segunda-feira, outubro 09, 2006
Nobel Prize: Economics

O Prémio Nobel da Economia de 2006 foi hoje atribuido a Edmund Phelps, da Columbia University, NY, USA, segundo a Real Academia Sueca de Ciências por “his analysis of intertemporal tradeoffs in macroeconomic policy”.
Ainda segundo a Academia Sueca, este prémio surge na sequencia dos estudos sobre as relações entre taxa de desemprego e taxa de inflação (tradicionalmente representada na curva de Philips) e a rejeição desta curva no longo prazo, onde segundo Phelps a taxa de desemprego nao é influenciada pela inflação, apenas pelo mercado laboral.
Phelps teve também contributo em termos de tradoff intertemporal geracional no que respeita aos investimentos e consumos de capital no presento e no futuro.
Mais info aqui.
Finalmente o MIT
Fica a faltar o acordo com Carnegie Mellon e Austin. Pena a Universidade de Aveiro, um dos polos técnológicos mais avançados e competentes do País, tenha ficado de fora.
Resta saber de quem é a culpa e quais os motivos. Vontade do Ministro Gago ou culpa da Reitora da UA? Ou então, será que a UA não tem condições para aderir a esta parceria? Ficar de fora aqui pode ser fatal...
Resta saber de quem é a culpa e quais os motivos. Vontade do Ministro Gago ou culpa da Reitora da UA? Ou então, será que a UA não tem condições para aderir a esta parceria? Ficar de fora aqui pode ser fatal...
ANACOM
Pela primeira vez me dirijo à ANACOM neste blog pelos motivos certos. Como entidade reguladora das comunicações, a ANACOM sugeria que um dos remédios á OPA da Sonae.com à PT fosse a venda da Optimus. Em consonância com o que se pensa lá por fora sobre o assunto...e ao contrário do que a AdC propos.
Galp Energia
Vai começar o IPO da GalpEnergia. Segundo os estudos, acções compradas em IPOs valorizam-se significativamente nos dias seguintes. Parece-me que a Galp não vai fugir à regra.
Cartão único do cidadão
Este fim de semana, estava eu descansado a ver notícias quando me deparei com o o Ministro da Administração Interna António Costa a defender o Cartão do Cidadão perante a Assembleia da República.
"Muito bem, finalmente vai poder cruzar-se informação e detectar fraudes..." pensei eu.
Ao que instantaneamente ouço do Ministro: "Mas não se alertem, não se trata do cruzamento de bases de dados dos Ministérios, apenas um porta-chaves, em que cada serviço tem a sua chave no mesmo documento".
Não querendo atentar em relação à utilidade do documento, pergunto-me por vezes em que raio de país romântico vivemos. A era da informática e da informação permite inumeras facilidades, uma delas é bloquear informação a quem não esteja credenciado para ter acesso. Se o medo é da incompetência ou corrupção dos funcionários públicos, então que o digam. Se o receio é de que utentes sejam discriminados por informação fiscal, que bloqueiem quem possa ter acesso in loco.
A questão vai muito mais além. É obvio que o Estado precisa deter este tipo de informação. Para evitar fraudes e abusos. Que sentido faz a mesma pessoa estar presente em 3 ou mais bases de dados distintas de diferentes ministérios...do mesmo Estado ?
"Muito bem, finalmente vai poder cruzar-se informação e detectar fraudes..." pensei eu.
Ao que instantaneamente ouço do Ministro: "Mas não se alertem, não se trata do cruzamento de bases de dados dos Ministérios, apenas um porta-chaves, em que cada serviço tem a sua chave no mesmo documento".
Não querendo atentar em relação à utilidade do documento, pergunto-me por vezes em que raio de país romântico vivemos. A era da informática e da informação permite inumeras facilidades, uma delas é bloquear informação a quem não esteja credenciado para ter acesso. Se o medo é da incompetência ou corrupção dos funcionários públicos, então que o digam. Se o receio é de que utentes sejam discriminados por informação fiscal, que bloqueiem quem possa ter acesso in loco.
