
terça-feira, setembro 25, 2007
Socrates e Mahmoud Ahmadinejad nos EUA

Bush, Socrates e Mahmoud Ahmadinejad estão juntos nos EUA. Três dos lideres mais brilhantes da humanidade juntos na América. God bless America !
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Política Internacional
segunda-feira, setembro 24, 2007
Á Lei do Murro
Pode-se fazer...mas é proibido...

Desta vez nao é o aborto. O Governo PS devia ir para os manuais de direito como quem mais eficientemente conseguiu tornar o proibido possível legalmente, sem deixar de o ser.
Desta vez é a distribuição de seringas nas prisões. Consumir drogas nas prisões é proibido (não só nas prisões...presume-se), mas não só se pode fazer, como o próprio Governo assume que é feito e incentiva. Se a saúde dentro da prisão é obviamente uma preocupação, maior preocupação é um Estado que assume ser impotente para fazer-se cumprir...mesmo dentro dos muros de uma prisão. Ora, se o Estado não consegue fazer cumprir as suas regras num local que ele proprio cria para privar a liberdade dos criminosos e faze-los ficar de novo prontos para a vida em sociedade, onde é que vai conseguir fazer cumprir as suas leis ?
domingo, setembro 23, 2007
M&Ms (III)

Ou muito me engano, ou o PSD vai rapidamente perceber o grande problema das eleições directas em vez do tradicional Congresso electivo: é que enquanto no Congresso os candidataos perfilam-se, degladiam-se e discutem no momento, nas directas os candidatos vao aparecendo e desaparecendo, as datas sao passiveis de adiamento, o cacique é ainda maior, e a legitimidade do líder, por muito que esteja legitimada pelo voto directo, é muito mais susceptível de ataque, criando uma instabilidade muito superior em termos temporal e de magnitude.
Claro que tudo seria mais fácil, não fossem todos os candidatos alinhados pela mediocridade política.
sexta-feira, setembro 21, 2007
Finalmente Paulo Macedo é substituído

José Azevedo Pereira é o novo responsável do Ministério das Finanças na DGCI, substituíndo finalmente Paulo Macedo. A tarefa não é fácil, nem tão pouco fazer esquecer Paulo Macedo, que fez perceber ao País o significado da palavra produtividade. Salário elevado, resultados correspondentes. Vejamos se o novo director da DGCI não fica demasiado catalogado com o mundo académico e consegue arrecar mais impostos, com mais justiça e equilíbrio. Ficamos para ver...e pagar.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Tão diferentes...

Autarca critica inquérito a atrasos nos pagamentos a empreiteiros
"São objectivamente incompreensíveis. Quando tentamos perceber não somos capazes de perceber"
"a realidade parece substancialmente diferente”, garantindo que "a Câmara tem acordos de pagamentos que funcionam com normalidade e nenhuma cobrança judicial por incumprimentos.”
"(...) este tipo de inquérito deveria analisar a situação financeira por fornecedores e não o atraso médio dos pagamentos"
Desta vez, é este.
quarta-feira, setembro 19, 2007
Crise no "Middle West"
Para além do "à vontade" no inglês, o nosso Primeiro Ministro ainda trocou a rosa-dos-ventos... A gaffe deve estar incluída no protocolo diplomático para deixar o presidente Bush mais à vontade...
Agradecimento: "O Insurgente"
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terça-feira, setembro 18, 2007
M&Ms (II)

Derretem-se na boca, e não nos votos. Debate sintomático do porquê o PSD não é Governo em Portugal, nem o será num futuro próximo. Por aqui, Sócrates pode estar (infelizmente) descansado.
Mendes não consegue ter perfil nem programa de líder, é e continuará a ser uma cara do aparelho.
Menezes não tem estatuto nem projecção. Mas tem melhor programa (pior, era difícil...).
M&Ms
Hiperinflação no Zimbabwe

Depois da expulsão dos ingleses da então Rodésia em 1980, tudo tem corrido mal. Pior ainda quando os ultimos empresários brancos foram expulsos e expropriados nos ultimos anos.
O Zimbabwe vive um periodo extaordinariamente dificil em termos económicos, com a inflação segundo o Governo a cifrar-se nos 4500% (segundo analistas, já vai em 15000%). Com estes numeros, o salário desvaloriza-se em 2 horas, e a corrida aos mantimentos é constante.
Para piorar, o governo decidiu fixar preços administrativamente, com pena de prisão para quem não cumprisse. Para além da inflação, os pouco vendedores ainda tem de enfrentar o medo e repressão.
fonte: "Newsweek"
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Bail out!

Ben Bernanke, o chairman do Fed, resolveu hoje cortar as duas taxas de referência (a discount rate e o target do Fed funds rate) em 50 bp, ou seja, 0,50%. A taxa de juro de referência dos EUA está agora em 4,75%.
Todo este cenário resulta da avaliação que o Fed faz da economia norte-americana e do efeito do subprime na economia real. Contudo, dada a magnitude do corte (o normal sao 25 bp) tudo isto parece muito mais uma forma de "salvar" o sector financeiro do que outra coisa. As acções agradecem, com fortes ganhos imediatamente a seguir ao anuncio da decisão.
A questão impõe-se: será que esta acção do Fed poderá resolver o problema da economia americana, nomeadamente da bolha imobiliária, ou poderá agravá-la ? E por outro lado, até que ponto sendo esta uma crise de confiança do sector financeiro, poderá esta actuação normalizar a relação dos bancos entre si e com os seus clientes ?
Em minha opinião, não. Bem pelo contrário, este passo pode ter ser decisivo para o inicio de uma recessão bem maior nos EUA (sendo já o primeiro sinal). E quando os EUA espirram...
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Poker: campeã do World Series of Poker Europe de 18 anos!

A norueguesa Annette Obrestad é a nova campeã do World Series of Poker Europe que decorreu em Londres (Leicester Square), arrecadando um prize money de 2 Milhões de USD. Incrivel dada a sua tenra idade (18) não a permitir sequer concorrer a semelhantes torneios nos Estados Unidos (apenas a partir dos 21).
No último lance venceu os dois pares do seu adversário com um trio de setes.
"A idade da turbulência"

Já está nas bancas o novo livro de Alan Greenspan, o mediático e estonteante antigo presidente da Reserva Federal Norte-Americana, a qual presidiu durante 18 anos. Por entre críticas a George Bush (pai e filho), diz que chegou a temer ataques nucleares aos EUA, assim como contaminação de reservas de aguas, depois do 11 de Setembro. Afirmou também que por entre os diversos Presidentes Norte-Americanos com quem trabalhou, Clinton e Nixon foram os que achou mais inteligentes.
Greenspan é conhecido pelo discurso enigmático e simbólico quando presidia ao Fed, ficando expressões marcantes como "exuberancia irracional dos mercados" e "conundrum".
O livro "The Age of Turbulence" está dividido em duas partes, a primeira sobre as suas memórias mais pessoais, e a segunda sobre a sua actuação no Fed.
Claramente a não perder, hoje Terça-Feira nas livrarias.
iPhone: exclusivo TMN ?
domingo, setembro 16, 2007
Nova Lei processo Penal

Mais do que o ridículo que é um Estado prender e soltar presos preventivos ao sabor da legislação, o pior é sem dúvida a incrível falta de modernização informática de todo o sistema judicial portugues. Em termos de informatização da justiça, devemos estar entre a criação do sistema MS-DOS e abolição do papel. Ou seja, em inícios da decada de 80...
Não seria mais simples INVESTIR em transformar toda a papelada processual e todo o sistema burocratico em suporte informático. Sem fazer contas, é mais que provavel por muito que isto custasse durante num periodo inicial, a poupança futura é mais que garantida.
A juntar ao sistema legislativo mais retrogrado e complexo do mundo ocidental, estamos na idade da pedra da resolução burocrática... E nem sequer é preciso mais funcionários...se calhar são precisos é outros funcionários...
sábado, setembro 15, 2007
Northern Rock: a corrida aos depósitos

Já há muitos anos não se via tal coisa em território europeu, também resultante da maior estabilidade e controlo que é mantida sobre o sistema bancário.
Mas o facto é que o 3º maior banco ingles em termos de hipotecas teve enormes dificuldades de tesouraria resultantes da instabilidade do sistema bancário e teve que recorrer ao Bank of England (BoE) para resolver parte desse problema. Mas o BoE teve uma política punitiva para quem recorria a este tipo de emprestimos, ou seja, aplicava uma penalty rate, o que não ajudou muito para o caso.
Depois do Northern Rock avisar para diminuição consideravel de resultados esperados, a acção caiu cerca de 30%, o que fez pela primeira vez em muitos anos na Europa assitir-se a uma corrida aos depósitos. Obviamente, nenhum banco do mundo consegue sobreviver se todos os seus clientes decidirem levantar todo o dinheiro de uma só vez...
Ou seja, este é o grande receio dos Bancos Centrais e o motivo maior para que haja injecção de liquidez no sistema. Daí a grande preocupação dos responsáveis com esta crise de confiança desencadeada pelo subprime. Uma generalização de corrida aos depositos poderia destruir todo os sistema bancário, e deixar as economias em colapso.
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Continua a luta pelo ABN Amro

Desde há alguns meses a esta parte duas ofertas concorrentes tentam ganhar o controlo do ABN Amro, um banco holandês com infraestruturas em diversas vertentes do negócio, nomeadamente na banca comercial, de investimento, corporate e mortgage.
Não se trata contudo de uma OPA normal, já que em cima da mesa está a dilaceração do ABN, iniciada com a venda do banco de mortgage americano La Salle ao Bank of America. Apesar disso, o Barclays e o consórcio liderado pelo Royal Bank of Scotland (RBS), em conjunto com o Fortis e o Santander continuam uma guerra pela posse do remanescente. Esta guerra ficou ainda mais interessante após o estalar da crise do subprime americano, já que a oferta do Barclays é feita esmagadoramente por share swap (pagamento sob forma de acções do Barclays) ao passo que o consórcio fez a esmagadora parte da oferta em cash. Contudo, se a crise do subprime afectou sobremaneira o preço das acções do sector bancário (diminuindo drasticamente o preço de oferta do Barclays), fez também aumentar e dificultar o acesso a financiamento, que o consórcio obviamente necessita angariar para tomar conta de um banco de grandes dimensões como o ABN.
Entretanto o preço do ABN oscila entre o preço (mais baixo) da oferta do Barclays e o preço oferecido pelo consórcio, enquanto se espera pela decisão da UE sobre eventuais problemas de concorrência na Belgica e Holanda onde a Fortis tem uma posição muito forte e onde poderia sair ainda mais fortalecida.
O desenlace vai sem dúvida constituir um case study para muitas aulas de corporate finance.
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M&M: Mendes e Menezes derretem-se na boca

M&Ms derretem-se na boca e não nas mãos... ou pelo menos a primeira parte é verdade, dado que parecem ambos com uma forte aversão aos debates...
Se por um lado Menezes parece ter fugido ao debate da SIC Notícias, Mendes tem vindo sistemáticamente a fugir a um debate mais amplo promovido pela televisão pública, o qual merecia certamente a maior atenção (possível) dos portugueses. Isto claro, partindo do princípio que têm alguma coisa a dizer e a discutir...
McLaren sofre penalização forte

Esta semana implodiu a notícia: a escuderia de Formula 1 McLaren foi banida da competição para o resto da temporada, com perda de pontos e uma sanção pecuniária de 100 Milhões USD. Um facto significativo, dado o montante e as consequências. Especula-se no entanto que tudo começou com troca de e-mails entre o piloto de testes da Ferrari e o piloto Fernando Alonzo... E resta também saber o que vai acontecer aos milhões investidos pelos patrocinadores, entre os maiores conta-se o banco global (e espanhol) Santander assim como o colosso de telecomunicações Vodafone...
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sexta-feira, setembro 14, 2007
Jorge Greno em entrevista

Excelente a entrevista de Jorge Greno ao jornal "O Aveiro". Aveiro perdeu um grande vereador. E ficou tudo dito.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Mudanças no Xadrez Mundial
Sai o Governo Russo, em que Putin continua em busca de sucessor à altura, já que nao poderá continuar na presidencia por outro mandado. E sai também o primeiro ministro japonês Abe, num estranho movimento justificado pelas eleições para a camara alta do senado japonês em que perdeu a maioria; eleições essas decorridas em... Julho!
Se na Russia pouco se altera, com inclusivamente testes da nova Bomba de Vacuo a ter maior impacto - passe-se o trocadilho - na comunicação social (chamam-lhe o "Pai de Todas as Bombas", confrontando a "Mae de todas as Bombas" norte-americana), no Japão o caso pode ser diferente, mas os proximos dias o dirão...
Se na Russia pouco se altera, com inclusivamente testes da nova Bomba de Vacuo a ter maior impacto - passe-se o trocadilho - na comunicação social (chamam-lhe o "Pai de Todas as Bombas", confrontando a "Mae de todas as Bombas" norte-americana), no Japão o caso pode ser diferente, mas os proximos dias o dirão...
E continua a saga de demogia do BE...agora em Aveiro
Pelo que se pode ler, o BE é o dono da verdade suprema. Esquece-se habitualmente é de apresentar alternativas. "Não porque não". O nível zero da política em qualquer lado.
A demagogia da CM de Lisboa...
...é sem precedentes. Se concordo plenamente que o estacionamento ilegal é algo a naturalmente combater, a verdade é que Lisboa é uma cidade que não dispoe de transportes públicos suficientes em quantidade e em qualidade (no sentido de extensao e de horario) para fazer evitar a quantidade de carros a circular na cidade. Não pode haver a demagogia fácil de que é preciso retirar carros do centro da cidade, e ao mesmo tempo incentivar as pessoas a viver nesse mesmo centro e sem proporcionar sufientes meios de transportes publicos, para tornar o carro um luxo.
Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...
Só a titulo de exemplo:

Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...
Só a titulo de exemplo:

terça-feira, setembro 11, 2007
Decisão do FED mais aguardada dos últimos tempos
De hoje a uma semana, a Reserva Federal Norte-Americana liderada por Ben Bernanke, irá decidir sobre as taxas de juro de referência dos EUA. Devido à crise subprime, os yields das obrigações do tesouro norte-americanas caíram vertiginosamente, descontando neste momento quase 1,50% de corte na taxa actualmente em 5,25%, num movimento conhecido como "flight to quality", no qual os investidores procuram a qualquer preço a segurança das obrigações do tesouro, em deterimento de investimentos de maior risco.
Assim, a título de exemplo, a yield das obrigações a 2 anos situa-se já a 3,90%. Numa situação normal, esta baixa indicaria o sentimento de mercado que o FED deveria baixar as taxas, normalmente devido ao enfraquecimento da economia. Desta vez, baixar as taxas é admitir enfraquecimento da economia, permitir que investidores menos cuidadosos continuem alavancados, e não deixar o mercado fazer reprice do risco. As dúvidas são portanto enormes, assim com a expectiva para esta decisão.
Fica a sondagem, do lado direito, para quem quiser contribuir com a sua opiniao.
Assim, a título de exemplo, a yield das obrigações a 2 anos situa-se já a 3,90%. Numa situação normal, esta baixa indicaria o sentimento de mercado que o FED deveria baixar as taxas, normalmente devido ao enfraquecimento da economia. Desta vez, baixar as taxas é admitir enfraquecimento da economia, permitir que investidores menos cuidadosos continuem alavancados, e não deixar o mercado fazer reprice do risco. As dúvidas são portanto enormes, assim com a expectiva para esta decisão.
Fica a sondagem, do lado direito, para quem quiser contribuir com a sua opiniao.
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Élio Maia assume presidência da EMA ?
Já nao era sem tempo que o Presidente da CM de Aveiro chame a si as principais responsabilidades e carencias de decisão na cidade. Pena que já so va a tempo de a extinguir...
A RTP e os contribuintes
Segundo o Diário de Notícias, cada contribuinte paga mais de 500 eur por ano para a RTP.
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
O BE na CM Lisboa ? Eu não votei PS...
Já demorava até o BE aprontar aquilo que melhor sabe fazer: criar confusão atraves da demagogia. Desta vez, começou o seu trabalho na CM de Lisboa, esclarecendo a sua posição contra a Dra Maria Jose Nogueira Pinto à frente do projecto da Baixa-Chiado, isto porque esta defendeu que sendo esta uma zona nobre da cidade, o melhor seria retirar dessa area as lojas chinesas, inclusivamente sugerindo a criação de uma china town em lisboa.
Claro que não está em causa a liberdade de comércio por parte seja de quem for, mas é obvio que o comercio tradicional tambem tem que estar segmentado e dirigido a publico alvos. Alias, os proprios representantes dos comerciantes chineses em Portugal ficou sobremaneira agradado com a ideia. Ou seja, o BE teima porque lhe apetece teimar, usando argumentos demagogicos como sempre foi o seu timbre. Ridiculo, to say the least.
Claro que não está em causa a liberdade de comércio por parte seja de quem for, mas é obvio que o comercio tradicional tambem tem que estar segmentado e dirigido a publico alvos. Alias, os proprios representantes dos comerciantes chineses em Portugal ficou sobremaneira agradado com a ideia. Ou seja, o BE teima porque lhe apetece teimar, usando argumentos demagogicos como sempre foi o seu timbre. Ridiculo, to say the least.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Caso Maddie e a Justiça Portuguesa: O Golpe Final
Confesso que toda esta história, com traços de romance telenovelável no México, com proporções a nível global, por ser um caso real, marcante, chocante, inquietante e misterioso, não me suscita grande interesse no drama intrinseco que encerra.
No entanto, algo me preocupa muito seriamente, para além da vida da criança em causa, naturalmente. É que por causa deste caso, todos os podres e deficiencias da Justiça e do sistema legal português serão postos a nu, para todo o mundo. Conseguirão ainda os responsáveis políticos esconder a vergonha ?
Respeito que não tenhamos uma origem anglo-saxónica nos principios do Direito. Respeito a origem romana, com diversas sugestões culturais ao longo da história. Confesso também que sou algo suspeito, porque sou à partida grande crítico do nosso sistema legal, assim como admirador do sistema anglo-saxónico. Não obstante, ha pontos em que a origem se torna irrelevante, e os problemas resultam de outras vertentes...
Assim, veremos desde logo se teremos a equidade nas polícias para dar este apoio logistico em todos os casos semelhantes. Teoricamente, perante a lei todos somos iguais nos deveres e direitos. Depois, toda a burocracia em Portugal especialmente no sistema judicial ficarão expostos a nível global, com consequencias inclusive nos investimentos que empresarios ponderam fazer por cá. São estatutos especiais para que se possa fazer perguntas; medidas de coacção que não obrigam a nada; suspeitos que não o são, e passam a ser, nao oficialmente; segredo de justiça que só é segredo para quem nao le jornais; contra-informação nos meios de comunicação porque ha segredo de justiça que como ninguem cumpre, ninguem sabe o que é verdade; falhas graves em investigação e em legislação; falta de actualização da legalidade com os novos meios; e já nem vou falar do eventual julgamento... Ou se calhar falo: imagine-se um julgamento num caso destes... Duraria quantos anos? Quantas decadas ? Quantos recursos? Quantos contra-recursos e regressões ? Quantas instancias e medidas para atrasar o processo ?
Este caso vai levar a Justiça portuguesa ao rídiculo à escala mundial, independentemente de quem é o culpado ou inocente. E bem merece... Não foi a bem porque nunca ninguem teve coragem de mexer com o lobby jurídico em Portugal nem com os velhos do Restelo que ainda dão aulas de Direito; vai a mal cobrindo de ridículo todo um País...
No entanto, algo me preocupa muito seriamente, para além da vida da criança em causa, naturalmente. É que por causa deste caso, todos os podres e deficiencias da Justiça e do sistema legal português serão postos a nu, para todo o mundo. Conseguirão ainda os responsáveis políticos esconder a vergonha ?
Respeito que não tenhamos uma origem anglo-saxónica nos principios do Direito. Respeito a origem romana, com diversas sugestões culturais ao longo da história. Confesso também que sou algo suspeito, porque sou à partida grande crítico do nosso sistema legal, assim como admirador do sistema anglo-saxónico. Não obstante, ha pontos em que a origem se torna irrelevante, e os problemas resultam de outras vertentes...
Assim, veremos desde logo se teremos a equidade nas polícias para dar este apoio logistico em todos os casos semelhantes. Teoricamente, perante a lei todos somos iguais nos deveres e direitos. Depois, toda a burocracia em Portugal especialmente no sistema judicial ficarão expostos a nível global, com consequencias inclusive nos investimentos que empresarios ponderam fazer por cá. São estatutos especiais para que se possa fazer perguntas; medidas de coacção que não obrigam a nada; suspeitos que não o são, e passam a ser, nao oficialmente; segredo de justiça que só é segredo para quem nao le jornais; contra-informação nos meios de comunicação porque ha segredo de justiça que como ninguem cumpre, ninguem sabe o que é verdade; falhas graves em investigação e em legislação; falta de actualização da legalidade com os novos meios; e já nem vou falar do eventual julgamento... Ou se calhar falo: imagine-se um julgamento num caso destes... Duraria quantos anos? Quantas decadas ? Quantos recursos? Quantos contra-recursos e regressões ? Quantas instancias e medidas para atrasar o processo ?
Este caso vai levar a Justiça portuguesa ao rídiculo à escala mundial, independentemente de quem é o culpado ou inocente. E bem merece... Não foi a bem porque nunca ninguem teve coragem de mexer com o lobby jurídico em Portugal nem com os velhos do Restelo que ainda dão aulas de Direito; vai a mal cobrindo de ridículo todo um País...
domingo, setembro 09, 2007
Ficamos mais descansados...
...Marques Mendes vai voltar a ser cabeça de lista do PSD por Aveiro em 2009...
A obscenidade do óbvio
"Oficialmente, Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio"
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.
Óbvio porque Portugal concorda com a ocupação pela ditadura chinesa do Tibete, ou óbvio que nos curvemos perante a China, esquecendo todos os princípios democráticos e "valores de Abril" que a esquerda tanto apregoa?
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.
Óbvio porque Portugal concorda com a ocupação pela ditadura chinesa do Tibete, ou óbvio que nos curvemos perante a China, esquecendo todos os princípios democráticos e "valores de Abril" que a esquerda tanto apregoa?
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sábado, setembro 08, 2007
Avante camaradas!
Segundo notícias dos meios de comunicação social - por isso não fui eu que inventei! -, na Festa do Avante em nenhum restaurante é possível ter direito a recibo. Estado? Só se for para receber subsídios! Impostos ? É para os ricos ! Moralidade? Só a nossa!
Rídiculo. Embaraçoso. Bolchevique.
Rídiculo. Embaraçoso. Bolchevique.
Colecção Outono/Inverno
Novo look, blog oficialmente activo, se é que algum dia deixou de estar. Para os que gostam e para os que não gostam, enfim, para todos os que visitam.
sexta-feira, setembro 07, 2007
EuroBasket: Portugal passa à fase seguinte!
Surpreendentemente, a selecção nacional de basquetebol passou á fase seguinte do Europeu a decorrer em Sevilha. Após uma brilhante vitória frente à Letónia ainda que per se insuficiente para assegurar de imediato a passagem à proxima fase, a milagrosa derrota da campeã do mundo Espanha - com varios elementos a brilharem na NBA -, frente á Croácia, permitiu a Portugal fazer história.
Uma palavra especial para Paulo Cunha, que após problemas de saúde, conseguiu voltar à alta competição no seu mais alto nível.
Uma palavra especial para Paulo Cunha, que após problemas de saúde, conseguiu voltar à alta competição no seu mais alto nível.
Trichet nao mexe na taxa de juro da zona Euro
Por muito duro que possa ser para os detentores de créditos à habitação, a verdade é que esta "não mexida" por parte de Jean-Claude Trichet na taxa de juro de referência não pode ser bom sinal.
Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?
Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Caetano Alves novo vereador da CM Aveiro
Devido à suspensao de mandato do vereador Jorge Greno, a CM de Aveiro vê agora o Prof. Doutor Caetano Alves assumir funções.
Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.
Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.
Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.
Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.
A ler: opinião de um rico que já nao quer emprestar dinheiro a pobres
«A Wall Street Trader Draws Some Subprime Lessons: Michael Lewis
2007-09-05 00:05 (New York)
Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)
That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.
Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.
2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.
3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.
4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.
A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.
Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.
5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.
Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)
But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.
(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»
fonte: Bloomberg
2007-09-05 00:05 (New York)
Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)
That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.
Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.
2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.
3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.
4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.
A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.
Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.
5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.
Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)
But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.
(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»
fonte: Bloomberg
segunda-feira, setembro 03, 2007
De volta à Reforma Agrária na Educação?
O governo insistiu hoje na obrigação por parte das editoras em fixar o preço dos manuais escolares, nao podendo estas implementar aumentos de preços acima da inflação. Por outras, palavras, é o governo que fixa o valor dos manuais. Nunca esquecendo que vivemos numa sociedade onde supostamente é a lei do mercado que determina a qualidade e qualidade, atraves do equilibrio no preço, e que nao obstante, a educação é um valor essencial para o Estado, nao me parece de todo que seja via fixação de preços que se va atingir o ponto ideal ao nivel dos custos dos manuais escolares. Isto porque o problema nao pode ser resolvido desta forma, impedindo a pouca concorrencia de funcionar. O problema é antes resolvido com coragem: ou seja, impedindo conluios entre editoras, pondo em causa poderes instalados destas. Isso sim, é viver numa economia de mercado, adulta, sabendo usar as ferramentas que disponibiliza ao Estado.
domingo, setembro 02, 2007
O subprime português
Agora que a palavra "subprime" já está no vocabulário comum da população europeia não-financeira - a franja com ligações ao mundo financeiro há muito que ja sabia da extensão deste problema -, importa esclarecer ainda muitos pontos.
Na Europa - salvo em Inglaterra, se bem que em moldes diferentes - não há a diferenciação por parte das instituições de crédito face ao nível de risco dos seus clientes, pelo menos de forma tão estratificada como nos EUA, onde como já se viu há uma especialização inclusivamente para a população com maiores dificuldades em adquirir credito. Nos EUA, portanto, esta franja da população consegue emprestimos, nomeadamente hipotecas a niveis de juro bastante elevados. Então e na Europa, principalmente em Portugal?
Bem, o caso por cá é diferente, se bem que na minha opinião igualmente grave. Por cá, os bancos terão sempre assegurado o accionar da garantia, como por exemplo o imovel, para fazer face a uma eventual falha no pagamento das prestações. Como aqui não é possivel ou não é usual pedir emprestimo a meio da hipoteca sobre o valor do imovel total, voltando a 100% de endividamento, o problema que originou o credit crunch nos EUA à partida por esta via não se poe.
A questão é que há muito que muitas famílias portuguesas recorrem a outras instituições de crédito para refinanciamento e empacotamento do crédito, alargando prazos, mesmo que tal signifique mais juros - o que é perfeitamente normal, dado o risco naturalmente assumido pela instituição de crédito -, e implique obviamente o estrangualmento da capacidade de endividamento ao máximo, para toda a vida. Sem possibilidade de novos créditos. Ora, aqui é que reside o maior problema: recurso a credito para resolver problema de dificuldade de pagamento de créditos. A crise por cá é dissimulada por esta via. Os bancos ditos tradicionais não se ressentem, porque as famílias recorrem a instituições de crédito especializadas, e estas também não se queixam, dado a elevada taxa que cobram estar preparada e a conseguir fazer face à percentagem de defaults. Parece tudo bem, excepto num ponto: as famílias.
Estas já não podem deixar de pagar como nos EUA, porque não é so a casa que está em jogo, já são todos os seus rendimentos futuros. O estrangulamento é já evidente em muitos casos, e mesmo assim não parece haver grande vontade de encetar mudanças de habitos de consumo e de recurso a crédito. Parece que a aprendizagem da população portuguesa foi demasiado rápida face à estabilidade de preços e consequente nivel baixo de juros da zona euro (e ainda se queixam da entrada para a moeda única !!!): o nível de juros históricamente baixos nao poderia durar para sempre. E se algum motivo há para o ECB elevar os juros, este é um deles, ou seja, o recurso desmesurado e irracional ao crédito. Infelizmente os portugueses vão aprender esta lição da pior maneira...
Na Europa - salvo em Inglaterra, se bem que em moldes diferentes - não há a diferenciação por parte das instituições de crédito face ao nível de risco dos seus clientes, pelo menos de forma tão estratificada como nos EUA, onde como já se viu há uma especialização inclusivamente para a população com maiores dificuldades em adquirir credito. Nos EUA, portanto, esta franja da população consegue emprestimos, nomeadamente hipotecas a niveis de juro bastante elevados. Então e na Europa, principalmente em Portugal?
Bem, o caso por cá é diferente, se bem que na minha opinião igualmente grave. Por cá, os bancos terão sempre assegurado o accionar da garantia, como por exemplo o imovel, para fazer face a uma eventual falha no pagamento das prestações. Como aqui não é possivel ou não é usual pedir emprestimo a meio da hipoteca sobre o valor do imovel total, voltando a 100% de endividamento, o problema que originou o credit crunch nos EUA à partida por esta via não se poe.
A questão é que há muito que muitas famílias portuguesas recorrem a outras instituições de crédito para refinanciamento e empacotamento do crédito, alargando prazos, mesmo que tal signifique mais juros - o que é perfeitamente normal, dado o risco naturalmente assumido pela instituição de crédito -, e implique obviamente o estrangualmento da capacidade de endividamento ao máximo, para toda a vida. Sem possibilidade de novos créditos. Ora, aqui é que reside o maior problema: recurso a credito para resolver problema de dificuldade de pagamento de créditos. A crise por cá é dissimulada por esta via. Os bancos ditos tradicionais não se ressentem, porque as famílias recorrem a instituições de crédito especializadas, e estas também não se queixam, dado a elevada taxa que cobram estar preparada e a conseguir fazer face à percentagem de defaults. Parece tudo bem, excepto num ponto: as famílias.
Estas já não podem deixar de pagar como nos EUA, porque não é so a casa que está em jogo, já são todos os seus rendimentos futuros. O estrangulamento é já evidente em muitos casos, e mesmo assim não parece haver grande vontade de encetar mudanças de habitos de consumo e de recurso a crédito. Parece que a aprendizagem da população portuguesa foi demasiado rápida face à estabilidade de preços e consequente nivel baixo de juros da zona euro (e ainda se queixam da entrada para a moeda única !!!): o nível de juros históricamente baixos nao poderia durar para sempre. E se algum motivo há para o ECB elevar os juros, este é um deles, ou seja, o recurso desmesurado e irracional ao crédito. Infelizmente os portugueses vão aprender esta lição da pior maneira...
sábado, setembro 01, 2007
Eu também apoio Marques Mendes porque...
- é claramente o político mais inteligente e versátil do espectro político português...
- é claramente um politico que enquanto deputado eleito por aveiro desenvolveu inegáveis esforços pela região e pela cidade...
- tem uma visão sobre o mundo e o país clarividente, e jamais pondo o aparelho do PSD acima desta sua visão...
- é sem duvida nenhuma importantissimo para mim apoiar Marques Mendes, pois assim deverei conseguir inumeros benefícios para a região e cidade...
- para além de que quando Marques Mendes for primeiro-ministro (...) Aveiro será sempre lembrada...
- não sabe o que é a Somague...
- o Ribau apoia o outro que até vai perder..
(em constante actualização, assim que me for lembrando de mais mais razões. se alguem me quiser ajudar...seja bem-vindo!)
- é claramente um politico que enquanto deputado eleito por aveiro desenvolveu inegáveis esforços pela região e pela cidade...
- tem uma visão sobre o mundo e o país clarividente, e jamais pondo o aparelho do PSD acima desta sua visão...
- é sem duvida nenhuma importantissimo para mim apoiar Marques Mendes, pois assim deverei conseguir inumeros benefícios para a região e cidade...
- para além de que quando Marques Mendes for primeiro-ministro (...) Aveiro será sempre lembrada...
- não sabe o que é a Somague...
- o Ribau apoia o outro que até vai perder..
(em constante actualização, assim que me for lembrando de mais mais razões. se alguem me quiser ajudar...seja bem-vindo!)
quarta-feira, agosto 29, 2007
Jose Manuel "cada vez menos só" Barroso
O actual presidente da Comissão Europeia negou conhecimento da negociata do PSD com a Somague. Sendo presidente do PSD na altura, é caso de estranhar. A pergunta impoe-se: como presidente da Comissão, que outros "pormenores" dentro da EU e da propria comissão desconhece?
Está claramente em risco a sua reeleiçao, e cada vez menos explicável a sua fuga do executivo portugues. Ou talvez nao...
Está claramente em risco a sua reeleiçao, e cada vez menos explicável a sua fuga do executivo portugues. Ou talvez nao...
Jóias. Arte. (!?!)

