Sai o Governo Russo, em que Putin continua em busca de sucessor à altura, já que nao poderá continuar na presidencia por outro mandado. E sai também o primeiro ministro japonês Abe, num estranho movimento justificado pelas eleições para a camara alta do senado japonês em que perdeu a maioria; eleições essas decorridas em... Julho!
Se na Russia pouco se altera, com inclusivamente testes da nova Bomba de Vacuo a ter maior impacto - passe-se o trocadilho - na comunicação social (chamam-lhe o "Pai de Todas as Bombas", confrontando a "Mae de todas as Bombas" norte-americana), no Japão o caso pode ser diferente, mas os proximos dias o dirão...
quarta-feira, setembro 12, 2007
E continua a saga de demogia do BE...agora em Aveiro
Pelo que se pode ler, o BE é o dono da verdade suprema. Esquece-se habitualmente é de apresentar alternativas. "Não porque não". O nível zero da política em qualquer lado.
A demagogia da CM de Lisboa...
...é sem precedentes. Se concordo plenamente que o estacionamento ilegal é algo a naturalmente combater, a verdade é que Lisboa é uma cidade que não dispoe de transportes públicos suficientes em quantidade e em qualidade (no sentido de extensao e de horario) para fazer evitar a quantidade de carros a circular na cidade. Não pode haver a demagogia fácil de que é preciso retirar carros do centro da cidade, e ao mesmo tempo incentivar as pessoas a viver nesse mesmo centro e sem proporcionar sufientes meios de transportes publicos, para tornar o carro um luxo.
Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...
Só a titulo de exemplo:

Lembro-me de uma cidade onde ter carro é um luxo, porque há poucos estacionamentos, porque se paga taxa para circular, e onde ha redes de transportes de qualidade: Londres. Lisboa está a décadas de distancia... não se começa a casa pelo telhado... mas parece que a Emel faz boas receitas com estas medidas...
Só a titulo de exemplo:

terça-feira, setembro 11, 2007
Decisão do FED mais aguardada dos últimos tempos
De hoje a uma semana, a Reserva Federal Norte-Americana liderada por Ben Bernanke, irá decidir sobre as taxas de juro de referência dos EUA. Devido à crise subprime, os yields das obrigações do tesouro norte-americanas caíram vertiginosamente, descontando neste momento quase 1,50% de corte na taxa actualmente em 5,25%, num movimento conhecido como "flight to quality", no qual os investidores procuram a qualquer preço a segurança das obrigações do tesouro, em deterimento de investimentos de maior risco.
Assim, a título de exemplo, a yield das obrigações a 2 anos situa-se já a 3,90%. Numa situação normal, esta baixa indicaria o sentimento de mercado que o FED deveria baixar as taxas, normalmente devido ao enfraquecimento da economia. Desta vez, baixar as taxas é admitir enfraquecimento da economia, permitir que investidores menos cuidadosos continuem alavancados, e não deixar o mercado fazer reprice do risco. As dúvidas são portanto enormes, assim com a expectiva para esta decisão.
Fica a sondagem, do lado direito, para quem quiser contribuir com a sua opiniao.
Assim, a título de exemplo, a yield das obrigações a 2 anos situa-se já a 3,90%. Numa situação normal, esta baixa indicaria o sentimento de mercado que o FED deveria baixar as taxas, normalmente devido ao enfraquecimento da economia. Desta vez, baixar as taxas é admitir enfraquecimento da economia, permitir que investidores menos cuidadosos continuem alavancados, e não deixar o mercado fazer reprice do risco. As dúvidas são portanto enormes, assim com a expectiva para esta decisão.
Fica a sondagem, do lado direito, para quem quiser contribuir com a sua opiniao.
Labels:
Economia Internacional,
Mercados,
Política
Élio Maia assume presidência da EMA ?
Já nao era sem tempo que o Presidente da CM de Aveiro chame a si as principais responsabilidades e carencias de decisão na cidade. Pena que já so va a tempo de a extinguir...
