga... São tantos a querer marcar a abertura do ano político, que nem sei se começaram o ano político nas Universidades de Verão, na Sic Notícias ou no Comentário Semanal do Professor Marcelo...
E para nao ser acusado de só dizer mal dos outros, também o CDS-PP quis marcar a abertura do ano político com um acontecimento do ano passado. Ninguem deu por ela, mas o Dr Nobre Guedes parece ter abandonado a Vice-Presidencia do Partido e não avisou. Ninguem avisou. Mas também ninguem deu pela falta...
Mas como é preciso uma reentrada formal, este Sábado o CDS-PP fará a sua Rentrée oficial, desta vez em Aveiro. Porque o CDS-PP é parte de Aveiro e Aveiro é parte do CDS-PP. Independentemente de quem lidera.
Ai Teixeira...valha-nos os Santos...
Muito bem.
Eu diria que se acertassem (ou pelo menos poupassem no show off...) nao as teriam de fazer...
Nao deem mais ideias aos Socialistas...
Tudo nao parece passar de mais um incentivo estatal encapotado, que servirá para cobrir as perdas do sector (lideradas pela GM e Ford) que acumularam so este ano cerca de 26 bn USD de losses fruto da conjugação de dois factores fundamentais para a industria automóvel: o crédit crunch (que também afectou os auto loans, não se restringiu às mortgages) e a subida do preço do crude oil... É obvio que o mercado nao se queixa quando ve entrar free cash no sistema, mas nao deixa de ser mais uma medida populista daquele que deve ser provavelmente o pior Governo da História dos EUA.
E Novembro que nunca mais chega... (e nem sequer acho que a solução passe por Obama...basta deixar de ser Bush...)
terça-feira, setembro 09, 2008
Estados Socialistas da América
Lehman Bros.: e agora?

No contexto da dificuldade do sector bancário e financeiro dos EUA, surge mais uma possível vítima no horizonte.
Foram já vários os dias no último ano em que esteve na agenda do dia o possível chapter 11 da Lehman, mas hoje essa possibilidade foi ainda mais forte, depois de uma queda de mais de 40% na valorização na sessão de hoje.
Depois do colapso da Bear Stearns e da Northern Rock (entre muitos outros menos conhecidos e de menor dimensão), a notícia de hoje que dava a conhecer o fim das negociações do banco de investimento americano com um fundo koreano para a venda do departamento de investment management (ou qualquer outra forma de entrada no capital da Lehman), as acções entraram em queda livre.
A Lehman Brothers é um dos bancos de investimento mais proeminentes de Wall St, e inclui(a)-se nos 5 maiores dos EUA.
Muitos foram os rumores no último ano que a sua capacidade de financiamento e acima de tudo a sua liquidez estariam seriamente afectadas pelas perdas no portfolio de crédito hipotecário e consequente incapacidade de reforçar capital, e repor os rácios. Todavia, sempre as notícias de falta de liquidez foram rejeitadas.
Ainda hoje, é possível que a Lehman Bros. detenha liquidez suficiente para enfrentar o mercado, mas será suficiente para sobreviver à pressão dos agentes que todos os dias apostam na sua falência ?
sexta-feira, setembro 05, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
US Elections: os VPs
Depois do verdadeiro circo mediático que consistiu a Convençao Democrática, com um festival digno de uma produçao de Ediberto Lima, onde perfilaram as estrelas do Partido: Michelle (a esposa), Hilary (a opositora), Bill (o marido infiel da opositora e former President), Biden (o Vice) e por fim Obama (o próprio), aguarda-se a Convençao Republicana.
Já é conhecida a nomeada para VP, assim como a reduçao do circo republicano ao minimo essencial (ja está confirmada a ausencia de George W. Bush... que conveniente!) devido a eventuais medidas de emergencia devido à passagem do Gustav. Nesta altura ja se sabe que muito provavelmente nao será tao grave quanto antecipado.
Um verdadeiro furacao está a retirar protagonismo aos candidatos. Convem em todo caso perceber melhor o que cada um dos candidatos e VPs apresentam. (to follow up)
terça-feira, agosto 26, 2008
A segurança do País: brandos costumes!?