http://www.telegraph.co.uk/arts/main.jhtml?xml=/arts/2007/06/01/bahirst101.xml
Esta magnifica obra de arte custou 100 milhoes de dolares a um fundo de investimento de arte. Já agora, o autor da peça é um dos artistas mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em mais 140 milhoes de libras (qualquer coisa como 200 milhoes de euros...)...
"Socialismo dos ricos"
Não sou quem o diz. São a maioria dos comentadores e analistas de mercados financeiros, caso os bancos centrais desçam as taxas de juro.
Capitalismo selvagem, neo-liberalismo, economia de mercado - chamem-lhe o que quiserem - não inclui salvar os que nao sao cuidadosos, nem cegos ao risco.
Tanto o FED como o Banco Central Europeu ao aliviarem a pressao da taxa de juro apenas estarão a cair no chamado "moral hazard" ou risco moral, ou seja, a incentivarem a que investidores e hedge funds continuem a fazer investimentos de alto risco, sem o devido downside, ou seja, a desvalorização dos activos, caso tal seja a vontade do mercado como um todo.
Ou seja, isto não é mais do que desincentivar à precaução. Uma especie de socialismo, para investidores ricos.
Ah, ja agora, para os (poucos e heroicos) leitores mais socialistas e que vêm criticando a subida dos juros, fica a pergunta: Será justo os bancos centrais salvarem aqueles que em ultima análise criaram esta bolha especulativa?
Capitalismo selvagem, neo-liberalismo, economia de mercado - chamem-lhe o que quiserem - não inclui salvar os que nao sao cuidadosos, nem cegos ao risco.
Tanto o FED como o Banco Central Europeu ao aliviarem a pressao da taxa de juro apenas estarão a cair no chamado "moral hazard" ou risco moral, ou seja, a incentivarem a que investidores e hedge funds continuem a fazer investimentos de alto risco, sem o devido downside, ou seja, a desvalorização dos activos, caso tal seja a vontade do mercado como um todo.
Ou seja, isto não é mais do que desincentivar à precaução. Uma especie de socialismo, para investidores ricos.
Ah, ja agora, para os (poucos e heroicos) leitores mais socialistas e que vêm criticando a subida dos juros, fica a pergunta: Será justo os bancos centrais salvarem aqueles que em ultima análise criaram esta bolha especulativa?
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Penalva do Castelo resolveu nao ficar com a totalidade dos 5% de IRS dos contribuintes a que tem direito, baixando deste modo a incidencia fiscal dos seus municipes.
Talvez isto possa ser competitividade....
Talvez isto possa ser competitividade....
sábado, agosto 25, 2007
Independentes com Marques Mendes?
Eu, como militante do CDS-PP pouco tenho a ver com a eleição do proximo lider do PSD, tanto mais que qualquer uma das alternativas é tao ma ou pior que a outra, e onde a mediocridade intelectual parece impedir que os quadros valiosos do PSD - que os há! - apareçam e ajudem ao debate politico do País.
É, portanto um PSD virado para dentro, em lutas sobre e para o aparelho, sem ideias para o País, com a pura intenção do poder pelo poder, com vista a eleições, onde o que interessa é estar na frente. É um partido que sofre de partidarite aguda, sob o veu de maus governos e sem lideres capazes. Os potenciais lideres capazes sao suficientemente inteligentes para manter-se na sombra.
Mas como disse, nada disto me preocuparia minimamente, não fosse esta onda interna do PSD tentar a todo o curso recolher apoios do aparelho local. É certo que qualquer cidadão é livre de se filiar onde muito bem entender, assim como qualquer cidadão será também eventualmente livre de manifestar a sua opinião sobre a eleição interna de qualquer partido.
O que me preocupa é simplesmente o facto de estes apoios de tao forçados que parecem, sejam apenas isso: aparelho. E para aparelho, não contem comigo. Sou mais de ideias e trabalho. E ja agora mérito...
Sinceramente, não penso que nenhum presidente de camara possa desempenhar melhor ou pior a sua função por passar a apoiar um candidato a lider de um partido. Ou pelo menos nao devia. Se o tem que fazer, entao algo vai mal. E pelos vistos assim vai continuar.
Partidos politicos deviam ser uma forma, um meio de discutir e aplicar ideias. Não uma arena de intenções e ambições.
É, portanto um PSD virado para dentro, em lutas sobre e para o aparelho, sem ideias para o País, com a pura intenção do poder pelo poder, com vista a eleições, onde o que interessa é estar na frente. É um partido que sofre de partidarite aguda, sob o veu de maus governos e sem lideres capazes. Os potenciais lideres capazes sao suficientemente inteligentes para manter-se na sombra.
Mas como disse, nada disto me preocuparia minimamente, não fosse esta onda interna do PSD tentar a todo o curso recolher apoios do aparelho local. É certo que qualquer cidadão é livre de se filiar onde muito bem entender, assim como qualquer cidadão será também eventualmente livre de manifestar a sua opinião sobre a eleição interna de qualquer partido.
O que me preocupa é simplesmente o facto de estes apoios de tao forçados que parecem, sejam apenas isso: aparelho. E para aparelho, não contem comigo. Sou mais de ideias e trabalho. E ja agora mérito...
Sinceramente, não penso que nenhum presidente de camara possa desempenhar melhor ou pior a sua função por passar a apoiar um candidato a lider de um partido. Ou pelo menos nao devia. Se o tem que fazer, entao algo vai mal. E pelos vistos assim vai continuar.
Partidos politicos deviam ser uma forma, um meio de discutir e aplicar ideias. Não uma arena de intenções e ambições.
PSD e a Somague
Parece que passa incolume esta verdadeira vergonha no espectro partidario portugues. Talvez porque todos tenham telhados de vidro, ou talvez porque seja necessario nao levantar muita poeira sobre esta matéria.
Não me parece que qualquer tipo de ligação obscura entre partidos e empresas seja favoravel tanto a uma economia que se pretende de mercado e livre, como de uma democracia que se pretende transparente.
Daqui vai, portanto, o meu veemente protesto a tal forma de actuar. Seja de que partido for.
Não me parece que qualquer tipo de ligação obscura entre partidos e empresas seja favoravel tanto a uma economia que se pretende de mercado e livre, como de uma democracia que se pretende transparente.
Daqui vai, portanto, o meu veemente protesto a tal forma de actuar. Seja de que partido for.
sábado, agosto 11, 2007
Crise do Crédito - a verdadeira história
Esta semana o mundo em geral ficou a conhecer um problema que há muito atormenta os mercados financeiros: a crise do mercado imobiliário americano. Importa, no entanto, esclarecer alguns pontos que nestes últimos dias tem vindo a público na comunicação social e cuja explicação dos orgãos de comunicação tem deixado muito a desejar.
O chamado sector subprime mortgage não é mais que uma faixa do crédito hipotecário dos EUA dedicado à população com maior propenção a fazer default (ou seja, a deixar de pagar a prestação) no crédito à habitação. Naturalmente, este tipo de empréstimos é feito a uma taxa de juro superior, para fazer face ao nível de risco. Convém ainda esclarecer que nos EUA o devedor pode pedir mais dinheiro enquanto vai pagando a o crédito à habitação, isto é, pode ter sempre a 100% o montante em dívida face ao valor da habitação. O problema é que até aqui o preço das casas não descia, logo era sempre possível ter a casa como garantia para o pagamento do emprestimo, pois esta valeria sempre tanto ou mais que o montante em dívida. O problema começa há uns meses quando o preço das casas em certas áreas começa a cair...
A história até aqui nem seria particularmente grave para os bancos. Acredita-se que o nível de default no subprime não vai além dos 5% a 10%. E estas instituições fazem a securitização destes créditos. O grande problema está precisamente aqui. As instituições com ligações ao subprime vendem o conjunto dos créditos subprime em pacote, para formar uma pool de créditos, diversificando o risco, podendo trocar entre si a uma taxa de rentabilidade superior de qualquer outro produto com protecção hipotecária, dado que está no sector subprime. Estes produtos chamam-se CDO's (Collateralized Debt Obligations) que não são mais do que estruturas financeiras, seguras pelo activo em si, ou seja, as casas. Estes produtos englobam diversos níveis de risco, sendo que o mais baixo eram precisamente a pool de subprime.
A grande questão é que ao ser possível trocar (comprar e vender) estes produtos de forma alavancada, muitos bancos viram uma oportunidade de ganhar mais alguns pontos percentuais com nivel de risco (pensava-se) suficientemente diversificado para não consistir um problema. Mas começaram então os preços das casas a cair, e isto não foi antecipado.
Da-se então a crise, dado que muitos destes bancos compravam alavancados estes produtos, o que implica que um nivel de default no subprime de 5% significa no minimo uma perda de 20% no capital investido.
O primeiro banco a divulgar problemas sérios com esta crise foi o banco de investimento Bear Stearns, o qual geria 3 fundos de investimento que apostavam fortemente nestes CDO's, e cuja desvalorização foi praticamente total. Mais alguns hedge funds globais foram divulgando entretanto alguns problemas também.
A crise no entanto alastrou-se na passada sexta-feira dia 10 de Agosto para a Europa, onde o BNP Paribas - um dos maiores bancos europeus e o maior de França -, divulgou que os investidores em três dos seus fundos estariam impedidos de efectuar resgates porque se dizia incapaz de avaliar os activos neles inseridos. A questão no caso do BNP Paribas foi ainda mais grave, pois dois desses fundos eram supostamente fundos de tesouraria, ou seja, com nivel de risco praticamente nulo.
A crise do sector bancário é no entanto uma crise de confiança. COmo daqui se pode concluir, houve notoriamente bancos que mentiram em relação ao nivel de risco dos seus fundos de investimento. E mais, há obviamente bancos cuja exposição ao subprime norte-americano é ainda desconhecida. E é precisamente por este motivo que se dá a falta de liquidez do sector bancário mundial. Falhou a indispensável confiança entre instituições bancárias para linhas de crédito usuais entre si. Ninguém nesta altura sabe que instituições poderão eventualmente estar expostas ao subprime. Daí a intervenção do ECB e do FED para disponibilizar liquidez ao mercado, como "lender of last resource". Note-se no entanto que todos os fundos do ECB e do FED so são disponibilizados perante apresentação como contrapartida de obrigações do tesouro de governos europeus ou norte-americano.
Finalmente, em relação á taxa de juro, não é ainda claro o que irá acontecer. Não é normal que o ECB se sinta influenciado por este problema para alterar a sua política, o que não significa que o aumento previsto para Setembro não possa ser o último... Já na reserva federal americana, o cenário é diferente: apesar de algum abrandamento da economica, dificilmente o FED cortará taxas, ao contrário do que o sector financeiro gostaria para fazer face a este problema. Ou seja, o problema do crédito não será resolvido com taxas mais baixas nem com taxas superiores, é um problema de liquidez e confiança. O que aconteceu esta semana nos futuros de taxa de juro é apenas resultado de uma fuga dos investidores para zonas de risco minimas, como as obrigações europeias e americanas.
O chamado sector subprime mortgage não é mais que uma faixa do crédito hipotecário dos EUA dedicado à população com maior propenção a fazer default (ou seja, a deixar de pagar a prestação) no crédito à habitação. Naturalmente, este tipo de empréstimos é feito a uma taxa de juro superior, para fazer face ao nível de risco. Convém ainda esclarecer que nos EUA o devedor pode pedir mais dinheiro enquanto vai pagando a o crédito à habitação, isto é, pode ter sempre a 100% o montante em dívida face ao valor da habitação. O problema é que até aqui o preço das casas não descia, logo era sempre possível ter a casa como garantia para o pagamento do emprestimo, pois esta valeria sempre tanto ou mais que o montante em dívida. O problema começa há uns meses quando o preço das casas em certas áreas começa a cair...
A história até aqui nem seria particularmente grave para os bancos. Acredita-se que o nível de default no subprime não vai além dos 5% a 10%. E estas instituições fazem a securitização destes créditos. O grande problema está precisamente aqui. As instituições com ligações ao subprime vendem o conjunto dos créditos subprime em pacote, para formar uma pool de créditos, diversificando o risco, podendo trocar entre si a uma taxa de rentabilidade superior de qualquer outro produto com protecção hipotecária, dado que está no sector subprime. Estes produtos chamam-se CDO's (Collateralized Debt Obligations) que não são mais do que estruturas financeiras, seguras pelo activo em si, ou seja, as casas. Estes produtos englobam diversos níveis de risco, sendo que o mais baixo eram precisamente a pool de subprime.
A grande questão é que ao ser possível trocar (comprar e vender) estes produtos de forma alavancada, muitos bancos viram uma oportunidade de ganhar mais alguns pontos percentuais com nivel de risco (pensava-se) suficientemente diversificado para não consistir um problema. Mas começaram então os preços das casas a cair, e isto não foi antecipado.
Da-se então a crise, dado que muitos destes bancos compravam alavancados estes produtos, o que implica que um nivel de default no subprime de 5% significa no minimo uma perda de 20% no capital investido.
O primeiro banco a divulgar problemas sérios com esta crise foi o banco de investimento Bear Stearns, o qual geria 3 fundos de investimento que apostavam fortemente nestes CDO's, e cuja desvalorização foi praticamente total. Mais alguns hedge funds globais foram divulgando entretanto alguns problemas também.
A crise no entanto alastrou-se na passada sexta-feira dia 10 de Agosto para a Europa, onde o BNP Paribas - um dos maiores bancos europeus e o maior de França -, divulgou que os investidores em três dos seus fundos estariam impedidos de efectuar resgates porque se dizia incapaz de avaliar os activos neles inseridos. A questão no caso do BNP Paribas foi ainda mais grave, pois dois desses fundos eram supostamente fundos de tesouraria, ou seja, com nivel de risco praticamente nulo.
A crise do sector bancário é no entanto uma crise de confiança. COmo daqui se pode concluir, houve notoriamente bancos que mentiram em relação ao nivel de risco dos seus fundos de investimento. E mais, há obviamente bancos cuja exposição ao subprime norte-americano é ainda desconhecida. E é precisamente por este motivo que se dá a falta de liquidez do sector bancário mundial. Falhou a indispensável confiança entre instituições bancárias para linhas de crédito usuais entre si. Ninguém nesta altura sabe que instituições poderão eventualmente estar expostas ao subprime. Daí a intervenção do ECB e do FED para disponibilizar liquidez ao mercado, como "lender of last resource". Note-se no entanto que todos os fundos do ECB e do FED so são disponibilizados perante apresentação como contrapartida de obrigações do tesouro de governos europeus ou norte-americano.