A questão vai muito mais além. É obvio que o Estado precisa deter este tipo de informação. Para evitar fraudes e abusos. Que sentido faz a mesma pessoa estar presente em 3 ou mais bases de dados distintas de diferentes ministérios...do mesmo Estado ?
quarta-feira, outubro 04, 2006
FT fala da OPA sobre a PT na coluna Lex
Duras críticas são feitas à AdC nacional, com a respectiva fundamentação: permitir poder de mercado de 60% a uma empresa numa industria de capital intensivo e onde as barreiras à entrada são enormes, tornam o remédio de obrigar a entrada de um novo operador perfeitamente falacioso.
A ver aqui.
A ver aqui.
Portuguesa recebe segundo prémio no EDAMBA
«Helena Isidro (PhD, Lancaster, 2005) has been awarded second prize in the 2006 EDAMBA (European Doctoral Programmes Association in Management and Business Administration) doctoral thesis competition for her thesis entitled "The practice and implications for performance measurement and equity valuation of dirty surplus accounting flows". Helena is now an Assistant Professor in Accounting at the Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Lisbon, Portugal.»
Não podia deixar passar esta oportunidade para daqui endereçar os meus humildes mas sentidos parabéns à minha amiga Helena Isidro pelo prémio conquistado.
Link para a página de Helena Isidro com respectivos papers para download.
Por outro lado, manisfestar mais uma vez a minha tristeza por constatar que Portugal está ainda muito longe de atingir níveis aceitáveis nas suas Universidades, não obstante a existência em número considerável de pessoas com muito talento e capacidades.
Por último, não posso também deixar de me regozijar pelo elevadíssimo nível que mais uma vez a Lancaster University Management School patenteia, estabelecendo-se progressivamente como uma referência a nível europeu.
Não podia deixar passar esta oportunidade para daqui endereçar os meus humildes mas sentidos parabéns à minha amiga Helena Isidro pelo prémio conquistado.
Link para a página de Helena Isidro com respectivos papers para download.
Por outro lado, manisfestar mais uma vez a minha tristeza por constatar que Portugal está ainda muito longe de atingir níveis aceitáveis nas suas Universidades, não obstante a existência em número considerável de pessoas com muito talento e capacidades.
Por último, não posso também deixar de me regozijar pelo elevadíssimo nível que mais uma vez a Lancaster University Management School patenteia, estabelecendo-se progressivamente como uma referência a nível europeu.
terça-feira, outubro 03, 2006
Nobel Prize: Economics

O anuncio do próximo laureado com o prémio Nobel da Economia está agendado para o proximo dia 9 de Outubro. Para esperar.
ver Nobel Prize
Urgências
Governo vai encetar uma revolução nas urgências hospitalares em Portugal. Na zona Centro vão encerrar os serviços de urgência de São João da Madeira, Espinho, Estarreja, Ovar, Anadia, Fundão e Cantanhede.
Deste modo, a zona Centro fica apenas servida com os serviços de urgência polivalente (SUP) dos Hospitais de Coimbra e de S.Teotonio, os serviços de urgência médico-cirurgica (SUMC) de Aveiro, Caldas da Raínha, Sta Maria da Feira, Figueira da Foz, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Covilhã e os restantes serviços de urgência básicos actuais.
Ou seja, Aveiro fica enquadrado no meio de uma rede cada vez mais escassa e não servida convenientemente por nenhum SUP (Coimbra a PELO MENOS 45 minutos assim como o S.João do Porto). Ainda para mais, ao analisar a proposta do Ministro da Saúde, facilmente se nota que a grande facada é precisamente no Norte e Centro do País.
Sinceramente, não sou grande adepto de forçar sempre a tecla no centralismo de Lisboa. Mas esta medida parece-me manifestamente um atentado às regiões que mais densidades populacionais tem e até que mais contribuem em impostos... Para já não relembrar que só Coimbra possiu DUAS, sim leu bem, DUAS unidades de urgência polivalente, enquanto que toda a região de Aveiro possui ZERO. Haja critério técnico, com certeza. Mas haja critério e coragem para implementá-lo a todos os níveis.