A RTP e os contribuintes
Segundo o Diário de Notícias, cada contribuinte paga mais de 500 eur por ano para a RTP.
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
Ora, sendo um imposto, não há grande escolha, e quando não há escolha, normalmente a relação serviço/satisfação não é a melhor, nem tão pouco em termos de qualidade. Serviço público sim, mas gestão adequada também... chega de sorvedouros de dinheiros públicos...
O BE na CM Lisboa ? Eu não votei PS...
Já demorava até o BE aprontar aquilo que melhor sabe fazer: criar confusão atraves da demagogia. Desta vez, começou o seu trabalho na CM de Lisboa, esclarecendo a sua posição contra a Dra Maria Jose Nogueira Pinto à frente do projecto da Baixa-Chiado, isto porque esta defendeu que sendo esta uma zona nobre da cidade, o melhor seria retirar dessa area as lojas chinesas, inclusivamente sugerindo a criação de uma china town em lisboa.
Claro que não está em causa a liberdade de comércio por parte seja de quem for, mas é obvio que o comercio tradicional tambem tem que estar segmentado e dirigido a publico alvos. Alias, os proprios representantes dos comerciantes chineses em Portugal ficou sobremaneira agradado com a ideia. Ou seja, o BE teima porque lhe apetece teimar, usando argumentos demagogicos como sempre foi o seu timbre. Ridiculo, to say the least.
Claro que não está em causa a liberdade de comércio por parte seja de quem for, mas é obvio que o comercio tradicional tambem tem que estar segmentado e dirigido a publico alvos. Alias, os proprios representantes dos comerciantes chineses em Portugal ficou sobremaneira agradado com a ideia. Ou seja, o BE teima porque lhe apetece teimar, usando argumentos demagogicos como sempre foi o seu timbre. Ridiculo, to say the least.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Caso Maddie e a Justiça Portuguesa: O Golpe Final
Confesso que toda esta história, com traços de romance telenovelável no México, com proporções a nível global, por ser um caso real, marcante, chocante, inquietante e misterioso, não me suscita grande interesse no drama intrinseco que encerra.
No entanto, algo me preocupa muito seriamente, para além da vida da criança em causa, naturalmente. É que por causa deste caso, todos os podres e deficiencias da Justiça e do sistema legal português serão postos a nu, para todo o mundo. Conseguirão ainda os responsáveis políticos esconder a vergonha ?
Respeito que não tenhamos uma origem anglo-saxónica nos principios do Direito. Respeito a origem romana, com diversas sugestões culturais ao longo da história. Confesso também que sou algo suspeito, porque sou à partida grande crítico do nosso sistema legal, assim como admirador do sistema anglo-saxónico. Não obstante, ha pontos em que a origem se torna irrelevante, e os problemas resultam de outras vertentes...
Assim, veremos desde logo se teremos a equidade nas polícias para dar este apoio logistico em todos os casos semelhantes. Teoricamente, perante a lei todos somos iguais nos deveres e direitos. Depois, toda a burocracia em Portugal especialmente no sistema judicial ficarão expostos a nível global, com consequencias inclusive nos investimentos que empresarios ponderam fazer por cá. São estatutos especiais para que se possa fazer perguntas; medidas de coacção que não obrigam a nada; suspeitos que não o são, e passam a ser, nao oficialmente; segredo de justiça que só é segredo para quem nao le jornais; contra-informação nos meios de comunicação porque ha segredo de justiça que como ninguem cumpre, ninguem sabe o que é verdade; falhas graves em investigação e em legislação; falta de actualização da legalidade com os novos meios; e já nem vou falar do eventual julgamento... Ou se calhar falo: imagine-se um julgamento num caso destes... Duraria quantos anos? Quantas decadas ? Quantos recursos? Quantos contra-recursos e regressões ? Quantas instancias e medidas para atrasar o processo ?
