Começa hoje mais um Congresso do CDS-PP em Torres Novas.
O inicio de um novo ciclo, dirão uns, a continuação de um velho, dirão outros.
Na minha opinião, trata-se essencialmente de arrumar um partido que tem vivido muito para dentro e pouco para fora no último ano.
Trata-se de abrir o partido finalmente a diversas visões politico-económicas do centro-direita, nomeadamente o liberalismo, o que naturalmente registo com muita satisfação.
É claramente o único partido do espectro politico democrático em Portugal que está a fazer uma evolução ideológica interna, apesar da viragem demagogica e sem aviso prévio do PS de Sócrates.
Será provavelmente o início de uma oposição com qualidade ao PS.
sexta-feira, maio 18, 2007
Crise no Banco Mundial
Não, o Banco Mundial não tem qualquer problema financeiro. É antes um problema...amoroso.
O presidente do BM resolveu aumentar signficativamente o ordenado de uma companheira sua, subindo-a também de posto. Claro que no panorama do mundo desenvolvido, isto constitui um escandalo. Pela Lusitânia...nem por isso...
Obviamente que o Presidente do BM vai ser afastado...
O presidente do BM resolveu aumentar signficativamente o ordenado de uma companheira sua, subindo-a também de posto. Claro que no panorama do mundo desenvolvido, isto constitui um escandalo. Pela Lusitânia...nem por isso...
Obviamente que o Presidente do BM vai ser afastado...
Sobe Euribor, Sobe (again)
As taxas de juro na Europa não param de subir nos últimos dias. Agora que já ha quase certeza do aumento do ECB para Junho, começa a especulação em redor de novo aumento. Com a economia da Alemanha a não dar sinais de abrandar e acima de tudo com sinais cada vez mais evidentes da pressão inflacionista vinda essencialmente da subida de salários (embora esta expressão possa parecer grotestamente errada para o cenário português...).
Com tudo isto, seria de esperar que a grande bolha em redor do mercado de acções abrandasse também. Pelo contrário, continua com enorme força a onda de M&As tanto na Europa como nos EUA, assim como os mercados não parecem descontar nem o efeito de aumento de encargos da dívida via aumento de juros, nem o inevitavel nível de risco que neste momento deveria exercer muito maior pressão nos preços.
Assim, o sentimento geral continua francamente positivo em relação a equity, mesmo que os indicadores (e analistas) deem sinais muito mais bearish...
Com tudo isto, seria de esperar que a grande bolha em redor do mercado de acções abrandasse também. Pelo contrário, continua com enorme força a onda de M&As tanto na Europa como nos EUA, assim como os mercados não parecem descontar nem o efeito de aumento de encargos da dívida via aumento de juros, nem o inevitavel nível de risco que neste momento deveria exercer muito maior pressão nos preços.
Assim, o sentimento geral continua francamente positivo em relação a equity, mesmo que os indicadores (e analistas) deem sinais muito mais bearish...
sexta-feira, maio 11, 2007
Pub (II)
Pub (I)
Porque o blog é neo-liberal, permito-me fazer a publicidade que bem me apetecer.
Aqui vai uma pela originalidade:
http://www.beijosquedaopremios.com
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quinta-feira, maio 10, 2007
Bolha? Qual bolha?
Os mercados mundiais estão em ebolição. As chamadas commodities, como cobre, petroleo e cereais atingiram níveis especulativos elevadíssimos, ate aqui justificados pela explosão de procura vinda da Ásia, especialmente da China (mas também India).
Por outro lado, aquilo que se assiste na Europa é uma onda desenfreada de M&A (fusões e aquisições) próprias de uma zona económica na sua plena força. Também nos USA essa onda ainda se vive, mas com dúvidas sobre o caminho do ciclo económico.