Finalmente, em relação á taxa de juro, não é ainda claro o que irá acontecer. Não é normal que o ECB se sinta influenciado por este problema para alterar a sua política, o que não significa que o aumento previsto para Setembro não possa ser o último... Já na reserva federal americana, o cenário é diferente: apesar de algum abrandamento da economica, dificilmente o FED cortará taxas, ao contrário do que o sector financeiro gostaria para fazer face a este problema. Ou seja, o problema do crédito não será resolvido com taxas mais baixas nem com taxas superiores, é um problema de liquidez e confiança. O que aconteceu esta semana nos futuros de taxa de juro é apenas resultado de uma fuga dos investidores para zonas de risco minimas, como as obrigações europeias e americanas.
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segunda-feira, julho 09, 2007
Espaço Opinião: “Sociedade de Mérito”
E se fosse simples pagar (menos) impostos?
Flat Tax, um meio de atingir a meritocracia
De todos os impostos em Portugal, o Imposto sobre Rendimento de Pessoa Singular (IRS) é um dos mais complexos, tanto pela variedade ridícula de benefícios, descontos e artifícios semelhantes de remediar ineficiências e injustiças, como pela imposição de uma tributação progressiva, consoante o rendimento bruto. Na prática, é o conceito de que quanto mais se recebe, proporcionalmente muitos mais impostos se deve pagar.
Este conceito é em si próprio uma ineficiência por motivos de varia ordem: a mais óbvia reside na própria incapacidade e incompetência do Estado em gerir os impostos que recebe e dos quais se obriga a teoricamente redistribuir; é também totalmente ineficiente o Estado cobrar impostos que posteriormente devolve ou sob a forma de descontos via benefícios que na prática não passam de formas de remendar a lei injusta, beneficiando neste caso apenas aqueles que sabem como maximizar esses benefícios; mas também é conceptualmente ineficiente ao desincentivar o mérito, numa sociedade que já todos concluímos que só poderá evoluir via aumento da produtividade e competitividade, ou seja, premiando o mérito.
Em suma, o Estado é o primeiro a gastar mal, a gastar demais, a exigir demais, a redistribuir mal e a não incentivar o mérito. Para cúmulo, ainda obriga a restrições orçamentais resultantes dessa má gestão, as quais afectam unicamente os mesmos de sempre: os contribuintes.
A solução parece portanto óbvia: o Estado deve gerir a menor quantidade possível de fundos proveniente de impostos por manifesta incompetência e incapacidade. Mais, a complexidade legislativa no campo fiscal aliado à já referida incompetência tornou o pagamento de impostos algo que de tão obscuro impede qualquer relação remota com redistribuição e ajustes de ineficiências sociais, quando esse pagamento progressivo no caso do IRS tem como única justificação precisamente essa.
A discussão das chamadas flat taxes ou taxas planas de IRS faz cada mais sentido e tem vindo a ser cada vez mais intensa. O conceito de flat tax não passa da aplicação da mesma taxa de imposto a todos os níveis de rendimento, deixando a progressividade cair, assim como o incentivo à mediocridade que reina há tantos anos em Portugal. Quanto mais se recebe, mais se paga, mas na exacta proporção que qualquer outro nível de rendimento, premiando quem pelo seu esforço aufere mais rendimentos, e acima de tudo, não deixando que o Estado recolha impostos que não sabe nem nunca soube redistribuir ou gerir correctamente.
É portanto absolutamente essencial e urgente debater a revisão da legislação fiscal, esta sim com verdadeiro impacto na competitividade do País, para além de sinal claro que vale a pena ser produtivo no trabalho. Simple is beautiful!
Publicado no jornal "O Aveiro" em 5 de Julho de 2007
Flat Tax, um meio de atingir a meritocracia
De todos os impostos em Portugal, o Imposto sobre Rendimento de Pessoa Singular (IRS) é um dos mais complexos, tanto pela variedade ridícula de benefícios, descontos e artifícios semelhantes de remediar ineficiências e injustiças, como pela imposição de uma tributação progressiva, consoante o rendimento bruto. Na prática, é o conceito de que quanto mais se recebe, proporcionalmente muitos mais impostos se deve pagar.
Este conceito é em si próprio uma ineficiência por motivos de varia ordem: a mais óbvia reside na própria incapacidade e incompetência do Estado em gerir os impostos que recebe e dos quais se obriga a teoricamente redistribuir; é também totalmente ineficiente o Estado cobrar impostos que posteriormente devolve ou sob a forma de descontos via benefícios que na prática não passam de formas de remendar a lei injusta, beneficiando neste caso apenas aqueles que sabem como maximizar esses benefícios; mas também é conceptualmente ineficiente ao desincentivar o mérito, numa sociedade que já todos concluímos que só poderá evoluir via aumento da produtividade e competitividade, ou seja, premiando o mérito.
Em suma, o Estado é o primeiro a gastar mal, a gastar demais, a exigir demais, a redistribuir mal e a não incentivar o mérito. Para cúmulo, ainda obriga a restrições orçamentais resultantes dessa má gestão, as quais afectam unicamente os mesmos de sempre: os contribuintes.
A solução parece portanto óbvia: o Estado deve gerir a menor quantidade possível de fundos proveniente de impostos por manifesta incompetência e incapacidade. Mais, a complexidade legislativa no campo fiscal aliado à já referida incompetência tornou o pagamento de impostos algo que de tão obscuro impede qualquer relação remota com redistribuição e ajustes de ineficiências sociais, quando esse pagamento progressivo no caso do IRS tem como única justificação precisamente essa.
A discussão das chamadas flat taxes ou taxas planas de IRS faz cada mais sentido e tem vindo a ser cada vez mais intensa. O conceito de flat tax não passa da aplicação da mesma taxa de imposto a todos os níveis de rendimento, deixando a progressividade cair, assim como o incentivo à mediocridade que reina há tantos anos em Portugal. Quanto mais se recebe, mais se paga, mas na exacta proporção que qualquer outro nível de rendimento, premiando quem pelo seu esforço aufere mais rendimentos, e acima de tudo, não deixando que o Estado recolha impostos que não sabe nem nunca soube redistribuir ou gerir correctamente.
É portanto absolutamente essencial e urgente debater a revisão da legislação fiscal, esta sim com verdadeiro impacto na competitividade do País, para além de sinal claro que vale a pena ser produtivo no trabalho. Simple is beautiful!
Publicado no jornal "O Aveiro" em 5 de Julho de 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
Crise na CML
Aberta a guerra pelo poder em Lisboa, muitas são as questões passiveis de uma abordagem e analise.
Desde logo, a vontade da esquerda em coligar-se sem ter um projecto em comum, assim como a falta de qualidade disponivel no PSD e a dificuldade de escolha do CDS-PP para um cargo cuja importancia é inequivoca, mas cujo timing em que empossará o novo presidente surge com importancia acrescida.
Há ainda a questão dos independentes à esquerda e à direita, com Helena Roseta a conseguir já hoje numa sondagem o terceiro lugar (!!) e Carmona Rodrigues a não querer (e bem) não avançar.
Primeiro as coligações à esquerda. São sobejamente conhecidas as ligações esporádicas para a CML à esquerda. Sempre foi conveniente à esquerda unir-se em Lisboa, na maior parte da vezes para a derrota não parecer tão pesada (nos tempos do saudoso Abcassis), e no caso de Sampaio para ganhar o poder por qualquer meio. Não há claramente um projecto comum em Lisboa à esquerda: o PS tem um candidato forte de quem nunca se ouviu uma palavra sobre Lisboa ou sobre o trabalho autarquico em geral; o Bloco tem Sá Fernandes que é bastante bom a vasculhar falhas legais e a criar entraves (em certos casos bem) ao desenvolvimento da dificil tarefa de um autarca não tropeçar na lei. O PCP bem...tem Ruben de Carvalho, que costuma fazer bons debates na SIC Noticias.
Mas a Direita não está muito melhor, com a n-esima escolha de Fernando Negrão, cujo percurso político não será talvez com o melhor trackrecord para assumir um cargo desta natureza, nem tão pouco terá o perfil e peso político para vencer. Parece que o PSD apenas quer que as eleições passem rapido para poder lavar a cara dos últimos dois anos de Carmona. Quanto ao CDS, a confirmar-se Nobre Guedes, será certamente um nome de peso e perfil indicados para o cargo, pelo que poderá dizer-se que o CDS não virou a cara à luta que se anteve muito dificil para a Direita.
Ha ainda Helena Roseta que parece ter desde já uma importante almofada de votos que poderá certamente capitalizar em campanha. Poderá mesmo ser um forte entrave a que o PS ganhe com maioria a Camara.
Mas ha outras questões para alem destas obvias que vale a pena ter em atenção. Por exemplo, o mandatário de António Costa é Jose Miguel Judice, antigo dirigente do PSD. Curioso, no minimo.
E mais importante, quem tomar o lugar na presidencia da CML tem a seu cargo importantes decisões para Portugal, tais como viabilizar (ou não) a OTA e facilitar (ou não) no caso do TGV. Por isso é vital para o PS ganhar a camara, por isso empenhou um dos seus melhores activos politicos nesta luta.
Por isso também, diria eu, que será mau para o País se António Costa ganhasse com maioria absoluta. Mas também não se poderá dizer que o PSD tenha feito muito para impedir que tal aconteça....
Desde logo, a vontade da esquerda em coligar-se sem ter um projecto em comum, assim como a falta de qualidade disponivel no PSD e a dificuldade de escolha do CDS-PP para um cargo cuja importancia é inequivoca, mas cujo timing em que empossará o novo presidente surge com importancia acrescida.
Há ainda a questão dos independentes à esquerda e à direita, com Helena Roseta a conseguir já hoje numa sondagem o terceiro lugar (!!) e Carmona Rodrigues a não querer (e bem) não avançar.
Primeiro as coligações à esquerda. São sobejamente conhecidas as ligações esporádicas para a CML à esquerda. Sempre foi conveniente à esquerda unir-se em Lisboa, na maior parte da vezes para a derrota não parecer tão pesada (nos tempos do saudoso Abcassis), e no caso de Sampaio para ganhar o poder por qualquer meio. Não há claramente um projecto comum em Lisboa à esquerda: o PS tem um candidato forte de quem nunca se ouviu uma palavra sobre Lisboa ou sobre o trabalho autarquico em geral; o Bloco tem Sá Fernandes que é bastante bom a vasculhar falhas legais e a criar entraves (em certos casos bem) ao desenvolvimento da dificil tarefa de um autarca não tropeçar na lei. O PCP bem...tem Ruben de Carvalho, que costuma fazer bons debates na SIC Noticias.
Mas a Direita não está muito melhor, com a n-esima escolha de Fernando Negrão, cujo percurso político não será talvez com o melhor trackrecord para assumir um cargo desta natureza, nem tão pouco terá o perfil e peso político para vencer. Parece que o PSD apenas quer que as eleições passem rapido para poder lavar a cara dos últimos dois anos de Carmona. Quanto ao CDS, a confirmar-se Nobre Guedes, será certamente um nome de peso e perfil indicados para o cargo, pelo que poderá dizer-se que o CDS não virou a cara à luta que se anteve muito dificil para a Direita.
Ha ainda Helena Roseta que parece ter desde já uma importante almofada de votos que poderá certamente capitalizar em campanha. Poderá mesmo ser um forte entrave a que o PS ganhe com maioria a Camara.
Mas ha outras questões para alem destas obvias que vale a pena ter em atenção. Por exemplo, o mandatário de António Costa é Jose Miguel Judice, antigo dirigente do PSD. Curioso, no minimo.
E mais importante, quem tomar o lugar na presidencia da CML tem a seu cargo importantes decisões para Portugal, tais como viabilizar (ou não) a OTA e facilitar (ou não) no caso do TGV. Por isso é vital para o PS ganhar a camara, por isso empenhou um dos seus melhores activos politicos nesta luta.
Por isso também, diria eu, que será mau para o País se António Costa ganhasse com maioria absoluta. Mas também não se poderá dizer que o PSD tenha feito muito para impedir que tal aconteça....
Congresso CDS-PP
Começa hoje mais um Congresso do CDS-PP em Torres Novas.
O inicio de um novo ciclo, dirão uns, a continuação de um velho, dirão outros.
Na minha opinião, trata-se essencialmente de arrumar um partido que tem vivido muito para dentro e pouco para fora no último ano.
Trata-se de abrir o partido finalmente a diversas visões politico-económicas do centro-direita, nomeadamente o liberalismo, o que naturalmente registo com muita satisfação.
É claramente o único partido do espectro politico democrático em Portugal que está a fazer uma evolução ideológica interna, apesar da viragem demagogica e sem aviso prévio do PS de Sócrates.
Será provavelmente o início de uma oposição com qualidade ao PS.
O inicio de um novo ciclo, dirão uns, a continuação de um velho, dirão outros.
Na minha opinião, trata-se essencialmente de arrumar um partido que tem vivido muito para dentro e pouco para fora no último ano.
Trata-se de abrir o partido finalmente a diversas visões politico-económicas do centro-direita, nomeadamente o liberalismo, o que naturalmente registo com muita satisfação.
É claramente o único partido do espectro politico democrático em Portugal que está a fazer uma evolução ideológica interna, apesar da viragem demagogica e sem aviso prévio do PS de Sócrates.
Será provavelmente o início de uma oposição com qualidade ao PS.
Crise no Banco Mundial
Não, o Banco Mundial não tem qualquer problema financeiro. É antes um problema...amoroso.
O presidente do BM resolveu aumentar signficativamente o ordenado de uma companheira sua, subindo-a também de posto. Claro que no panorama do mundo desenvolvido, isto constitui um escandalo. Pela Lusitânia...nem por isso...
Obviamente que o Presidente do BM vai ser afastado...
O presidente do BM resolveu aumentar signficativamente o ordenado de uma companheira sua, subindo-a também de posto. Claro que no panorama do mundo desenvolvido, isto constitui um escandalo. Pela Lusitânia...nem por isso...
Obviamente que o Presidente do BM vai ser afastado...
Sobe Euribor, Sobe (again)
As taxas de juro na Europa não param de subir nos últimos dias. Agora que já ha quase certeza do aumento do ECB para Junho, começa a especulação em redor de novo aumento. Com a economia da Alemanha a não dar sinais de abrandar e acima de tudo com sinais cada vez mais evidentes da pressão inflacionista vinda essencialmente da subida de salários (embora esta expressão possa parecer grotestamente errada para o cenário português...).
Com tudo isto, seria de esperar que a grande bolha em redor do mercado de acções abrandasse também. Pelo contrário, continua com enorme força a onda de M&As tanto na Europa como nos EUA, assim como os mercados não parecem descontar nem o efeito de aumento de encargos da dívida via aumento de juros, nem o inevitavel nível de risco que neste momento deveria exercer muito maior pressão nos preços.