Este caso vai levar a Justiça portuguesa ao rídiculo à escala mundial, independentemente de quem é o culpado ou inocente. E bem merece... Não foi a bem porque nunca ninguem teve coragem de mexer com o lobby jurídico em Portugal nem com os velhos do Restelo que ainda dão aulas de Direito; vai a mal cobrindo de ridículo todo um País...
No entanto, algo me preocupa muito seriamente, para além da vida da criança em causa, naturalmente. É que por causa deste caso, todos os podres e deficiencias da Justiça e do sistema legal português serão postos a nu, para todo o mundo. Conseguirão ainda os responsáveis políticos esconder a vergonha ?
Respeito que não tenhamos uma origem anglo-saxónica nos principios do Direito. Respeito a origem romana, com diversas sugestões culturais ao longo da história. Confesso também que sou algo suspeito, porque sou à partida grande crítico do nosso sistema legal, assim como admirador do sistema anglo-saxónico. Não obstante, ha pontos em que a origem se torna irrelevante, e os problemas resultam de outras vertentes...
Assim, veremos desde logo se teremos a equidade nas polícias para dar este apoio logistico em todos os casos semelhantes. Teoricamente, perante a lei todos somos iguais nos deveres e direitos. Depois, toda a burocracia em Portugal especialmente no sistema judicial ficarão expostos a nível global, com consequencias inclusive nos investimentos que empresarios ponderam fazer por cá. São estatutos especiais para que se possa fazer perguntas; medidas de coacção que não obrigam a nada; suspeitos que não o são, e passam a ser, nao oficialmente; segredo de justiça que só é segredo para quem nao le jornais; contra-informação nos meios de comunicação porque ha segredo de justiça que como ninguem cumpre, ninguem sabe o que é verdade; falhas graves em investigação e em legislação; falta de actualização da legalidade com os novos meios; e já nem vou falar do eventual julgamento... Ou se calhar falo: imagine-se um julgamento num caso destes... Duraria quantos anos? Quantas decadas ? Quantos recursos? Quantos contra-recursos e regressões ? Quantas instancias e medidas para atrasar o processo ?
Este caso vai levar a Justiça portuguesa ao rídiculo à escala mundial, independentemente de quem é o culpado ou inocente. E bem merece... Não foi a bem porque nunca ninguem teve coragem de mexer com o lobby jurídico em Portugal nem com os velhos do Restelo que ainda dão aulas de Direito; vai a mal cobrindo de ridículo todo um País...
domingo, setembro 09, 2007
Ficamos mais descansados...
...Marques Mendes vai voltar a ser cabeça de lista do PSD por Aveiro em 2009...
A obscenidade do óbvio
"Oficialmente, Dalai Lama não é recebido por responsáveis do Governo português, como é óbvio"
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.
Óbvio porque Portugal concorda com a ocupação pela ditadura chinesa do Tibete, ou óbvio que nos curvemos perante a China, esquecendo todos os princípios democráticos e "valores de Abril" que a esquerda tanto apregoa?
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado.
Óbvio porque Portugal concorda com a ocupação pela ditadura chinesa do Tibete, ou óbvio que nos curvemos perante a China, esquecendo todos os princípios democráticos e "valores de Abril" que a esquerda tanto apregoa?
Labels:
Política,
Política Internacional,
Portugal
sábado, setembro 08, 2007
Avante camaradas!
Segundo notícias dos meios de comunicação social - por isso não fui eu que inventei! -, na Festa do Avante em nenhum restaurante é possível ter direito a recibo. Estado? Só se for para receber subsídios! Impostos ? É para os ricos ! Moralidade? Só a nossa!
Rídiculo. Embaraçoso. Bolchevique.
Rídiculo. Embaraçoso. Bolchevique.
Colecção Outono/Inverno
Novo look, blog oficialmente activo, se é que algum dia deixou de estar. Para os que gostam e para os que não gostam, enfim, para todos os que visitam.
sexta-feira, setembro 07, 2007
EuroBasket: Portugal passa à fase seguinte!