Não obstante, esta semana houve anuncios de taxas dos 3 mais importantes bancos centrais do mundo: UK, USA e Europa. O BoE subiu as taxas de referencia para 5,5%, devido a constante pressão inflaccionista que a Inglaterra vive de momento (a par de uma taxa de crescimento muito interessante), subida essa a qual não é certamente alheia a enorme bolha especulativa de preços de imóveis em Londres, cujo preço por metro quadrado (ou square feet por lá) atingiu níveis record e absolutamente proibitivos para o comum dos mortais com salários não-londrinos. Por outro lado, também a Reserva Federal americana e o ECB se pronunciaram sobre as suas taxas de referencia, com ambos a manter o preço do dinheiro. Não se julgue porém que a subida de juros por ca parou, porque Trichet já sinalizou mais uma subida pra Junho...
A questão da independencia do ECB esteve em destaque estas semanas, com Sarkozy a usar o facto do ECB não olhar para a constante valorização do Euro face ao dolar e restantes moedas mundiais para atacar o banco central europeu. De facto, o ECB tem como obrigação inscrita nos diversos tratados europeus a garantia da estabilidade de preços na zona euro. Logicamente, isto implica que a sua unica responsabilidade seja zelar pelo controlo da inflação. Contudo, e ao inves do que muitas vezes é acusado, esta "limitação" é apenas aparente, pois atraves do controlo da inflação se impede exageros do ciclo económico que a longo prazo certamente prejudicam mais o emprego e o crescimento que uma qualquer medida e forma de actuação mais solta e menos focada.
Por outro lado, com o problema do imobiliario em Espanha (onde a bolha especulativa é cada vez mais evidente) e no UK, os problemas que advem dos preços das commodities elevados e a aparente falha de valorização do risco dos mercados financeiros fazem com que os bancos centrais encarem com alguma reserva o optimismo que reina por entre os investidores, muitos deles sem experiencia.
Por outro lado, aquilo que se assiste na Europa é uma onda desenfreada de M&A (fusões e aquisições) próprias de uma zona económica na sua plena força. Também nos USA essa onda ainda se vive, mas com dúvidas sobre o caminho do ciclo económico.
Não obstante, esta semana houve anuncios de taxas dos 3 mais importantes bancos centrais do mundo: UK, USA e Europa. O BoE subiu as taxas de referencia para 5,5%, devido a constante pressão inflaccionista que a Inglaterra vive de momento (a par de uma taxa de crescimento muito interessante), subida essa a qual não é certamente alheia a enorme bolha especulativa de preços de imóveis em Londres, cujo preço por metro quadrado (ou square feet por lá) atingiu níveis record e absolutamente proibitivos para o comum dos mortais com salários não-londrinos. Por outro lado, também a Reserva Federal americana e o ECB se pronunciaram sobre as suas taxas de referencia, com ambos a manter o preço do dinheiro. Não se julgue porém que a subida de juros por ca parou, porque Trichet já sinalizou mais uma subida pra Junho...
A questão da independencia do ECB esteve em destaque estas semanas, com Sarkozy a usar o facto do ECB não olhar para a constante valorização do Euro face ao dolar e restantes moedas mundiais para atacar o banco central europeu. De facto, o ECB tem como obrigação inscrita nos diversos tratados europeus a garantia da estabilidade de preços na zona euro. Logicamente, isto implica que a sua unica responsabilidade seja zelar pelo controlo da inflação. Contudo, e ao inves do que muitas vezes é acusado, esta "limitação" é apenas aparente, pois atraves do controlo da inflação se impede exageros do ciclo económico que a longo prazo certamente prejudicam mais o emprego e o crescimento que uma qualquer medida e forma de actuação mais solta e menos focada.
Por outro lado, com o problema do imobiliario em Espanha (onde a bolha especulativa é cada vez mais evidente) e no UK, os problemas que advem dos preços das commodities elevados e a aparente falha de valorização do risco dos mercados financeiros fazem com que os bancos centrais encarem com alguma reserva o optimismo que reina por entre os investidores, muitos deles sem experiencia.
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segunda-feira, maio 07, 2007
Sarkozy e Jardim eleitos
Nas duas eleições de hoje venceram os que se esperava. Claro que Jardim sempre se esperou, mas a vitória do presidente do Governo Regional da Madeira venceu em varias frentes. Quanto ao novo presidente Francês, terá pela frente uma prova de fogo: não defraudar os eleitores que o elegeram e ao mesmo tempo sofrer as consequencias daqueles que não aceitarão o resultado democraticamente obtido em eleições...