Assim, o sentimento geral continua francamente positivo em relação a equity, mesmo que os indicadores (e analistas) deem sinais muito mais bearish...
Com tudo isto, seria de esperar que a grande bolha em redor do mercado de acções abrandasse também. Pelo contrário, continua com enorme força a onda de M&As tanto na Europa como nos EUA, assim como os mercados não parecem descontar nem o efeito de aumento de encargos da dívida via aumento de juros, nem o inevitavel nível de risco que neste momento deveria exercer muito maior pressão nos preços.
Assim, o sentimento geral continua francamente positivo em relação a equity, mesmo que os indicadores (e analistas) deem sinais muito mais bearish...
sexta-feira, maio 11, 2007
Pub (II)
Pub (I)
Porque o blog é neo-liberal, permito-me fazer a publicidade que bem me apetecer.
Aqui vai uma pela originalidade:
http://www.beijosquedaopremios.com
Aqui vai uma pela originalidade:
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quinta-feira, maio 10, 2007
Bolha? Qual bolha?
Os mercados mundiais estão em ebolição. As chamadas commodities, como cobre, petroleo e cereais atingiram níveis especulativos elevadíssimos, ate aqui justificados pela explosão de procura vinda da Ásia, especialmente da China (mas também India).
Por outro lado, aquilo que se assiste na Europa é uma onda desenfreada de M&A (fusões e aquisições) próprias de uma zona económica na sua plena força. Também nos USA essa onda ainda se vive, mas com dúvidas sobre o caminho do ciclo económico.
Não obstante, esta semana houve anuncios de taxas dos 3 mais importantes bancos centrais do mundo: UK, USA e Europa. O BoE subiu as taxas de referencia para 5,5%, devido a constante pressão inflaccionista que a Inglaterra vive de momento (a par de uma taxa de crescimento muito interessante), subida essa a qual não é certamente alheia a enorme bolha especulativa de preços de imóveis em Londres, cujo preço por metro quadrado (ou square feet por lá) atingiu níveis record e absolutamente proibitivos para o comum dos mortais com salários não-londrinos. Por outro lado, também a Reserva Federal americana e o ECB se pronunciaram sobre as suas taxas de referencia, com ambos a manter o preço do dinheiro. Não se julgue porém que a subida de juros por ca parou, porque Trichet já sinalizou mais uma subida pra Junho...
A questão da independencia do ECB esteve em destaque estas semanas, com Sarkozy a usar o facto do ECB não olhar para a constante valorização do Euro face ao dolar e restantes moedas mundiais para atacar o banco central europeu. De facto, o ECB tem como obrigação inscrita nos diversos tratados europeus a garantia da estabilidade de preços na zona euro. Logicamente, isto implica que a sua unica responsabilidade seja zelar pelo controlo da inflação. Contudo, e ao inves do que muitas vezes é acusado, esta "limitação" é apenas aparente, pois atraves do controlo da inflação se impede exageros do ciclo económico que a longo prazo certamente prejudicam mais o emprego e o crescimento que uma qualquer medida e forma de actuação mais solta e menos focada.
Por outro lado, com o problema do imobiliario em Espanha (onde a bolha especulativa é cada vez mais evidente) e no UK, os problemas que advem dos preços das commodities elevados e a aparente falha de valorização do risco dos mercados financeiros fazem com que os bancos centrais encarem com alguma reserva o optimismo que reina por entre os investidores, muitos deles sem experiencia.
Por outro lado, aquilo que se assiste na Europa é uma onda desenfreada de M&A (fusões e aquisições) próprias de uma zona económica na sua plena força. Também nos USA essa onda ainda se vive, mas com dúvidas sobre o caminho do ciclo económico.
Não obstante, esta semana houve anuncios de taxas dos 3 mais importantes bancos centrais do mundo: UK, USA e Europa. O BoE subiu as taxas de referencia para 5,5%, devido a constante pressão inflaccionista que a Inglaterra vive de momento (a par de uma taxa de crescimento muito interessante), subida essa a qual não é certamente alheia a enorme bolha especulativa de preços de imóveis em Londres, cujo preço por metro quadrado (ou square feet por lá) atingiu níveis record e absolutamente proibitivos para o comum dos mortais com salários não-londrinos. Por outro lado, também a Reserva Federal americana e o ECB se pronunciaram sobre as suas taxas de referencia, com ambos a manter o preço do dinheiro. Não se julgue porém que a subida de juros por ca parou, porque Trichet já sinalizou mais uma subida pra Junho...
A questão da independencia do ECB esteve em destaque estas semanas, com Sarkozy a usar o facto do ECB não olhar para a constante valorização do Euro face ao dolar e restantes moedas mundiais para atacar o banco central europeu. De facto, o ECB tem como obrigação inscrita nos diversos tratados europeus a garantia da estabilidade de preços na zona euro. Logicamente, isto implica que a sua unica responsabilidade seja zelar pelo controlo da inflação. Contudo, e ao inves do que muitas vezes é acusado, esta "limitação" é apenas aparente, pois atraves do controlo da inflação se impede exageros do ciclo económico que a longo prazo certamente prejudicam mais o emprego e o crescimento que uma qualquer medida e forma de actuação mais solta e menos focada.
Por outro lado, com o problema do imobiliario em Espanha (onde a bolha especulativa é cada vez mais evidente) e no UK, os problemas que advem dos preços das commodities elevados e a aparente falha de valorização do risco dos mercados financeiros fazem com que os bancos centrais encarem com alguma reserva o optimismo que reina por entre os investidores, muitos deles sem experiencia.
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segunda-feira, maio 07, 2007
Sarkozy e Jardim eleitos
Nas duas eleições de hoje venceram os que se esperava. Claro que Jardim sempre se esperou, mas a vitória do presidente do Governo Regional da Madeira venceu em varias frentes. Quanto ao novo presidente Francês, terá pela frente uma prova de fogo: não defraudar os eleitores que o elegeram e ao mesmo tempo sofrer as consequencias daqueles que não aceitarão o resultado democraticamente obtido em eleições...
Por partes. Jardim de facto foi um grande vencedor, obtendo uma larga maioria que legitima a sua posição sobremaneira: a única posição que defendeu em campanha foi a luta contra a legislação continental que incide sobre o seu orçamente, pelo que o plebiscito correu tal qual queria: o povo madeirense rejeitou aquilo que o continente ordenou. Não que mude muita coisa, mas uma coisa é certa, a legitimidade de Sócrates não é a mesma para o caso.
Já quanto a Sarkozy, venceu as eleições mais disputadas e participadas dos ultimos tempos, e segundo dizem os analistas, também das mais bem argumentadas e discutidas. De facto, Sarkozy estava melhor preparado em relação a uma candidata socialista que muito faz lembrar Sócrates: boa imagem, bom marketing, boa comunicação, mas pouca uva. Felizmente para eles, os franceses souberam detectar a tempo...
Por partes. Jardim de facto foi um grande vencedor, obtendo uma larga maioria que legitima a sua posição sobremaneira: a única posição que defendeu em campanha foi a luta contra a legislação continental que incide sobre o seu orçamente, pelo que o plebiscito correu tal qual queria: o povo madeirense rejeitou aquilo que o continente ordenou. Não que mude muita coisa, mas uma coisa é certa, a legitimidade de Sócrates não é a mesma para o caso.
Já quanto a Sarkozy, venceu as eleições mais disputadas e participadas dos ultimos tempos, e segundo dizem os analistas, também das mais bem argumentadas e discutidas. De facto, Sarkozy estava melhor preparado em relação a uma candidata socialista que muito faz lembrar Sócrates: boa imagem, bom marketing, boa comunicação, mas pouca uva. Felizmente para eles, os franceses souberam detectar a tempo...
Auditoria da CM de Aveiro (I)
Cá está ela! A auditoria privada da CM Aveiro finalmente deu sinais de vida, depois de tanta polémica em seu redor. Não vou obviamente comenta-la, porque como todos sabem, a minha postura é sempre comentar estes assuntos em sedes proprias e nos momentos devidos, como será a reunião extraordinária da AM de Aveiro.
Mas o relátório está disponível no site da CM Aveiro, pelo que é acessível a todos.
Ah!,já me esquecia... O texto que acompanha o link para o referido relatório é uma autentica pérola de como não escrever português formal... (com o climax na nota de rodapé...)
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=28116&divName=2&id_class=2
Mas o relátório está disponível no site da CM Aveiro, pelo que é acessível a todos.
Ah!,já me esquecia... O texto que acompanha o link para o referido relatório é uma autentica pérola de como não escrever português formal... (com o climax na nota de rodapé...)
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=28116&divName=2&id_class=2
Microsoft e Yahoo
Num periodo onde a onda de M&As (mergers and acquisitions, ou seja, OPAs e fusões) invadiu todo o mercado global, surge agora um rumor que a concretizar-se tratar-se-á de um dos maiores negocios de todos os tempos.
A Microsoft - o maior fabricante de software do mundo, mas apenas em terceiro em termos de motores de busca - pretende comprar a Yahoo, precisamente a segunda em termos de motores de buscar. Em primeiro, claro está, encontra-se a Google. Ora, a Microsoft parece já não conseguir inovar tanto como antes - é já claramente uma empresa em maturidade, como alias prova o pagamento pela primeira vez na história de um dividendo ordinário ha dois anos. A Yahoo tem conseguido apenas perseguir a Google, ao que se sabe, porque o algoritmo de busca da Google (em constante actualização) está a anos luz de todos os outros.
A Microsoft tem actualmente valor de mercado de cerca de 40 biliões de dollares, contra cerca de 5 da Yahoo. Ou seja, a Microsoft terá de pagar cerca de 5 000 000 000, 00 USD para adquirir a Yahoo.
Muito dinheiro e um negócio que até parece lógico. Mas terá a Microsoft capacidade de integrar a Yahoo sem lhe destruir valor? Ou pior, consequirá fazer com que a Yahoo supere a Google ? Eu dúvido. O que não quer dizer que a Google seja a dominadora do mercado para sempre...mas para já é "só" a empresa preferida dos recem-graduados dos melhores MBAs americanos, acima da Goldman Sachs e da Mckinsey...
A Microsoft - o maior fabricante de software do mundo, mas apenas em terceiro em termos de motores de busca - pretende comprar a Yahoo, precisamente a segunda em termos de motores de buscar. Em primeiro, claro está, encontra-se a Google. Ora, a Microsoft parece já não conseguir inovar tanto como antes - é já claramente uma empresa em maturidade, como alias prova o pagamento pela primeira vez na história de um dividendo ordinário ha dois anos. A Yahoo tem conseguido apenas perseguir a Google, ao que se sabe, porque o algoritmo de busca da Google (em constante actualização) está a anos luz de todos os outros.
A Microsoft tem actualmente valor de mercado de cerca de 40 biliões de dollares, contra cerca de 5 da Yahoo. Ou seja, a Microsoft terá de pagar cerca de 5 000 000 000, 00 USD para adquirir a Yahoo.
Muito dinheiro e um negócio que até parece lógico. Mas terá a Microsoft capacidade de integrar a Yahoo sem lhe destruir valor? Ou pior, consequirá fazer com que a Yahoo supere a Google ? Eu dúvido. O que não quer dizer que a Google seja a dominadora do mercado para sempre...mas para já é "só" a empresa preferida dos recem-graduados dos melhores MBAs americanos, acima da Goldman Sachs e da Mckinsey...
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Economia Internacional
De volta
Não me foi de todo fácil proceder a uma actualização deste blog tão assiduamente quanto desejaria e quanto vinha sendo habito.
Mas foi também um periodo em que passando uma eleição de um novo presidente mais do que anunciada do CDS-PP e uma comico-trágica especulação em redor da licenciatura do Primeiro-Ministro que circulava há muito na net e que apenas agora pos-OPA à PT (não, esta alusão temporal não é inocente) vem à baila, pouco haveria a comentar, embora fosse sempre interessante e desafiador tentar "dar corda as teclas".
Infelizmente, como disse, pura e simplesmente não tive tempo. E como o blog é mesmo feito da vontade do autor, daí a propria natureza do conceito de blog, posso fazê-lo sem dar satisfações. Tal como num mercado, se a oferta não se interessar por dinamizar-se e atrair procura, também um blog sem posts acaba por não ter leitores. Naturalmente. Mas houve sempre aqueles que me incentivaram a não parar e a recomeçar. Para esses e para todos, ca estou de volta, não sabendo se terei tempo para amanha voltar a escrever. Hoje tenho.
Mas foi também um periodo em que passando uma eleição de um novo presidente mais do que anunciada do CDS-PP e uma comico-trágica especulação em redor da licenciatura do Primeiro-Ministro que circulava há muito na net e que apenas agora pos-OPA à PT (não, esta alusão temporal não é inocente) vem à baila, pouco haveria a comentar, embora fosse sempre interessante e desafiador tentar "dar corda as teclas".
Infelizmente, como disse, pura e simplesmente não tive tempo. E como o blog é mesmo feito da vontade do autor, daí a propria natureza do conceito de blog, posso fazê-lo sem dar satisfações. Tal como num mercado, se a oferta não se interessar por dinamizar-se e atrair procura, também um blog sem posts acaba por não ter leitores. Naturalmente. Mas houve sempre aqueles que me incentivaram a não parar e a recomeçar. Para esses e para todos, ca estou de volta, não sabendo se terei tempo para amanha voltar a escrever. Hoje tenho.
sexta-feira, março 30, 2007
TGV Salamanca - Aveiro afastado
Já se temia há muito, mas agora parece mais certo que nunca. Aveiro não vai ter ligação de alta velocidade com Salamanca.
Tudo porque os espanhois anteciparam-se mais uma vez na decisão de preterir a ligação a Salamanca via Madrid.
E Portugal...foi atrás...
Tudo porque os espanhois anteciparam-se mais uma vez na decisão de preterir a ligação a Salamanca via Madrid.
E Portugal...foi atrás...
Tensão no Irão
A actual situação no médio oriente é cada vez mais preocupante. Não que haja evoluções significativas na área - a detenção dos marinheiros e militares ingleses não passa de um incidente menor, ainda que possivelmente detonador -, mas o mundo olha para este área com muita apreensão.
Todos já apontaram os erros que foi a operação no Iraque, mas muitos agora precupam-se porque percebem a incapacidade política, económica e operacional dos EUA em encetar nova missão,desta vez no Irão. Não que sejamos a favor da guerra, mas a ameaça nuclear vinda de um país radical muçulmano preocupa o ocidente.
Que solução então?