Surpreendentemente, a selecção nacional de basquetebol passou á fase seguinte do Europeu a decorrer em Sevilha. Após uma brilhante vitória frente à Letónia ainda que per se insuficiente para assegurar de imediato a passagem à proxima fase, a milagrosa derrota da campeã do mundo Espanha - com varios elementos a brilharem na NBA -, frente á Croácia, permitiu a Portugal fazer história.
Uma palavra especial para Paulo Cunha, que após problemas de saúde, conseguiu voltar à alta competição no seu mais alto nível.
Uma palavra especial para Paulo Cunha, que após problemas de saúde, conseguiu voltar à alta competição no seu mais alto nível.
Trichet nao mexe na taxa de juro da zona Euro
Por muito duro que possa ser para os detentores de créditos à habitação, a verdade é que esta "não mexida" por parte de Jean-Claude Trichet na taxa de juro de referência não pode ser bom sinal.
Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?
Todos sabem que o ECB pouco ou nada liga ao facto dos mercados financeiros estarem a sofrer fortes turbulência, e que o seu único objectivo é manter a estabilidade de preços no longo prazo. Logo, esta crise do subprime americano está de facto a perturbar o crescimento da economia europeia, pelo que não serão melhores dias o que aí virão. Resta saber o que preferem os portugueses: crescimento economico da zona euro, com progressivos aumentos de taxa de juro, ou em alternativa, fraco crescimento, sem inflação, sem aumento das prestações, mas com maiores dificuldades das empresas, logo perigo de mais desemprego e menores possibilidades de auferir melhores rendimentos ?
quarta-feira, setembro 05, 2007
Caetano Alves novo vereador da CM Aveiro
Devido à suspensao de mandato do vereador Jorge Greno, a CM de Aveiro vê agora o Prof. Doutor Caetano Alves assumir funções.
Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.
Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.
Se é certo que Jorge Greno é (quase) consensualmente considerado o melhor vereador que passou pela edilidade nos ultimos tempos (leia-se decada), a discussão agora nem sequer reside na eventual (para mim, certa) falta que irá fazer este valioso quadro que tanto emprestou à cidade no apesar de tudo curto espaço de tempo que esteve em funções.
Nem sequer os críticos se sentem compelidos a congratularem-se ou no mínimo considerarem importante que alguem com o curriculo e capacidade intelectual do Prof. Doutor Caetano Alves pode igualmente emprestar à cidade. Não. É preferível criar críticas avulsas e mesquinhas a outras funções que exerce no Clube mais emblemático da cidade e da região. Nem tão pouco que um quadro tao valioso decida dedicar uma fatia importante do seu tempo à cidade, quando há claramente uma falta tão grande de capacidade intelectual na política em geral e muito especialmente nas autarquias. E não é por acaso: muita mesquinhice e pouco ou nenhum reconhecimento, para alem de mais problemas que soluções e agradecimentos, são pouco convidativos a quem tem melhores oportunidades noutros lugares.
A ler: opinião de um rico que já nao quer emprestar dinheiro a pobres
«A Wall Street Trader Draws Some Subprime Lessons: Michael Lewis
2007-09-05 00:05 (New York)
Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)
That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.
Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.
2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.
3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.
4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.
A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.
Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.
5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.
Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)
But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.
(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»
fonte: Bloomberg
2007-09-05 00:05 (New York)
Commentary by Michael Lewis
Sept. 5 (Bloomberg) -- So right after the Bear Stearns funds blew up, I had a thought: This is what happens when you lend money to poor people. Don't get me wrong: I have nothing personally against the poor. To my knowledge, I have nothing personally to do with the poor at all. It's not personal when a guy cuts your grass: that's business. He does what you say, you pay him. But you don't pay him in advance: That would be finance. And finance is one thing you should never engage in with the poor. (By poor, I mean anyone who the SEC wouldn't allow to invest in my hedge fund.)