Não é contudo o Ministro o maior alvo de crítica. Ja se sabe que as polícias estão mal preparadas para prevenir o crime, que a falta de condiçoes para acolher tamanho numero de imigrantes e a revolta da segunda geraçao sao problemas graves que Portugal nunca esteve à altura.
E convem acrescentar que ao elevadíssimo nível de profissionalismo dos GOE, cuja actuação foi - essa sim - verdadeiramente preventiva, a acutilancia e rapidez da operação merece todos os aplausos. Alias, so com acçoes em que o Estado defende realmente a legalidade (e invoco aqui a defesa da vida dos refens) é que será possível conter a crescente onda de criminalidade.
O problema é, no entanto, o próprio Estado. Com uma actuação meritória neste caso, as primeiras reacções sao de interrogação face à actuação da polícia. Em caso posterior, em que também houve uso de armas de fogo (e acidentalmente uma criança levada para um assalto foi atingida) eis senão que se erguem imediatamente vozes sobre o uso excessivo de força. E deixa de ser questionada a violencia e acções contra a lei, e é discutida a forma (que ja de si é insuficiente) como combater as infracções. Enfraquece a legalidade do Estado e a propria confiança das forças policias. Ridiculo, portanto.
Ah, e Neo-Liberalismo contempla a manutenção da Segurança como um dos grandes (e poucos pilares) que deverão continuar na tutela do Estado. Pena é que aqueles que avogam a defesa da liberdade considerem a Segurança uma ameaça. A esquerda continua com os mesmo complexos de sempre. Sem segurança não ha legalidade nem liberdade.
CGD: convem nao deixar passar
Depois de receber dividendos de cerca de 350 Milhoes de Euros, a CGD precisou de um aumento de capital de 400 Milhoes. Curioso. Diria que o accionista único é o mesmo que poe e tira. Curiosamente o Estado. Curiosamente, aquele que mais benificia desta artimanha contabilistica.
Em termos liquidos, apesar de parecer zero, é bem pior. Porque é normal a CGD pagar dividendos ao Estado. Mas 400 milhoes de aumento de capital...nem por isso. Não há problema. Pagamos nós.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Causa e consequencia
O líder da CPC de Aveiro do CDS-PP tem vindo a insurgir-se, desde a sua tomada de posse e com muitos recuos, contra as decisões e posições de vários elementos que constituem o Executivo Camarário que, aliás, apoiou nas últimas Eleições Autarquicas. Esta viragem política, apesar das muitas hesitações, culminou no pedido de demissão do Vereador das Finanças Pedro Ferreira, caso o empréstimo não fosse aprovado pelo Tribunal de Contas.
Ora, sempre defendi que a coerência e ética política devem imperar. A aprovação do TC constitui uma derrota política do líder da CPC de Aveiro do CDS-PP. Não é possivel em política exigir-se reacções a derrotas sem também as tomar em caso próprio. E não é possível recuar nas graves declarações por si proferidas.
Entendo que na actual conjuntura, e tendo em atenção que as relações institucionais de lealdade do actual líder da CPC de Aveiro do CDS-PP para com a coligação que apoiou para ser eleito vogal da Assembleia Municipal de Aveiro, assim como para com o próprio Executivo - do qual fazem parte dois distintos militantes do CDS-PP -, estão feridas de morte.
Concluo, portanto, como militante do CDS-PP de Aveiro, que o actual líder da CPC de Aveiro do CDS-PP deixou de reunir as condições políticas necessárias para o exercício do cargo para o qual foi eleito. Por manifesta falta de sentido de Estado e lealdade. E acima de tudo por manifesta inabilidade política.
Carlos Martins
Militante do CDS-PP de Aveiro
Emprestimo aprovado
Não se deve, portanto, embandeirar em arco, e refuto qualquer celebraçao no momento. O momento é de tal forma grave que foi necessário um emprestimo de "last resort" ao Estado.
O Plano apresentado deve, portanto, para o bem e para o mal ser aplicado ao milimetro, sem desvios e sem incompetências.