Curioso ou não, há um facto relevante que nem sempre é do conhecimento geral. O Irão, embora seja um dos maiores produtores mundiais e detentores de reservas brutais de petróleo, o facto é que não possui refinarias. Este facto só por si estranho, não é o mais insólito.
Na verdade, o Irão subsisidia os consumidores de produtos finais petroliferos em mais de 70%, criando uma oportunidade de arbitragem (troca sem risco e com lucro) com os mercados vizinhos.
Ora, facilmente daqui se percebe o problema de uma possível embargo. Se por lado, poderia colocar o petroleo a 100$ por barril, também colocaria o Irão numa situação de paralização total.
Todos já apontaram os erros que foi a operação no Iraque, mas muitos agora precupam-se porque percebem a incapacidade política, económica e operacional dos EUA em encetar nova missão,desta vez no Irão. Não que sejamos a favor da guerra, mas a ameaça nuclear vinda de um país radical muçulmano preocupa o ocidente.
Que solução então?
Curioso ou não, há um facto relevante que nem sempre é do conhecimento geral. O Irão, embora seja um dos maiores produtores mundiais e detentores de reservas brutais de petróleo, o facto é que não possui refinarias. Este facto só por si estranho, não é o mais insólito.
Na verdade, o Irão subsisidia os consumidores de produtos finais petroliferos em mais de 70%, criando uma oportunidade de arbitragem (troca sem risco e com lucro) com os mercados vizinhos.
Ora, facilmente daqui se percebe o problema de uma possível embargo. Se por lado, poderia colocar o petroleo a 100$ por barril, também colocaria o Irão numa situação de paralização total.
Finalmente!
O edíficio de boas-vindas à cidade de Aveiro foi finalmente demolido, naquilo que foi uma triste história de não planeamento e atrasos burocráticos lamentáveis num espaço nevralgico da cidade: a sua porta de entrada.
Não é minha intenção enaltecer a actual CMA pelo facto, mas sim afirmar que demolir nao chega. É preciso dotar aquele espaço da atractividade que a cidade merece. Sem mais erros urbanisticos.
Não é minha intenção enaltecer a actual CMA pelo facto, mas sim afirmar que demolir nao chega. É preciso dotar aquele espaço da atractividade que a cidade merece. Sem mais erros urbanisticos.
terça-feira, março 27, 2007
Bosch investe em Aveiro
A Bosch prepara-se para reforçar o seu investimento em investigação em Aveiro. Este investimento surge na sequencia da sua intenção de apostar em energias renováveis e aplicá-las aos seus produtos, nomeadamente aos que são produzidos na fábrica de Aveiro.
É certamente um investimento bem-vindo,
É certamente um investimento bem-vindo,
EdP adquire empresa americana Horizon
A EdP (Energias de Portugal) anunciou hoje a compra da empresa norte-americana de energias eólicas Horizon por valores superiores a dois mil milhoes de dollares.
Mas se é um negócio que faz todo o sentido tendo em conta a estratégia de internacionalização da EdP no contexto mundial ao nível das energias renováveis (já detém posições importantes no Brasil, Espanha e obviamente Portugal), tendo em conta o actual estado dos mercados mundiais, algumas duvidas se podem naturalmente levantar.
Desde logo, segundo a Bloomberg, a Horizon era detida pela Goldman Sachs por inteiro. Ou seja, não era cotada, sendo portanto inteiramente private. Por si só levanta a questão: porque será que o banco de investimento mais rentável de sempre pretender vender uma empresa inteiramente detida por si ?
Para mais, esta compra permite à EdP encaixar cerca de 700 milhões de dollares em benefícios fiscais americanos, que contudo já estarão certamente englobados no preço.
Por último, surge também a natural dúvida de como a EdP será capaz de gerir uma empresa num mercado que não conhece e no qual não tem nenhum gestor capaz de uma ligação eficiente. Um português no texas a gerir uma empresa nums sector altamente competitivo ou um americano sem qualquer ligação a Portugal?
Esta operação vai ser portanto financiada via dívida e via benefícios fiscais. Como resultado, a dívida titulada da EdP estará prestes a sofrer um downgrade, pois esta compra não será capaz de produzir cash flows no curto prazo.
Não será contudo uma má compra. Isso só o futuro o dirá. Mas com os mercados de equity overvalued, é certamente uma compra muito cara...
Mas se é um negócio que faz todo o sentido tendo em conta a estratégia de internacionalização da EdP no contexto mundial ao nível das energias renováveis (já detém posições importantes no Brasil, Espanha e obviamente Portugal), tendo em conta o actual estado dos mercados mundiais, algumas duvidas se podem naturalmente levantar.
Desde logo, segundo a Bloomberg, a Horizon era detida pela Goldman Sachs por inteiro. Ou seja, não era cotada, sendo portanto inteiramente private. Por si só levanta a questão: porque será que o banco de investimento mais rentável de sempre pretender vender uma empresa inteiramente detida por si ?
Para mais, esta compra permite à EdP encaixar cerca de 700 milhões de dollares em benefícios fiscais americanos, que contudo já estarão certamente englobados no preço.
Por último, surge também a natural dúvida de como a EdP será capaz de gerir uma empresa num mercado que não conhece e no qual não tem nenhum gestor capaz de uma ligação eficiente. Um português no texas a gerir uma empresa nums sector altamente competitivo ou um americano sem qualquer ligação a Portugal?
Esta operação vai ser portanto financiada via dívida e via benefícios fiscais. Como resultado, a dívida titulada da EdP estará prestes a sofrer um downgrade, pois esta compra não será capaz de produzir cash flows no curto prazo.
Não será contudo uma má compra. Isso só o futuro o dirá. Mas com os mercados de equity overvalued, é certamente uma compra muito cara...
quinta-feira, março 22, 2007
A ler
Com a reconhecida qualidade da melhor consultora do mundo, vale a pena perder alguma atenção num artigo da The McKinsey Quarterly sobre a competitividade em Portugal.
Aqui fica o link:
http://www.mckinseyquarterly.com/article_abstract_visitor.aspx?ar=1428&l2=7&l3=8&srid=190&gp=0
Fica esta citação como teaser:
"Portugal's government should tackle its productivity problem by easing rigid labor laws, removing barriers to competition, and reining in the informal economy. "
Aqui fica o link:
http://www.mckinseyquarterly.com/article_abstract_visitor.aspx?ar=1428&l2=7&l3=8&srid=190&gp=0
Fica esta citação como teaser:
"Portugal's government should tackle its productivity problem by easing rigid labor laws, removing barriers to competition, and reining in the informal economy. "
FED mantém taxas
Ao contrário do que o mercado descontava nos yields das obrigações do tesouro norte-americanas de curto e longo prazo, as taxas de referência da Reserva Norte-Americana não sofreram alterações, com o Governador Bernanke a decidir-se por manter as taxas, numa altura onde o problema de crédito à habitação do sector subprime (nivel mais alto de risco) ameaça alastrar. O risco de crédito crunch é portanto muito real, e os níveis de inflação permanecem a ser alvo de atenção, pelo que o FED manteve as taxas a 5,25%. Os mercados de equity reagiram favoravelmente a esta decisão, surpreendentemente.
domingo, março 18, 2007
Bancos Centrais
A sua visibilidade tem vindo a ser gradualmente reduzida ao longos dos tempos, fruto das taxas de juro historicamente baixas. Contudo, e com o progressivo aumento que ultimamente se tem vindo a assistir, a sua preponderancia volta a ser notada.
Esta semana será com certeza um desses momentos. Tanto o Banco do Japão como a Reserva Federal americana vão pronunciar-se sobre o nivel do preço do dinheiro e com repercussões a nivel global.
Senão veja-se. Ultimamente os investidores tem vindo a utilizar o chamado carry trade, ou seja, vendem activos com reduzido funding para investir em activos com maior rentabilidade. O mais comum tem sido a venda (ou a tomada de posições curtas) no Iene (moeda japonesa) para compra de dollars e sobretudo de titulos do tesouro americano. Tal operação é possivel porque a taxa de juro japonesa encontra-se demasiado baixa, e o iene estável em subvalorização.
Por outro lado, nos EUA, há um duplo problema que possivelmente conduz a um dilema do FED: se por um lado há uma crise instalada nos chamados subprime mortgages (hipotecas para faixa da população com maior nivel de risco e de incumprimento) onde os defaults dispararam para os 14%, por outro lado a inflação continua a ser um problema sério. Para agudizar a situação, os futuros dos titulos do tesouro americanos de curto prazo já descontam mais de 2 cortes do FED, ou seja, taxas de juro a 4,60%, contra a actual de 5,25%.
Ora, um corte das taxas do FED se por um lado poderia dinamizar a economia e dar lhe um maior impulso, resolvendo o grave problema que se anteve no mercado da habitação e construção, por outro lado poderia compromenter o crescimento, folgando o combate à inflação. É a vez de Bernanke falar (actual responsável do FED) apesar dos constantes avisos do anterior responsável e sobejamente conhecido Alan Greenspan, agora conferencista profissional.
Esta semana será com certeza um desses momentos. Tanto o Banco do Japão como a Reserva Federal americana vão pronunciar-se sobre o nivel do preço do dinheiro e com repercussões a nivel global.
Senão veja-se. Ultimamente os investidores tem vindo a utilizar o chamado carry trade, ou seja, vendem activos com reduzido funding para investir em activos com maior rentabilidade. O mais comum tem sido a venda (ou a tomada de posições curtas) no Iene (moeda japonesa) para compra de dollars e sobretudo de titulos do tesouro americano. Tal operação é possivel porque a taxa de juro japonesa encontra-se demasiado baixa, e o iene estável em subvalorização.
Por outro lado, nos EUA, há um duplo problema que possivelmente conduz a um dilema do FED: se por um lado há uma crise instalada nos chamados subprime mortgages (hipotecas para faixa da população com maior nivel de risco e de incumprimento) onde os defaults dispararam para os 14%, por outro lado a inflação continua a ser um problema sério. Para agudizar a situação, os futuros dos titulos do tesouro americanos de curto prazo já descontam mais de 2 cortes do FED, ou seja, taxas de juro a 4,60%, contra a actual de 5,25%.
Ora, um corte das taxas do FED se por um lado poderia dinamizar a economia e dar lhe um maior impulso, resolvendo o grave problema que se anteve no mercado da habitação e construção, por outro lado poderia compromenter o crescimento, folgando o combate à inflação. É a vez de Bernanke falar (actual responsável do FED) apesar dos constantes avisos do anterior responsável e sobejamente conhecido Alan Greenspan, agora conferencista profissional.
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Economia Internacional
quarta-feira, março 14, 2007
Novo Blog
Foi criado um blog de apoio à candidatura de Paulo Portas à liderança do CDS-PP, blog no qual também sou autor.
Aqui fica o link:
http://voltar-a-crescer.blogspot.com/
Aqui fica o link:
http://voltar-a-crescer.blogspot.com/
De volta...alguma vez fui embora?
Um blog é assim mesmo: é suposto escrever nele quando e se pudermos. E como só agora consegui um pouco desse bem precioso,escasso e não transacionável, cá estou eu para dar sinal de vida.
Obrigado pela paciência de insistir em visitar um blog que esteve parado demasiado tempo.
Obrigado pela paciência de insistir em visitar um blog que esteve parado demasiado tempo.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
A Cuba Portuguesa
Nao é socialista, bem pelo contrário. É a única oposição séria aos socialistas.
Não é totalitária, é democráticamente eleita ha mais de 30 anos.
Não está isolada, é apoiada financeiramente pelo Governo Português e pela UE, com transferências chorudas.
Não é pobre, é a segunda região mais rica de Portugal. (Isto em valores médios, se considerarmos o desvio padrão...talvez a dispersão diga outra coisa...)
Não é isolada do mundo desenvolvido, é um paraíso fiscal embora cada vez menos paradisiaco.
Mas tem...Alberto João Jardim. Que também não está às portas da morte. Bem pelo contrário, é talvez o mais hábil politico português em actividade, a par de Sócrates.
E o mais versátil também. Inteligente e com sensibilidade para o povo que o elege.
Voam as críticas à sua decisão de demissão e recandidatura, mas é um golpe de mestre que afronta o Governo Central. Dizem que ao ser re-eleito nada mudará, mas o facto é que pode reformular o seu programa de acordo com os novos valores de transferências. Para além de ter um mês para atirar muitas farpas em clima de euforia e apoio popular ao Governo Central. Ou seja, Jardim está como quer. De qualquer forma nunda ligou muito ao que dizem dele por cá... E por lá, continua a ser incontornável como líder do arquipelago...
Não é totalitária, é democráticamente eleita ha mais de 30 anos.
Não está isolada, é apoiada financeiramente pelo Governo Português e pela UE, com transferências chorudas.
Não é pobre, é a segunda região mais rica de Portugal. (Isto em valores médios, se considerarmos o desvio padrão...talvez a dispersão diga outra coisa...)
Não é isolada do mundo desenvolvido, é um paraíso fiscal embora cada vez menos paradisiaco.
Mas tem...Alberto João Jardim. Que também não está às portas da morte. Bem pelo contrário, é talvez o mais hábil politico português em actividade, a par de Sócrates.
E o mais versátil também. Inteligente e com sensibilidade para o povo que o elege.
Voam as críticas à sua decisão de demissão e recandidatura, mas é um golpe de mestre que afronta o Governo Central. Dizem que ao ser re-eleito nada mudará, mas o facto é que pode reformular o seu programa de acordo com os novos valores de transferências. Para além de ter um mês para atirar muitas farpas em clima de euforia e apoio popular ao Governo Central. Ou seja, Jardim está como quer. De qualquer forma nunda ligou muito ao que dizem dele por cá... E por lá, continua a ser incontornável como líder do arquipelago...
sábado, fevereiro 17, 2007
Inside Trading na OPA do BCP ao BPI
Foi hoje divulgado pelo Expresso indicios de utilização de informação priviligiada na OPA do BCP ao BPI, em que alguns investidores teriam comprado acções do BPI 3 dias antes do anuncio da operação, incluindo o empresário Monteiro de Barros, e sob o upgrade da Lisbon Brokers para "strong buy" também dias antes do anuncio da oferta de compra.
Tais acções, a provarem-se verdadeiras, são um choque muito negativo para um mercado. É a evidência da falta de eficiencia e de supervisão que pode levar à descredibilização de um mercado. Portugal nao pode dar-se a esse luxo. Teriamos muito a perder se os investidores estrangeiros deixassem de olhar para a nossa Bolsa como um mercado desenvolvido.
Tais acções, a provarem-se verdadeiras, são um choque muito negativo para um mercado. É a evidência da falta de eficiencia e de supervisão que pode levar à descredibilização de um mercado. Portugal nao pode dar-se a esse luxo. Teriamos muito a perder se os investidores estrangeiros deixassem de olhar para a nossa Bolsa como um mercado desenvolvido.
Há 20 anos que o desemprego nao era tão elevado