Por partes. Jardim de facto foi um grande vencedor, obtendo uma larga maioria que legitima a sua posição sobremaneira: a única posição que defendeu em campanha foi a luta contra a legislação continental que incide sobre o seu orçamente, pelo que o plebiscito correu tal qual queria: o povo madeirense rejeitou aquilo que o continente ordenou. Não que mude muita coisa, mas uma coisa é certa, a legitimidade de Sócrates não é a mesma para o caso.
Já quanto a Sarkozy, venceu as eleições mais disputadas e participadas dos ultimos tempos, e segundo dizem os analistas, também das mais bem argumentadas e discutidas. De facto, Sarkozy estava melhor preparado em relação a uma candidata socialista que muito faz lembrar Sócrates: boa imagem, bom marketing, boa comunicação, mas pouca uva. Felizmente para eles, os franceses souberam detectar a tempo...
Por partes. Jardim de facto foi um grande vencedor, obtendo uma larga maioria que legitima a sua posição sobremaneira: a única posição que defendeu em campanha foi a luta contra a legislação continental que incide sobre o seu orçamente, pelo que o plebiscito correu tal qual queria: o povo madeirense rejeitou aquilo que o continente ordenou. Não que mude muita coisa, mas uma coisa é certa, a legitimidade de Sócrates não é a mesma para o caso.
Já quanto a Sarkozy, venceu as eleições mais disputadas e participadas dos ultimos tempos, e segundo dizem os analistas, também das mais bem argumentadas e discutidas. De facto, Sarkozy estava melhor preparado em relação a uma candidata socialista que muito faz lembrar Sócrates: boa imagem, bom marketing, boa comunicação, mas pouca uva. Felizmente para eles, os franceses souberam detectar a tempo...
Auditoria da CM de Aveiro (I)
Cá está ela! A auditoria privada da CM Aveiro finalmente deu sinais de vida, depois de tanta polémica em seu redor. Não vou obviamente comenta-la, porque como todos sabem, a minha postura é sempre comentar estes assuntos em sedes proprias e nos momentos devidos, como será a reunião extraordinária da AM de Aveiro.
Mas o relátório está disponível no site da CM Aveiro, pelo que é acessível a todos.
Ah!,já me esquecia... O texto que acompanha o link para o referido relatório é uma autentica pérola de como não escrever português formal... (com o climax na nota de rodapé...)
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=28116&divName=2&id_class=2
Mas o relátório está disponível no site da CM Aveiro, pelo que é acessível a todos.
Ah!,já me esquecia... O texto que acompanha o link para o referido relatório é uma autentica pérola de como não escrever português formal... (com o climax na nota de rodapé...)
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=28116&divName=2&id_class=2
Microsoft e Yahoo
Num periodo onde a onda de M&As (mergers and acquisitions, ou seja, OPAs e fusões) invadiu todo o mercado global, surge agora um rumor que a concretizar-se tratar-se-á de um dos maiores negocios de todos os tempos.
A Microsoft - o maior fabricante de software do mundo, mas apenas em terceiro em termos de motores de busca - pretende comprar a Yahoo, precisamente a segunda em termos de motores de buscar. Em primeiro, claro está, encontra-se a Google. Ora, a Microsoft parece já não conseguir inovar tanto como antes - é já claramente uma empresa em maturidade, como alias prova o pagamento pela primeira vez na história de um dividendo ordinário ha dois anos. A Yahoo tem conseguido apenas perseguir a Google, ao que se sabe, porque o algoritmo de busca da Google (em constante actualização) está a anos luz de todos os outros.
A Microsoft tem actualmente valor de mercado de cerca de 40 biliões de dollares, contra cerca de 5 da Yahoo. Ou seja, a Microsoft terá de pagar cerca de 5 000 000 000, 00 USD para adquirir a Yahoo.