That's the biggest lesson I've learned from the subprime crisis. Along the way, as these people have torpedoed my portfolio, I had some other thoughts about the poor. I'll share
them with you.
1) They're masters of public relations. I had no idea how my open-handedness could be made to look, after the fact. At the time I bought the subprime portfolio I thought: This is sort of like my way of giving something back. I didn't expect a profile in Philanthropy Today or anything like that. I mean, I bought at a discount. But I thought people would admire the Wall Street big shot who found a way to help the little guy. Sort of like a money doctor helping a sick person.
Then the little guy wheels around and gives me this financial enema. And I'm the one who gets crap in the papers! Everyone feels sorry for the poor, and no one feels sorry for me. Even
though it's my money! No good deed goes unpunished.
2) Poor people don't respect other people's money in the way money deserves to be respected.
Call me a romantic: I want everyone to have a shot at the American dream. Even people who haven't earned it. I did everything I could so that these schlubs could at least own their own place. The media is now making my generosity out to be some kind of scandal. Teaser rates weren't a scandal. Teaser rates were a sign of misplaced trust: I trusted these people to
get their teams of lawyers to vet anything before they signed it. Turns out, if you're poor, you don't need to pay lawyers. You don't like the deal you just wave your hands in the air and
moan about how poor you are. Then you default.
3) I've grown out of touch with ``poor culture.'' Hard to say when this happened; it might have been when I stopped flying commercial. Or maybe it was when I gave up the bleacher seats and got the suite. But the first rule in this business is to know the people you're in business with, and I broke it. People complain about the rich getting richer and the poor being left behind. Is it any wonder? Look at them! Did it ever occur to even one of them that they might pay me back by
WORKING HARDER? I don't think so. But as I say, it was my fault, for not studying the poor
more closely before I lent them the money. When the only time you've ever seen a lion is in his cage in the zoo, you start thinking of him as a pet cat. You forget that he wants to eat
you.
4) Our society is really, really hostile to success. At the same time it's shockingly indulgent of poor people.
A Republican president now wants to bail them out! I have a different solution. Debtors' prison is obviously a little too retro, and besides that it would just use more taxpayers' money. But the poor could work off their debts. All over Greenwich I see lawns to be mowed, houses to be painted, sports cars to be tuned up. Some of these poor people must have skills. The ones
that don't could be trained to do some of the less skilled labor -- say, working as clowns at rich kids' birthday parties. They could even have an act: put them in clown suits and see how many
can be stuffed into a Maybach. It'd be like the circus, only better.
Transporting entire neighborhoods of poor people to upper Manhattan and lower Connecticut might seem impractical. It's not: Mexico does this sort of thing routinely. And in the long
run it might be for the good of poor people. If the consequences were more serious, maybe they wouldn't stay poor.
5) I think it's time we all become more realistic about letting the poor anywhere near Wall Street.
Lending money to poor countries was a bad idea: Does it make any more sense to lend money to poor people? They don't even have mineral rights! There's a reason the rich aren't getting richer as fast as they should: they keep getting tangled up with the poor. It's unrealistic to say that Wall Street should cut itself off entirely from poor -- or, if you will, ``mainstream'' --
culture. As I say, I'll still do business with the masses. But I'll only engage in their finances if they can clump themselves together into a semblance of a rich person. I'll still accept pension fund money, for example. (Nothing under $50 million, please.) And I'm willing to finance the purchase of entire companies staffed basically with poor people. I did deals with Milken, before they broke him. I own some Blackstone. (Hang tough, Steve!)
But never again will I go one-on-one again with poor people. They're sharks.
(Michael Lewis is the author, most recently of ``The Blind Side,'' and is a columnist for Bloomberg News. The views he expresses are his own.)»
fonte: Bloomberg
segunda-feira, setembro 03, 2007
De volta à Reforma Agrária na Educação?