Ainda a meio do mandado de Governo, as indicações de cumprimento daquela que foi a grande arma eleitoral de Socrates começam a desvanecer.
Relembro os cartazes de campanha que prometiam a criação de 150 000 novos postos de trabalho.
150 000 !
Esqueceram-se talvez de avisar que muitos desses postos iam ser criados sob forma de estágios na funçao pública para recém-licenciados e cujo contrato não vai ser renovado segundo informações divulgadas pela Bloomberg.
Esqueceram-se também de avisar que os tais 150 000 era apenas o lado da criação de emprego, sendo que se teria que descontar a destruição para se chegar ao número do desemprego. Ou seja, publicidade enganosa, neste caso, campanha.
Os numeros do desemprego em Portugal atingiram o máximo dos últimos 20 anos, passando agora dos 8,2%. Com um governo socialista e que havia prometido criação de emprego.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
E a terra tremeu...
Pela primeira vez senti o que é um tremor de terra. É de facto assustador e intrigante. Relativiza tudo sobre o que construimos. A começar pelos prédios. De um 8º andar de um edificio do centro de Lisboa o sismo sentia-se na sua plenitude. Não deixa de ser uma experiencia engraçada, a não repetir, claro.
Portugueses legitimam decisão de liberalizar aborto
O "sim" venceu o referendo sobre a IVG este domingo. Naturalmente sem a vinculação necessária de 50% dos eleitores, mas devido à hábil manobra política anterior a esta votação por parte do Governo e José Socrates, parece que a decisão a ser tomada pouco dependeria da quantidade de portugueses a votar.
Com efeito, esta consulta popular pouco passou do que uma legitimação da decisão ha muito tomada pelo PS e Sócrates, fortemente apoiado pelo BE, e que desta forma passou o fardo moral para os eleitores, saindo mais um vez em beleza de uma decisão à partida dificil.
Para os apoiantes do "não" trata-se de uma desilusão o facto da maioria dos portugueses não ser sensível à argumentação pró-vida.
Para os apoiantes do "sim" foi uma festa. Exacerbada, exagerada. Não consigo conceber como pode uma vitória de uma decisão que no entender destes apoiantes favorece os direitos da mulher, possa ser comemorada de uma forma tão entusiastica. E isto porque sempre argumentaram que não seriam anti-vida. Não obstante, ficam por se saber quais os direitos de ambos os pais na decisão, qual a forma de financiamento, e pior ainda, quais as medidas de natalidade para contrariar uma natural expansão e democratização do uso desta medida. E claro, que medidas irão ser propostas para que a IVG não se torne uma medida contraceptiva. Demasiadas interrogações para um Governo fraco na hora das decisões dificeis. Demasiadas políticas novas para um Ministério da Saúde com problemas gravíssimos ao nivel da gestão e decisões falhadas. O Povo fez a vontade a Sócrates, agora será ele e o seu Governo capaz de estar à altura das exigências resultantes deste referendo?
Ficamos por saber como irá o Governo reflectir na Lei o espírito e senso-comum de uma população que vê na actual Lei algo contra a mulher e não algo a favor de uma vida ainda por nascer, mas que não obstante considera moralmente condenável esta prática.
Em última análise, que vai este Governo fazer para a IVG não se "democratize" mas sim se torne apenas "possível". Ou será o objectivo mesmo democratizar uma prática perfeitamente anti-natura e resultante de uma paupérrima educação sexual na generalidade da população? Como não se resolve o problema, atenua-se a dor?
Esta noite ouvi dizer que Portugal se tornou mais moderno. Como pode um País tornar-se mais moderno matando fetos legalmente?
Esta noite ouvi dizer que até os católicos votaram sim. Quão ridiculo é o líder partidário que diz tal idiotice, como sabe em quem votaram os católicos (sim, não estamos em nenhuma ditadura bolchevique), e pior, que moral terá alguem que sempre ignorou e até odiou a religião mais difundida em Portugal para comentar em quem votam ou deixam de votar?
Portugal está de facto mais pobre de espírito. Metaforica e literalmente.
Com efeito, esta consulta popular pouco passou do que uma legitimação da decisão ha muito tomada pelo PS e Sócrates, fortemente apoiado pelo BE, e que desta forma passou o fardo moral para os eleitores, saindo mais um vez em beleza de uma decisão à partida dificil.
Para os apoiantes do "não" trata-se de uma desilusão o facto da maioria dos portugueses não ser sensível à argumentação pró-vida.
Para os apoiantes do "sim" foi uma festa. Exacerbada, exagerada. Não consigo conceber como pode uma vitória de uma decisão que no entender destes apoiantes favorece os direitos da mulher, possa ser comemorada de uma forma tão entusiastica. E isto porque sempre argumentaram que não seriam anti-vida. Não obstante, ficam por se saber quais os direitos de ambos os pais na decisão, qual a forma de financiamento, e pior ainda, quais as medidas de natalidade para contrariar uma natural expansão e democratização do uso desta medida. E claro, que medidas irão ser propostas para que a IVG não se torne uma medida contraceptiva. Demasiadas interrogações para um Governo fraco na hora das decisões dificeis. Demasiadas políticas novas para um Ministério da Saúde com problemas gravíssimos ao nivel da gestão e decisões falhadas. O Povo fez a vontade a Sócrates, agora será ele e o seu Governo capaz de estar à altura das exigências resultantes deste referendo?
Ficamos por saber como irá o Governo reflectir na Lei o espírito e senso-comum de uma população que vê na actual Lei algo contra a mulher e não algo a favor de uma vida ainda por nascer, mas que não obstante considera moralmente condenável esta prática.
Em última análise, que vai este Governo fazer para a IVG não se "democratize" mas sim se torne apenas "possível". Ou será o objectivo mesmo democratizar uma prática perfeitamente anti-natura e resultante de uma paupérrima educação sexual na generalidade da população? Como não se resolve o problema, atenua-se a dor?
Esta noite ouvi dizer que Portugal se tornou mais moderno. Como pode um País tornar-se mais moderno matando fetos legalmente?
Esta noite ouvi dizer que até os católicos votaram sim. Quão ridiculo é o líder partidário que diz tal idiotice, como sabe em quem votaram os católicos (sim, não estamos em nenhuma ditadura bolchevique), e pior, que moral terá alguem que sempre ignorou e até odiou a religião mais difundida em Portugal para comentar em quem votam ou deixam de votar?
Portugal está de facto mais pobre de espírito. Metaforica e literalmente.
sábado, fevereiro 10, 2007
Rocky Balboa de volta!