Muito dinheiro e um negócio que até parece lógico. Mas terá a Microsoft capacidade de integrar a Yahoo sem lhe destruir valor? Ou pior, consequirá fazer com que a Yahoo supere a Google ? Eu dúvido. O que não quer dizer que a Google seja a dominadora do mercado para sempre...mas para já é "só" a empresa preferida dos recem-graduados dos melhores MBAs americanos, acima da Goldman Sachs e da Mckinsey...
A Microsoft - o maior fabricante de software do mundo, mas apenas em terceiro em termos de motores de busca - pretende comprar a Yahoo, precisamente a segunda em termos de motores de buscar. Em primeiro, claro está, encontra-se a Google. Ora, a Microsoft parece já não conseguir inovar tanto como antes - é já claramente uma empresa em maturidade, como alias prova o pagamento pela primeira vez na história de um dividendo ordinário ha dois anos. A Yahoo tem conseguido apenas perseguir a Google, ao que se sabe, porque o algoritmo de busca da Google (em constante actualização) está a anos luz de todos os outros.
A Microsoft tem actualmente valor de mercado de cerca de 40 biliões de dollares, contra cerca de 5 da Yahoo. Ou seja, a Microsoft terá de pagar cerca de 5 000 000 000, 00 USD para adquirir a Yahoo.
Muito dinheiro e um negócio que até parece lógico. Mas terá a Microsoft capacidade de integrar a Yahoo sem lhe destruir valor? Ou pior, consequirá fazer com que a Yahoo supere a Google ? Eu dúvido. O que não quer dizer que a Google seja a dominadora do mercado para sempre...mas para já é "só" a empresa preferida dos recem-graduados dos melhores MBAs americanos, acima da Goldman Sachs e da Mckinsey...
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Economia Internacional
De volta
Não me foi de todo fácil proceder a uma actualização deste blog tão assiduamente quanto desejaria e quanto vinha sendo habito.
Mas foi também um periodo em que passando uma eleição de um novo presidente mais do que anunciada do CDS-PP e uma comico-trágica especulação em redor da licenciatura do Primeiro-Ministro que circulava há muito na net e que apenas agora pos-OPA à PT (não, esta alusão temporal não é inocente) vem à baila, pouco haveria a comentar, embora fosse sempre interessante e desafiador tentar "dar corda as teclas".
Infelizmente, como disse, pura e simplesmente não tive tempo. E como o blog é mesmo feito da vontade do autor, daí a propria natureza do conceito de blog, posso fazê-lo sem dar satisfações. Tal como num mercado, se a oferta não se interessar por dinamizar-se e atrair procura, também um blog sem posts acaba por não ter leitores. Naturalmente. Mas houve sempre aqueles que me incentivaram a não parar e a recomeçar. Para esses e para todos, ca estou de volta, não sabendo se terei tempo para amanha voltar a escrever. Hoje tenho.
Mas foi também um periodo em que passando uma eleição de um novo presidente mais do que anunciada do CDS-PP e uma comico-trágica especulação em redor da licenciatura do Primeiro-Ministro que circulava há muito na net e que apenas agora pos-OPA à PT (não, esta alusão temporal não é inocente) vem à baila, pouco haveria a comentar, embora fosse sempre interessante e desafiador tentar "dar corda as teclas".
Infelizmente, como disse, pura e simplesmente não tive tempo. E como o blog é mesmo feito da vontade do autor, daí a propria natureza do conceito de blog, posso fazê-lo sem dar satisfações. Tal como num mercado, se a oferta não se interessar por dinamizar-se e atrair procura, também um blog sem posts acaba por não ter leitores. Naturalmente. Mas houve sempre aqueles que me incentivaram a não parar e a recomeçar. Para esses e para todos, ca estou de volta, não sabendo se terei tempo para amanha voltar a escrever. Hoje tenho.
sexta-feira, março 30, 2007
TGV Salamanca - Aveiro afastado
Já se temia há muito, mas agora parece mais certo que nunca. Aveiro não vai ter ligação de alta velocidade com Salamanca.
Tudo porque os espanhois anteciparam-se mais uma vez na decisão de preterir a ligação a Salamanca via Madrid.
E Portugal...foi atrás...