O governo insistiu hoje na obrigação por parte das editoras em fixar o preço dos manuais escolares, nao podendo estas implementar aumentos de preços acima da inflação. Por outras, palavras, é o governo que fixa o valor dos manuais. Nunca esquecendo que vivemos numa sociedade onde supostamente é a lei do mercado que determina a qualidade e qualidade, atraves do equilibrio no preço, e que nao obstante, a educação é um valor essencial para o Estado, nao me parece de todo que seja via fixação de preços que se va atingir o ponto ideal ao nivel dos custos dos manuais escolares. Isto porque o problema nao pode ser resolvido desta forma, impedindo a pouca concorrencia de funcionar. O problema é antes resolvido com coragem: ou seja, impedindo conluios entre editoras, pondo em causa poderes instalados destas. Isso sim, é viver numa economia de mercado, adulta, sabendo usar as ferramentas que disponibiliza ao Estado.
domingo, setembro 02, 2007
O subprime português
Agora que a palavra "subprime" já está no vocabulário comum da população europeia não-financeira - a franja com ligações ao mundo financeiro há muito que ja sabia da extensão deste problema -, importa esclarecer ainda muitos pontos.
Na Europa - salvo em Inglaterra, se bem que em moldes diferentes - não há a diferenciação por parte das instituições de crédito face ao nível de risco dos seus clientes, pelo menos de forma tão estratificada como nos EUA, onde como já se viu há uma especialização inclusivamente para a população com maiores dificuldades em adquirir credito. Nos EUA, portanto, esta franja da população consegue emprestimos, nomeadamente hipotecas a niveis de juro bastante elevados. Então e na Europa, principalmente em Portugal?
Bem, o caso por cá é diferente, se bem que na minha opinião igualmente grave. Por cá, os bancos terão sempre assegurado o accionar da garantia, como por exemplo o imovel, para fazer face a uma eventual falha no pagamento das prestações. Como aqui não é possivel ou não é usual pedir emprestimo a meio da hipoteca sobre o valor do imovel total, voltando a 100% de endividamento, o problema que originou o credit crunch nos EUA à partida por esta via não se poe.
A questão é que há muito que muitas famílias portuguesas recorrem a outras instituições de crédito para refinanciamento e empacotamento do crédito, alargando prazos, mesmo que tal signifique mais juros - o que é perfeitamente normal, dado o risco naturalmente assumido pela instituição de crédito -, e implique obviamente o estrangualmento da capacidade de endividamento ao máximo, para toda a vida. Sem possibilidade de novos créditos. Ora, aqui é que reside o maior problema: recurso a credito para resolver problema de dificuldade de pagamento de créditos. A crise por cá é dissimulada por esta via. Os bancos ditos tradicionais não se ressentem, porque as famílias recorrem a instituições de crédito especializadas, e estas também não se queixam, dado a elevada taxa que cobram estar preparada e a conseguir fazer face à percentagem de defaults. Parece tudo bem, excepto num ponto: as famílias.
Estas já não podem deixar de pagar como nos EUA, porque não é so a casa que está em jogo, já são todos os seus rendimentos futuros. O estrangulamento é já evidente em muitos casos, e mesmo assim não parece haver grande vontade de encetar mudanças de habitos de consumo e de recurso a crédito. Parece que a aprendizagem da população portuguesa foi demasiado rápida face à estabilidade de preços e consequente nivel baixo de juros da zona euro (e ainda se queixam da entrada para a moeda única !!!): o nível de juros históricamente baixos nao poderia durar para sempre. E se algum motivo há para o ECB elevar os juros, este é um deles, ou seja, o recurso desmesurado e irracional ao crédito. Infelizmente os portugueses vão aprender esta lição da pior maneira...