Quem não se lembra dos míticos filmes protagonizados por Silvester Stallone encarnando esta estranha personagem de seu nome Rocky Balboa, que conseguia encaixar soco atras de soco, durante horas a fio, para finalmente desferir o golpe fatal que o fazia ganhar o combate.
Agora com 50 anos (Stallone já passa dos 60), volta aos ringues. A não perder.
Benfica 20º mais rico do mundo (?)
Um estudo da Delloite coloca o SL Benfica como o 20º clube mais rico do mundo em 2006, fruto da excelente prestação na Liga dos Campeões.
Fica apenas a ressalva que o estudo nao inclui valorização de passes de jogadores e foca-se unicamente nas receitas atingidas.
Mesmo assim, melhor estar em 20º que nem aparecer na lista. Não perde nada em credibilidade institucional nos mercados...
Fica apenas a ressalva que o estudo nao inclui valorização de passes de jogadores e foca-se unicamente nas receitas atingidas.
Mesmo assim, melhor estar em 20º que nem aparecer na lista. Não perde nada em credibilidade institucional nos mercados...
Martifer lança OPA conjunta a Repower
A Martifer, empresa participada da Mota Engil, com sede no distrito de Aveiro, lançou esta sexta-feira uma OPA à empresa alemã ligada a energia eólica Repower, conjuntamente com uma empresa indiana.
Tal oferta é uma contra-OPA, dado que já uma empresa francesa de energia havia feito uma oferta anteriormente, sendo que a parada agora foi subida.
Este é claramente um sinal da vocação cada vez ligada às energias renováveis por parte da Martifer, e um bom sinal de vivacidade da empresa que agora ve adiada a sua estreia em bolsa (IPO) para depois da resolução deste processo de takeover.
Tal oferta é uma contra-OPA, dado que já uma empresa francesa de energia havia feito uma oferta anteriormente, sendo que a parada agora foi subida.
Este é claramente um sinal da vocação cada vez ligada às energias renováveis por parte da Martifer, e um bom sinal de vivacidade da empresa que agora ve adiada a sua estreia em bolsa (IPO) para depois da resolução deste processo de takeover.
Branson e Gore contra aquecimento Global
Al Gore veio a Portugal falar de aquecimento global, numa sessão só para convidados. Por meio de críticas - que em Portugal há sempre - pelo facto da sessão ser só pra convidados, e ser pago a peso de ouro e que quem tem que ser educado são as pessoas comuns (se fosse aberto a todos, dir-se-ia que quem tem que ser educado são os poderosos, se fosse aberto a todos falar-se-ia em gastos de dinheiro excessivo...), houve também a palestra que talvez sirva de pouco, mas que serviu para repor o topico na agenda nacional, depois de Manuel Pinho ter falado em Economia baseada em custos salariais baixos na China.
Curiosamente, 24h após esta visita, Al Gore e o dono do Império da Virgin, Richard Branson anunciaram um prémio de 25 Milhões de Dollars para o cientista que conseguir descobrir um método para eliminar os gases que provocam o efeito de estufa a nível Global.
Curiosamente, 24h após esta visita, Al Gore e o dono do Império da Virgin, Richard Branson anunciaram um prémio de 25 Milhões de Dollars para o cientista que conseguir descobrir um método para eliminar os gases que provocam o efeito de estufa a nível Global.
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domingo, fevereiro 04, 2007
Grandes Portugueses segundo Maria Elisa
Os comentários opinativos sobre Mário Soares e até Pinto da Costa ja indiciava o que estava para vir. Uma postura absolutamente ridícula na condução do programa. Não será função da "apresentadora" opinar, muito menos guiar e conduzir ou condicionar votos.
So o desespero pode explicar a postura perfeitamente parcial que a leva quase a implorar para não votar em António de Oliveira Salazar. Curioso também não ter a mesma postura para Alvaro Cunhal...
Parece já mais que obvio quem vai ganhar este concurso. A questão é: terá a RTP coragem para o divulgar? E se sim, não será no minimo irónico que Salazar ganhe uma votação democrática?
So o desespero pode explicar a postura perfeitamente parcial que a leva quase a implorar para não votar em António de Oliveira Salazar. Curioso também não ter a mesma postura para Alvaro Cunhal...
Parece já mais que obvio quem vai ganhar este concurso. A questão é: terá a RTP coragem para o divulgar? E se sim, não será no minimo irónico que Salazar ganhe uma votação democrática?
Uma Aventura...na CP
A CP é uma empresa pública. A partir daqui muito se poderia dizer. Incluindo, uma infindável lista de parecenças com o funcionalismo público puro e duro. Não vou entrar por aí. Prefiro contar uma história, que quem quiser pode considerar verídica.
Certo dia, resolvi experimentar comprar bilhete para o alfa pendular através do serviço online. Nada de mais. Em qualquer País da Europa tal ja é possível ha varios anos. Fiquei agradado por também aqui o poder fazer. Até aqui tudo bem. Até o lugar e a carruagem pude escolher... Como não tinha impressora, ate utilizei o simpatico serviço de bilhete por SMS...
O pior foi quando mudei de ideias quanto ao horário, e decidi que preferia ir em outro alfa uma hora mais tarde. Pensei para mim mesmo que nada mais simples do que ir também ao site e fazer a mudança. Nada portanto de mais errado. Não existe nenhuma opção para o efeito no site. Então procurei melhor e vi que realmente dizia aquando da compra que alteração e/ou reembolso, apenas é possível na estação de origem... Como não estava disposto a perder 24 Euros, decidi dirigir-me à estação...sabendo que teria de efectuar todo o processo até 30 minutos antes do horário de saída do referido comboio.
Ora, chegado à estação, obviamente me dirigi à bilheteira, pedindo à pouco simpática funcionária que procedesse ao reembolso, sendo que no entanto apenas lhe poderia apresentar o tal bilhete por SMS - prontamente exibo a mensagem no telemovel por entre o vidro do guichet, perante o seu olhar estranhamente espantado, como se não fosse meio de prova de bilhete em pleno alfa... -, esperando reaver os tais 24 Euros.
A visão era clara para mim: não estava numa bilheteira da CP, antes em qualquer repartição pública, com a habitual antipatia com o cliente/utente, cara de frete e o "chuta para canto" que "não me apetece que me chateiem com coisas complicadas". Portanto a senhora perguntou em voz mais alta do que seria de esperar no front office de uma empresa à sua colega se saberia resolver a situação, que no seu entender apenas poderia ser resolvida com um print do bilhete, o qual teria obrigatoriamente de ser feito no posto de atendimento do cliente, sala 53 da Linha 3, uns bons 100 metros à frente. Espantado, calmo e revoltado, fiz-lhe a vontade.
Chegado ao tal posto, apenas um funcionário estava disponível, mas atendia uma idosa que precisava de conversar e não de resolver problemas. Portanto, esperei. Enquanto esperava, pedi o livro de reclamações. Pareceu-me a atitude correcta para ajudar todos os que fazem da CP aquilo que é: uma empresa sobre-endividada mas viva porque há contribuintes que não sabem como os seus impostos são geridos.
Finalmente fui atendido. Faltava uma hora para a saída do comboio. Felizmente resolveria o problema a tempo, pensei. O que não sabia era o poder do livro de reclamações, pois permitiu por o funcionario imediatamente em sentido. Antes mesmo de me perguntar o problema, prontamente perguntou porque quereria eu o livro e imediatamente após ter apresentado o meu problema - e portanto ainda no espaço de tempo antes de o resolver - telefonou não sei muito bem a quem, avisando que haveria uma reclamação que certamente iria incluir gente da bilheteira... Afinal era possivel o reembolso mesmo apenas mostrando o SMS - milagre! - mesmo assim, foi me dado um print do bilhete para levar à bilheteira e aí sim, ter o meu dinheiro de volta.
Consegui o meu print, dirigi-me á bilheteira, recuperei 20 dos 24 Eur (sim, há as tavas de reembolso) e prosegui viagem, pensando quais seriam as reais consequencias do meu acto. Penso que nenhumas, a não ser ter ficado de consciencia totalmente limpa.
Moral da história: a CP não é o mesmo que funcionalismo público, mas parece. A CP precisa de não parecer funcionalismo publico. A CP precisa de um choque tecnológico, mas primeiro precisa de um choque de mentalidade (e formação ja agora).
Ah....! Como a concorrência faz milagres...
Certo dia, resolvi experimentar comprar bilhete para o alfa pendular através do serviço online. Nada de mais. Em qualquer País da Europa tal ja é possível ha varios anos. Fiquei agradado por também aqui o poder fazer. Até aqui tudo bem. Até o lugar e a carruagem pude escolher... Como não tinha impressora, ate utilizei o simpatico serviço de bilhete por SMS...
O pior foi quando mudei de ideias quanto ao horário, e decidi que preferia ir em outro alfa uma hora mais tarde. Pensei para mim mesmo que nada mais simples do que ir também ao site e fazer a mudança. Nada portanto de mais errado. Não existe nenhuma opção para o efeito no site. Então procurei melhor e vi que realmente dizia aquando da compra que alteração e/ou reembolso, apenas é possível na estação de origem... Como não estava disposto a perder 24 Euros, decidi dirigir-me à estação...sabendo que teria de efectuar todo o processo até 30 minutos antes do horário de saída do referido comboio.
Ora, chegado à estação, obviamente me dirigi à bilheteira, pedindo à pouco simpática funcionária que procedesse ao reembolso, sendo que no entanto apenas lhe poderia apresentar o tal bilhete por SMS - prontamente exibo a mensagem no telemovel por entre o vidro do guichet, perante o seu olhar estranhamente espantado, como se não fosse meio de prova de bilhete em pleno alfa... -, esperando reaver os tais 24 Euros.
A visão era clara para mim: não estava numa bilheteira da CP, antes em qualquer repartição pública, com a habitual antipatia com o cliente/utente, cara de frete e o "chuta para canto" que "não me apetece que me chateiem com coisas complicadas". Portanto a senhora perguntou em voz mais alta do que seria de esperar no front office de uma empresa à sua colega se saberia resolver a situação, que no seu entender apenas poderia ser resolvida com um print do bilhete, o qual teria obrigatoriamente de ser feito no posto de atendimento do cliente, sala 53 da Linha 3, uns bons 100 metros à frente. Espantado, calmo e revoltado, fiz-lhe a vontade.
Chegado ao tal posto, apenas um funcionário estava disponível, mas atendia uma idosa que precisava de conversar e não de resolver problemas. Portanto, esperei. Enquanto esperava, pedi o livro de reclamações. Pareceu-me a atitude correcta para ajudar todos os que fazem da CP aquilo que é: uma empresa sobre-endividada mas viva porque há contribuintes que não sabem como os seus impostos são geridos.
Finalmente fui atendido. Faltava uma hora para a saída do comboio. Felizmente resolveria o problema a tempo, pensei. O que não sabia era o poder do livro de reclamações, pois permitiu por o funcionario imediatamente em sentido. Antes mesmo de me perguntar o problema, prontamente perguntou porque quereria eu o livro e imediatamente após ter apresentado o meu problema - e portanto ainda no espaço de tempo antes de o resolver - telefonou não sei muito bem a quem, avisando que haveria uma reclamação que certamente iria incluir gente da bilheteira... Afinal era possivel o reembolso mesmo apenas mostrando o SMS - milagre! - mesmo assim, foi me dado um print do bilhete para levar à bilheteira e aí sim, ter o meu dinheiro de volta.
Consegui o meu print, dirigi-me á bilheteira, recuperei 20 dos 24 Eur (sim, há as tavas de reembolso) e prosegui viagem, pensando quais seriam as reais consequencias do meu acto. Penso que nenhumas, a não ser ter ficado de consciencia totalmente limpa.
Moral da história: a CP não é o mesmo que funcionalismo público, mas parece. A CP precisa de não parecer funcionalismo publico. A CP precisa de um choque tecnológico, mas primeiro precisa de um choque de mentalidade (e formação ja agora).
Ah....! Como a concorrência faz milagres...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Mais uma "broa" de Manuel Pinho
O nosso Ministro da Economia soma e segue nas "broadas" à velocidade com que guia o seu BMW....
Desta vez incentivava os investidores chineses a apostarem em Portugal, dando como vantagem comparativa do nosso País - imagine-se - os salários baixos. Não que os salários em Portugal não seja baixos e não tenhamos uma economia baseada na mão-de-obra barata... Mas é a China...! O campeão mundial da mão-de-obra barata!
Mais, sendo a grande aposta do Governo o Plano Tecnológico, e a China e antever-se como uma potencia na matéria em poucos anos...faria todo o sentido que o discurso fosse nesse sentido...
Desta vez incentivava os investidores chineses a apostarem em Portugal, dando como vantagem comparativa do nosso País - imagine-se - os salários baixos. Não que os salários em Portugal não seja baixos e não tenhamos uma economia baseada na mão-de-obra barata... Mas é a China...! O campeão mundial da mão-de-obra barata!
Mais, sendo a grande aposta do Governo o Plano Tecnológico, e a China e antever-se como uma potencia na matéria em poucos anos...faria todo o sentido que o discurso fosse nesse sentido...
FED mantém taxas
Como esperado pelo mercado, a reserva federal americana manteve as taxas de referncia em 5,25%, mencionando que a pressão inflacionista não estava a afectar o crescimento (note-se que ainda hoje saiu um indicador do GDP americano, acima das expectativas, sem correspondente aumento de inflação acima do esperado). Assim, os mercados reagem de forma positiva, dado estarem todas as condições reunidas para mais um periodo de crescimento. Parece que é tempo dos bulls virem ao de cima...
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Santander vs La Caixa, ou a defesa do atacante
O Banco Santander Totta divulgou o acordo com o BCP para venda da participação daquele no BPI, no âmbito da OPA do BCP ao BPI. O acordo ainda sem o aval da CMVM e autoridade da concorrência estipula que o Santander terá preferência aquando da previsivel necessidade de venda de activos pos-decisão da AdC por parte do BCP.
Claro que o cenário actual aponta para o insucesso da OPA, portanto este anúncio do BCP onde refere já deter mais de 10% do BPI pode não ser mais que a defesa contra uma eventual contra-OPA do BPI, ja que a CMVM não permite OPA a entidades detidas por visados em mais de 10%. Ou seja, tudo isto pode não passar de uma estratégia de defesa, e se assim for, é o assumir da morte da OPA ao BPI.
Mas não nos fiquemos por aqui. A guerra latente vai para além da OPA em questão. É também um sério aviso do gigante espanhol Santander aos também espanhois do Banco La Caixa, que detém mais de 25% do BPI. Aviso que não estarão dispostos a abrir mão da sua posição de já terceiro maior banco privado em Portugal e com intenções de expansão.
Claro que o cenário actual aponta para o insucesso da OPA, portanto este anúncio do BCP onde refere já deter mais de 10% do BPI pode não ser mais que a defesa contra uma eventual contra-OPA do BPI, ja que a CMVM não permite OPA a entidades detidas por visados em mais de 10%. Ou seja, tudo isto pode não passar de uma estratégia de defesa, e se assim for, é o assumir da morte da OPA ao BPI.
Mas não nos fiquemos por aqui. A guerra latente vai para além da OPA em questão. É também um sério aviso do gigante espanhol Santander aos também espanhois do Banco La Caixa, que detém mais de 25% do BPI. Aviso que não estarão dispostos a abrir mão da sua posição de já terceiro maior banco privado em Portugal e com intenções de expansão.
domingo, janeiro 28, 2007
A Televisão em Portugal
Pela primeira vez em muitos anos vejo-me na contingencia de apenas poder ter acesso aos 4 canais de televisão de acesso por antena: RTP1, 2:, SIC e TVI. O panorama é muito mais assustador do que poderia pensar. No chamado prime time, ou seja, das 19h as 22h, as possibilidades de escolha, são no minimo, criticáveis. A qualidade, essa é sem sombra de dúvida mediocre. Bendita Televisão Por Cabo!
Mas foquemo-nos na tal programação. Das 19h as 20h há novelas para adolescentes nos canais privados e há concursos popularuchos no canal público. A 2: é a única alternativa, mas não o consegue ser nesta parte do horário. Depois vêm os benditos telejornais, uns com muito pouco interesse e sem qualidade, outros feitos a "encher chouriços" como o povo diz e bem. Passa-se então à parte do dia em que poderemos querer sentarmo-nos um pouco em frente ao televisor e descansar. Brilhante: há nada mais nada menos que 5 - CINCO - novelas para ver. 2 na SIC, 2 na TVI e uma na RTP1. Ainda há mais um concurso, o "um contra todos" em que podemos confirmar o quão informado (já não falo em cultura) é o público em geral. Aqui sim, a 2: apresenta argumentos. Alguns debates, entrevistas quase sempre interessantes...mas claro que sabe sempre a pouco.
Ou seja, a mensalidade da TV Cabo vale o seu preço em ouro... Que falta da SIC Notícias!
Mas foquemo-nos na tal programação. Das 19h as 20h há novelas para adolescentes nos canais privados e há concursos popularuchos no canal público. A 2: é a única alternativa, mas não o consegue ser nesta parte do horário. Depois vêm os benditos telejornais, uns com muito pouco interesse e sem qualidade, outros feitos a "encher chouriços" como o povo diz e bem. Passa-se então à parte do dia em que poderemos querer sentarmo-nos um pouco em frente ao televisor e descansar. Brilhante: há nada mais nada menos que 5 - CINCO - novelas para ver. 2 na SIC, 2 na TVI e uma na RTP1. Ainda há mais um concurso, o "um contra todos" em que podemos confirmar o quão informado (já não falo em cultura) é o público em geral. Aqui sim, a 2: apresenta argumentos. Alguns debates, entrevistas quase sempre interessantes...mas claro que sabe sempre a pouco.
Ou seja, a mensalidade da TV Cabo vale o seu preço em ouro... Que falta da SIC Notícias!
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Cruzamento...
A economia internacional está num impasse...senão veja-se: o BCE ainda não decidiu novo aumento da taxa de juro, o Banco da Inglaterra (BOE) aumentou as taxas de juro sem anuncio prévio devido a inflação surpreendemente elevada, as baixas de juro no Japão mantém-se apesar da insistente pressão em voltar a indices normais, nos EUA o FED mostrava-se disposto a baixar as taxas de referência, mas a inflação voltou a subir, apesar de tudo isto, os níveis de preço de crude estão baixas comparando com os últimos anos. Para corolário, a China anunciou que detém um trilião de dollares em reservas (sim, 1 000 000 000 000,00 USD )e ainda assim a sua taxa de cambio mantém-se em niveis extraordinariamente baixas (a moeda apreciou-se cerca de 3% vezes, contra um crescimento da economia, que dobrou o PIB em poucos anos). Portanto, UK, UE, USA, Japão, China e Crude já estão na equação. Se juntarmos uma Venezuela onde se caminha para o socialismo - ainda hoje Chavez disse que não iria pagar o preço de mercado pela estação de televisão a nacionalizar, um problema no Irão e Coreia do Norte, e ainda o poderio crescente da India, podemos compreender como estão dispostas as pedras no Globo nos dias de hoje.
Portanto, não há de todo condições ideiais para que se viva clima de euforia económica. Claro que em Portugal continuamos a divergir de tudo isto... Para cumulo, o S&P ameaça fazer um downgrade do nivel de risco da divida publica portuguesa, de AA para A+...
Portanto, não há de todo condições ideiais para que se viva clima de euforia económica. Claro que em Portugal continuamos a divergir de tudo isto... Para cumulo, o S&P ameaça fazer um downgrade do nivel de risco da divida publica portuguesa, de AA para A+...
Hillary candidata
Hillary Clinton, a esposa do ex-Presidente dos EUA Bill Cliton, é candidata Democrata à Presidência.
É a única na História daquele país com reais possibilidades de vir a tornar-se Presidente, e é a primeira Primeira-Dama a candidatar-se. Mais, é dentro dos Democratas a que detém maior capacidade de angariação de fundos. O único senão é também a sua maior vantagem: o seu marido. Bill é um animal político, e pode ensombrar Hillary. Mas pode também dar o empurrão necessário para a vitória final. Outro pormenor poderá vir a tornar-se importante: o voto favorável de Hillary para aprovar a ocupação no Iraque, que será sem dúvida a grande temática da campanha...
Nao obstante, Hillary será com certeza uma forte candidata se passar as primárias. E fará história se conseguir ser eleita. Ser Presidente do país mais poderoso do mundo é a prova maior que é possivel haver igualdade entre sexos na política. Também desfaz o mito das quotas, pois o único critério a existir so pode ser a vontade e o mérito...
O embate, a ser feito contra Bush, não parece haver grandes dúvidas sobre quem a comunidade internacional prefere... O problema é que quem decide democráticamente sobre o seu Presidente são os eleitores americanos...
É a única na História daquele país com reais possibilidades de vir a tornar-se Presidente, e é a primeira Primeira-Dama a candidatar-se. Mais, é dentro dos Democratas a que detém maior capacidade de angariação de fundos. O único senão é também a sua maior vantagem: o seu marido. Bill é um animal político, e pode ensombrar Hillary. Mas pode também dar o empurrão necessário para a vitória final. Outro pormenor poderá vir a tornar-se importante: o voto favorável de Hillary para aprovar a ocupação no Iraque, que será sem dúvida a grande temática da campanha...
Nao obstante, Hillary será com certeza uma forte candidata se passar as primárias. E fará história se conseguir ser eleita. Ser Presidente do país mais poderoso do mundo é a prova maior que é possivel haver igualdade entre sexos na política. Também desfaz o mito das quotas, pois o único critério a existir so pode ser a vontade e o mérito...
O embate, a ser feito contra Bush, não parece haver grandes dúvidas sobre quem a comunidade internacional prefere... O problema é que quem decide democráticamente sobre o seu Presidente são os eleitores americanos...
sábado, janeiro 20, 2007
Odemira: o corolário dos erros no SNS
A Saúde em Portugal é um bem cada vez mais escasso. Porquanto todos os contribuintes continuam a sustentar uma máquina administrativa pesada e ridiculamente inflexivel, a Saúde continua a deteriorar-se, agravado pelas decisões de estratégia de um Ministro que vai ser mais um a não conseguir resolver o problema. Este, porém, teve o mérito de conseguir agravá-lo.
É ridiculo ver pessoas morrerem simplesmente porque há tempo e distância a mais entre o serviço e os utentes e recursos humanos a menos. E o Ministro fez questão de não só alargar essas distâncias-tempo e encurtar ainda mais os recursos humanos.
Mais, Correia de Campos insiste em não abrir inquérito ao passado há 15 dias, sendo que desta vez não será tão simples. Duas mortes no mesmo espaço geográfico é preocupante. Esta teimosia e incompetência é perfeitamente inacreditável. APenas comparável às do próprio primeiro ministro e sua arrogância.
Correia de Campos abriu também guerra aos médicos. Sendo que na questão da contagem do tempo de trabalho dos médicos pouco há a dizer, dado o obvio da justiça da política, já quanto à forma como o SNS vê sistemáticamente decisões de gestão erradas, há muito mais a dizer.
Houve notícias que muitos médicos receitam muito. E receitam mal. O pior é que um dos medicamentos mais receitados é contra indicado pelo próprio ministério e, imagin-se...comparticipado! Ora bolas, decidam-se!
Depois vem a questão dos médicos e seus rendimentos. SNS ou decide que quer competir com privados ou bem que poderá contratar médicos a espanha e ukrania. Claro que o mais simples era aumentar as vagas nas Faculdades de Medicina...mas isto já seria entrar por outro Ministério problemático...demais para um Governo só.
É ridiculo ver pessoas morrerem simplesmente porque há tempo e distância a mais entre o serviço e os utentes e recursos humanos a menos. E o Ministro fez questão de não só alargar essas distâncias-tempo e encurtar ainda mais os recursos humanos.
Mais, Correia de Campos insiste em não abrir inquérito ao passado há 15 dias, sendo que desta vez não será tão simples. Duas mortes no mesmo espaço geográfico é preocupante. Esta teimosia e incompetência é perfeitamente inacreditável. APenas comparável às do próprio primeiro ministro e sua arrogância.
Correia de Campos abriu também guerra aos médicos. Sendo que na questão da contagem do tempo de trabalho dos médicos pouco há a dizer, dado o obvio da justiça da política, já quanto à forma como o SNS vê sistemáticamente decisões de gestão erradas, há muito mais a dizer.
Houve notícias que muitos médicos receitam muito. E receitam mal. O pior é que um dos medicamentos mais receitados é contra indicado pelo próprio ministério e, imagin-se...comparticipado! Ora bolas, decidam-se!
Depois vem a questão dos médicos e seus rendimentos. SNS ou decide que quer competir com privados ou bem que poderá contratar médicos a espanha e ukrania. Claro que o mais simples era aumentar as vagas nas Faculdades de Medicina...mas isto já seria entrar por outro Ministério problemático...demais para um Governo só.
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