Para terminar, ainda a questão das urgências e dos utentes. É certo que há algum abuso deste serviço. Mas não me parece boa política fechar primeiro as urgências para só depois implementar novas redes de unidades de saúde familiares ou novos horarios de SAPs. É obvio que assim só se conseguirá entupir as urgências actuais...
O mais engraçado disto tudo é que tanto se discutiu e argumentou contra a entrada de privados na saúde e nos hospitais, porque "iria encarecer o serviço" e "escolher os doentes" e agora nem caro nem barato, é apenas LONGE e ESCASSO. Brilhante.
Mais info: aqui, aqui , aqui e aqui.
Deste modo, a zona Centro fica apenas servida com os serviços de urgência polivalente (SUP) dos Hospitais de Coimbra e de S.Teotonio, os serviços de urgência médico-cirurgica (SUMC) de Aveiro, Caldas da Raínha, Sta Maria da Feira, Figueira da Foz, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Covilhã e os restantes serviços de urgência básicos actuais.
Ou seja, Aveiro fica enquadrado no meio de uma rede cada vez mais escassa e não servida convenientemente por nenhum SUP (Coimbra a PELO MENOS 45 minutos assim como o S.João do Porto). Ainda para mais, ao analisar a proposta do Ministro da Saúde, facilmente se nota que a grande facada é precisamente no Norte e Centro do País.
Sinceramente, não sou grande adepto de forçar sempre a tecla no centralismo de Lisboa. Mas esta medida parece-me manifestamente um atentado às regiões que mais densidades populacionais tem e até que mais contribuem em impostos... Para já não relembrar que só Coimbra possiu DUAS, sim leu bem, DUAS unidades de urgência polivalente, enquanto que toda a região de Aveiro possui ZERO. Haja critério técnico, com certeza. Mas haja critério e coragem para implementá-lo a todos os níveis.
Para terminar, ainda a questão das urgências e dos utentes. É certo que há algum abuso deste serviço. Mas não me parece boa política fechar primeiro as urgências para só depois implementar novas redes de unidades de saúde familiares ou novos horarios de SAPs. É obvio que assim só se conseguirá entupir as urgências actuais...
O mais engraçado disto tudo é que tanto se discutiu e argumentou contra a entrada de privados na saúde e nos hospitais, porque "iria encarecer o serviço" e "escolher os doentes" e agora nem caro nem barato, é apenas LONGE e ESCASSO. Brilhante.
Mais info: aqui, aqui , aqui e aqui.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Incrível...
sexta-feira, setembro 29, 2006
A (louca) política Aveirense ( II ) [actualizado]
Carlos Santos (vereador da CMA e Presidente da mesa da Assembleia Concelhia do PSD Aveiro) esclarece hoje no Diário de Aveiro [não disponível online] que Raul Martins (Presidente do PS Aveiro) citou excertos de uma versão de um artigo seu que nunca chegou a ser publicado.
Ora aí está uma situação que não é dificil confirmar. Se bota não der com a perdigota, é porque alguem permitiu acesso a versões anteriores ao artigo realmente publicado e Raúl Martins não foi suficiente cauteloso para verificar...
_________________ :: __________________
Só agora pude constatar que o blog do Dr Raul Martins Margem Esquerda já retomou a actividade, com os dois artigos de opinião publicados no Diário de Aveiro aqui (artigo em causa nos paragrafos anteriorese deste post) e aqui.
Ora aí está uma situação que não é dificil confirmar. Se bota não der com a perdigota, é porque alguem permitiu acesso a versões anteriores ao artigo realmente publicado e Raúl Martins não foi suficiente cauteloso para verificar...