Na Europa - salvo em Inglaterra, se bem que em moldes diferentes - não há a diferenciação por parte das instituições de crédito face ao nível de risco dos seus clientes, pelo menos de forma tão estratificada como nos EUA, onde como já se viu há uma especialização inclusivamente para a população com maiores dificuldades em adquirir credito. Nos EUA, portanto, esta franja da população consegue emprestimos, nomeadamente hipotecas a niveis de juro bastante elevados. Então e na Europa, principalmente em Portugal?
Bem, o caso por cá é diferente, se bem que na minha opinião igualmente grave. Por cá, os bancos terão sempre assegurado o accionar da garantia, como por exemplo o imovel, para fazer face a uma eventual falha no pagamento das prestações. Como aqui não é possivel ou não é usual pedir emprestimo a meio da hipoteca sobre o valor do imovel total, voltando a 100% de endividamento, o problema que originou o credit crunch nos EUA à partida por esta via não se poe.
A questão é que há muito que muitas famílias portuguesas recorrem a outras instituições de crédito para refinanciamento e empacotamento do crédito, alargando prazos, mesmo que tal signifique mais juros - o que é perfeitamente normal, dado o risco naturalmente assumido pela instituição de crédito -, e implique obviamente o estrangualmento da capacidade de endividamento ao máximo, para toda a vida. Sem possibilidade de novos créditos. Ora, aqui é que reside o maior problema: recurso a credito para resolver problema de dificuldade de pagamento de créditos. A crise por cá é dissimulada por esta via. Os bancos ditos tradicionais não se ressentem, porque as famílias recorrem a instituições de crédito especializadas, e estas também não se queixam, dado a elevada taxa que cobram estar preparada e a conseguir fazer face à percentagem de defaults. Parece tudo bem, excepto num ponto: as famílias.
Estas já não podem deixar de pagar como nos EUA, porque não é so a casa que está em jogo, já são todos os seus rendimentos futuros. O estrangulamento é já evidente em muitos casos, e mesmo assim não parece haver grande vontade de encetar mudanças de habitos de consumo e de recurso a crédito. Parece que a aprendizagem da população portuguesa foi demasiado rápida face à estabilidade de preços e consequente nivel baixo de juros da zona euro (e ainda se queixam da entrada para a moeda única !!!): o nível de juros históricamente baixos nao poderia durar para sempre. E se algum motivo há para o ECB elevar os juros, este é um deles, ou seja, o recurso desmesurado e irracional ao crédito. Infelizmente os portugueses vão aprender esta lição da pior maneira...
sábado, setembro 01, 2007
Eu também apoio Marques Mendes porque...
- é claramente o político mais inteligente e versátil do espectro político português...
- é claramente um politico que enquanto deputado eleito por aveiro desenvolveu inegáveis esforços pela região e pela cidade...
- tem uma visão sobre o mundo e o país clarividente, e jamais pondo o aparelho do PSD acima desta sua visão...
- é sem duvida nenhuma importantissimo para mim apoiar Marques Mendes, pois assim deverei conseguir inumeros benefícios para a região e cidade...
- para além de que quando Marques Mendes for primeiro-ministro (...) Aveiro será sempre lembrada...
- não sabe o que é a Somague...
- o Ribau apoia o outro que até vai perder..
(em constante actualização, assim que me for lembrando de mais mais razões. se alguem me quiser ajudar...seja bem-vindo!)
- é claramente um politico que enquanto deputado eleito por aveiro desenvolveu inegáveis esforços pela região e pela cidade...
- tem uma visão sobre o mundo e o país clarividente, e jamais pondo o aparelho do PSD acima desta sua visão...
- é sem duvida nenhuma importantissimo para mim apoiar Marques Mendes, pois assim deverei conseguir inumeros benefícios para a região e cidade...
- para além de que quando Marques Mendes for primeiro-ministro (...) Aveiro será sempre lembrada...
- não sabe o que é a Somague...
- o Ribau apoia o outro que até vai perder..
(em constante actualização, assim que me for lembrando de mais mais razões. se alguem me quiser ajudar...seja bem-vindo!)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