Tudo porque os espanhois anteciparam-se mais uma vez na decisão de preterir a ligação a Salamanca via Madrid.
E Portugal...foi atrás...
Tensão no Irão
A actual situação no médio oriente é cada vez mais preocupante. Não que haja evoluções significativas na área - a detenção dos marinheiros e militares ingleses não passa de um incidente menor, ainda que possivelmente detonador -, mas o mundo olha para este área com muita apreensão.
Todos já apontaram os erros que foi a operação no Iraque, mas muitos agora precupam-se porque percebem a incapacidade política, económica e operacional dos EUA em encetar nova missão,desta vez no Irão. Não que sejamos a favor da guerra, mas a ameaça nuclear vinda de um país radical muçulmano preocupa o ocidente.
Que solução então?
Curioso ou não, há um facto relevante que nem sempre é do conhecimento geral. O Irão, embora seja um dos maiores produtores mundiais e detentores de reservas brutais de petróleo, o facto é que não possui refinarias. Este facto só por si estranho, não é o mais insólito.
Na verdade, o Irão subsisidia os consumidores de produtos finais petroliferos em mais de 70%, criando uma oportunidade de arbitragem (troca sem risco e com lucro) com os mercados vizinhos.
Ora, facilmente daqui se percebe o problema de uma possível embargo. Se por lado, poderia colocar o petroleo a 100$ por barril, também colocaria o Irão numa situação de paralização total.
Todos já apontaram os erros que foi a operação no Iraque, mas muitos agora precupam-se porque percebem a incapacidade política, económica e operacional dos EUA em encetar nova missão,desta vez no Irão. Não que sejamos a favor da guerra, mas a ameaça nuclear vinda de um país radical muçulmano preocupa o ocidente.
Que solução então?
Curioso ou não, há um facto relevante que nem sempre é do conhecimento geral. O Irão, embora seja um dos maiores produtores mundiais e detentores de reservas brutais de petróleo, o facto é que não possui refinarias. Este facto só por si estranho, não é o mais insólito.
Na verdade, o Irão subsisidia os consumidores de produtos finais petroliferos em mais de 70%, criando uma oportunidade de arbitragem (troca sem risco e com lucro) com os mercados vizinhos.
Ora, facilmente daqui se percebe o problema de uma possível embargo. Se por lado, poderia colocar o petroleo a 100$ por barril, também colocaria o Irão numa situação de paralização total.
Finalmente!
O edíficio de boas-vindas à cidade de Aveiro foi finalmente demolido, naquilo que foi uma triste história de não planeamento e atrasos burocráticos lamentáveis num espaço nevralgico da cidade: a sua porta de entrada.
Não é minha intenção enaltecer a actual CMA pelo facto, mas sim afirmar que demolir nao chega. É preciso dotar aquele espaço da atractividade que a cidade merece. Sem mais erros urbanisticos.
Não é minha intenção enaltecer a actual CMA pelo facto, mas sim afirmar que demolir nao chega. É preciso dotar aquele espaço da atractividade que a cidade merece. Sem mais erros urbanisticos.
terça-feira, março 27, 2007
Bosch investe em Aveiro
A Bosch prepara-se para reforçar o seu investimento em investigação em Aveiro. Este investimento surge na sequencia da sua intenção de apostar em energias renováveis e aplicá-las aos seus produtos, nomeadamente aos que são produzidos na fábrica de Aveiro.
É certamente um investimento bem-vindo,
É certamente um investimento bem-vindo,
EdP adquire empresa americana Horizon
A EdP (Energias de Portugal) anunciou hoje a compra da empresa norte-americana de energias eólicas Horizon por valores superiores a dois mil milhoes de dollares.
Mas se é um negócio que faz todo o sentido tendo em conta a estratégia de internacionalização da EdP no contexto mundial ao nível das energias renováveis (já detém posições importantes no Brasil, Espanha e obviamente Portugal), tendo em conta o actual estado dos mercados mundiais, algumas duvidas se podem naturalmente levantar.
Desde logo, segundo a Bloomberg, a Horizon era detida pela Goldman Sachs por inteiro. Ou seja, não era cotada, sendo portanto inteiramente private. Por si só levanta a questão: porque será que o banco de investimento mais rentável de sempre pretender vender uma empresa inteiramente detida por si ?