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Só agora pude constatar que o blog do Dr Raul Martins Margem Esquerda já retomou a actividade, com os dois artigos de opinião publicados no Diário de Aveiro aqui (artigo em causa nos paragrafos anteriorese deste post) e aqui.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Nova Lei das Finanças Locais
quarta-feira, setembro 27, 2006
Aznar
Jose Maria Aznar, ex-PM espanhol e conferencista profissional esteve no programa Prós e Contras da RTP (a custo zero, ao que dizem). Só ontem de madrugada tive oportunidade de ver o programa, mas ainda assim, ficam alguns comentários.
Gostei francamente da abertura com que o debate (??) / entrevista decorreu. Ficou provado que os espanhois afinal entendem perfeitamente a Lingua Portuguesa.
Mas o que mais saliento foi a frontalidade e clareza do discurso de Aznar, que resumiu em poucas palavras o porquê de Espanha em 10 anos ter disparado em relação a Portugal em termos económicos: flexibilização, mobilidade, diminuição do peso do Estado, liberalização, simplificação e menos impostos. Em suma, uma economia mais liberal.
Ah! E também comentou a provocação sobre a alegada precariedade do trabalho em Espanha. Curioso é pouca gente em Espanha se queixar disso, enquanto que em Portugal...
Claro que em Espanha, a flexibilização laboral foi inserida numa estratégia de liberalização. Em Portugal é uma consequencia da rigidez laboral...
Gostei francamente da abertura com que o debate (??) / entrevista decorreu. Ficou provado que os espanhois afinal entendem perfeitamente a Lingua Portuguesa.
Mas o que mais saliento foi a frontalidade e clareza do discurso de Aznar, que resumiu em poucas palavras o porquê de Espanha em 10 anos ter disparado em relação a Portugal em termos económicos: flexibilização, mobilidade, diminuição do peso do Estado, liberalização, simplificação e menos impostos. Em suma, uma economia mais liberal.
Ah! E também comentou a provocação sobre a alegada precariedade do trabalho em Espanha. Curioso é pouca gente em Espanha se queixar disso, enquanto que em Portugal...
Claro que em Espanha, a flexibilização laboral foi inserida numa estratégia de liberalização. Em Portugal é uma consequencia da rigidez laboral...
terça-feira, setembro 26, 2006
Então e o mérito?
«Gago salva universidades com mau desempenho
Prémios de mérito prometidos há um ano às melhores universidades vão assegurar a sobrevivência das instituições com os piores indicadores de eficiência.
Há um ano, o ministro Mariano Gago definiu uma fórmula de cálculo de financiamento que prometia recompensar a eficiência com acréscimos de verbas. Afinal, para assegurar a sobrevivência das universidades com pior desempenho, a fórmula foi afastada. As melhores instituições vão acabar por receber menos.»
in Diário Económico, 2006-09-26
Prémios de mérito prometidos há um ano às melhores universidades vão assegurar a sobrevivência das instituições com os piores indicadores de eficiência.
Há um ano, o ministro Mariano Gago definiu uma fórmula de cálculo de financiamento que prometia recompensar a eficiência com acréscimos de verbas. Afinal, para assegurar a sobrevivência das universidades com pior desempenho, a fórmula foi afastada. As melhores instituições vão acabar por receber menos.»
in Diário Económico, 2006-09-26
segunda-feira, setembro 25, 2006
Função Pública
82% dos funcionários públicos tem vinculo vitalício.
Uns chamam estabilidade no emprego, outros, como eu, chamam-lhe desincentivo total à produtividade, rigidez de adaptação a novas realidades, gordura do Estado.
Estabilidade no emprego é saber que se formos produtivos estaremos a contribuir para um todo que confia nos seus colaboradores, pelo que lhes garantirá e remunerará no futuro consoante o mérito.
Uns chamam estabilidade no emprego, outros, como eu, chamam-lhe desincentivo total à produtividade, rigidez de adaptação a novas realidades, gordura do Estado.
Estabilidade no emprego é saber que se formos produtivos estaremos a contribuir para um todo que confia nos seus colaboradores, pelo que lhes garantirá e remunerará no futuro consoante o mérito.
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