Para já, o PS sai derrotado tres vezes:
1. Criou a divida e nada sugiriu para resolve-la;
2. Apoiou a primeira tentativa de aprovaçao ao TC, e foi rejeitado;
3. Foi contra a segunda tentativa de aprovaçao, e foi mesmo aprovado.
Cada tiro cada melro ! (ou será andorinha?)
terça-feira, julho 29, 2008
Iberia e British Airways preparam fusao. E agora TAP?
Para alem dos obvios ganhos de sinergias (inumeros avioes vai poder ficar parados), ha toda uma gestao de frotas, pilotos e trabalhadores, assim como de optimizaçao de recursos em dois dos maiores aeroportos da Europa (Barajas Madrid e Heathrow Londres).
Neste contexto, e nao esquecendo que a Iberia vinha ja ganhando inumera força na peninsula iberica fruto da agressiva politica de voos para a Europa, ganha agora mais poder naquele que vem sendo a sua grande aposta: os percursos sul-americanos, onde a TAP vinha tendo grandes esperanças.
Com o fim dos hedges para o preço do petroleo (desde ha um ano...) e a manter-se assim (nao é o que apostaria, mas é um cenário...), as dificuldades para a transportadora portuguesa so podem aumentar...
EMA: o buraco sem fundo
A EMA nao tem qualquer poder de encaixe financeiro, nem soluçao possível. Nao é uma empresa no verdadeiro sentido da palavra, é um sorvedouro de fundos publicos, como tantos ha por aí.
Ja pouco importa quem criou o problema (ate porque nao o vai resolver), embora fosse importante que esses tivessem mais decoro e uma atitude mais responsavel.
Nao vou invocar o argumento facil (apesar de verdadeiro) que não aprovei em sede propria com o meu voto a sua construçao. Ser-me-ia de facto dificil naquela altura ver o Euro2004 partir para Viseu.
Mas a verdade é que muitos destes problemas eram possiveis de antever na altura e nao foram convenientemente acautelados. Toda a construçao e planeamento do estádio foi errada e teve o consentimento dos responsaveis de então. O estádio foi construído sem o minimo cuidado para ser rentavel. As infraestruturas sao debeis, pouco resistentes. Os materiais (mais do que de duvidoso gosto) pereciveis. As areas nao sao funcionais, e mesmo aquelas para as quais foi planeado um uso rentavel, nao foi acautelado questoes tao simples como...janelas, ou pilares. Enfim, todo um desastre arquitectónico. Uma verdadeira taveirada...
Agora resta pagar...e durante muito tempo.
Soluçoes?
1. Obvio que se houver algum desalmado suficientemente inconsciente para pagar a concessao de tal elefante colorido, entao força !
2. Nao desaprovaria a junçao de todas as empresas municipais de aveiro (com excepçao do TA, por nao se enquadrar a meu ver naquilo que deve ser a rede de empresas publicas municipais, dado o seu fim muito especifico e delicado). Esta sinergia poderia mesmo criar condiçoes para que houvesse investimento no Estádio por forma a poder tornar-se, se nao rentavel, no minimo menos oneroso.
3. A minha soluçao preferida embora utopica: englobar toda a divida da EMA e vender sob a forma de obrigaçoes municipais aos municipes a uma respectiva taxa de juro conveniente com o nivel de risco de default da CMA. Esta taxa a meu ver nunca poderia ser inferior a 15% ( 10% acima da taxa de juro sem risco). Obrigaria a tomar medidas e soluçoes. Implicava controlo da populaçao sobre toda a actividade. Impediria divisoes entre clube residente e cidade.
Merrill Lynch limpa balanço
A ML tinha anunciado resultados ha cerca de duas semanas e tinha estes activos avaliados no seu balanço a cerca de 35 centimos de dollar.
A enorme desvalorizaçao dos CDOs resulta de defaults nas hipotecas (assim como no aumento da probabilidade de default descontado pelo mercado para os proximos tempos). Com o preço das casas nos EUA ainda a baixar e a divida dos particulares nos maximos dos preços desses activos imobiliarios, restam poucas soluçoes senao entregar a casa, e aos bancos que detem direitos sobre essas dividas fazer a foreclosure e encaixar a (enorme) perda.
Talvez seja este o principio do fim da crise, mas acima de tudo, o inicio de uma nova realidade no mundo financeiro.