Para mais, esta compra permite à EdP encaixar cerca de 700 milhões de dollares em benefícios fiscais americanos, que contudo já estarão certamente englobados no preço.
Por último, surge também a natural dúvida de como a EdP será capaz de gerir uma empresa num mercado que não conhece e no qual não tem nenhum gestor capaz de uma ligação eficiente. Um português no texas a gerir uma empresa nums sector altamente competitivo ou um americano sem qualquer ligação a Portugal?
Esta operação vai ser portanto financiada via dívida e via benefícios fiscais. Como resultado, a dívida titulada da EdP estará prestes a sofrer um downgrade, pois esta compra não será capaz de produzir cash flows no curto prazo.
Não será contudo uma má compra. Isso só o futuro o dirá. Mas com os mercados de equity overvalued, é certamente uma compra muito cara...
Mas se é um negócio que faz todo o sentido tendo em conta a estratégia de internacionalização da EdP no contexto mundial ao nível das energias renováveis (já detém posições importantes no Brasil, Espanha e obviamente Portugal), tendo em conta o actual estado dos mercados mundiais, algumas duvidas se podem naturalmente levantar.
Desde logo, segundo a Bloomberg, a Horizon era detida pela Goldman Sachs por inteiro. Ou seja, não era cotada, sendo portanto inteiramente private. Por si só levanta a questão: porque será que o banco de investimento mais rentável de sempre pretender vender uma empresa inteiramente detida por si ?
Para mais, esta compra permite à EdP encaixar cerca de 700 milhões de dollares em benefícios fiscais americanos, que contudo já estarão certamente englobados no preço.
Por último, surge também a natural dúvida de como a EdP será capaz de gerir uma empresa num mercado que não conhece e no qual não tem nenhum gestor capaz de uma ligação eficiente. Um português no texas a gerir uma empresa nums sector altamente competitivo ou um americano sem qualquer ligação a Portugal?
Esta operação vai ser portanto financiada via dívida e via benefícios fiscais. Como resultado, a dívida titulada da EdP estará prestes a sofrer um downgrade, pois esta compra não será capaz de produzir cash flows no curto prazo.
Não será contudo uma má compra. Isso só o futuro o dirá. Mas com os mercados de equity overvalued, é certamente uma compra muito cara...
quinta-feira, março 22, 2007
A ler
Com a reconhecida qualidade da melhor consultora do mundo, vale a pena perder alguma atenção num artigo da The McKinsey Quarterly sobre a competitividade em Portugal.
Aqui fica o link:
http://www.mckinseyquarterly.com/article_abstract_visitor.aspx?ar=1428&l2=7&l3=8&srid=190&gp=0
Fica esta citação como teaser:
"Portugal's government should tackle its productivity problem by easing rigid labor laws, removing barriers to competition, and reining in the informal economy. "
Aqui fica o link:
http://www.mckinseyquarterly.com/article_abstract_visitor.aspx?ar=1428&l2=7&l3=8&srid=190&gp=0
Fica esta citação como teaser:
"Portugal's government should tackle its productivity problem by easing rigid labor laws, removing barriers to competition, and reining in the informal economy. "
FED mantém taxas
Ao contrário do que o mercado descontava nos yields das obrigações do tesouro norte-americanas de curto e longo prazo, as taxas de referência da Reserva Norte-Americana não sofreram alterações, com o Governador Bernanke a decidir-se por manter as taxas, numa altura onde o problema de crédito à habitação do sector subprime (nivel mais alto de risco) ameaça alastrar. O risco de crédito crunch é portanto muito real, e os níveis de inflação permanecem a ser alvo de atenção, pelo que o FED manteve as taxas a 5,25%. Os mercados de equity reagiram favoravelmente a esta decisão, surpreendentemente.
domingo, março 18, 2007
Bancos Centrais
A sua visibilidade tem vindo a ser gradualmente reduzida ao longos dos tempos, fruto das taxas de juro historicamente baixas. Contudo, e com o progressivo aumento que ultimamente se tem vindo a assistir, a sua preponderancia volta a ser notada.
Esta semana será com certeza um desses momentos. Tanto o Banco do Japão como a Reserva Federal americana vão pronunciar-se sobre o nivel do preço do dinheiro e com repercussões a nivel global.
Senão veja-se. Ultimamente os investidores tem vindo a utilizar o chamado carry trade, ou seja, vendem activos com reduzido funding para investir em activos com maior rentabilidade. O mais comum tem sido a venda (ou a tomada de posições curtas) no Iene (moeda japonesa) para compra de dollars e sobretudo de titulos do tesouro americano. Tal operação é possivel porque a taxa de juro japonesa encontra-se demasiado baixa, e o iene estável em subvalorização.
Por outro lado, nos EUA, há um duplo problema que possivelmente conduz a um dilema do FED: se por um lado há uma crise instalada nos chamados subprime mortgages (hipotecas para faixa da população com maior nivel de risco e de incumprimento) onde os defaults dispararam para os 14%, por outro lado a inflação continua a ser um problema sério. Para agudizar a situação, os futuros dos titulos do tesouro americanos de curto prazo já descontam mais de 2 cortes do FED, ou seja, taxas de juro a 4,60%, contra a actual de 5,25%.
Ora, um corte das taxas do FED se por um lado poderia dinamizar a economia e dar lhe um maior impulso, resolvendo o grave problema que se anteve no mercado da habitação e construção, por outro lado poderia compromenter o crescimento, folgando o combate à inflação. É a vez de Bernanke falar (actual responsável do FED) apesar dos constantes avisos do anterior responsável e sobejamente conhecido Alan Greenspan, agora conferencista profissional.
Esta semana será com certeza um desses momentos. Tanto o Banco do Japão como a Reserva Federal americana vão pronunciar-se sobre o nivel do preço do dinheiro e com repercussões a nivel global.
Senão veja-se. Ultimamente os investidores tem vindo a utilizar o chamado carry trade, ou seja, vendem activos com reduzido funding para investir em activos com maior rentabilidade. O mais comum tem sido a venda (ou a tomada de posições curtas) no Iene (moeda japonesa) para compra de dollars e sobretudo de titulos do tesouro americano. Tal operação é possivel porque a taxa de juro japonesa encontra-se demasiado baixa, e o iene estável em subvalorização.
Por outro lado, nos EUA, há um duplo problema que possivelmente conduz a um dilema do FED: se por um lado há uma crise instalada nos chamados subprime mortgages (hipotecas para faixa da população com maior nivel de risco e de incumprimento) onde os defaults dispararam para os 14%, por outro lado a inflação continua a ser um problema sério. Para agudizar a situação, os futuros dos titulos do tesouro americanos de curto prazo já descontam mais de 2 cortes do FED, ou seja, taxas de juro a 4,60%, contra a actual de 5,25%.
Ora, um corte das taxas do FED se por um lado poderia dinamizar a economia e dar lhe um maior impulso, resolvendo o grave problema que se anteve no mercado da habitação e construção, por outro lado poderia compromenter o crescimento, folgando o combate à inflação. É a vez de Bernanke falar (actual responsável do FED) apesar dos constantes avisos do anterior responsável e sobejamente conhecido Alan Greenspan, agora conferencista profissional.
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Economia Internacional
quarta-feira, março 14, 2007
Novo Blog
Foi criado um blog de apoio à candidatura de Paulo Portas à liderança do CDS-PP, blog no qual também sou autor.
Aqui fica o link:
http://voltar-a-crescer.blogspot.com/
Aqui fica o link:
http://voltar-a-crescer.blogspot.com/
De volta...alguma vez fui embora?
Um blog é assim mesmo: é suposto escrever nele quando e se pudermos. E como só agora consegui um pouco desse bem precioso,escasso e não transacionável, cá estou eu para dar sinal de vida.
Obrigado pela paciência de insistir em visitar um blog que esteve parado demasiado tempo.
Obrigado pela paciência de insistir em visitar um blog que esteve parado demasiado tempo.
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